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 Episódio 25 | Memórias Rejeitadas

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MensagemAssunto: Episódio 25 | Memórias Rejeitadas   Sex 10 Jun 2016, 23:00

— DESGRAÇADO! KAITEN!

Inozaki nada viu, mas sentiu uma forte força jogar seu corpo para trás, ferindo-o também. Ele voou até sentir suas costas bater numa parede, caindo ao final. O movimento de rotação de chakra de Nagi de alguma forma pareceu limpar a escuridão que havia surgido, atenuando-a o suficiente para que os presentes no quarto pudessem se ver. Nagi estava a alguns metros à frente do Yamanaka, com roupa rasgada, muito corada e aos prantos. Olhava para Inozaki caindo ao chão com nítida expressão de ódio. Quando o jounin parou para observar o restante do quarto, procurando seu inimigo, não o encontrou.

— Por que fez isso comigo... Inozaki? Por que?! Saia de uma vez...  — chorava a garota.


Abertura




Inozaki estava visivelmente perplexo. Não pela armação em si, pois já havia considerado a chance de algo do tipo momentos antes, razão pela qual o fez sair de onde se escondia e ir de encontro ao inimigo; mas por ter falhado em impedir o inimigo. Não havia considerado a possibilidade de Nagi não poder ouvir nada quando no jutsu do oponente, ou o quer que fosse que a mantia incapaz de enxergar. Fosse como fosse, havia que se defender ali. Embora achasse que a princesa Hyuuga não estivesse em condições de raciocinar direito logo após aquilo, se esperasse mais poderia ser preso sem a chance de falar sobre. Então, realizou alguns selos, dando início à sua técnica telepática. Embora ela fosse mais usada para comunicar-se, o seu potencial era muito maior que esse, podendo até transmitir muito mais que mensagens, como memórias e até sentimentos se estes fossem fortes o suficiente.

E assim o fez, seu chakra logo foi de encontro a Nagi, fazendo-a ter acesso às suas memórias daquele incidente. Como se enxergasse e sentisse tudo que passou ali momentos antes, porém na pele do Yamanaka. Não queria faze-la lembrar daquilo novamente, mas era o único jeito de faze-la entender quem foi o responsável por aquilo, ou ao menos quem de fato não foi. Enquanto a lembrança ia passando na cabeça dela, Inozaki ia falando simultaneamente.

— Nagi-sama, eu juro que nunca faria nada assim; eu nunca a machucaria, você sabe disso. É claramente uma armação, não sei se diretamente a mim ou para nos por uns contra os outros. Primeiro mexeram nas nossas coisas e agora acontece isso? Os guardas avistam alguém e Shinji segue o suspeito e eu venho pra protege-la. Tudo está relacionado. Pra não dizer que inteligência é o meu forte! O que eu ganharia com isso?! O que eu esperaria alcançar fazendo isso com você?! Eu nem tenho a força física pra imobilizar e sufocar uma Hyuuga de elite como você!

Após uma breve pausa pra respirar, Inozaki retomou.

— Você precisa de alguém agora, mais que nunca. Por favor, entenda que eu não fiz e nem nunca faria nada disso e deixe-me ajuda-la. Você precisa de alguém e eu não suporto o que fizeram com você. Eu farei ele ou eles pagarem por isso! — A aquela hora, a lembrança já havia se encerrado. No final dela, o Yamanaka transmitiu o seu sentimento por Nagi, o quanto gostava dela e o quanto se importava. Aquilo era real, independente de tudo.

O Yamanaka não poderia pensar em melhor solução. Aquela era a forma mais clara e fiel de provar sua inocência. Enquanto falava, esforçou-se para deixar cada memória clara, assim como cada sentimento e angústia. Precisava a todo custo convencer Nagi de que tudo não passou de uma armação. Inozaki sentia suas palavras alcançando a sensibilidade perturbada da Princesa Hyuuga, ao passo em que tentava invadir sua mente para lhe mostrar os fatos reais.

Mas quanto a isso, encontrou mais dificuldade do que imaginava. A jovem recusava tudo que era referente ao Jounin, e à medida em que o mesmo tentava lhe mostrar as imagens da verdade, as cenas iam ficando turvas, bloqueadas pelo desespero e medo causado pelo atentado sofrido. Nagi caiu de joelhos ao chão, em pranto desconsolado, sem nada conseguir falar. Antes de deixar sua mente, Inozaki notou a confusão na qual a mesma se encontrava, e no fim não tinha a total convicção de tê-la convencido.

Tentar prosseguir com a transmissão mental, ou um mera conversa simples, era inviável no estado da garota. E instantes depois, também passou a ser inviável de fato. O som do Kaiten destruindo parte do quarto e jogando Inozaki contra a parede alertou o ninja que ainda estava de guarda, eu acabou por subir de imediato. Irremediavelmente, encontrou a porta aberta, e trágica cena posta, fazendo de logo a dedução lógica.

— O que fez, rapaz! Está louco?! Ande, sente-se aí, de joelhos! Mas que merda! Justo agora que só eu estou aqui... Ande, rapaz! — ordenava o ninja, que sacava uma arma exótica, semelhante a uma pequena foice, usando-a para ameaçar Inozaki.

Inozaki olhou de lado para o ninja, enquanto ficava de joelhos. — Isso foi uma armação, eu posso provar isso inclusive. Até ter a chance de fazer isso, responderei a essas acusações como requisitado. Não tenho o que esconder, sou inocente afinal de contas. Sinta-se à vontade para me prender, se isso fize-lo sentir-se mais seguro. — Terminava, enquanto assumia uma postura livre de ameaças, pondo ambas as mãos à vista e abrindo espaço para o ninja usar de suas medidas para imobiliza-lo, caso tivessa tal intenção. — Só peço que não baixe a sua guarda. O verdadeiro responsável por isto ainda está por aí.

O ninja via a cena um tanto aflito. Estando só, não tinha como ajudar a garota em prantos sem tirar os olhos da pessoa que supostamente a atacou. — Não vou cair nesse desculpa esfarrapada, ninja de Konoha. Merda... e essa menina chorando... só resta esperar alguém voltar. — disse ele em tom de estresse.

Os minutos se passaram como se fossem eternos, em um clima tenso e, agora, silencioso. Somente os baixos soluços de Nagi quebravam a falsa calmaria da espera. Quando Shinji chegou, acompanhado dos outros dois ninjas da vigia, sua fúria poderia ser sentida de longe. Provavelmente havia visto a cena metros antes com o Byakugan, e chegou no quarto tomado de ira. Empurrou o ninja que vigiava Inozaki, indo de imediato ao encontro do Yamanaka, segurando com força sua garganta. Os olhos brancos alterados, e sobre um Hyuuga em cólera, são realmente assustadores vistos de tão perto.

— Que diabos você fez, Inozaki?! Me diga um bom motivo para não matá-lo aqui mesmo! — gritou o Hyuuga.

— Alguém fez isso com ela e conseguiu fazer parecer que fui eu. Foi uma armação. Posso provar isso facilmente, transmitindo as minhas memórias do ocorrido, usando o Shindenshin no Jutsu. Não tem como eu modificar elas ou algo do tipo, pra não dizer que existem diferenças fáceis dele para um genjutsu, caso você ainda insista que estou mentindo com memórias falsas.

O Yamanaka olhou para os demais ali, enquanto começava a sentir dificuldades de continuar falando com Shinji segurando fortemente seu pescoço. — Eu iniciarei agora o meu jutsu, mostrando pra todos aqui o que aconteceu. Vocês verão, ouvirão e sentirão tudo como se fossem eu, na hora do incidente. Vocês podem cancelar a transmissão a qualquer momento, assim como podem se aproximar e prepararem-se pra me atacar caso algo pareça suspeito. E você, Shinji, peço que me autorize a fazer isso agora. Quanto mais tempo perdermos aqui, mais difícil será capturar o verdadeiro culpado. Aquele que agrediu e fez isso com Nagi-sama está por aí, à solta. Por mais que suspeite de mim, ao menos considere a mínima possibilidade de eu estar falando a verdade, de estar perdendo tempo e fazendo o que o inimigo quer que você faça. Eu quero, assim como você, fazer o culpado pagar. Eu sou inocente, permita-me mostra-lo isso.

— Deixe de falar asneiras, Inozaki! Não sou inocente como Nagi-sama, para cair numa mentira descabida! Estou com meu Byakugan ativo nesse momento... Mais ainda, desde minutos atrás, e não vi qualquer pessoa suspeita ou diferente do usual. Nem perca seu tempo querendo nos mostrar memórias falsas, isso não vai ocorrer! — Shinji soltou o pescoço do Yamanaka, dando um passo para trás. — Levem-no. Se ele ficar mais um minuto sequer na frente...  Não responderei por minhas ações. Cuidarei de Nagi-sama. E por favor, avisem ao Kazekage-sama sobre esse infeliz episódio, mas em sigilo... apesar de essa confusão toda já ter chamado atenção... Amanhã de manhã irei me encontrar com ele para falar a respeito, se ele quiser me ouvir. — Shinji então se virou indo até Nagi, que ainda estava sentada ao chão. Ao mesmo tempo, os três ninjas se aproximaram de Inozaki, pronto para levá-lo.

(...)

Horas depois, Inozaki estava em uma das celas da prisão de Suna. Estranhamente, era uma cela comum, usada para prender civis. Normalmente, as prisões para ninjas eram repletas de fuuinjutsus para impedir o uso de técnicas para fuga, ou no mínimo uma guarda forte que intimidasse o preso a tentar qualquer coisa. Ao contrário, não havia nada do tipo, e somente um ninja de vigia que não parecia ser mais forte que um chuunin. Seja qual fosse o motivo, Inozaki aproveitaria a segurança baixa para, pelo menos, reportar o ocorrido a Omeshirama. Naquela noite, ele provavelmente se comunicaria com o líder dos Senju através de seu espião infiltrado. Assim, o Yamanaka estava apostando que ao menos o espião iria se manter próximo ao acompanhar o infeliz acontecimento. E assim, Inozaki vasculhou as presenças mentais ao seu redor, e por sorte encontrou aquela pertencente ao seu provável único aliado em Suna.

Inozaki foi direto como sempre, buscando a maneira mais prática de expressar os acontecimentos recentes. Aquela prisão ainda o surpreendia com sua segurança baixa, mas ainda assim agiria com cautela. - "Depois de terem mexido nas coisas de mim e do meu time, agora armaram pra cima de mim. Se foi algo direto para me prejudicar, talvez tenhamos sido descobertos. Acho pouco provável que seja isto, entretanto, visto que não deixei o menor rastro. O mais certo de ter sido é que planejam pôr os shinobis de Konoha uns contra os outros. Se for este o caso, precisamos descobrir rapidamente com quem estamos lidando e o que querem de nós. Essa armação foi uma medida temporária, ou uma distração para realizarem algo sem que ninguém interfira; ou uma forma de nos deixar vulneráveis para fazerem algo contra nós, numa estratégia básica de dividir primeiro e conquistar depois. Sobre a minha situação, não é nada que eu não consiga resolver. Sinceramente estou mais preocupado com o que almejam fazer agora, que eu estou aqui. Outra questão que devo ressaltar é se a escolha de ter sido eu o alvo do plano foi aleatório ou eles possuem acesso a informações a respeito de mim e de meu time. Eu sou o novato, o que ninguém conhece. Armar pra cima de mim foi a melhor decisão possível, tenho dúvidas se foi coincidência. Também acredito que é mais de uma pessoa arquitetando tudo isso, pela complexidade que pareceram ter todos os eventos até então, mas ainda não descarto a possibilidade de ter sido só uma pessoa. Enfim, é só."

O contato ouviu tudo sem nada dizer, pois era assim o padrão de comunicação: toda a mensagem deveria ser dita sem interrupções, para poupar diálogo desnecessário e tempo. No fim, contudo, tratou de responder. "Captado. Um espião que não pode espionar perde sua serventia. Não é garantia que você fique nessa prisão fraca por muito tempo. Deseja prosseguir na missão ou requer uma ajuda para fuga? Lembre-se que se a situação ficar complicada demais, não o poderemos ajudar."

"Consigo escapar a qualquer hora, sem problemas, mesmo que me depare com uma prisão mais forte depois. Acho pouco provável que isso aconteça, entretanto. De toda a forma, irei prosseguir na missão, caso não haja problema nisso."

"Captado. Sem mais." O espião finalizou o contato, sem tecer mais qualquer opinião.


Última edição por Fësant em Qua 26 Out 2016, 13:51, editado 6 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 25 | Memórias Rejeitadas   Sex 10 Jun 2016, 23:04

(...)

Inozaki passou o resto da noite enclausurado, dormindo nas parcas acomodações da cela, ou ao menos tentando. Os próximos dias seriam cruciais para tentar desvendar o que estava de fato se passando, e o jounin tinha isso bem gravado em sua mente. Quando amanheceu, a única visita que teve foram dos ninjas carcereiros, para lhe servirem um resto irreconhecível de alimentos que eles ousavam chamar de refeição, assim como água. Durante o meio-dia, o mesmo processo se repetiu. Nem Shinji, Nagi, ou qualquer outra pessoa que pudesse socorrê-lo, ou acusá-lo, havia aparecido. Quando a noite caiu, e a escuridão tomou conta de quase toda a cela fria, era chegada a hora da terceira e última refeição à qual o prisioneiro parecia ter direito. Enquanto comia, repensava o ocorrido, assim como as poucas coisas que notou durante seu primeiro dia recluso. O corredor possuía algumas celas, cerca de cinco, mas somente ele estava preso ali. Quando foi conduzido, não havia outras pessoas no lugar, e pelo primeiro dia não ouviu sons que pudessem indicar haver outros presos.

— Deixe-nos, por favor. — diz uma nova voz que surgia ali, ainda no início do corredor, onde o Yamanaka não poderia ver. Os passos se aproximavam, mas não era necessário esforço para reconhecer quem chegava. O ninja de guarda acenou com a cabeça, e se retirou, e logo em seguida a imagem de Shinji apareceu frente ao injustiçado jounin de Konoha.

— Agora que estou mais calmo. Estou disposto a te ouvir, Inozaki. Mas sem mentiras, truques ou técnicas de "transferência de memórias". Quero ouvir de sua boca, e somente a verdade. Esta é a oportunidade que você tem. Quem te mandou para ficar de olho na gente? — perguntou ele, de forma direta e clara. — Imagino que você tenha sucumbido ao desejo carnal e tentado se aproveitar de Nagi-sama nesse meio termo... Mas sei que foi só um acidente, algo não calculado... Parece que você não leva jeito para ser espião, não é mesmo? Então, diga-me de uma vez, e posso talvez pensar em te ajudar, alivia sua situação que, você bem deve saber, está bem crítica.

Inozaki pareceu surpreso no início da fala de Shinji, mas logo foi retomando a expressão comum em seu rosto, desta vez prestando bastante atenção em cada palavra proferida pelo Hyuuga. — Shinji-san, eu realmente sequer toquei em Nagi-sama. Sei que nos conhecemos há pouco tempo mas eu não sou espião, eu estou do vosso lado. Armaram pra cima de mim para nos separar. Alguém nessa vila trama algo.

— Não é espião? Ok... vamos guardar essa parte para depois. Vamos nos focar em Nagi-sama. Apesar de eu ter detestado, tive que falar com ela, para saber o que houve, claro, depois que ela se acalmou e dormiu. Ela me contou que estavam somente os dois no quarto, e que de repente tudo ficou escuro. Que logo depois tentaram lhe agarrar de forma... Bem, não vou entrar nesse detalhe vergonhoso, até porque você sabe do que estou falando. Apesar de estar tudo escuro, ela pareceu reconhecer parte de seus traços quando estavam mais próximos... Pulando para o final... quando a pessoa finalmente saiu de cima dela, ela se levantou e usou o Kaiten, e foi quando ela conseguiu voltar a enxergar, só encontrando vocês dois no quarto. — Shinji pausou, cruzando os braços, sem tirar o olho de Inozaki uma vez sequer, como que o avaliasse. — Ela também disse que horas antes você a viu somente de toalha, saindo do banho, e que por pouco não a encontrou despida... Já deduzo na lógica que isso atiçou sua lascívia, é fato. E você deve ter usado algum genjutsu nela, ou o Byakugan teria desvendado. Os Yamanaka são peritos no controle da mente, e tenho certeza que deve ter algum genjutsu na lista de técnicas que pode usar... Então. O que tem a dizer a respeito?

— Shinji-san, ela realmente deve ter sofrido um genjutsu, mas não foi vindo de mim. Como sabe, a minha inteligência é tudo que eu tenho. Lembra quando nos atacaram vindo até aqui e sequer participei? Eu não tenho nada além das técnicas de meu clã e meu raciocínio. Você realmente acha que eu faria algo tão mal calculado assim? O que eu esperaria alcançar me aproveitando de Nagi-sama? Em nenhum situação eu sairia bem. Estou só eu e ela no quarto, aí eu faço ela não conseguir enxergar mais e faço aquela barbaridade? Mesmo que eu conseguisse fugir, eu não sairia impune. Com o byakugan dela, eu não conseguiria sair da área a tempo. Em condição alguma eu teria sucesso e sempre cairia a culpa em mim, mesmo que tivesse uma mente doentia como sugere. Eu nunca faria algo tão imundo, assim como ilógico ao mesmo tempo. Além do mais, de onde eu tirei a força física pra imobilizar e enforcar uma Hyuuga de elite como Nagi-sama? Uma coisa é você insinuar que faço uso de genjutsus, outra é que eu virei um usuário de taijutsu com essa força toda.

— Tudo o que diz é muito lógico. Mas pode ser justamente a sua intenção, apelar para a lógica. "Não tenho força para isso" e "Não há razão lógica nisso" são álibis perfeitos, que se encaixam em você. Talvez eu esteja sendo audacioso, ou superestimando sua capacidade, mas creio que forçar que pensássemos dessa força era justamente a sua intenção, Inozaki... E sinceramente sempre estive com "um pé atrás" em relação a você. Você surgiu numa manhã, do nada. Ganhou a confiança de Nagi-sama, o que não é muito difícil dada a sua ingenuidade, e no dia seguinte está viajando conosco... Sei que é ninja de Konoha, assim como eu, mas os tempos atuais são diferentes, você mesmo sabe. Ainda quero saber quem te mandou aqui.

— Se eu não consigo usar da razão para lhe convencer, Shinji-san, então peço perdão por isso, mas não sei mais o que dizer. Mesmo que desconfie de mim tanto assim, não pode ser que não considere que existe uma relação entre o ataque durante a viagem, mexerem nas nossas coisas e aparecer alguém suspeito e armarem isso para mim. Foi tudo seguido. Também vai dizer que não estou só ou tenho como criar réplicas para distrair você e todos os outros, durante todo o ataque? Eu devo ser um puta shinobi, vou me candidatar a Hokage com todas essas habilidades.

Inozaki sempre fora alguém calmo, paciente e amigável. Porém, com toda aquela situação, parecia estar começando a ficar um pouco estressado. — E sinceramente, mesmo que eu tivesse essa mente doentia, eu planejaria tanto assim, esconderia minha grande força e tudo mais, só pra me aproveitar de Nagi-sama? Se mesmo assim, você desconfia de mim, eu não tenho mais o que dizer. Você ainda se recusa a receber a transmissão de minhas memórias daquele momento, mesmo existindo várias diferenças entre um genjutsu para o jutsu de meu clã que podem faze-lo ter certeza de que são memórias reais. Me perdoe, Shinji-san, mas se continuar ignorando a razão assim e continuar pondo Nagi-sama em risco, eu não quero a sua presença aqui. Já estou há tempo demais neste lugar, quando poderia estar caçando o verdadeiro culpado, aquele que agrediu a princesa Hyuuga. Você estar me prendendo aqui só está ajudando ele e prejudicando ela. Eu não preciso continuar conversando com alguém assim. Minha paciência já aguentou demais todas essas acusações. Shinji-san. Passar bem.

Shinji fitou as reclamações de Inozaki e sua incomum alteração de humor, tudo sem dizer uma palavra sequer. Mesmo após as palavras do jounin, ficou ainda ali, de pé, medindo-o, assim como esteve desde o início do diálogo. E sem mais nada dizer, simplesmente deixou o lugar. O Yamanaka não sabia até que ponto suas palavras haviam alcançado o Hyuuga, mas sua reação final provavelmente indicava que algo havia entrado em sua lógica. Se seria suficiente ou não para que o mesmo intercedesse pela liberdade do compatriota, somente depois seria sabido.

Inozaki estava certo de que não havia remédio para sua situação. Deitado, olhava o céu pela fresta gradeada, que mal poderia ser chamada de janela, enquanto divagava sobre as possíveis soluções para aquele impasse. Mal tinha noção da hora enquanto estava preso, mas tinha a certeza de ser madrugada, a contar pelo tempo aparente que ficou no ócio após a visita de Hyuuga Shinji. O jounin não esperava mais nada naquela infeliz noite, que sucedeu a outra infeliz, às quais muito provavelmente se sucederiam tantas outras, se contar a inexistência de qualquer esforço em se elucidar o caso e retirá-lo da injusta prisão.

No entanto, a sorte pareceu lhe sorrir. Uma brisa fresca e perfumada invadiu sua fria cela, acompanhada de delicados passos que tentavam ao máximo manterem-se furtivos. Ainda deitado, ao se virar em direção às grades que lhe segregavam, viu Nagi se aproximar. Temerosa, ansiosa, aflita... eram tantos sentimentos estampados na face da garota que mal podiam ser contados. Mas estava ali, na calada da noite, e provavelmente a contragosto de Shinji. As palavras de Inozaki pareceram finalmente germinar no turbulento e frágil coração da kunoichi.

— Inozaki-kun...


Última edição por Fësant em Sab 18 Jun 2016, 20:20, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 25 | Memórias Rejeitadas   Sex 10 Jun 2016, 23:09

— Nagi-sama! — Inozaki então pôs a mão na frente de sua boca, como se tivesse esquecido da importância de falar baixo. Assim, retomou a fala, porém desta vez de uma maneira bem mais silenciosa. — Por favor, me deixe mostrar as minhas memórias daquele incidente pra você. Sinceramente, eu não ligo para o fato de estar preso ou de todos os outros duvidarem de mim. O que me importa mesmo é fazer você entender a verdade, pois a sua opinião eu valorizo mais que tudo isso. Não quero que pense de mim como alguém que faria uma barbaridade daquelas, nem que pense que me importo tão pouco com você a ponto de fazer algo assim. Então, desta vez aceite a transmissão das lembranças por parte de meu jutsu, por favor.

— Não... não sei... Céus! O que vim fazer aqui?! — a garota transbordava aflição, levando ambas as mãos até o rosto, como quem busca forças no alma para se manter calma, ou ao menos compreender o que se passa. Respirou fundo, e após isso sua voz sussurrada foi novamente ouvida pelo Yamanaka. — Inozaki-kun... Não quero ver suas memórias. Não quero passar por aquilo de novo... Mas... De alguma forma... Céus! Eu acredito em você. — apesar de não aparentar tanta certeza, as palavras pareciam sinceras. — Tenho que lhe dizer algo: ninguém vai lhe tirar daqui. Ninguém está preocupado em realmente investigar o que houve... Eu não sei o que está acontecendo... Então vou arriscar e confiar em você.

Inozaki parecia desanimado e extremamente frustrado por ninguém querer enxergar as coisas como ele viu durante o incidente, com uma simples transferência de memórias. Mas a confiança de Nagi era o bastante, de modo que esqueceu isso de imediato. — Imaginei que fosse acontecer algo do tipo depois de vários dias sem nada acontecer. Algo ocorreu enquanto eu estive 'fora'? Você não sabe o que significa pra mim a sua confiança nas minhas palavras... Eu só queria provar a minha inocência e fazer o verdadeiro culpado pagar por tudo... A ideia de ele ainda estar por aí à solta... Tsc...

— É estranho, mas nada de anormal aconteceu. Estamos seguindo com o trabalho do Exame Chuunin como se nada houvesse acontecido. Quando eu pergunto ao Shinji sobre você, ele só me diz para não me aproximar, que você é perigoso, e que suja o nome dos Yamanaka... Não aguento mais essa situação. O que faço, Inozaki-kun? Como posso te ajudar? — Nagi parecia mais firme no que dizia, embora ainda exaltada, controlando por pouco o tom de sua voz. Seus olhos brancos pareciam transmitir a verdade de suas intenções para com o jounin preso.

— Também não sei, Nagi-sama. Eu queria provar a minha inocência, mas se eles não querem nem me dar essa chance não sei como fazer. Eu acho que vou escapar saqui e achar o culpado por conta própria. Parece ser a única solução... O que acha?

— Sinceramente... Não sei... É verdade que você está nesse lugar, praticamente sem nenhuma segurança... Escapar não seria difícil para um ninja de seu nível. Mas eu realmente não sei o que pensar. Shinji não quer me dar ouvidos, então não conseguirei falar à seu favor com ele. E todos acham que eu estou somente desequilibrada, com algum tipo de síndrome que me faz gos... — Nagi teve receio de dizer aquela palavra, mas não havia outra para ser usada. — que me faz gostar de quem me atacou... Talvez só o meu Onii-sama possa me escutar... Mas não vou poder falar com ele até voltar para Konoha... e eu ouvi Shinji comentar que você não voltará com a gente...

Inozaki ouviu a tudo atenciosamente, desta vez com mais esperança ao ter certeza de que Nagi o apoiava, além de que ela tentaria conversar com Keisei futuramente. Após o término de suas palavras, pareceu querer ser mais objetivo, como se não fosse dizer mais nada além do que iria falar agora. — Agradeço muito o seu apoio, Nagi-sama, de verdade. É bom ter alguém que acredita em mim. Eu vou fugir daqui e decidir o que fazer. Mas e quanto a você? O que fará? Eu realizarei minha fuga logo depois que você for embora, mas estou preocupado com o que fará em seguida. Você vai ficar bem? Eu a chamaria pra vir comigo mas... Eu não quero que você corra algum risco, embora eu também a queira ao meu lado.

— Ir com você? — refez a pergunta, como quem não tem certeza da resposta ser dada. A Princesa Hyuuga ficou uns segundos calada, olhando para os lados com a preocupação de talvez aparecer alguém. E com visível dor no coração, respondeu — Eu iria com você sim, Inozaki-kun... Mas se eu for, não poderia falar com Keisei. E embora eu seja uma Hyuuga, reconheço que ainda não estou no seu nível, só iria atrapalhar... Acho que posso ajudar mais ficando aqui, e depois voltando para Konoha... — a resposta era sensata, mas com visível tristeza. No fim, a moça se aproximou mais uma passo da cela, segurando as barras da grade com sua delicada mão, e falou. — Me prometa. Me prometa que vai voltar pra Konoha quando tudo se resolver, e que serei a primeira pessoa que irá ver.

Inozaki olhou de lado, como quem - embora entendesse a situação - não gostasse muito da ideia de os dois ficarem separados por não sei quanto tempo. Após alguns segundos, olhou novamente nos olhos de Nagi e, respirando bem fundo, disse: — Eu prometo, Nagi-sama. Não importa o que aconteça, priorize a sua segurança até lá, eu não sei o que faria se algo acontecesse a você. Acho que isso é um adeus, por agora. — Finalizou, visivelmente triste com a situação.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 25 | Memórias Rejeitadas   Sab 18 Jun 2016, 22:15


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