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 Episódio 46 | De volta a Konoha

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MensagemAssunto: Episódio 46 | De volta a Konoha   Seg 12 Jun 2017, 14:46


«!» (...)
«!» Hirei, Yuudai e Hakuro partiram para Konoha, como representantes de Jouichirou e Zenzaki nos acertos prévios da reunião que pode decidir o futuro da vila. Viajaram tranquilamente, na companhia de Nara Souji e seus dois subordinados chuunins. Em três dias, chegaram na Vila Oculta da Folha. Para Yuudai, não fazia tanto tempo que havia deixado aquele lugar. Para Hakuro e Hirei, menos ainda. Entretanto, foram tantos os acontecimentos que o tempo transcorrido pareceu muito mais longo. Ainda assim, a vila parecia a mesma. Após algumas semanas, o luto pelo Sandaime quase não era mais sentido pelos moradores, que seguiam sua vida normalmente. E aquele seria mais um dia comum na vida de todos, se aquele grupo de seis shinobis não chegassem pelo portão principal, chamando atenção pelo seu tamanho e pela heterogeneidade dos integrantes. Os olhares curiosos se voltaram para eles, mas se dispersavam após uns minutos.
«!» Sem delongas, e também por não ter a quem reportar, ou ente querido a visitar, foram diretamente até o Palácio do Hokage. Na entrada, os dois chuunins se despediram, sendo dispensados por Souji. Entraram. Passaram pelos corredores e escadas que há muito não visitavam, até chegar à sala na qual o Conselho normalmente faz suas reuniões. Em frente a porta, alguém já os esperava. -- Bem-vindos de volta. Os filhos de Konoha sempre retornam, não é mesmo? -- foi o que disse Keisei, de forma polida e com o sorriso educado de costume. Após falar, quedou os olhos brancos em Hirei, e ficou assim por segundos que pareciam horas. O Yamanaka sabia que aquilo não significaria muita coisa. O Byakugan, o temível doujutsu, era fácil de ser notado quando utilizado, o que não era o caso. Mas, de alguma forma, o olhar penetrante do líder dos Hyuuga parecia atravessar a máscara de Hirei e o despojar de seu disfarce. -- Vamos entrando. Manami-sama nos espera. Não é algo que deve demorar. -- falou depois, abrindo a porta e dando visão a uma sala ampla, com várias janelas iluminadas pelo sol da tarde. No centro, uma mesa retangular com várias cadeiras, com a Anciã sentada na cabeceira mais distante.
Hirei parecia um pouco incomodado com a presença de Keisei ali. Se fosse coincidência mesmo, tratava-se de uma cena um tanto quanto irônica. Ajeitava a máscara de leve, como se quisesse ter certeza de que ela não cairia por qualquer motivo que fosse. Apesar de tudo, sabia que o seu disfarce só iria durar temporariamente, visto a existência daqueles olhos brancos na vila, então ao menos contava com o comportamento civilizado dos demais. Sabia que não arriscariam o acordo feito por Konoha, independente de tudo. Caminhando mais a frente, Hirei seguiu como instruído, na vontade de encontrar-se com Manami. Até que isto ocorresse, preferiu manter-se o mais calado possível.
Para Hakuro, retornar à Konoha era como pisar novamente em uma gaiola. Pela primeira vez havia se dado conta do quanto havia adquirido liberdade desde o dia em que decidiu escapar da vila e, agora, sabia que nunca mais conseguiria voltar àquela vida. O rapaz sorriu observando os prédios e casas, a arquitetura típica e o ar moderno de Konoha se comparado à Pedra: - Hirei, Yuudai... se o pior acontecer e tentarem me capturar, não pretendo conter forças. Vou inundar esse lugar com o chakra da Kyuubi e partir para cima de Keisei, como eu já gostaria de ter feito desde o começo. - Com uma mão sobre o cabo de sua espada, Hakuro seguiu caminho em passos firmes de ritmo acelerado. Quando finalmente chegaram até o local onde a reunião se concretizaria, calou-se. Sequer se deu ao trabalho de cumprimentar o Hyuuga ou mostrar cordialidade. O Jinchuuriki adentrou a sala em silêncio e preferiu não se sentar - ao invés disso, se prostrou ao lado da porta, como uma espécie de segurança.
Era, de certa forma, estranho estar em Konoha nestas circunstâncias, Yuudai, de alguma forma, sentia o peso de estar na situação em que se encontrava ali. Obviamente não era a primeira vez que estava naquele palácio, mas todo o contexto fazia com que parecesse. Perdia-se de seus pensamentos ao ouvir a voz de Keisei e sem dar atenção às balelas que ele dizia, seguia os demais até a sala em que Manami se encontrava. Ajeitava os óculos como de praxe, mas dessa vez não era apenas um cacoete, era realmente uma tentativa de afastar o nervosismo que tomava conta do Aburame que entendia a gravidade da situação e sabia que o menor erro causaria um confronto de proporções estrondosas.
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«!» -- Olha só... Sequer ouvi um "obrigado"... -- disse baixo o Hyuuga, enquanto também entrava e fechava a porta atrás de si. Segui então até um dos assentos, em frente ao qual estava alguns papéis que provavelmente diziam respeito àquela pequena reunião. Quando todos estavam acomodados, ou quase todos, visto que Hakuro mantinha-se de pé, a reunião foi iniciada. -- Sejam bem-vindos. -- disse Manami, principiando a conversa. -- Pelo que sei, vocês são Yuudai-san e Hirei-san, não é? E você, já conheço até demais, Hakuro-san. Como devem saber, Keisei-san ainda é o responsável pelos assuntos administrativos da vila, e ele está cuidando dos preparativos para a reunião. Assim, pode iniciar, Keisei-san.
«!» -- Obrigado, Manami-sama. -- respondeu o Hyuuga, enquanto passava a passear com os olhos pelo papel em sua mesa. -- A reunião será feita em uma semana, para que haja tempo de que todos os participantes estejam aqui. Conforme foi solicitado e acordado, os participantes e seus representantes possuem imunidade diplomática até a reunião, quando a imunidade poderá ser renovada. Além do Conselho de Anciãos, participaram da reunião: Jouichirou, Sarutobi Zenzaki, Senju Omeshirama, Masayoshi e Hyuuga Keisei, sendo que os quatro últimos são candidatos ao título de próximo Hokage. Cada participante poderá levar consigo um assistente, que já foram nomeados: Hirei, por Jouichirou; Aburame Yuudai, por Zenzaki, Toushizou, por Hyuuga Keisei. Os demais ainda estão pendentes de nomeação. A reunião será realizada no centro de Konoha, em lugar organizado unicamente para isso e com a segurança providenciada pela Polícia Uchiha. Dúvidas até então?
Yuudai já se mostrava mais tranquilo, embora ainda estivesse bastante desconfiado do rumo que essa reunião poderia tomar. Ajeitava os óculos mais uma vez e com seu tom de voz usual dirigia a palavra a Keisei pela primeira vez em seu retorno a Konoha. -- Não, nenhuma dúvida. E então dirigia olhares para os outros dois shinobis que o haviam acompanhado a aldeia esperando que eles respondessem, voltando a encarar o Hyuuga por trás das lentes negras de seus óculos. "Isso quer dizer que Shu realmente foi pego. Inesperado." Voltava a observar seus companheiros, se atentando que Hakuro não fora nomeado como assistente ao dirigir seu olhar para o mesmo, entretanto não esboçava maiores reações, visto que estava ali como um dos representantes de Jouichirou e, assim como o próprio Yuudai, tinha garantia de imunidade diplomática e isso lhe dava certa tranquilidade.
Hirei pousou a mão na mesa com mais força do que deveria, quase como se tivesse deixando nítido o seu incômodo ali. Não hesitou, iniciando o diálogo naquela mesma hora: -- Não. Sarutobi Hakuro estará presente na reunião. Não me importo se Zenkaki-sama e Jouichirou-sama concordaram com isso, mas é algo que não irei permitir. Como estou aqui, sei que tenho o direito de tomar este tipo de decisões por conta própria, além de que sei que eles não irão se opor a qualquer escolha que eu tome. É minha única função aqui, afinal de contas. - O jovem Yamanaka começou bater com os dedos na mesa, como se estivesse impaciente. De alguma forma, a ideia de deixar Hakuro fora da reunião o incomodava em demasia. -- Não é novidade pra ninguém que Hakuro é o Jinchuuriki da Kyuubi e filho de Jouichirou-sama. Ele possui valor demais para ficar longe dos nossos olhos, onde possa ser capturado enquanto a reunião ocorre. Quero ele presente, como guarda-costas, se necessário. Ele não irá interferir no diálogo, apenas fazer presença. Além do mais, todos os outros assistentes possuem aptidão para o combate, coisa que eu não possuo. Se preferirem, simplesmente encarem isto como se ele compensasse este defeito meu. Se ainda assim quiserem contestar este meu pedido, encarem também como algo benéfico para vocês. Ele estará aos vossos olhos também, o que significa que não fará nada durante a reunião. Este meu pedido somente prejudica aqueles que quiserem algum mal para com Hakuro-san. E se vocês forem um deles, então teremos problemas.
Hakuro sorriu diante do pedido de Hirei, e logo completou, imediatamente tomando voz pela primeira vez ao passo que a fala de seu companheiro se encerrou: - Também sugiro que mudemos o local da reunião, e que a polícia de Konoha não se envolva no caso. De forma alguma reuniremos todos os líderes da oposição dentro de um território hostil sob supervisão de um grupo ainda mais desviado que você, Keisei. Me admira imensamente que Masayoshi não esteja de alguma forma se envolvendo nisso tudo, aliás... Talvez depois do seu fracasso em enviar uma Kyuubi falsa para atacar Iwa ele tenha se retirado do cenário ou algo assim? Ou talvez vocês sequer saibam desse ocorrido. Eu não duvido da integridade da anciã, mas quero deixar algo extremamente claro aqui: não há confiança nenhuma entre nós e alguns grupos aqui dentro, e isso envolve Keisei. Tão logo, acho que já podem largar mão de tratar dessa situação como se estivessemos resolvendo um problema em família na sala de estar. Por último, imagino que logo irão sugerir que esperemos dentro da vila até o ocorrido da reunião, então já vou adiantar de uma vez que não concordo com isso pra poupar a saliva, e que recomendo não tentarem me prender, pro bem de todos.
«!» As ações de Hirei e Hakuro, bem menos tranquilas que a de Yuudai, surpreenderam Keisei e Manami. A Anciã não evitou deixar uma expressão surpresa na face. Já Keisei, riu. E riu por bons instantes até recuperar a compostura. -- Ai... perdão, Manami-sama. Mas é que a "energia" desses dois realmente é admirável. Sei que possuem imunidade e são representantes de Jouichirou e Zenzaki, mas... Precisam aprender qual é o lugar de vocês. -- na última frase, ele manteve o sorriso, embora com certeza não era este o sentimento que suas palavras expressavam. E eis que Manami toma a palavra. -- Ora. Vamos evitar perder a ordem das coisas, sim? Embora não seja o objetivo da reunião, não tem problema responder essa dúvida. Nós fomos informados sobre essa falsa Kyuubi. Masayoshi foi chamado a se explicar, mas disse não ter conhecimento. E, de fato, não há prova da existência dessa falsa Kyuubi, a não ser os testemunhos, e muito menos algo que ligue a qualquer pessoa. E como as investigações sobre a morte do Sandaime são prioridade, deixamos isto em segundo plano, por enquanto. A reunião ser em Konoha já foi algo decidido, infelizmente. Sobre o Hakuro-san, realmente não me incomodo que ele esteja presente, posto que é o Jinchuuriki, e aprovo sua solicitação, Hirei-san, ainda que os demais sejam contrários. -- a idosa pousou suavemente as mãos sobre a mesa e entrelaçou os dedos antes de continuar, em tom calmo. -- Eu sei que há muito inimizade e fatos mal-resolvidos, Hakuro-san. Mas é justamente para isso que a reunião servirá. Confesso que o Conselho agiu de forma imprudente em relação a Jouichirou-san, e queremos consertar as coisas. Além disso, pessoalmente, não vi nada que desabone Keisei. Ele tem ajudo muito todos nós mantendo suas funções administrativas nesse tempo de crise. Tem trabalhado até mais do que devia, inclusive. Masayoshi também tem nos ajudado ao assumir a Anbu e manter a credibilidade da organização, principalmente perante os clientes de Konoha. Todos são ótimos candidatos a Hokage, e o Conselho deseja uma disputa justa e limpa.
Hakuro suspirou. Seu suspiro foi tão profundo que parecia transmitir todo o cansaço que sentia ao lidar com gente daquele tipo: - Você me ouviu pedir? Não. Você me ouviu dizer. A reunião não ocorrerá em Konoha. Se você realmente pretende evitar uma guerra, eu sugiro fortemente que conceda isso. Parece algo extremamente pequeno a ser concedido afim de evitar uma consequência tão severa, não é mesmo ? A única razão pra lutar contra algo tão simples seria se tivessem algo especial planejado. Se pretendem se reunir para esclarecer sobre meu pai para a população, isso pode ser facilmente feito após a reunião, caso tudo dê certo. Por fim... - Hakuro pausou, voltando seu olhar para Keisei. Uma de suas sobrancelhas se ergueu, visivelmente escarneando o homem: - Keisei-san, eu sei bem meu lugar. Diferente de ser um subproduto barato do Sharingan, meu clã conquistou renome e fama dentro da vila através do talento e do esforço, conquistou posição e honrou seus deveres enquanto os Hyuuga ainda estão para serem considerados como mais que bússolas. Se há motivo de risada, isso seria sua ambição estranha de tentar alcançar além do que sua altura te permite. Eu sou o Jinchuuriki dessa porra. Em três segundos me sacrifico e solto a Kyuubi pra devastar você, a vila, seu povo, sua mãe e sua tia. Diferente de uma Kyuubi falsa - contra a qual eu lutei e venci - garanto que a minha não será parada tão fácil. Você é o ninguém, compreende agora? Digo tudo de forma tão clara porque certamente essa conversa não vai sair daqui, e tampouco tenho paciência pra rodeios e falsos sorrisos. Quem diria que negociar com meu sogro teria sido a melhor experiência diplomática que tive até agora... Pff... É tudo que tenho a adicionar. Hirei-kun, Yuudai-kun, concluam como acharem melhor.
Arregalava um pouco os olhos após o monólogo de Hakuro e a zombaria de Keisei, aquilo estava parecendo mais uma feira de peixes do que uma reunião que poderia definir o futuro de uma aldeia. Então, vendo que a situação podia sair do controle, pigarreava como se pedisse a palavra, já falando imediatamente, enquanto olhava para Keisei por trás das lentes escuras. -- Keisei-san, creio que zombar de ninjas de Konoha, ainda mais sendo Jouichirou-sama e Zenzaki-sama, não é uma atitude digna de um candidato a Hokage. O que vai ser de um líder se não tiver apoio de seus próprios shinobis, hein? Yuudai balançava a cabeça em sinal de reprovação. -- E Hakuro, se acalme, ninguém precisa devastar ninguém. Estamos aqui de antemão justamente para garantir que tudo corra como o prometido por Souji e que tudo esteja pronto para a chegada de Jouichirou-sama e Zenzaki-sama.
>> Sistema RRPG colocou o modo +Jogador em Zé Bonitinho
Hirei pareceu satisfeito com o seu pedido sendo aceito, de modo que apenas manteve-se quieto no seu canto, enquanto Hakuro resolvia as suas pendências. Eis que finalmente terminou de ouvir o seu pronunciamento, que em nada o agradou, pelo contrário. Por uns instantes, Hirei começou a suar pela testa que, por sorte, a máscara escondia. Esse tipo de situações imprevisíveis o incomodavam em muito, já que buscava sempre prever o máximo possível. Praticamente rezava para que Keisei e Manami não levassem tão a sério o tom das palavras de Hakuro. Embora tivesse sido meio ousado em suas palavras, Hirei estava acostumado com aquele tipo de situação diplomática, então sabia exatamente o seu limite. Agora alguém mais instintivo como Hakuro, não havia como esperar o mesmo, ainda dado o momento como um todo. De toda a forma, a situação havia que ser contida, pelo menos de forma a não ser tão dependente da boa vontade de Keisei e Manami de levarem na tranquilidade tudo aquilo dito. Embora antes estivesse exigindo, agora era a hora de amenizar as coisas. Por sorte, Yuudai havia ajudado um pouco nisso, embora tivesse feito a sua frente em relação a Keisei também. Tudo se complicava cada vez mais. -- Me perdoe a forma do meu amigo de se expressar, ele é um pouco mais direto e peculiar do que a maioria das pessoas é acostumado. Antes de responde-lo, gostaria de sugerir que a decisão do local seja tomada em outra hora, de maneira menos formal até. Nem mesmo eu sabia que Hakuro-san iria ser contra, mas até concordo em algumas partes com ele. Tirando isso, gostaria de pedir desculpas mais uma vez e mais especificamente para você, Keisei-sama. Hakuro-san é uma pessoa difícil de se lidar e essa situação toda com o pai dele tem gerado mais estresse que o normal, então releve. Agora, gostaria que prosseguissemos com os demais detalhes desta reunião, se ainda tivermos mais algo a tratar.
«!» Manami suspira. Por um instante, ela pareceu que iria interromper o falatório para talvez impedir que os ânimos se exaltassem ainda mais. Mas as intervenções de Yuudai e Hirei pareceram suficientes. Já Keisei, limitou-se a sorrir novamente, a princípio, antes de voltar a falar. -- Acho que houve um mal-entendido aqui... Não quis zombar, em absoluto. Só achei engraçado a personalidade de vocês e forma como defendem suas ideias, principalmente o Hakuro-san. Assim, perdoem-me se pareci indelicado. -- A anciã assentiu com a cabeça e tomou para si a palavra. -- Sim, vamos nos acalmar. Aceito as desculpas de todos. Mas sobre mudar o local da reunião... O problema é que isso implica no sistema de segurança. Não poderemos deslocar o policiamento Uchiha até outro lugar. E se cada um fizesse sua própria segurança, com ninjas a tira-colo, poderia resultar numa animosidade e clima tenso desnecessários. Então, para que haja tempo de organizar a parte da segurança, peço que sugiram um novo lugar até amanhã. Dito isto, ainda resta um último assunto a falar. Por favor, Keisei-san.
«!» -- Sim, Manami-sama. -- respondeu o Hyuuga antes de prosseguir. -- O último assunto é sobre a retratação pública a Jouichirou. A ideia de fazer a reunião no centro de Konoha tinha a ver com isso. Além de um pronunciamento do Conselho, os moradores de Konoha veriam as lideranças da vila sentadas de forma cordial, o que ajudaria a refazer a ordem e eliminar possíveis desconfianças. Mas... como os rapazes não querem dessa forma, sugiro então que o Conselho faça um pronunciamento antes de partir para a reunião, Manami-sama, explicando a situação.
«!» -- Estou de acordo, Keisei-san. -- respondeu a senhora. -- E os senhores? Se estiverem de acordo, e não houver mais nada a ser dito, poderemos encerrar a reunião aqui. E amanhã vocês passaram a sugestão de locar para Keisei-san, que ele tratará dos preparativos.
Hakuro balançou a cabeça. A mão que estava sobre sua espada se manteve ali durante toda a reunião e não havia nenhuma intenção de removê-la, como se estivesse pronto para saltar no pescoço de alguém a todo instante: - De acordo. Pra deixar claro, eu não pedi desculpas. Se isso é tudo, gostaria de sair da vila o quanto antes. - Concluiu.
Passava a mão sobre a testa, limpando o seu suor, havia sido uma reunião com ânimos à flor da pele, mas havia, finalmente acabado. Hakuro era mais impulsivo do que Yuudai pôde ver na reunião em Iwa. Dava uma última olhada em todos ali presentes. -- Eu também estou de acordo. Ajeitava os óculos no rosto. -- Se isso encerra a reunião, irei me retirar. Com licença, Manami-sama, Keisei-san. Falava dirigindo seu olhar para eles, respectivamente e se levantava de sua cadeira, saindo da sala de reunião e aguardando seus companheiros no lado de fora
Hirei simplesmente manteve-se calado, dando a entender que estava de acordo com tudo aquilo. E como tal, dirigiu-se para fora da sala, afinal seu trabalho ali estava feito. Haviam coisas demais em sua mente para perder tempo com respostas desnecessárias. Era como se, naquele instante, já estivesse planejando o que fazer futuramente, ainda sequer tivesse se retirado do local ainda.
«!» O trio de representantes deixou a sala, e se deparou com uma cena inesperada. Alguém corria pelo corredor em direção a eles. Embora fosse ninja, não corria como tal. Os passos eram um tanto descompassados, afoitos, aflitos. A respiração ofegante, talvez mais pelo peso dos sentimentos que trazia do que pelo próprio esforço físico. Era uma figura feminina, bela, mesmo com o suor descendo lentamente pelo pescoço até o colo dos seios. Seus olhos brancos não transmitiam a imponência e temor que lhe é comum, mas sim um sentimento mais brando e doce. Quando finalmente alcançou o grupo que aguardava frente a porta, deixou escapar dos lábios macios as palavras sem fôlego que tanto correu para dizer. -- Inozaki-kun... -- Após vários dias, o Yamanaka voltava a se encontrar com Nagi, a princesa Hyuuga.
«!» Poucos segundos depois, Keisei deixava a sala, deparando-se com a cena. -- Simplesmente não entendo o que se passa em sua cabeça, Nagi... -- disse o Hyuuga olhando para sua irmã mais nova de forma severa. -- Então esse é Inozaki... Mas não perder meu tempo aqui. Só peço que pelo menos tenha cuidado. Como estamos no Palácio, estará segura. Serei benevolente e deixarei esta passar... Mas está proibida de vê-lo novamente, Nagi. -- a forma e expressão de Keisei eram totalmente diferentes. Um quase-ódio podia ser sentido ali, o que era natural. Inozaki, que ali se apresentava como Hirei, era acusado de tentar estuprar Nagi, irmã mais nova de Keisei. O sentimento protetor do mesmo afloraria, mesmo que contra sua vontade. E assim, ele deu dois passos a frente, visando deixar o local, mas parou. Virando um pouco o rosto, disse antes de finalmente partir. -- Quanto a você, Hakuro-san. Estou ansioso para ver como é a "Kyuubi Verdadeira".
Hakuro ergueu uma sobrancelha, balançou a cabeça e fitou Keisei. Seus olhos, por um instante, exibiram um vermelho-sangue cintilante: - Se é assim, aproveite o pouco que te resta de vida. - Retrucou, mantendo-se ao lado dos seus companheiros enquanto assistia o Hyuuga ir embora.
A expressão de surpresa no rosto de Yuudai era visível, aquele que há, literalmente 2 minutos atrás era Hirei, passa a ser Inozaki. -- Inozaki? Sabia do que se tratava e, de certa forma, entendia a repulsa que Keisei sentia pelo homem mascarado, embora não ligasse muito para o que acontecera entre Nagi e Inozaki ou Hirei. Entretanto, a situação poderia ficar mais feia com a cena que Nagi havia causado na frente de Keisei, mesmo que sem intenção.
Hirei, ou melhor, Inozaki olhou para a mulher que aparecia ali de uma hora pra outra. Era inevitável que ela soubesse quem era, dada a sua kekkei, mas não esperava que ocorresse tão cedo, ainda mais ali no meio de todos, praticamente divulgando a sua identidade em público que havia se esforçado tanto para manter oculta. Surpreendeu-se mais ainda com Keisei, que parecia não saber até então quem era de verdade, mas por sorte conteve-se. Independente de tudo, havia que conter a situação. Como ela estava sentimental, era justificável o que havia acabado de fazer, mas aquela não era hora para conversarem, ainda mais no palácio. "Nagi-san... Quanto tempo. Realmente gostaria de conversar com você agora, mas não tem como. Estou sendo procurado por causa "daquilo" e ainda estou aqui do lado de Jouichirou resolvendo questões diplomáticas. Então, por apenas mais algumas horas pelo menos, espere um pouco. Nós realmente precisamos conversar. Você acha que podemos nos encontrar mais tarde?" - Disse, telepaticamente, para Nagi, fazendo uso de seu natural jutsu hereditário. Apesar de tudo, o seu estado de imunidade garantido por Jouichirou o permitiria pelo menos dialogar com a moça, embora houvesse que fazer tudo da maneira mais cautelosa possível, ainda mais com Keisei proibindo ela daquela forma. Independente de tudo, tinha que tirar ela dali o quanto antes.
«!» Ao olhá-la nos olhos, o Yamanaka notou que a jovem estava no limite do turbilhão de seus sentimentos. Alegria, aflição, paixão e medo. Tudo se misturava na medida em que a moça se segurava para não deixar que lágrimas lhe traíssem a compostura. Como sempre, deixava a mente aberta para conversar com Inozaki, e o respondeu na mesma forma, em pensamento. "S-sim. Inozaki-kun. Não sabe o quanto esperei para lhe ver de novo... o quanto sofri... Mas consigo esperar mais um pouco... Vou ficar andando pela vila... Se voltar para casa agora, Keisei-nii não vai me deixar sair... Sei que consegue me encontrar... Estarei esperando!" Foi o que lhe transmitiu, com ternura e um sorriso esperançoso. Em seguida, fez uma leve reverência. -- Eh... Acho que me enganei... Me desculpem pelo incômodo... até mais! -- Falou, correndo na direção oposta. E embora o Yamanaka não pudesse ver seu rosto, a garota com certeza sorria.
«!» Continua...
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