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 Episódio 39 | O Novo Líder da Anbu

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MensagemAssunto: Episódio 39 | O Novo Líder da Anbu   Qua 21 Set 2016, 23:03

Após a morte do Hokage, Aburame Nsue e Yamanaka Shu foram convocados por Masayoshi. Com a fuga de Jouichirou, o até então líder da Anbu Ne passou a ser responsável por toda a Anbu, não somente a Raiz, o que já era esperado. Um novo líder era necessário com urgência, para evitar o agravamento da crise política em Konoha, e escolher Masayoshi era óbvio, pois já estava habituado às operações especiais.

Apesar de ser o líder absoluto da Anbu, Masayoshi manteve a divisão da Raiz, tal como seus códigos particulares de conduta e procedimentos. E assim, não diferente do usual, os dois Jounins Especiais se apresentarem na pequena sala mal iluminada de sempre, nas instalações secretas subterrâneas da Anbu Ne. Perante eles, o incontestável líder. O homem, que beirava os 50 anos, a mesma idade de Jouichirou, não era muito alto, mas sua imponência era inquestionável. O rosto transparecia austeridade e frieza, e os cabelos eram curtos e grisalhos. O olho esquerdo era castanho, e o direito era coberto por um pano de cor negra, que circundava a testa e descia até a bochecha direita. Naquele dia, trajava quimono cinza, com bordas em preto, e decorado com kanjis com dizeres diversos, todos com referência à guerra.

— Prontamente se apresentaram, como sempre. — Comentou Masayoshi, com sua voz grave e um tanto rouca da idade.

Shu estava curvado diante Masayoshi, porém seu olhar por trás daquela máscara da Anbu Ne estava penetrada no rosto daquele homem. Em uma forma de "respeito", o subordinado logo retirou sua máscara. Shu não é muito alto, apesar de já ter seus vinte-anos, qualquer um daria uma idade mais nova para tal. Graças a sua pele albina, assim como seus cabelos, seu olhar vermelho ficava destacado. Combinado com seu sorriso sempre esboçado e maldoso em seu rosto, Shu sempre surgia com uma aparência perfeita para alguém qualificado como insano, sociopatia. Seu corpo era repleto de costuras, isso porque segundo Shu até mesmo seu próprio corpo era um objeto de estudo. Depois daquele curto período sorridente olhando para Masayoshi, passou sua língua sobre uma pequena costura que encontrava-se no lado direito de seu lábio, aquele jovem jounnin que normalmente falava demais estava quieto em uma das raras vezes. — Yamanaka Shu, apresentando-se. Está incrível como sempre, Masayoshi-sama. Mais um sorriso era seguido após sua fala, de alguma forma o tom utilizado por Shu era um pouco sarcástico. Apesar de respeitar a hierarquia da Ne, o Yamanaka não era nada cuidadoso com suas palavras.

Nsue se encontrava curvado com o corpo esbanjando sua educação referente a posição de Masayoshi para com os demais, o mesmo estava com o corpo totalmente curvado junto de seu tórax e cabeça ordenados para o chão do local. A compostura era de um respeito mútuo que vem desde os primeiros dias como soldado a todo ser designado da raiz que retinha alta patente ou de status igual. Nsue era um jovem adulto de estatura mediana, um corpo magro e quase nenhuma outra característica que se possa ressaltar de tão diferente do seu colega "Shu", a não ser que raramente pudessem o ver sem as vestimentas e sua máscara. O jovem soldado Aburame, sempre muito silencioso e esquivo em quase todas vezes, se permaneceu ali imóvel por longos segundos após a apresentação de seu colega, até se pronunciar sobe uma voz direta e tom grave, abafada pela máscara. Obtendo uma expressão séria diante da face mascarada o jovem então se pronunciou.— Aburame Nsue ! Se apresentando, Masayoshi-sama. Palavras diretas, com uma determinação profunda, trazendo o silêncio e o ar enigmático, após permanecer imóvel e silencioso esperando obter a resposta de seu líder.

— Chamei vocês dois não por acaso. — passou então a explanar seus objetivos, de forma direta, como sempre fazia... ou pelo menos os objetivos que os dois subordinados tinham o direito de saber. Masayoshi era astuto, e não tinha a posição de líder da Anbu Ne por tantos anos a toa. Sempre foi paciente. Todos tinham a impressão de que ele somente aguardava o momento correto, e parecia que este momento havia chegado com a morte do Sandaime. — Tenho grandes planos. Grandes planos... E aqueles que estiverem comigo, serão tão grandes quanto. Conseguem entender o significado dessas palavras? — perguntou ele, retoricamente. — A partir de agora irei avaliar quem realmente tem o valor de estar ao meu lado, e vocês terão a chance de se provar para mim. — o velho ninja levou as duas mãos para trás, mantendo-se em posição ereta, para então começar a falar os detalhes de suas ordens — Vocês devem saber que Sarutobi Hakuro, jinchuuriki da Kyuubi, fugiu, o que já era esperado. Foi atrás de Jouichirou, seu pai. Eu deixei dois subordinados vigiando, e enviei mais uma equipe para garantir a perseguição, mas nenhum deles tiveram sucesso... o que me deixou profundamente irritado... — disse as últimas palavras pausadamente. Embora em tom calmo, Nsue e Shu conseguiam sentir a frustração de seu líder.

— Pois então, tenho duas missões para vocês. Uma delas, como já deixei meio que subentendido, é trazer Hakuro de volta. Ter êxito nessa missão será um grande trunfo num futuro próximo, mas não é imprescindível. A missão mais importante é a seguinte, e para esta eu não admito falhas. — Masayoshi fez uma pausa curta, para que o silêncio na sala ressoasse no peso das próximas palavras — A informação dessa missão é ultrassecreta, e se sair daqui... não preciso dizer o que acontecerá. Vocês são bem treinados... Existe mais de um jinchuuriki da Kyuubi. O segundo jinchuuriki está sob minha subordinação, e eu o enviei para Iwa, para fazer uma festa por lá. Mas ele tem suas limitações, e fatalmente será morto ou capturado por Iwa ou por Jouichirou. Preciso que vocês o matem, sem deixar qualquer vestígio. Ninguém pode por as mãos nele, absolutamente ninguém. Fui claro?

Shu nem sempre parecia concentrado, porém isso era apenas parte de sua personalidade. O jovem algumas vezes parecia perturbado, olhava para os lados, como se estivesse desconfiado ou planejando alguma coisa. Mesmo assim estava sempre atento a cada palavra de Masayoshi, como fora um subordinado desde muito novo, isso já era algo em conhecimento do líder da Ne. Quanto mais ele falava, mais Shu começava a tornar-se interessado naquilo. — Humm, Masayoshi-sama, não acredito que mandando inúteis para realizar suas tarefas, conseguirá obter sucesso. Comentou dando um breve sorriso maldoso, certamente falava de qualquer um que não ele e Nsue. O Yamanaka tinha o péssimo hábito de se achar superior a qualquer outro, considerando-os: — Seres inferiores. É isso que esses idiotas, são. O senhor não faz ideia o quão maravilhoso foi receber essa missão. Adorarei brincar com aquele vermizinho do Hakuro. Levou uma das mãos a cabeça, ajeitando brevemente seus cabelos brancos para trás. Seu olhar arregalado agora mostrava alguém bastante empolgado por ter pego aquela missão, assim como revelava mais uma costura, essa localizada em sua testa, seguindo para o couro cabeludo. — E quanto ao seu peãozinho, não se preocupe, tenho certeza que ele adorará fazer parte de minha coleção. Completou Shu passando a língua mais uma vez por seus lábios. Como muitos da Ne, e como a própria Ne, Shu tinha seus segredos. Segredos esses que talvez não fossem de conhecimento do próprio líder da Ne, Masayoshi.

Nsue levantou levemente o tórax, curvando seu corpo, desferindo uma direção corporal da cabeça para a direção de Masayoshi, por longos segundos após a citação de seu colega Shu. O mesmo colega que poderia perceber a mudança de comportamento de Nsue após o relatório das missões proposta pelo líder. Interesse ? Desinteresse ? Ainda era uma agulha no paleiro conforme as possibilidades do jovem Aburame reagir com aquilo tudo. Era raro ele falar algo, nem que seja qualquer coisa, mas era quase nula a possibilidade de ver o soldado falando qualquer coisa. Sua falta de comunicação era famosa, porém seus atos e habilidades, fora o desempenho de suas tarefas era ainda mais levado em conta. O silêncio quebrou diante dele, tanto que ainda mais estranho foi o mesmo elevar uma das mãos sobe a direção de seu rosto e tirando logo após a máscara de sua face, exibindo sua expressão facial totalmente serena e distinta, fixando seus olhos para com Masayoshi e logo após desferindo um leve e rápido olhar para Shu. " Kyuubi no Yoko ". Com rápidos pensamentos voltou a olhar para seu líder com a expressão serena e enigmática. — Como desejar Masayoshi-sama. O Aburame foi curto e muito direto, sua voz sempre muito determinante e objetiva, desviando os olhares para o chão e abaixando sua cabeça logo em seguida, com olhares destinados a sua máscara, sem dizer mais nenhuma palavra.

— Perfeito. É bom frisar que, a depender da situação, será uma missão de alto risco. Há os ninjas de Iwa e os renegados de Konoha que seguem Jouichirou. Entretanto, se forem bem sucedidos, a recompensa será tão grande quanto. Partam imediatamente. Não há tempo a perder. Dispensados! — finalizou, assim, a reunião.

Shu olhou diretamente nos olhos de Masayoshi, estava animado, as chances de colocar as mãos em um ser com o poder da raposa de nove caudas, era algo que ele não esperava conseguir ter chance tão cedo. Conhecimento sobre um outro usuário, e ainda receber a missão de dar um sumiço dele, era o ideal para apoderar-se do corpo de um jinchuuriki. Shu levantou-se, como não era lá tão educado não se preocupou em não "cumprimentar" o líder da Ne, simplesmente deu as costas e saiu dali. — Nsue-senpai! Não acha incrível? Já nos imaginou com um poder assim? Nos tornaríamos extremamente belos. Comentava animadamente Shu, enquanto começava a estalar os dedos diversas vezes, dando a impressão de inclusive parecer quebrá-los algumas vezes. — Assim todos esses vermezinhos inúteis se tornarão devotos a nós.

Nsue olhou rapidamente para Shu e logo pôs a máscara novamente, adaptando e a prendendo fixamente ao seu rosto. O jovem levantou seu corpo que antes estava curvado e respondeu aos comentários do colega. — É uma experiência nova pra gente. Espero que você não faça besteiras, como tem prazer de fazer nos treinos.  Caminhava rumo a saída do local em pequenos passos, curtos e coordenados. Respondeu de forma bem clara e objetiva, com um leve tom de sarcasmo.

Masayoshi, que até então vinha se mantido oculto e inerte, finalmente começou a agir. Os verdadeiros planos do novo Líder da Anbu ainda são ocultos, mas indubitavelmente perigosos, astutos e bem calculados. O rumo da história de Konoha ganhava uma nova variável, e tudo caía ainda mais em incertezas...


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MensagemAssunto: Re: Episódio 39 | O Novo Líder da Anbu   Sex 30 Set 2016, 12:42

Aburame Nsue e Yamanaka Shu foram convocados por Masayoshi para uma missão especial, urgente e secreta, assim como todas as missões da Raiz. Para isso, precisariam se dirigir rapidamente até a Vila Oculta da Pedra, e se infiltrar para monitorar a Kyuubi e o jinchuuriki Sarutobi Hakuro, para, assim, esperar o momento certo para cumprir os objetivos ordenados pelo Líder da Anbu Ne.

A caminho de Iwa, a dupla se moveu como de costume, pelas sombras, tal como foram treinados a fazer. Normalmente, não possuíam dificuldades na parte de infiltração: ambos eram tinha recursos mais que necessários para evitarem os locais de riscos, e percorrer as regiões menos vigiadas. E assim fizeram novamente. Após alguns poucos dias de viagem, já estavam na fronteira do País da Terra. Atravessá-la não fora difícil, embora estivesse mais bem guardada do que a última vez na qual visitaram aquela nação. Em poucas horas, já avançavam pelas regiões montanhosas, em direção à vila, passando por trilhas quase inexploradas pelo homem, porém distantes da fiscalização dos ninjas locais. Enquanto andavam, chegaram a passar por um vale, no qual encontraram sinais recentes de intensa luta. E foi então que tiveram a surpresa.

Ainda era noite. O vento soprava forte, tendo as montanhas transformado aquele vale em verdadeiros corredores de ar, que chegava a assoviar nas sinuosas curva da trilha. O céu estava limpo o suficiente para a visão das áreas abertas fosse plenamente possível, com exceção dos lugares mais distantes. E foi de lá, de uma penumbra, que a dupla de Anbus viram três ninjas correndo na direção contrária. Apesar se não ser possível identificar os símbolos dos protetores que carregavam em suas testas, as vestes deixavam claro que se tratavam de shinobis de Iwa. Pela forma como corriam, era pouco provável que tivessem qualquer noção Nsue e Shu estivessem perambulado naquele lugar. Procuravam outra coisa, e por força do destino esbarraram com os ninjas de Konoha.

— Hei! Veja, capitão! — disse um deles. Foi baixo, mas os shinobis da Raiz puderam ouvir quando um dos ninjas inimigos alertou seu líder. Quando um lado reconheceu a presença do outro, já estavam a 30 metros distância, e assim que o trio notou a situação, cessaram a corrida.

Shu olhava para aquele grupo de shinobis, dando um breve sorriso maldoso no rosto, Nsue por estar em ligação mental com Shu podia claramente notar suas intenções. "Nsue-senpai! Não sei se eles terem nos visto me deixa empolgado. Admito que desejo aquele vermizinho da Kyuubi. Mas poder testar minhas doses nesses vermizinhos, é algo tão maravilhoso!" Em conjunto de seu sorriso maldoso, Shu como de costume passou a língua em seu lábio costurado, era como se "brincasse" com a costura. "Acha que podemos colocar algum deles dentro da nossa brincadeira?" Começava a dar uma gargalhada ali, no meio do nada. Levando as mãos na barriga, enquanto de seus olhos algumas pequenas lágrimas emotivas caiam. Em seguida, tomando postura novamente, Shu levou o dedo ao olho, secando a lágrima e em seguida olhou atentamente a pessoa que havia "falado" primeiramente. Certamente ela não seria o líder, e então seria mais fácil retirar informações que necessitavam, sem nem mesmo seu líder perceber. Portanto, começava a preparar seu Shindeshin no Jutsu.

Nsue se manteve imóvel e silencioso, já havia percebido a presença dos meliantes e por assim se manteve analítico e muito bem detalhista com suas expressões, movimentações e interações. O Aburame da Raiz era muito observador por si só, ouviu por mais que distante, conseguiu ouvir um dos demais a se pronunciar. Sua atenção quebrava-se de imediato, era seu colega Shu, com suas habilidades mentais extraordinárias, conectando-se com a mente de Nsue, isso era comum entre dois, ambos se sentiam mais confortáveis em se comunicar assim em missões do que faltar naturalmente.  " Você e seus desejos, tudo bem. Confesso que isso estava parecendo monótomo demais. Faremos do seu jeito .. " Nsue, permaneceu imóvel e silencioso, por mais que o grupo desconhecido, havia se aproximado..

Shu usa o Shindenshi no Jutsu. Seu alvo não teve condições de oferecer grande resistência, assim como já era esperado pelo Yamanaka. Nsue via um dos três ninjas parecer levemente desnorteado, levando a mão esquerda até a cabeça, como se algo pesasse em sua mente. Já conhecia aquela reação. A despeito disso, o ninja de aparência um pouco mais velha e com barba, bradou a ordem aos outros dois membros da equipe. — Talvez esses ninjas estejam envolvidos com os intrusos! Vamos capturá-los! Avancem comigo! — e assim os três passaram a se movimentar, aproximando-se do Aburame e seu companheiro. Dois deles realizaram selos com as mãos, executando uma mesma técnica, quase em sincronia: a cabeça de um ser que parecia um dragão, feito de pedras e lama, brotou do chão; ela abriu a boca, e começou a disparar incontáveis projéteis contra Nsue e Shu. — Doton: Doryuudan!

Shu estava bem acostumado a se defender de Ninjutsus. E como sempre, ele acompanha a execução da técnica inimiga desde os selos de mão. Quando a cabeça de dragão aparece e dispara o primeiro projétil, o Yamanaka prevê sua trajetória e se move lateralmente, evitando se acertado. Enquanto isso, Nsue tentava esquivar da rajada de ataques que também foram disparados contra si. Entretanto, não se moveu rápido o suficiente, e deixou alguns projéteis acertarem sua perna esquerda, quase o desequilibrando durante o movimento.

 " Eles não são inimigos comuns Shu. Preste Atenção ! ". Nsue mantinha a compostura, se manteve ereto e analista por alguns segundos, caiu em si de que os inimigos não eram shinobis de casta baixa e sim com poderes e níveis a se considerar. O mesmo tratou de se manter em pé logo após com o sofrer da técnica inimiga, com a mãos havia cambaleado e as elevou para o chão afim de se manter equilibrado, com o movimento, havia destinado a invocar seus Kikais de forma oculta, tenta realizar um início de estratégia. Sobe as mangas de seu uniforme, com a mãos liberando os Kikais sobe o terreno arenoso, emitiu a ordem para que seus subordinados percorressem o terreno, por debaixo da terra se pudessem, assim emitindo um ataque furtivo logo a seguinte..

Shu deu um leve sorriso, apesar de não ter gostado nada que seu companheiro Nsue havia sido golpeado, entrar num combate animava-o. Isso significada a possibilidade de novos corpos para sua coleção particular. — Sabe qual é a maior graça de ser eu? Eu busco a perfeição. Mas eu acho que nunca vou conseguir fazer isso, afinal, qual é o verdadeiro significado disso? Shu levou as mãos há um pequeno pergaminho que estava preso em sua cintura, enquanto continuava a gesticular com a outra mão e falar. — Pensando bem, eu acho que tenho aversão a isso. Quer dizer, se algo for perfeito, qualquer o sentido do estudo? Já que não há nada acima da perfeição. Assim não haveria espaço para minhas criações. Na mesma hora deixava que o pergaminho abrisse, deixando que uma marcação ficasse a mostra. — Significaria que não poderia desprover de minha inteligência e meu grande talento! Vocês compreendem? Ou são BURROS demais pra isso? É, a perfeição é uma PORRA DESGRAÇADA para nós. Shu mostrava-se um pouco decepcionado diante de sua linha de pensamento, porém na mesma hora que finalizou invocou alguma coisa, feita diretamente de sua engenharia, algo parecido como um "escudo" com pelo menos umas 4 camadas surgia em seu ante-braço esquerdo. Na parte de trás de seu escudo, dois tubos que passavam por seu braço e ligavam a dois botões que agora estavam em sua mão. — Apesar de ser eu ser incrível, não esperem lá grande coisa, ok? Em um movimento rápido Shu apontou o braço para o grupo de shinobis e apertou o segundo botão, na mesma hora uma grande explosão de gás fazia com que o "disco de multi-camadas" fosse lançado contra o grupo, o disco parecia ter o que parecia um fio de nylon ligado ao braço de Shu. No momento que se aproximou do grupo, com intuito de pegá-los de surpresa, Shu apertou o primeiro botão, com a intenção de fazer o "disco" abrir e então formar uma barreira completa e fechada prendendo o grupo.

Os inimigos perderam mais tempo observando toda a execução daquela estranha técnica do que tentando evitá-la. Quando deram por si, o disco aumento de tamanho e em seguida se transformou numa barreira grande o suficiente para prender os dois ninjas que usaram atacaram anteriormente com ninjutsus. A queda daquele inexplicável equipamento fez um som abafado, logo afundando no chão em seguida, funcionando com uma prisão perfeita e fechada. O único inimigo que ficou do lado de fora então correu contra Shu, alcançando-o já desferindo um golpe giratório horizontal com um bastão de madeira que sacou da cintura e montou suas três partes no meio da investida.

Contudo, assim como fez contra os ninjutsus, o Yamanaka previu a movimentação do golpe inimigo, e inclinou o corpo para a esquerda, evitando ser atingido.

 " Tsc.. Pelo visto, nem tão espertos assim. Obvio que esqueceram de mim.." O Aburame ainda analisava os movimentos do embate, esperava o momento exato para que seus Kikais estivem no momento certo para o ataque, prevendo que fosse a exata hora de agir. Com pequenas instruções, Nsue emita ordens claras para seus subordinados.. "— Ataquem-No ! Não percam a oportunidade de finalizar o combate ! ". O Comando com as rápidas instruções eram muito simples, com os Kikais ocultos sobe abaixo do chão arenoso, poderiam aparecer no momento em que seu líder quisesse, e foi na medida do momento que o inimigo havia destinado sua atenção para o colega Yamanaka. Com isso, restou ao Aburame se movimentar em velocidade para a direção do único remanescente do grupo de Iwa, já que os restantes, haviam caído no momento de Shu.  " Já prevejo o fim disso. Era só questão de tempo ... "

Os insetos avançaram sorrateiramente na direção do alvo. Tudo indicava que o inimigo não havia notado a movimentação dos kikkais atrás de si, mas o Aburame logo notou que não foi o que ocorreu. No último instante, algo pareceu chamar a atenção do lutador de bastão, que virou o rosto segundos antes de os insetos o alcançarem. Notando a trama de Nsue, o alvo se jogou ao chão, dando uma cambalhota, pra deixar os kikkais voarem em direção ao vazio.

Shu percebia a ação do inimigo que tentou lhe atacar se esquivando do golpe realizado por seu parceiro, Nsue. Acertando aquele golpe ou não, Nsue havia dado a Shu tempo o suficiente para agir. O garoto daquele um sorriso maldoso e proferiu: — Você é realmente um idiota. Não percebeu que a partir do momento que preferiu abandonar seus companheiros e me atacar, você os crucificou? Morrerá com o pensamento de ter falhado com seus companheiros, como se sente sendo apenas mais um inútil? Shu pegou um pequeno frasco e colocou em um compartimento pequeno que estava junto com os dois botões em sua mão. Logo em seguida concentrou uma pequena quantidade de chakra: — Você não está enfrentando amadores. Seu verme. Deveria ter pensando duas vezes antes de tentar algo contra nós. A diferença entre você e nós, é a mesma do que o céu e a terra. Nesse momento fez com que o veneno se transportasse através do fio ligado a cúpula, liberando todo aquele veneno em forma gasosa. Pelo local está fechado, seria impossível não inalarem.

O lutador de Iwa inicialmente não entendeu sobre o que Shu falava. Mas logo entenderia. Sons começaram a advir do interior da barreira jogada pelo Yamanaka sobre os inimigos. Vozes abafadas, pancadas secas nas paredes da barreira, no ritmo do desespero de quem tenta loucamente escapar. Os sons foram diminuindo pouco a pouco, em frequência e intensidade... até que cessaram. O destino dos ninjas da Pedra presos era desconhecido, mas certamente pavoroso. E foi também um certo pavor o que tomou conta da face do único aparente sobrevivente daquele trio que, por azar, se encontrou com os ninjas da Anbu Ne.

Shu deu uma gargalhada de novo, ver aqueles gritos eram como música para seus ouvidos. O jovem Yamanaka começou a bater palmas, estava satisfeito. — O que achou da minha atuação? Magnífica não é mesmo? Então, o que acha de eu acabar com você da forma mais dolorosa possível? Eu não acho que o sofrimento de seus amigos tenha sido o suficiente para satisfazer-me. Por isso preciso me satisfazer com você. Shu caminhava na direção daquele homem, agora abrindo parte de sua roupa, mostrando algumas kunais penduradas, presas por baixo de sua vestimenta. — O negócio é o seguinte, em cada uma dessas kunais há um veneno específico, desde o mais doloroso ao mais perturbador. Quem sabe você não dê sorte e pegue um inofensivo? Shu sabia que o ninja havia se apavorado com o que ele havia feito com seus companheiros, sem contar com toda a pressão psicológica que ele tem feito desde o inicio do combate, esse era um dos seus maiores trunfos, e o mesmo usava bem disso. — Então, irei brincar com você até que me fale o que quero. Quero saber sobre os "intrusos". Não tenho pressa, há 10 tipos de venenos aqui. Passava a língua pelo lábio, tentando mostrar seu instinto assassino para aquele homem.


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MensagemAssunto: Re: Episódio 39 | O Novo Líder da Anbu   Sex 30 Set 2016, 12:46

O ninja de Iwa, o único de pé, viu-se indefeso. Seus dois aliados, incluindo o aparente capitão do trio, haviam sido facilmente derrotados, em instantes, sem chances de oferecer a mínima resistência àqueles dois ninjas mascarados de Konoha. E se três não foram suficientes, com dois desabando num piscar de olhos, o que seria de um único shinobi? Shu tinha o poder de ler mentes, mas não precisava. Todos esses pensamentos estavam estampados na face nervosa do inimigo, que suava frio, e agarrava com força seu bastão, sua única arma, como se a mesma fosse a única coisa que sustentasse seu espírito naquele momento. Até o ponto em que suportar a tensão não era mais possível. Quase num espamo, deixou o bastão cair ao chão, sem ter mais qualquer gana de lutar. Seu corpo estava inteiro, mas a alma fora vencida. E assim, sem resistência, contaria tudo o que o Yamanaka e o Aburame desejassem...

Shu se animava cada vez mais, ver o desespero daquele homem parecia deixá-lo extremamente feliz, afinal, Shu devido a toda sua loucura, acabava sendo um homem bem sádico. Quando finalmente se deu conta que aquele homem havia desistido, ele sorriu, aproximando-se ainda mais dele. — Você está com sorte. Proferiu o ninja da Anbu Ne. Talvez aquele homem não soubesse o que aquilo queria dizer, mas para Shu era bem claro. A sorte do homem estava clara a partir do momento que Shu não tinha tempo algum para ficar ali e torturá-lo, puramente por prazer. Shu levava sua mão extremamente pálida ao rosto daquele homem, passando levemente suas unhas pintadas de roxo pelo seu rosto, como numa espécie de carinho. — Você está longe de ter a beleza de outros à quem possuo em meu laboratório, mas seria um ótimo experimento. Uma pena que eu tenha pressa. Numa ação rápida, aproveitando o medo daquela pessoa, Shu levou a mão até seu pescoço, apertando com toda força a traqueia, se não poderia utilizar de tortura, o mataria de uma forma bem dolorosa e satisfatória, por asfixia. Logo em seguida olhou para Nsua e sorriu, como se aquilo fosse super natural. "— Precisamos pegar um dos outros dois, de preferência o líder deles. O que acha de irmos até o local que ocorreu a luta e tentarmos encontrar alguma coisa? Caso seja em vão, posso usar o Shinteshin no capitão deles para ir a Iwa me informar sobre o ocorrido." Estalou algumas vezes os dedos da mão, parecia um pouco impaciente, talvez ansioso.

Nsue, olhava atentamente o comportamento de seu colega e parecia a vontade com aquilo tudo, já estava acostumado com as atrocidades feitas por Shu ao seus inimigos, com missões e treinamentos no processo de adaptação ao batalhão, a parceria de ambos já acomodava situações como essas. Olhou o desespero do Shinobi de Iwa até perder sua vitalidade aos poucos segundos que se passava, caminhou em direção ao colega e ao shinobi de Iwa em passos curtos e coordenados, fitou os outros que ainda eram remanescentes e já advinha o que fariam com os mesmos dentro de alguns poucos minutos. "— Pegaremos os outros e veremos se pude extrair algo de interessante deles, o líder deve conter algumas informações sigilosas com o uso de seu talento mental. Mas você sabe não .." O Aburame permaneceu em silêncio ao caminhar e estar perto o suficiente de Shu para poder continuar o rápido e prévio papo, parecia estar relaxado o suficiente com o fim do embate, com a voz mais robótica do que o normal, devido o abafar da máscara alterar o tom de sua fala, respondeu. — Não podemos perder tempo aqui, por mais que você goste da tortura, há outras coisas que exigem nossa maior atenção. E está na direção de Iwagakure no Sato..

Nsue e Shu tentaram extrair mais informações do líder do trio ninja inimigo, mas se decepcionaram ao notar que o mesmo não sabia nada além de seu subordinado. Mas com as informções que conseguiram, já sabiam mais detalhes sobre o que ocorria. Aqueles três ninjas de Iwa estavam procurando por Jouichirou e seus aliados. Havia ocorrido uma luta entre eles e outros ninjas de Iwa, a 100 metros dali, e a Vila da Pedra havia perdido. Um grupo de outros ninjas de Iwa foram enviados até o lugar para socorrer os feridos, e outro para procurar rastros da fuga de Jouichirou. O trio que Shu e Nsue derrotou fazia parte desse grupo. De posso disto, a dupla se dirigiu até o local da batalha: uma saída estreita de uma cavena na base da montanha. Ao redor dela, havia o que se parecia ser restos de uma muralha circular de pedra. A pouca vegetação que havia no solo estava queimada, e alguns rastros de algo que parecia ter sido arrastado também era visto. O Aburame deixou um kikkai voar pela área por alguns instantes, fazendo-o retornar em seguida. O inseto sensível ao chakra parecia ter encontrado restos, bem poucos, de um chakra anormal. Talvez pudessem pertencer àquele que os Anbus procuravam, mas Nsue não tinha certeza.

Shu olhava para Nsue, nessa hora já tinha consciência de que os Kikkais do companheiro haviam sentido aquele chakra anormal, afinal, ficavam com as mentes conectadas entre si. Levou a mão aos cabelos, jogando-os para trás, enquanto parecia ficar pensativo. "— Acha que eles conseguem sentir a direção que esse chakra veio?" Perguntou Shu enquanto se abaixava, procurando por rastros que pudessem indicá-lo algum caminho.

"— Ainda é pouco, mas ele detectou a presença de uma energia anormal nessa região próxima, como não pode estabelecer um perímetro fixo da área, acredito que seja próximo...Ou não.." O Aburame estava ainda indeciso pela falta de informações e não necessitaria dizer isso mais detalhadamente para seu colega, uma simples demonstração de seu comportamento quase imperceptível passaria essa sensação ao companheiro. O Jovem Soldado da Anbu se afasta um pouco do colega e analisa o local em silêncio até voltar a se pronunciar. "— Infelizmente ele só percebeu a aparição do Chara anormal e não sua localidade, talvez se eu me esforçar novamente, poderemos chegar a mais provas, o que acha ?"

A dupla mantinha a comunicação mental, que era bem mais rápida e precisa do que meramente falar. E por estar mentalmente conectado a Shu, Nsue já entendia que talvez não fosse necessário uma busca maior. O Yamanaka analisou todos os traços e sinais da área, e logo concluiu que seria bem difícil ter a direção exata a ser seguida. Havia rastros de pessoas chegando, e de pessoas partindo. Pareciam ter seguido na direção de Iwa, mas o chão molhado prejudicava a certeza plena da dedução.

Shu finalmente levantava-se, olhando na direção de Iwa. "— Acho que nem preciso dizer nada, não é" Proferiu Shu enquanto se aproximava do corpo do capitão que haviam deixado vivo, porém desacordado. Aquilo ainda poderia lhe ser útil. Então formou o selo de seu Shinteshin no Jutsu e transferiu-se para o corpo daquele homem. "— Nsue, cuide do meu corpo. Mantenha-se próximo de mim, porém sempre escondido. Caso algo de errado, eu poderei abandonar esse corpo e ainda manteremos a vantagem de estar escondidos." Comentou brevemente Shu. Seu parceiro já sabia o que ele iria fazer, a melhor forma para entrar em Iwa era como um ninja de Iwa, e o que seria melhor do que SER exatamente um ninja de Iwa? "— Conseguir o máximo de informações possível é necessário. E imaginando que o grupo tenha partido daqui para "mais" próximo de Iwagakure, devemos evitar que descubram que a Ne possa estar envolvida nisso." No mesmo instante, mantendo-se atento aos rastros, Shu começava a caminhar na direção de Iwa. Em um ritmo talvez devagar para não chamar atenção e até mesmo conseguir recuperar o máximo possível do "fôlego" perdido em batalha.


Última edição por Fësant em Ter 04 Out 2016, 15:53, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 39 | O Novo Líder da Anbu   Sab 01 Out 2016, 22:04

Nsue e Shu seguem então para Iwa, estando o Yamanaka com o disfarce perfeito ao possuir e controlar o corpo de um nativo da Vila Oculta da Pedra. A viagem demorou um pouco mais que o normal, tanto pela trilha montanhosa, que era difícil, quanto pelo fato do Aburame necessitar carregar o corpo de Shu durante todo o trajeto, mantendo-se a uma distância segura e oculto. Precisaram varar toda a noite em viagem, sendo esta a melhor decisão, devido à urgência que a missão pedia. E assim, na manhã do dia seguinte, finalmente alcançaram Iwagakure no Sato, sob um céu nublado e uma fina chuva que começava a cair.

Shu esperava, ao menos, que um guarda estivesse na entrada principal da vila, mas não encontrou isso, ou qualquer outra pessoa. Os primeiros metros para o interior de Iwa estavam vazios de qualquer pessoa ou ser vivo, o que o Yamanaka logo estranhou. Entretanto, não demoraria muito em ter respostas. Um grande estrondo foi ouvido a pelo menos 100m a frente, na direção do centro da vila, um som tão forte que normalmente espantaria qualquer animal ou pássaro, mas isso não ocorreu. Provavelmente, os próprios animais já notaram há tempos o perigo que era ficar próximo dali. E no fim, um uivo ouvido ao longe denunciava a provável situação que cercava o lugar: uma grande raposa grunhia.


Encerramento





Última edição por Fësant em Qui 27 Out 2016, 23:43, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 39 | O Novo Líder da Anbu   

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Episódio 39 | O Novo Líder da Anbu
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