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 Episódio 44 | A Aliança

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Fësant
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MensagemAssunto: Episódio 44 | A Aliança   Seg 12 Jun 2017, 14:09

Mais um dia passado na Vila Oculta da Pedra, que estava mais movimentada que o costume, por vários motivos diferentes. Primeiro, pela reconstrução: a luta contra a Kyuubi falsa não se alastrou muito, e os ninjas conseguiram conter a batalha somente no centro da vila; ainda assim, a destruição foi grande, e os primeiros procedimentos para reerguer tudo o que foi perdido foi começado. Em segundo lugar: o casamento. Era certo que não haveria sequer tempo ou até ambienta para realizar uma cerimônia do tipo, com todas as pompas possíveis, principalmente por ser um casamento político. Mas era o casamento da filha do Kage, e não havia outra coisa mais falada até então, fosse entre ninjas ou civis. E mesmo a menor e simples cerimônia ainda era ansiosamente esperada pelos cidadãos da vila.

Em terceiro lugar: a aliança entre Iwa e Konoha. Até então, as vilas se tratavam mutuamente como rivais, sobretudo Iwa, que nutria sentimento de revanchismo pela derrota na última grande guerra ninja. Agora, eram aliadas, para gosto de uns, e desgostos de outros moradores, ou mesmo de parte da cúpula das pessoas mais importantes da Pedra. Passou a ser comum ver ninjas com a bandana ou outro símbolo de Konoha andando pelas ruas, e embora a maioria fosse aberta a recebê-los, a xenofobia ainda persistia.

Jouichirou, ex-líder da Anbu e pilar daquela aliança, deixou o hospital, embora não pela vontade médica. O herói de Konoha ainda teria que ficar mais alguns dias em repouso, mas seria pedir demais para sua vontade e necessidade de fazer as coisas se movimentarem. E assim, com todo o peitoral enfaixado, com um casaco sobre as costas e braços, e de bengala, o líder entrava vagarosamente na sala de reuniões, de postura firme e digna da posição que representava, a despeito de toda a dor que deveria estar sentido. Com dificuldade, sentou-se à mesa, na qual os ninjas e aliados de sua vila já se encontravam à sua espera. Seu filho, Sarutobi Hakuro, acompanhado de Yamanaka Inozaki, ainda de máscara e se autodenominando Hirei para os demais. Raiyate Ichiro, ao lado de Aruka, a segunda mascarada do lugar. E por fim, Zenzaki, filho do falecido Sandaime, com Yuudai ao seu lado.

— Obrigado por virem... — Disse Jouichirou, assim que se sentiu confortável em seu assento e a respiração ofegante do esforço voltava à normalidade. — Como demorei pra chegar, a essa altura já devem se conhecer... Ou não... De toda forma, cabe a mim fazer as apresentações, pelo menos desse ninja aí que pela primeira vez em anos não encontro cheirando a álcool. Este é Zenzaki, filho de Tatsunori-sama. Como já falei para a maioria de vocês, ele viveu os últimos 10 anos isolado da vila, até dado como morto. Mas agora está de volta, e será aquele que se tornará o novo Hokage... Se tudo der certo, obviamente. — fez mais uma pausa para recupera o fôlego enquanto encostava melhor a bengala na mesa. — Estamos aqui para discutir nossa volta e intervenção em Konoha. Amanhã será realizado o casamento entre Hakuro e Tomoyo, filha do Tsuchikage, e nossa aliança será oficialmente firmada. É hora de iniciarmos nossos planos.

Hakuro permaneceu calado a maior parte do tempo, perdido em pensamentos e anormalmente sério - estava nervoso, em partes, devido à proximidade do casamento, mas igualmente nervoso por após a poeira baixar-se se lembrar do que havia dito à Chiharu no meio do conflito. Certamente aquilo havia de ter deixado as coisas um tanto quanto desconfortáveis entre os dois, ou ao menos temia que fosse o caso, visto que até então ainda não havia interagido com a menina o suficiente para descobrir. Quando seu pai chegou o rapaz se viu forçado a desfazer-se dos devaneios para que prestasse atenção na reunião. Olhou para cima, o avaliando, antes de comunicar-se: — Você deveria estar descansando. A parte da invasão é a mais fácil, basta me soltar lá dentro e a Kyuubi faz o resto.  — Concluiu, suspirando.

Aruka ajeita sua máscara pela primeira vez em vários dias se encontra bastante desconfortável perante tal reunião... Havia estado ausente na hora que o Hokage fora morto, e poucas informações foram dadas perante a Anbu do acontecido... Havia decidido se juntar a Jouichirou na sua missão, mas não sabia que estavam com intenções de reaver Konoha perante lutas... Embora ser ninja fosse isso mesmo, ainda havia aqueles ideias escondidos dentro do coração da jovem... — Se me permite Jouichirou-sama, visto que não conheço muitas caras por aqui, quero me apresentar... Meu nome é Aruka... Gostaria de saber quais são os planos para recuperar Konoha novamente...

Mantinha-se em silêncio desde que havia chegado ao local da reunião, mantinha-se calmo e, de certa forma, até um pouco distante. A chegada de Jouichirou havia tomado a atenção do Aburame, que o examinava dos pés a cabeça e tinha certas dúvidas se ele estava em condições físicas de ter essa reunião, mas mesmo debilitado, o homem ainda conseguia prender a atenção de Yuudai. Então, finalmente seu olhar, por trás dos óculos escuros, saía de Jouichirou e se revezava entre os outros shinobis ali presentes, principalmente o futuro Hokage, a quem Jouichirou havia se referido com certo desdém. Ajeitava seus óculos ao rosto, mesmo que ele já estivesse perfeitamente encaixado ao rosto. Um hábito muito comum do Aburame. E então cruzava os braços, mantendo seu semblante sério.

Inozaki tratou de observar todos ali presentes. Parecia não fazer questão de disfarçar isso, deixando mais que nítido que naquele momento não iria fazer nada além de "julgar" todos que ali se encontravam. Em épocas como aquela, dada ainda a situação atual, não seria difícil de imaginar que não olhava todos ao seu redor como confiáveis. Eis que olhou para seu colega, após ouvir sua opinião de como tudo iria ocorrer. Não esperava outra coisa dele, tendo em vista a sua personalidade, então somente agiu com naturalidade, decidindo participar do diálogo.  — Concordo... Com a parte de que você precisa de descanso, é claro.

— Planos para recuperar Konoha... Apesar de termos conseguido essa aliança com Iwa, e termos agora Zenzaki do nosso lado, recuperar Konoha ainda é algo a ser refletido. — Jouichirou iniciou a responder — Infelizmente, Hakuro, não é algo tão simples como "deixar a Kyuubi fazer o trabalho". Até segunda ordem, eu ainda sou apontado como culpado pela morte do Sandaime. A população e os demais ninjas que desconhecem os pormenores simplesmente vão olhar para mim como um mau perdedor que quer tomar a vila pela força. Querendo ou não, a vila ainda está...

— Sob o controle de Keisei e o maldito do Omeshirama — completou Zenzaki, interrompendo. — Enquanto não resolvermos pelo menos a questão da inocência de Jouichirou-dono, sempre nos enxergarão como uma tentativa de golpe... E toda a história foi manipulada para que parecesse isso de toda forma, desde que a mensagem que seria entregue a mim por Taiga foi interceptada. Enquanto Jouichirou for enxergado como o vilão da história, todos se uniram contra nós. Seria uma luta entre ninjas de Konoha, totalmente sem sentido e desnecessária. Algo tem que ser feito quanto a isso, em primeiro lugar. — Zenzaki completou a fala. Apesar dos honoríficos ao falar de Jouichirou, o filho de Tatsunori já se portava e agia como um Hokage deveria. Rapidamente, parecia ter aceitado o peso que Jouichirou pediu que carregasse nos ombros.

Aruka levanta uma sobrancelha que não era visível pela mascara que tinha em sua cara, que nunca tirava era como se fosse a sua proteção para o mundo de fora... Ao ouvir as palavras de Jouichirou-sama havia despertado dentro dela sua verdadeira intenção ao querer procurar o mesmo, a descoberta sobre o verdadeiro assassino do Hokage! Ao ouvir Zenzaki que ate então não tinha qualquer conhecimento sobre o mesmo, faz levantar várias duvidas sobre o próprio... — Bom não querendo desconfiar do senhor, Zenzaki, mas porque você foi dado como morto? E porque está pensando em voltar agora? Que motivação você tem para querer ser Hokage de Konoha? — A garota então cruzava os braços debaixo do peito e sua cara mesmo com a máscara estava totalmente focada apenas em Zenzaki, queria saber sua resposta... Mesmo que apenas a resposta não iria a deixar desconfiar...

Inozaki pareceu se surpreender um pouco com tudo que era dito ali, ao ponto em que decidiu intervir novamente, mas desta vez com a intenção de dar prosseguimento à situação.  — Aruka, não é? Me perdoe a intromissão, mas não acho que deveríamos discutir isso agora. Não vou dizer que não é importante decidir quem vai ser o Hokage, mas acho que isso é algo pra ser visto somente depois. A prioridade agora é conseguirmos tomar Konoha e inocentarmos Jouichirou-sama. Decidimos o próximo Kage depois disso. Afinal, não queremos nos dividir, caso tenham pessoas que sejam contra Zenkaki-sama como Hokage ou que simplesmente prefiram outra pessoa. Precisamos nos manter unidos e focados no agora. Sinceramente, aos meus olhos é otimismo demais já pensarmos no que fazer depois da guerra que está por vir.  — Inozaki suspirou, como se buscasse uma pequena pausa antes de voltar a dialogar, afinal havia aprofundado a conversa de uma vez. — E antes que queiram continuar nesse assunto, que eu sei que vão, gostaria de perguntar: como pretende inocentar-se, sabendo que muitos em Konoha irão até manipular provas ou matar pra que a culpa caia sobre você Jouichirou-sama? O verdadeiro culpado, por exemplo, o fará. Eu sei que não é uma coisa legal de se falar, mas pode ser que cheguemos a uma situação onde não importa mais a imagem que você irá ter, mas sim a que Zenkaki-sama tem. Sinceramente, nossa prioridade de máxima urgência é tomar Konoha de quem não deve.

Nesse momento, Hakuro levantou a mão: — Nossa melhor aposta é o líder Senju. Ele representa uma boa parcela da oposição e, no meio de todo esse caos, não passa de mais um manipulado. Não sei em que pé as coisas terminaram entre ottoo-san e Omeshirama, mas a tentativa é válida - e possivelmente é nossa única porta de acesso pra melhorar as coisas lá dentro.

Zenzaki cruzou os braços, ao passo em que se encostava mais na cadeira. Com o rosto sério que tem mantido desde havia chegado naquela sala, respondeu sem cerimônias. — Sobre minha morte... Irei responder de toda forma, porque pode ser algo que todos os presentes podem estar se indagando. Mas, como não é o foco da conversa, farei um resumo. Dez anos atrás, na guerra entre Konoha e Kiri, fui traído por Senju Omeshirama, com o apoio de uma kunoichi de Kiri infiltrada, e por isso todos que estavam sob meu comando morreram. Omeshirama me deixou realmente entre a vida e a morte, mas acabei sobrevivendo, e desde então não retornei mais a Konoha. — e voltando o rosto para Aruka, prosseguiu com a segunda resposta. — Quero ser o Hokage pelo meu pai, e porque Jouichirou não pode assumir essa responsabilidade. Me recuso a sequer imaginar Omeshirama como sucessor. Ele vai destruir tudo o que meu pai tanto custou para construir. Mas sobre confiança... Eu tenho mais a falar disso do que você, ou esse rapaz ao lado de Hakuro, pois estou de peito e rosto aberto. Não vim aqui com máscaras. Embora Jouichirou-dono já tenha me informado que vocês a usam aqui por razões maiores, e que poderiam influenciar até a mim próprio... Por respeito a ele, e por tudo que ele tem feito até então, não me opus. — e voltando-se para Hirei, finalizou. — Mas, prosseguindo. Você tocou num pouco importante, Hirei. Provavelmente, a minha imagem seja mais importante que a de Jouichirou nesta etapa. Dificilmente teremos formas de impedir mais manipulações pelo verdadeiro culpado da morte de meu pai.

Por sorte a máscara estava ali para de novo a proteger dos ataques dos outros, kunoichi de Kiri, o chão parecia querer engolir a garota ali naquele instante... Por momento teve dúvidas se tinha sido correto colocar aquela pergunta tão frontal, mas o passado de novo voltava a estar presente... Sacudia a cabeça três vezes antes de conseguir se recompor perante Zenzaki; sua resposta havia deixado mais duvidosa sua ação de querer ser Hokage — Então você foi traído, você teve 10 anos para voltar para Konoha, o Hokage era seu pai... Ele iria acreditar em sua palavra... Você ficou 10 anos fora, deixando sua vila ser corrompida... Ou eu me esqueci de algum detalhe? Minha mascara não mostra minha lealdade e sim minhas ações... As suas ações foram que ficou 10 anos fora de Konoha, fugindo e deixando sua vila com um espião... um inimigo... — Sabia que tinha passado um pouco o assunto da reunião, mas ele poderia muito bem ser um impostor, poderia estar tentando levar este grupo para uma armadilha... Queria se certificar que as ações de Zenzaki eram realmente verdadeiras...

— Você parece bem jovem, Aruka... — principiou a responder, dessa vez com o tom sereno de quem está prestes a ensinar algo. — Há experiências pelas quais você ainda deverá passar, e quando passar, talvez consiga entender um pouco do motivo de eu ter me afastado... Obviamente, se eu soubesse que ficar esse tempo longe custaria a vida de meu pai, teria voltado. Mas infelizmente não tenho o dom de ver o futuro... E como não posso voltar ao passado, lutar pela Konoha de agora é o mínimo que devo a Sarutobi Tatsunori, o Sandaime Hokage, meu pai... Mesmo que esteja 10 anos atrasado... Acho que é o que ele gostaria que eu fizesse... — Zenzaki olhou agora para Jouichirou, como um sinal para que ele tomasse a palavra.

Após ouvir toda essa história, mais uma ideia entrou na cabeça de Hakuro. O rapaz ponderou por alguns instantes antes de tomar voz novamente: — Isso é útil. Eu perguntei se poderíamos transformar Omeshirama em aliado, mas essa história nos dá uma segunda opção. Se não conseguirmos convertê-lo por bem, podemos convertê-lo por mal usando a traição como uma forma de chantagem. Nesse caso, custaria tempo ir até Kiri buscar provas e testemunhas... mas, ainda assim, é uma opção a mais em nossas mãos.

Nunca havia visto Zenzaki tão sério desde que o conhecera, mas não era para menos, a situação em Konoha estava delicada e na reunião não era muito diferente. Yuudai ajeitava seus óculos uma vez mais e, agora, decidia participar ativamente da reunião. Dava um pigarro, como se estivesse pedindo a palavra e olhava para Hakuro. — Não sei se já foi considerada a hipótese de Omeshirama estar sendo usado como testa de ferro, um bode expiatório assim como ele já foi um boneco de Kiri uma vez. A traição sofrida pelo Zenzaki-sama pode ter sido algo que traria benefícios pra alguém a longo prazo. — Ajeitava os óculos novamente e olhava para os outros shinobis esperando alguma resposta.

Hakuro coçou a testa, estendeu uma das mãos adiante e a balançou diante do rosto, num gesto de negação descontraída: — Ah, não, não. Disso todos nós já sabemos. Os culpados por detrás de todo esse problema são os Hyuuga e os Uchiha. Omeshirama não passa de alguém idiota de mais pra saber onde está metido, mas continua sendo alguém idiota com influência política. Por isso precisamos dele, e por isso ele é o mais favorável a ser convertido, por não estar realmente compactuado com todo o esquema.

— Bem... Sobre os planos. — começou Jouichirou, tomando finalmente a palavra. — Apesar de eu ser o responsável pela aliança, não vou vincular minha imagem à nossa investida, justamente para evitar que a vejam com maus olhos. E se chegar a ocorrer o confronto armado de fato, mesmo o meu rosto ficará oculto. Zenzaki será nossa cara e imagem, como a bandeira de libertação de Konoha. E sobre Omeshirama, Hakuro... É completamente inviável tê-lo como aliado. É impensável até, tanto ele quanto Keisei. Embora Keisei atualmente tenha a “melhor” imagem perante Konoha, nós sabemos que há fortes indícios de um complô entre ele e o clã Uchiha. Além disso, Zenzaki é filho de Tatsunori-sama, e o peso do sangue provavelmente vai ser o suficiente para que ele seja aceito como líder da vila. Tendo isso em mente, a ideia geral é marchar em direção a Konoha de forma direta. Zenzaki-san iria anunciar a intervenção, contando em alto som sobre as tramoias dos Uchiha e de Keisei, e a traição passada de Omeshirama. Nós não temos provas concretas de algumas coisas, mas eles também não. Lançar essas informações deve ser o suficiente para, pelo menos, criar desconfiança no povo. Daremos um prazo curto para que Omeshirama e Keisei deixem a vila, ou iremos retirá-los à força. Enquanto isso, que também vai funcionar como chamariz, penso em mobilizar uma equipe para entrar em Konoha furtivamente para talvez conseguir alguma prova mais concreta no meio da bagunça, ou até mesmo assassinar Omeshirama e Keisei, se houver oportunidade, embora isso seja muito mais difícil. São candidatos a Hokage, no fim das contas.

Aruka então relaxava um pouco ao ouvir Jouichirou, ouvindo tudo que ele estava falando com muita atenção, estava claro que a resposta de Zenzaki não a tinha deixado satisfeita... Ainda queria voltar ao assunto, mas também sabia que precisava esperar a hora certa... — Lamento muito Jouichirou-sama, mas eu acho errado você ocultar suas ações nesta investida... Até porque todos os ninjas que aqui estão sabem que você não está por dentro do incidente... Você foi líder da Anbu por vários anos, foi leal ao Hokage e isso não pode ser esquecido... Eu estive afastada em missão no dia que o Hokage foi assassinado e as respostas que foram dadas foram puramente para apagar o rastro dos acontecimentos... As perguntas que eu fiz agora, serão mesmas que todos da vila irão se fazer... Por que o filho do Hokage vai regressar agora, e qual o motivo da vila seguir ele? Só pelo sangue?

O Yamanaka passou a mão em seus cabelos loiros, como se estivesse desconfortável com a situação. Não era pra menos, afinal, estavam discutindo o futuro de Konoha ali.  — Certo, eu concordo com tudo o que disse, Jouichirou-sama, não acho que tenhamos muitas opções. O meu problema é se realmente temos chances de vencer. Precisamos de algum plano realmente ótimo para conseguirmos alguma coisa. Afinal, estamos contra todos nesta guerra. Eu já acharia difícil ganhar dos Uchihas e Hyuugas, mas somar Masayoshi e seus subordinados a isto, Omeshirama e o clã Senju e ainda os demais... Pra não falar que precisamos perder parte do fator surpresa para justificar nossa invasão. É claro que vamos ter que recorrer à força, mas precisamos justificar nossas ações invadindo Konoha. Além de que podemos conseguir ajuda de certas forças da vila com isso, ou ao menos deixa-las neutras para que não ajudem os verdadeiros antagonistas desta história toda.  — Inozaki retirou a mão de sua cabeça, pousando-a na mesa, como se estivesse prestes a mudar o seu discurso, ou ao menos aprofundar mais ainda o assunto.  — Não se enganem, de toda a forma. Não estou apontando a dificuldade da missão pra ser negativo ou desistir, mas pra deixar claro que não podemos economizar esforços. Na minha humilde opinião, Jouichirou-sama, a chave pra vencer esta guerra está no número de aliados vamos conseguir no interior da vila e o número de inimigos que poderemos neutralizar antes do confronto de fato ocorrer. Ou seja, pra mim a vitória depende quase que exclusivamente do trabalho interno e não da linha de frente.

— Se me permitem... — Ichiro, que somente estava observando até então, levantou levemente a mão, pedindo a atenção e a palavra. — Eh... Pra começar, sou Raiyate Ichiro. Na Anbu, atendia pelo codinome Ryu, e tive a honra de ser um dos homens de confiança de Jouichirou-sama, a quem ainda sigo como líder inquestionável. Por esse motivo, entendo a preocupação Aruka... e de Hirei-san, também. Começando por Hirei, devo concordar com sua opinião. Como vamos perder o fator surpresa, conseguir aliados dentro da vila, ou criar situações internas favoráveis, será algo chave para nossa vitória. Iwa irá nos apoiar, mas por óbvio não vai nos dar a força militar total da vila. Em contrapartida, Konoha estará praticamente completa em termos de poder. Por esse motivo, sugiro até que a equipe de infiltração seja enviada o quanto antes para preparar o terreno... Ou fazer o melhor possível... Porque, sinceramente... Confio em minhas habilidades, mas enfrentar o clã Uchiha e o Hyuuga é no mínimo assustador. — apesar do teor da frase, Ichiro falava de maneira calma, sorrindo ao final, por trás da malha preta que cobria a metade inferior do rosto. Sem concluir ainda, prosseguiu. — Voltando ao assunto anterior... Eu entendo sua preocupação, Aruka-san. Eu mesmo não conhecia Zenzaki-san até agora, e se fosse para escolher alguém para ser o próximo Hokage, obviamente seria Jouichirou-sama. Mas em todos esses anos trabalhando ao lado de Jouichirou-sama, aprendi uma coisa: confiar em suas decisões. — Ichiro então sutilmente pousa sua mão sobre a mão de Aruka, mostrando novamente seu sorriso contido antes de prosseguir. — Assim, Aruka-san. Se consegue confiar em Jouichirou-sama, confie na pessoa que ele próprio depositou a esperança como novo Hokage, e duvido muito que se arrependerá.

O Yamanaka olhou para Ichiro, que havia tomado a palavra pra lhe responder. Foi bom ouvi-lo ali, afinal ele já se encontrava calado faz um tempo.  — Certo. Primeiro, sobre essa equipe de infiltração, já têm ideia de como vai ser? A respeito dos integrantes, como vão se infiltrar com o menor dos riscos... Imagino que a maior parte da missão de quem for se infiltrar será decidida lá dentro e por conta deles mesmos, em maioria no improviso, imagino que tenham algumas orientações também pra esse grupo, pelo menos pra ter por onde começar. Depois que vermos isso, podemos partir para como as nossas forças militares irão se comportar, apesar de que não temos muitas opções quanto a isso, a meu ver.

Hakuro havia permanecido quieto até ali. Observava todos os oradores e cogitava possibilidades, visando enxergar soluções fora da caixa - a situação exigia isso, afinal. Quando Ichiro concluiu sua vez, Hakuro aguardou por alguns instantes e fez mais uma sugestão, dessa vez voltada para si próprio: — O clã Sarutobi também é um dos mais proeminentes na Vila e tenho certeza que me darão ouvidos se eu for capaz de contatá-los. Além disso, acredito que os Nara também podem ser persuadidos a juntarem-se à nossa causa. Eles são inteligentes de mais para não entenderem a quantidade de estrume em que Konoha está metida. Recrutando os Nara, acredito que os Akimichi irão segui-los inevitavelmente.

Aruka retira sua mão debaixo da do Ryu, contato era algo que não gostava principalmente desde seus 10 anos de idade... Era como se isso a deixa-se exposta a mostrar o que sentia... Preferia o conforto de ser isolada de todos — Ainda bem que alguém dentro desta sala entende minhas perguntas, mas elas serão feitas outra hora e altura... Não podem ficar fugindo destas respostas... Minha lealdade está com Jouichirou, e com Konoha então irei aceitar por enquanto que Zenzaki esteja realmente apenas querendo fazer o certo... Irei confiar no julgamento de Jouichirou novamente... — A garota não sabia se poderia confiar realmente em Zenzaki, mas pelo Hokage que a tinha salvado iria tentar se esforçar em relação a Konoha.  — Eu ainda não fui identificada como alguém traidor, e ainda não sabem que eu te salvei de Konoha... Então talvez eu seja alguém que possa ser útil dentro de Konoha... a não ser que alguém tenha alguma objeção quanto a isso...

Mantinha-se em silêncio por um momento, apenas concordando com os demais ninjas, até que ouvir o que dizia o Sarutobi e complementava. — E isso provavelmente faria os Yamanaka se juntarem a nós, suponho. — Coçava a cabeça. — Além do mais, eles são ótimos ninjas rastreadores. Poderiam agir por baixo dos panos, eu mesmo poderia auxiliá-los nisso, se conseguíssemos convencê-los e se fizesse necessário. E com três grandes clãs de Konoha, nossas chances aumentariam consideravelmente... — Punha sua mão embaixo do queixo, apoiando-o. — ... mesmo sendo os dois maiores clãs de Konoha. — Retirava a mão do queixo. "Situação complicada."

— Nenhuma objeção. Aliás, ainda te devo essa, Aruka-san. — respondeu rapidamente Ichiro, ainda sorrindo calmamente, mesmo com a estranha reação da kunoichi em evitar o contato.

— Sim, Hakuro. Com certeza o clã Sarutobi irá nos apoiar, e principalmente quando souberem de meu retorno de antemão. Mas quanto ao clã Yamanaka... Pelo que Jouichirou-dono me disse, acho difícil esperar algum apoio deles no momento... — respondeu Zenzaki.

— Sim, Zenzaki-san. — completou Jouichirou, reiniciando a prosa. — Pelas minhas informações, algum tipo de incidente ocorreu entre os Yamanaka e os Hyuuga, e não é garantia que eles apoiem nossa causa, ainda que consigamos o apoio dos Nara e Akimichi... A que ponto Konoha chegou... Difícil imaginar esses três clãs em lados opostos... — comentou, levando a mão direita até a barriga, como se sentisse algum incômodo naquela região, algo natural devido à quantidade de ferimentos que entrou em sua coleção nos últimos dias. — Sobre a equipe de infiltração, ainda não escolhi. Mas por óbvio vai ter que ser alguém com alguma habilidade furtiva, e que conheça os caminhos da vila. Nesse sentido, ter um ou dois antigos membros da Anbu, pelo menos, é o mais indicado. Inclusive... talvez deixe isso sob sua responsabilidade, Ichiro. Mais um trabalho difícil...

— Que aceitarei com a mesma vontade e honra de todos os outros, Jouichirou-sama. — respondeu o Anbu de imediato, em leve reverência. — E quanto aos demais grupos, que devem enfrentar Konoha de frente, é como Hirei-san afirmou. Ainda teremos que esperar um pouco mais para definir como será, até porque nem sabemos ainda quais os ninjas de Iwa irá ceder como apoio e quais são suas habilidades. Mas Jouichirou-sama e Zenzaki-san são comandantes experientes. Não é algo que nos preocupe no momento.

— Obrigado pelo apoio de sempre, Ichiro. — disse Jouichirou. — Agora, sobre outros pormenores...

... E assim a reunião seguiria, com todos os planejamentos necessários. Um passo de cada vez, a guerra entre as duas faces da Folha estava cada vez mais próxima...


Última edição por Fësant em Qui 15 Jun 2017, 02:24, editado 7 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 44 | A Aliança   Seg 12 Jun 2017, 14:10

(...)

Acabada a reunião, os participantes começaram a se dispersas, um a um. Hakuro foi na frente, ajudando Jouichirou a andar. Além disso, ainda tinha coisas a preparar para seu casamento, que ocorreria no dia seguinte. Seguindo as ordens de Zenzaki, Yuudai também deixou o lugar. Naquele ponto, Hirei, Aruka, Ichiro e próprio Zenzaki eram os últimos a deixar o lugar. E no momento de despedida, novas conversas se mostravam ainda pendentes. — Aruka-san... Se importa de conversarmos mais um pouco? Se não for incômodo... Embora Ichiro tenha lhe pedido um voto de confiança em mim, em nome de Jouichirou, sei que você ainda tem muitas coisas a indagar. E se eu não puder responder suas dúvidas, não serei digno de me tornar Hokage... Pode parecer exagero, mas é como penso no momento... Então, se importa? — disse Zenzaki para a kunoichi.

— Aconselho a ir com ele Aruka-san. Ele não morde, e nem vai encostar em sua mão. — disse Ichiro, no costumeiro tom calmo, apesar da brincadeira. — Vou aproveitar a oportunidade para também conversar um pouco mais... Tem um segundo, Hirei-san? Nessa reunião, ficou claro o quanto cauteloso e inteligente você é. Gostaria de discutir mais algumas coisas com você, que acha? — finalizou, voltando-se ao Yamanaka.

A kunoichi parecia um tanto aliviada ao perceber que Zenzaki estaria disposto a uma conversa, a verdade é que a mesma tinha muitas duvidas, e novos desafios pela frente e precisava de algumas respostas... Seu passado parecia de certa forma voltar a ganhar vida... — Iria lhe pedir a mesma coisa... Tenho algumas dúvidas ainda sobre o seu passado... Então vamos sim a uma conversa...  — Ao ouvir as palavras de Ryu a garota se sente um tanto incomodada... — Não tinha tirado a mão por não se sentir à vontade... Mas não estava habituada a esse tipo de reações... Ichiro-sama... er... hum deixa...

Inozaki olhou para Ichiro, um pouco surpreso com o pedido para conversar em privado. Sabia que não conhecia o individuo, então não conseguia prever o que estava para ocorrer. Isso o incomodava um pouco, visto que gostava de antecipar tudo que ocorria à sua volta dentro do possível, mas também era algo que estava de certa forma acostumado. Ao manter-se nesta vida de espião, era natural preocupar-se em quase todas as situações, como se tudo parecesse suspeito. Se não conseguisse se manter tranquilo sempre, seria o fim.  — Claro, Ichiro-san.

E então, se separaram. Ichiro andou para a direita pelo corredor. Aquele era um pequeno prédio que o Tsuchikage havia conseguido para abrigar todos os ninjas de Konoha que estavam em Iwa. Como não havia tantos, era fácil conseguir quartos vazios, e foi num deles que ele entrou, sendo seguido por Hirei. Assim que a porta foi fechada, o ninja voltou a falar. Sua expressão não era a mesma. Uma seriedade fora do comum havia tomado todo o seu semblante. Levando as duas mãos aos bolsos, disse, sem rodeios. — Quem é você? — a princípio, sua pergunta poderia ser interpretada de forma diversa daquela que ele queria, então talvez por isso ele complementou a indagação. — Mas não. Não quero saber seu nome. Quando se é um Anbu, a coisa menos importante que você tem é um nome. Nossos rostos também pouco importam, é por isso que usamos máscaras. Então não é sobre sua identidade que eu quero saber. Quando vi você pela primeira vez, foi quando a garota Senju, Chiharu, foi atacada pela falsa Kyuubi. Você se apresentou como enviado por Gin... Mas Gin não me comentou absolutamente nada sobre você. E ainda mais: Não há um ninja da Anbu que Gin conheça e que eu não conheça também. Um sequer. Jouichirou ficou esse tempo longe de Konoha e pode ter caído nessa história, mas eu não. Por isso pergunto: quem é você?

Inozaki ficou olhando para Ichiro por alguns segundos, mantendo-se calmo e tranquilo apesar de todas aquelas indagações.  — Gin não lhe contou sobre mim? Pois vá perguntar pra ele, porra. Você chegou agora aqui em Iwa, mas não faz ideia do que passei para provar o meu valor aqui. Não cai nessa história? Pois eu tô pouco me fodendo. Se não fosse eu, Jouichirou-sama estaria morto. Eu não fiz nada além de minha obrigação para com ele então nunca cobraria sequer um obrigado por isso, mas você? Quem é Ichiro? Se ele confia em mim, não há porque você não confiar. Se acha que eu lhe devo algo ou se tem moral maior que a minha aqui, saiba que não é o caso. Nem de longe. Só respondo a Jouichirou-sama e Hakuro. Se suspeita tanto assim de mim, vá em frente. Insista nisso. Acabe com as nossas chances de conseguirmos o que queremos, logo quando estamos tão perto disso. Mas eu? Eu tenho mais o que fazer que ser questionado depois de tudo o que fiz.  — Virando-se, saiu andando para fora dali, deixando no ar antes: — Fulana te disse aquilo. Fulano não te contou isso. Quando que tu vai fazer presença e não precisar que os outros te digam as coisas?

Ichiro observou a reação de Hirei, mantendo a expressão séria e permanecendo imóvel. Ouviu sua aparente revolta pela desconfiança que havia externado em desfavor do ninja que, sem sombra de dúvidas, havia de fato ajudado em muito Jouichirou até aquele momento. Não havia qualquer ato que desabonasse Hirei, e o Yamanaka jogou isso na cara de Ichiro. Não havia argumento melhor. — Mas não foi isso que lhe perguntei. Até porque tudo isso eu já sei. Não questionei suas ações. Questionei quem você é. — relaxando um pouco os ombros, suspirou antes de prosseguir. — Ouça bem, Hirei-san. Você está envolvido em algo além daqui... Embora eu não tenha como saber o que é. E também não mal sei se o próprio Jouichirou-sama já sabe. Mas eu reconheço um "espião enrolado" quando vejo um, acredite. Eu realmente creio que tudo o que tem feito até então foram atitudes verdadeiras. Mas quero lhe advertir de uma coisa: você pode chegar a um ponto em que a mentira lhe envolveu tanto que seus atos verdadeiros não irão mais lhe salvar. Já vi isso acontecer uma vez... — retirando as mãos do bolso, andou calmamente até a porta, girando a maçaneta enquanto olhava para trás. — Não demore tempo demais para escolher um lado, Hirei-san.


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MensagemAssunto: Re: Episódio 44 | A Aliança   Seg 12 Jun 2017, 14:10

(...)

Zenzaki e Aruka entraram num dos quartos vazios das instalações. Como era algo improvisado, mal tinha móveis, além de uma cama e uma cadeira com uma mesinha. O ninja foi até o canto, carregando a cadeira até o centro do quarto e sentando-se em seguida. Apontou para a cama, como um sinal para que Aruka também se sentasse, e disse. — Sou todo ouvidos. Pode começar. O que quer saber?

Aruka entrava, e ficava um pouco intimidada por ele ter escolhido um quarto, mas não se sentara, preferia ficar de pé onde ainda tinha certo controlo da situação... Algo inevitável para a mesma — Em primeiro lugar gostaria de saber o que aconteceu 10 anos atrás... O nome da ninja de Kiri, e quem estava lutando ao seu lado quando você foi traído... É muito importante para mim essa informação... — Não queria dizer quem era... Tinha esquecido quem era desde que entrara para a Anbu, mas a realidade é que se sentia como 10 anos atrás, sozinha e perdida no mundo... Mal se recordava os motivos que tinha tido para se tornar uma ninja... A pessoa que esteve ao seu lado novamente estava morta... Como 10 anos atrás... Amigos era algo que não tinha... Ser ninja fora tudo que teve estes anos... Suas mãos se fechavam pela luta emocional da ninja de descobrir que possivelmente a pessoa que a trouxera ao mundo e matara seu pai, poderia ter a ver com a morte do líder da vila...

— Pois bem... irei lhe contar então. É estranho você insistir tanto nessa história, mas não tem problema algum contar. — disse, respirando fundo para iniciar o conto — Houve uma guerra na península ao leste do País do Fogo. Tinha 20 anos... Ali começava meu auge como ninja, e já tinha algum reconhecimento. Como jounin, era capitão de uma equipe jovem. Aliás, a maioria dos ninjas naquele conflito eram jovens. Havia outro capitão tão jovem quanto eu, muito habilidoso, não posso negar. Seus feitos naquela guerra eram inegáveis. Mas há um feito maior, desconhecido por qualquer outro shinobi. — Zenzaki fez uma pequena pausa, assumindo um tom de voz mais sério ao continuar. — Quando a guerra estava caminhando para o fim, planejamos um ataque surpresa que liquidaria o inimigo, e minha equipe e eu seríamos os responsáveis. Mas na execução do plano, fomos emboscados. Os dados de nossa missão haviam sido entregues de bandeja para o inimigo. Havia uma espiã inimiga na equipe do outro jovem capitão que eu lhe falei. Ele descobriu isso e a deixou partir com as informações propositalmente. Todos os meus homens morreram naquela noite. Quando eu estava cercado e fadado a também morrer, apareceu a equipe desse capitão, como os “grandes salvadores”. Eu não acabei morto por um mero erro de cálculo. O capitão de qual falei era Senju Omeshirama, e a espiã se chamava Yukina.

Aruka se segura na cama para não cair ali, "Yukina... Yukina é uma traidora..." O coração da jovem estava tentando assimilar todas aquelas informações... Omeshirama estava junto com Yukina, para a garota foi um choque enorme graças ha mascara não dava para ver a cara da jovem traumatizada — Não pode ser... 10 anos... Ela está viva ainda? Será que... Não... É impossível... Mas..." — Sabendo agora a dura realidade... Um ódio nascia sobre a kunoichi. Yukina... Ela matara seu pai... E provavelmente estaria metida na morte do Hokage era muita coincidência... — Porque você esperou 10 anos para voltar... Eu não consigo entender... Ele era seu pai!!!

Zenzaki estranhou a reação da ninja. Para ele, provavelmente tinha ficado a suspeita que algo naquela história mexia com ela de alguma forma. Mas como a própria Aruka não disse nada explicitamente, talvez não tenha comentado nada além, limitando-se a prosseguir com as respostas pedidas. — Não sei dizer se Yukina ainda está viva... Embora não duvide. Ser espião é perigoso, mas também é a especialização ninja que mais sabe como sobreviver. Mas sobre minha demora em voltar... Passar por aquilo, quase morrer pelas "mãos" de outro ninja de Konoha, que não somente tentou me matar, mas efetivamente matou a todos os meus subordinados... Aquilo me causou uma revolta imensa. Se eu voltasse a Konoha, seria unicamente para matar Omeshirama, e meu pai impediria na época. Seria preso, talvez, e de nada adiantaria ter sobrevivido. Eu era talentoso, mas minha maturidade para lidar com a situação era insuficiente... Quando repensei tudo, já considerei que seria tarde para voltar. Contudo, avisei a meu pai que estava vivo, mas que não retornaria a Konoha. A gente se falava muito pouco... Mas não o abandonei de todo. Não imaginaria que alguém tentaria matar o Hokage mais adorado que Konoha já teve...

— Entendo... Eu tenho dois pedidos a fazer... — A voz da garota parecia muito distante, e talvez se mostra um tom de raiva... — Quero que me coloque no time que vai se infiltrar em Konoha... Eu preciso entrar nesse time... — Sua cabeça já não se encontrava de todo naquele quarto, tinha tantas perguntas e duvidas, mas do nada sua cabeça havia ficado em branco... Odiava aquela mulher... Primeiro seu pai em seguida o único amigo que tinha... Omeshirama... Queria vingança, seu coração transportava uma grande quantidade de ódio naquele momento... Precisava se afastar daquele quarto...

— Não posso garantir. Isso depende de suas especialidades como ninjas. Mas pelo que notei você ajudou na fuga de Ichiro, então talvez seja possível. Falarei com Jouichirou a respeito. E qual o segundo pedido?

Aruka abria a porta do quarto já se preparando para sair... Quando para e se vira para Zenzaki — Se a Yukina surgir... Ela é minha... Quero que se mantenha longe da minha luta... — Aruka tão pouco esperava uma resposta... Sabia que se falassem mais naquele momento iria falar mais do que deveria... Vingança era tudo quanto queria agora... Mas iria ser difícil esconder suas verdadeiras intenções de Ichiro... Por mais que fosse fiel a Konoha... Queria puder se vingar... Das pessoas que lhe tiraram tudo quando tinha 10 anos

Zenzaki suspirou levemente, também se levantando. — Não me meto nessas questões pessoais. E não é como se eu fosse querer me vingar dela depois de tanto tempo. Ela só fez seu trabalho. Quem merece alguma pena é Omeshirama, pois ele traiu a mim e a Konoha naquele dia. Não se preocupe, não vou interferir, mas... Tenha cuidado. Essas emoções podem te atrapalhar se chegar mesmo a lutar contra ela.

Aruka continuava saindo dali sem nem ao menos responder ao mesmo... Por enquanto Zenzaki não era alguém que precisasse desconfiar ou investigar... Sua preocupação fora o que ele falara... Suas emoções poderiam atrapalhar... Tinha lutado por anos para esconder suas emoções, mas a realidade quando tinha 10 anos parecera renascer de novo... A garota se dirigia para fora... Enquanto o vento ia batendo em seu cabelo... A máscara tinha sido seu conforto de se esconder... Suas missões sempre foram simples e precisas... Precisava fazer esta missão deixando suas emoções de lado... Isso era algo que não sabia se seria possível...


Última edição por Fësant em Qui 15 Jun 2017, 14:00, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 44 | A Aliança   Seg 12 Jun 2017, 14:11

(...)

O dia terminou e outro pareceu começar num piscar de olhos. Tudo na vila girava em torno do casamento entre Tomoyo e Hakuro. Por ser o casamento da filha da maior personalidade de Iwa, a cerimônia será aberta todos, embora somente os familiares e pessoas mais importantes ficarão próximos ao centro. Para os civis, era um dos maiores eventos que poderia ocorrer, e o entusiasmo era o maior possível. Para os ninjas da Pedra, um evento inusitado, pois nenhum deles imaginava Tomoyo se casando, muito menos com um ninja de Konoha. E para os aristocratas, uma mera formalidade de algo que poderá render frutos. Mas para Hakuro, era um ritual totalmente estranho, e até anos atrás impensável para ele, que viveu tanto tempo confinado pelos programas de segurança da Anbu. Mais quaisquer que fosse os motivos. Era sem dúvida alguma o maior acontecimento que a Vila Oculta da Pedra teria naquele ano.

Quando o sol de despediu do céu, era a anunciada a hora de início da cerimônia. O lugar era um grande espaço aberto, como um pátio. Vários postes foram distribuídos uniformemente pelo lugar, ligados entre si por barbantes resistentes. Pendurados nestes, lanternas esféricas de cores variadas eram penduradas como adorno. No centro, um corredor foi formado com arranjo de flores, que levava até um altar. Espalhados pelo pátio, os convidados assistiam finalmente a entrada do casal. Na frente, mulheres, vestidas em túnicas brancas e vermelhas, como sacerdotisas. Atrás delas, Hakuro, vestido numa túnica preta, com detalhes em cinza. Ao seu lado, Tomoyo, num vestido japonês belo, branco, com detalhes e manchas em dourado e preto. Sobre sua cabeça, um igualmente lindo chapéu, branco, que cobria toda a testa envolvendo a cabeça por completo, mas com uma parte mais fina nas laterais e atrás, deixando à mostra o penteado da noiva. Esta... esta sim estava realmente linda. Sua beleza natural foi ainda mais realçada pela maquiagem e o batom de vermelho suave que pintava sua delicada boca.

O casal seguia caminhando lenta e formalmente até o altar, seguido pelos pais e padrinhos. Enquanto andava, a música de núpcia preenchia o lugar, embora ainda fosse possível ouvir os comentários a respeito da beleza da noiva. Hakuro andava olhando para os lados por vezes, deixando perder o olhar quando notou Chiharu. Sua amiga de infância olhava a cena, levemente corada e de olhos marejados. Era nítido o seu desconforto ali, tal como o esforço que fazia para manter a compostura e se manter firme. De todos os presentes, provavelmente a Senju era a única que aparentemente sofria.

"Pomposo de mais" - essa foi a primeira impressão de Hakuro ao adentrar o espaço reservado para a cerimônia. Acostumado com o básico e com nada senão seu treino, o garoto recém-lançado no mundo já havia experienciado em pouco tempo o que muita gente demoraria anos e mais anos de convívio em sociedade para vivenciar. Quando pisou na pista que seguia para o destino final, onde finalmente se casaria, a única coisa que passava por sua cabeça era se sua mãe e pai também haviam sofrido com uma cerimônia daquelas - há de se saber, contudo, que o sofrido não era literal. Era mais como se um misto de vergonha e quebra de sua zona de conforto o fizesse não querer estar ali, e esses pequenos motivos o fizessem julgar a situação como ruim mesmo que muitos outros o fizessem amar o que estava acontecendo. A caminhada nupcial prosseguiu, e então encontrou sua futura não-amada esposa - nesse instante, os olhos se arregalaram. Se havia algo que era verdade em meio a toda aquela situação, era a incontestável beleza de Tomoyo; disso Hakuro sabia não bem que por um instante considerou que talvez sua decisão e ideia de casar-se tivesse sido a melhor que já havia tomado até aquele instante - apesar disso, segurou o sorriso e seguiu adiante.

Parecia estar esquecendo-se de alguma coisa, por algum motivo; aquela sensação estranha de sair de casa e ter chave e carteira em mãos, mas por alguma razão parar um segundo para considerar se não deixou algo para trás mesmo sabendo que provavelmente não. Essa sensação maldita dependurou-se na garganta do rapaz por todo o caminho até finalmente dar-se conta do que se tratava, relembrado pela visão nada agradável de Chiharu, a provável única mulher além de sua mãe com quem forjou algum laço afetivo - nesse instante, o garoto pausou, imóvel. Demorou-se ali quase o suficiente para que começassem a estranhar ele não continuar a caminhada, e foi nesse instante que seu senso de dever chutou a porta e espancou o sentimentalismo embora da sala figurativa que era sua cabeça. Seu olhar fitou adiante e, com mais força na marcha, deixou a imagem de Chiharu para trás em realidade e pensamento. Olhou para Tomoyo de relance, observando que tipo de sentimento seu rosto expressava - só agora havia se tocado que talvez estivesse fazendo um mau àquela mulher, mesmo que não o quisesse.

Inozaki estava ali, portando a sua máscara como de costume, enquanto assistia a aquela cena. A beleza de Tomoyo era de se admirar, de modo que ficou feliz pelo companheiro. Sentia-se orgulhoso, de alguma forma, tanto que deixou escapar um comentário para um convidado próximo a si.  — Fui eu que desenrolei pra ele. Que orgulho.  — Inquieto, como se estivesse empolgado com aquela cena, cruzou os braços, como se simplesmente aguardasse o desenrolar daquela situação. Parecia ansioso, de certa forma.

... Assistia a cerimônia com sono, ultimamente havia passado por algumas sessões de treinamento junto de Zenzaki-Sama para aprimorar suas capacidades... Estava quase dormindo, quando recosta sua cabeça para trás e pensa — Onde está aquele Mestre Bêbado? — ao ver a cerimônia começando dá uma engasgada e se recompõe... Tentando manter uma postura adequada ao momento... Estava bem vestido, mas de certo um pouco "ousado", menos tradicional... Ele tentava fitar algumas Madrinhas e convidadas... Quem sabe...

Hakuro e Tomoyo chegaram ao altar, e então as sacerdotisas iniciaram a cerimônia. Quando a mesma acabou, o agora já esposo fitou ao redor com o canto dos olhos, e conseguiu a tempo ver Chiharu deixando o lugar, não mais segurando o pranto. O casal então faz o caminho de volta, aplaudido pelos convidados que festejavam. Jouichirou sorria, apesar de ser um casamento político. Já Tomomichi, o Tsuchikage, estava afogado em emoção e choro, numa estranha cena devido ao seu porte físico. Dali, partiriam para a festa, seguidos pelos convidados. A festa em si era logo ao lado. Se não fosse um espaço aberto, dificilmente seria possível acolher a todos. Os recém-casados sentaram-se em duas poltronas, e eram cumprimentados por cada um que passava, recebendo os presentes. Enquanto a música tocava, bebida e comida fartas eram servidas, e nesse momento Genji finalmente encontrou Zenzaki, que estava sentado a uma mesa já com uma dose de saquê na mão.

Genji caminhava até Zenzaki, ainda com uma cara amassada e com alguns curativos sobre a mesma... Ele coçava a cabeça ao se aproximar — Espero que esteja abrindo uma exceção hoje... Haha... — ele se senta à mesa, pegando um sakê e tomando um gole também... — Vou te acompanhar hoje... Acho que um pouco não fará nenhum mal... — ele olhava no entorno a Aliança e como era viver em "paz"... Recolocava o copo sobre a mesa *TOK*... — Isso dá uma quentura! Hahaha... — ele então se aproximava com a mão, ocultando seu comentário — Hey, Zenzaki-Sama... Não pensa em se casar também não? Sabe... Já está ficando meio velho né... Logo mais as garotas puras não irão mais querer você! — dizia sem pudor nenhum, tomando mais uma dose!

— Velho, eu? Estou muito longe disso, garoto! — disse gargalhando, enquanto enchia novamente seu copo e o de Genji com saquê. — Mas casar é a última coisa em que penso no momento, Genji, como já deve imaginar. — disse, já em tom mais sério. — Apesar dessa festividade e paz, muita dor, luta e sofrimento nos aguarda. E no meu caso especificamente, ainda há o fardo de talvez ser nomeado Hokage. — Disse ao final, enquanto girava o copo sobre a mesa fitando seu interior com displicência, antes de virar a dose. — Ah!. Aí vem a dança dos noivos.

As atenções se voltaram novamente para Tomoyo e Hakuro. Os noivos levantaram de seus lugares, se dirigindo ao centro do espaço. Tal como a tradição de Iwa ditava, começaram a dançar a primeira música do casal. Alguns instantes depois, quando os dois já tomaram toda a atenção, outros pares foram se juntando ao centro, e logo várias pessoas acompanhavam a dança também a dança.

Genji arqueava a sobrancelha... — Bem... Pensando por esse lado, você deveria se casar hoje... Mas, virando Hokage, acho que a festa seria bem maior... Então tudo bem esperar mais um tempo! — ele pega o copo, sem tomar, e tenta acompanhar a dança... — Hum... Acho que essa é minha chance! — ele ia até o banheiro e então ao sair, não havia 1 Genji... Mas sim 4! — Hora de botar o plano em ação! Técnica dos Múltiplos Xavecos! Dividir para conquistar! — nessa hora, cada Genji ia para um canto da festa em busca de uma garota diferente, o negócio era pontuar e se possível dobrar os pontos no final... Um se aproximava de uma gata e dizia — Linda dança, não? Me daria a honra após? — o outro que chegava em outra garota em outro canto dizia — Se aqui é a Vila da Pedra, com certeza você é um Diamante... — em outro ponto, outro chegava carregando duas taças de sakê — Vi que esta sozinha... E pensei se não gostaria de me acompanhar em um brinde aos noivos! — enquanto isso o real ficava próximo a Zenzaki, tentando organizar seu plano...

Naquele primeiro momento em que podiam de fato conversar, foi Tomoyo quem tomou a iniciativa da conversa. — Até que você não dança mal, Hakuro-san.

Hakuro sorriu de maneira leve, um tanto quanto desconfortável com a situação embora tentasse ao máximo não transparecer. Observando a mulher, se inclinou de leve e a fitou com os olhos azulados - se questionou naquele momento quão estranho ela o acharia se transformado na Kyuubi, mas mudou de pensamento: — Sinto muito. Imagino que a essa altura você deva me odiar... Por outro lado, eu tenho que admitir, estar aqui com você é relaxante. Quando imagino que em pouco tempo talvez eu morra em batalha, tudo se torna mais importante. Sabe o mais engraçado? Até menos de um mês atrás eu mal tive mais que um amigo. Por ser um Jinchuuriki, praticamente vivi em uma gaiola. Não imaginava que ao sair dela tanta coisa fosse acontecer tão rápido.

— Sou filha do Tsuchikage, e só por isso tive menos liberdade que a maioria das outras crianças... Imagino que seu caso tenha sido realmente bem pior, Hakuro-san. — respondia sua esposa, cordialmente e sorrindo de leve. O Sarutobi não sabia dizer se ela sorria por sentimento verdadeiro ou pela educação que recebeu ao longo dos anos, de saber quando deve manter as aparências. Ainda assim, era bom e belo vê-la sorrindo. — Acho que fui dura demais com você no início, e peço perdão por isso. Como disse, sermos amantes de fato é impossível. Mas acho que conseguirei vê-lo como um amigo, ao menos.

Com uma risada curta, Hakuro balançou a cabeça negativamente antes de responder: — Me acha feio? Ou talvez homens não sejam sua preferência? Pergunto pois caso sobreviva aos próximos meses, certamente não pretendo desistir antes de tentar. Já que estamos ligados até a morte, é o mínimo que devo a você e a mim mesmo, e também aos que deixei de lado pra estar aqui contigo. Ah! Seu pai certamente pareceu emocionado na cerimônia.

— Ah... Meu pai sempre foi muito emotivo... Um homem daquele tamanho, e naquela posição... Mas é isso que o faz um grande Kage e admirado por todos... E não lhe acho feio, Hakuro-san. Se assim fosse, não casaria nem que me pagasse por isso!. — brincou, numa risada contida e baixa. — Mas gostar de alguém não passa sempre pela aparência... Isso deve algo que você não deve ter aprendido enquanto esteve "enjaulado".  Os olhos às vezes abrem caminho para o coração, mas não sempre...

Hakuro parou por um instante, pensativo, e tornou a dançar quando chegou numa conclusão: — Mah, eu entendo o que quer dizer. Mas em todo caso, se fosse só por isso não usaria uma palavra tão forte quanto "impossível" para definir nosso futuro afetivo. Por isso te pergunto novamente... qual a razão? Talvez por não ter visto meus verdadeiros olhos até agora? A maioria das pessoas se afastam quando os encara, então preferi não fazer isso. — Concluiu, talvez tomando a fala sobre olhos de maneira literal de mais. Mas era fato que quando a Kyuubi se manifestava em sua íris, a maioria não o encarava por muito tempo.

— Disse impossível por questão da minha personalidade. — respondia Tomoyo. — Por mais que agora já tenha abrandado meu tratamento, pois vi que não tinha sentido te tratar daquele jeito, ainda se trata de um casamento imposto, e não me agrada nada que é imposto. Ter o direito de escolher meu próprio caminho... isso é crucial para mim, Hakuro-san. Não consigo ver com bons olhos quando algo tenta me forçar a agir diferente... consegue me entender?

Quando finalmente ouviu a resposta da menina, não conteve a risada. Para ele era algo tão simples e banal, mas havia algo na cabeça dela que parecia tornar tudo aquilo tão mais complicado. "Mulheres", foi o que na hora pensou, agora ciente da razão da maioria dos homens não conseguir entendê-las. Fosse como fosse, Hakuro observou Tomoyo e parou a dança. Por um instante, seus olhos azuis tornaram-se alaranjados e ferozes, possuídos - ainda que discretamente - pela Kyuubi: — Eu não te impus nada, Tomoyo-san. Você tinha total liberdade de dizer não. Tanto eu quanto você somos pessoas cuja posição no mundo de fato nos impôs muitas coisas, imagino ... mas essa não é uma delas. Mah, você tem total direito de fazer como quiser. Prometo que não contrariarei nenhuma decisão sua. Mas ao mesmo tempo, enquanto for minha esposa, em nome dos votos que fizemos, eu morreria por você. Talvez o fato de eu não ser tão problematizado por questões sociais torne esse tipo de situação bem direta pra mim... Em todo caso, a música já está acabando e tem alguém que preciso cumprimentar. Mais alguém por quem eu também morreria. — Concluiu ali, acenando com o corpo graciosamente ao curvar-se para frente - ou algo próximo disso, que ensaiou no espelho na noite anterior. Seus olhos a fitaram por uma última vez antes de retornarem ao normal e, por fim, deu de ombros. Precisava encontrar Chiharu agora.

Tomoyo não conseguiu responder Hakuro, pelo menos não a tudo. Sua última fala foi bem clara, e a esposa foi igualmente compreensiva. — Eu entendo... a garota que estava chorando... Sim, eu reparei. Não tinha como não reparar, até porque você mesmo ficou instantes parado olhando para ela... Se você não precisasse casar comigo, poderia estar casando com ela hoje... É esse tipo de coisa que quero que entenda, Hakuro-san. — Retribuindo o cumprimento, a mulher sorriu, e dessa vez realmente parecia transmitir verdade. — Vá atrás dela. — disse, deixando o local da dança e se dirigindo novamente para os assentos dos noivos.

(...)

Enquanto os noivos terminavam a conversa e a dança, Genji se divertia com seus clones. O real via que precisava usar mais uma de suas técnicas secretas e agora era a hora... Ele cerra o punho e então fecha os olhos, liberando a ordem... Os três Clones em ação, rapidamente passam a mão pelos cabelos das três garotas ao mesmo tempo — O que é isso no seu cabelo? — os três diziam juntos... Nessa hora todos pensam junto com o real... "Estilo Madeira - Presente do Mágico Sedutor!” quando os três retiram suas mãos dos cabelos das garotas, uma rosa estava em suas mãos... — Para você! — os três diziam ao mesmo tempo... A hora da abordagem final estava próxima!

As meninas que conversavam com cada versão do Genji reagiram cada uma de sua forma. A primeira riu, apanhou a rosa e agradeceu. A segunda não esperava algo do tipo, e levou um pequeno susto, ficando corada por ter se assustado com algo tão simples. E a terceira, bateu palmas, apanhou a rosa e pediu "Faz de novo?!".

Rapidamente, Genji tinha que agir... O primeiro Clone foi cordial e apenas respondeu com um sorriso... O segundo deu um sorriso e disse — Não precisa se assustar princesa... Não comigo aqui... — e tentava pegar na mão da mesma, para deixa-la mais acessível... E por fim, o último ergueu as duas mãos e disse — Calma... Calma... Hahaha... Venha, vamos dar uma volta lá fora, enquanto isso me dá tempo de bolar mais uma... Tô brincando... Ainda tem mais um... — dando aquele olhar maroto... Assim que tivesse a chance era a hora... Os três pensavam juntos com o real... Após se engajarem... "Técnica dos Múltiplos Beijos" nessa hora, os três clones, já se aproximavam a fim de "pegarem" as garotas... O real pensava: "Se Zenzaki-Sama visse isso... Hahaha... Aposto que eu seria seu Sucessor!" ...


Última edição por Fësant em Qui 15 Jun 2017, 15:00, editado 6 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 44 | A Aliança   Seg 12 Jun 2017, 14:11

(...)

Enquanto os convidados ainda dançavam, Aruka mantinha-se sentada até então. Como tinha pouca intimidade com os ninjas de Konoha dali, e nem conhecia os ninjas de Iwa, não havia coisa a fazer além de permanecer em seu cantinho. Provavelmente ficaria ali pelo toda a festa, se outra pessoa não houvesse se auto-convidado a se sentar ao seu lado. — Com essa máscara, ninguém vai te chamar para dançar, Aruka-san. Até imagino que deve haver um belo rosto emoldurado nesses cabelos ruivos, mas não acho que os demais convidados tenham imaginação tão fértil. — falou Ichiro. E voltando-se para ela, estendendo levemente a mão, disse — Se não for tão ruim assim segurar minhas mãos, acho que consigo dançar imaginando seu rosto, se assim aceitar o meu convite.

Aruka ficava um tanto sobressaltada com o aparecimento de Ichiro, não tinha se apercebido do mesmo a se aproximar, e via de novo uma mão estendida para a mesma... Para não deixar ele meio envergonhado acaba por colocar sua mão sobre a dele, meio receosa ainda com tal ato... — Ichiro-sama nunca dancei na minha vida, irá fazer má figura... se quiser podemos conversar um pouco... ou talvez queira a companhia de uma outra mulher, tem varias pela festa...

Do outro lado, Ichiro sorria ao ter a mão de Aruka sobre a sua. — Não precisamos dançar. Já ganhei a noite só por ter cogitado a possibilidade, e saber que não tem problema segurar sua mão. E é claro que se quisesse outra companhia, não teria sentado aqui em primeiro lugar, não é mesmo? Pois bem. Conversemos... Não precisa entrar em detalhes, mas... Resolveu sua situação com Zenzaki-san?

Aruka ficava meio perdida na frase de Ichiro, não tinha entendido muito bem no que ele ganhara a noite mas isso era algo que deixava de lhe incomodar ao ouvir o nome Zenzaki... — Não tinha situação alguma para resolver com Zenzaki, na verdade ele me deu informações que talvez mudem meus objetivos... Isso devia preocupa-lo Ichiro-sama... ou não... Bom, eu estou só divagando...

— Objetivos... Fico surpreso por algo assim ocorrer... Zenzaki acaba de reaparecer, e logo parece já ter algum tipo de ligação com outra pessoa, a ponto de talvez mudar seus objetivos... Parece que obra do destino... — comentou o Anbu, tão calmo e despreocupado quanto esteve até então. — Mas... Por que isso poderia me preocupar, Aruka-san?

Aruka parecia realmente pensativa sobre a conversa. — Ammm... eu disse que você devia se preocupar? Ah, relaxa, era uma piada... E eu não tenho uma ligação com Zenzaki... bom não tão diretamente... Mas ele trouxe meu passado de volta... e me faz ter objetivos pessoais pelo caminho... Tenho receio que isso atrapalhe meu lugar como Anbu...

— "O passado de volta", você diz... Acho que consigo entender. Bem, não sei se isso se aplica ao caso, mas... Um antigo sábio costumava dizer que ter virtude em algo é ter equilíbrio. Equilíbrio significa não ter nem mais, nem menos. Mas a quantidade necessária dos dois lados. Um ninja, e sobretudo um Anbu, é treinado como militar, e às vezes até comparado a meras ferramentas. Mas não é isso que somos. Somos humanos antes de tudo. Nós somos tristes e felizes. Amamos, odiamos e sofremos. E é isso que nos guia. Seu passado e os sentimentos que ele lhe traz faz parte de você, Aruka-san. Você não pode deixar que ele lhe cegue, mas não pode simplesmente fingir que ele não existe. Deve, sim, encontrar o equilíbrio entre as duas coisas. — Nesse momento, o ninja põe a outra mão sobre a mão de Aruka, de modo que a segurasse suavemente. — Quando encontrar esse equilíbrio, será a Anbu que deseja ser, Aruka-san. Então, basta ficar tranquila.

A Anbu não parecia entender bem as palavras dele, queria puder compartilhar aquele peso com alguém, mas por outro lado mal conhecia o Anbu, poderia denunciar tudo o que eu representava... — Esta mascara é para esconder minha identidade, mas acho que isso você já deve suspeitar... Fiz uma promessa de tira-la quando conseguisse esquecer o passado... mas o passado é algo que não pode ser esquecido... Você sabia que essa kunoichi que traiu Zenzaki... eu a conheço...

— E ela faz parte do seu passado... Por essa não esperava... Aliás. É algo que duvido que alguém poderia imaginar. E essa máscara... Pelo que você fala, ela parece ter um peso muito maior que um simples instrumento para esconder o rosto e a identidade... E você parece ter chegado a um ponto em que peso tem sempre se acumulado durante o tempo. Bem, se for isso, acho que lhe entendo um pouco, Aruka-san. — disse o Anbu; mantendo a serenidade, tentava passar alguma sensação de conforto no que dizia.

Aruka assentia... Estava um pouco frágil e sabia que se a conversa continua-se iria contar todo o peso... Isso iria aliviar... Mas e as consequências disso? — Se você continuar aqui sentado, vou acabar por falar um pouco... e em seguida vou mata-lo por saber a verdade... — Mesmo que fosse mentira, e não fosse mata-lo... Queria adverti-lo que se ele soubesse algo, pois parecia um segredo muito importante... queria ter a certeza que ele estava pronto para isso.

— Só estou aqui porque você me libertou... Então acho que não tenho como esperar algo ruim de você... — dessa vez, Ichiro inclinou o corpo um pouco para frente, de forma que pudesse garantir que Aruka visse seu par de olhos negros através da máscara e sentisse aquilo que eles queriam falar, embora sua própria boca já traduzisse logo depois. — Assumo o risco.

Aruka ficava parada durante segundos que pareciam ser minutos, ou quem sabe horas... Parecia esperar o momento que ele desse para trás e que não quisesse saber do seu passado que a atormentava durante 10 anos... Um passado que parecia ter esquecido e com uma conversa veio reviver todas as lembranças... — Essa Ninja que o Zenzaki falou que estava ajudando o traidor de Konoha... Você sabe que ela se casou com um ninja de Konoha... bem acho que essa informação você deve saber...

Ichiro ouvia com atenção a kunoichi. Ele a olhava e evitava interrompê-la. Provavelmente, notava o quão difícil era para mesma abrir aquele baú velho de 10 anos, que chamava de passado, e não queria criar mais embaraço do que já parecia existir para mesma. Quando notou que um espaço para fala lhe foi dado, disse. — Sei disso sim. O próprio Zenzaki já havia me contado essa história ontem, quando chegou aqui em Iwa. Para mim e Jouichirou... Mas, o qual a importância desse ninja de Konoha que era casado com a espiã de Kiri?

Aruka suspirava um pouco tensa pela conversa... Era difícil simplesmente dizer que era a filha duma traidora... Alguém que poderia virar traidora... Não. A garota sabia que isso não era provável... Mas era algo que se soubessem quem ela era talvez achassem... Ficara uns bons minutos pensando numa maneira mais fácil de falar, mas não tinha como entrar com rodeios, então desviando o olhar do ninja olha para cima como se estivesse revivendo as memorias do passado — Naquele dia o Hokage se dirigiu a minha casa me dizendo que meu pai havia morrido, e que quem o matou foi a ninja Yukina, que por ironia também é minha mãe... sim... o Hokage forjou a minha morte... me protegendo... E quando ele mais precisou eu estava em missão... Não tenho qualquer pista sobre seu assassino... E agora... Descobrir a verdade sobre o Zenzaki me faz pensar que talvez ela possa estar viva...e possa ter estado metida no assassinato do Hokage... Isso me faz ter muita raiva... e duvidar se sou capaz de proteger o novo Hokage...

O Anbu esboçou um pouco de surpresa, ficando claro para a kunoichi que aquele ponto da história não lhe foi contado por Jouichirou. A expressão de surpresa deu lugar novamente à serenidade, enquanto a ninja mascarada terminava de contar sua história, e expor suas preocupações. Quando terminou, quase de imediato respondeu, como se já estivesse preparando sua fala desde quando Aruka começou a dela.

— É realmente triste, mas... Não é como se a gente pudesse escolher de quem somos filhos... E também não é culpa sua o Sandaime morrer quando estava fora da vila. Inclusive, era algo que ninguém poderia prever, nem a mais pessimista das pessoas... Também acho muito difícil sua mãe estar envolvida nessa fatalidade. Qualquer que tenha sido o assassino do Sandaime, infelizmente, foi alguém de dentro. Um de nós. Um de Konoha... — nesse ponto, o ninja levou a mão esquerda na direção do rosto de Aruka, tocando sua máscara com os dedos indicador e médio. — Mas agora entendo melhor o porquê dessa máscara. E se me permite dizer... Seu rosto não representa qualquer perigo aqui. Ainda que Zenzaki-san veja o rosto de Yukina no seu, não é como se ele fosse lhe culpar por qualquer coisa. Sua face não é uma maldição hereditária, posso lhe garantir isso... Talvez ainda se sinta insegura em Konoha, mas aqui é outro lugar. Um lugar no qual pode descansar um pouco do peso dessa máscara.

Aruka fica realmente assustada quando sente as mãos do ninja se aproximarem da sua máscara, e coloca sua mão em cima na dele, mas era mais para impedi-lo de remover a máscara... — Não podemos descansar enquanto Konoha está submetida a uma pessoa traiçoeira, é por isso que eu quero ingressar no seu grupo de ir para Konoha... Eu quero fazer alguma coisa útil... E sei que dentro de Konoha poderemos conseguir mais informações para ajudar Zenzaki a ocupar seu lugar de Hokage... que foi tirado por... —Removendo a mão do ninja da sua mascara, se levanta da cadeira calmamente... Seus olhos pareciam faíscas a ponto de escorrer... Mas fazia muitos anos que não chorava por seu passado não seria naquela noite por lembranças que iria sucumbir... — Obrigada por me ouvir Ichiro-sama, acho que lhe devo um desabafo... Estou sensível por ouvir falar de Yukina esta noite, mas de certo amanhã de manhã irei acordar como sempre... — Fazia uma pequena reverencia como cortesia, e apenas aguardava por educação para caso ele tivesse alguma coisa mais a dizer...

— Não tem o que agradecer. — principiou a resposta, sorrindo. — Sei de sua vontade de ajudar, e estarei contando com ela, e com as mesmas habilidades que usou para me tirar daquela prisão injusta. — também se levantando, Ichiro realiza uma pequena reverência com a cabeça, como cumprimento de despedida. — E você não me deve nada, Aruka-san. Ouvir um pouco de sua história foi a melhor coisa que poderia fazer essa noite, além de ter matado minha curiosidade. Além disso, isso é muito pouco se comparar ao que fez por mim. Eu que ainda lhe devo algo, e conforme passamos mais tempo juntos, espero a oportunidade de pagar devidamente. Até mais. — disse, mantendo-se ali parado enquanto aguardava a kunoichi partir.
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Episódio 44 | A Aliança
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