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 Episódio 30 | Contra a Anbu Ne

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MensagemAssunto: Episódio 30 | Contra a Anbu Ne   Seg 06 Jun 2016, 19:18


Abertura




Ashiro despertava vagarosamente, com dificuldade. Ainda sentia no corpo o castigo do uso da técnica proibida Hachimon Tonkou, e na face peso dos socos de cólera de Hakuro. Havia desmaiado, pensando em sua amada Karin e imaginando que não mais a veria. Não obstante, surpreendeu-se ao se encontrar vivo e paulatinamente desperto. Conforme ia recuperando os sentidos, sentiu que seu corpo ainda permanecia preso, estando quase que totalmente envolvido por galhos e raízes, deixando-o com a aparência de um tronco de árvore humano. Quando a pupila se acostumou com a claridade, distinguiu bem o lugar, que muito se assemelhava ao esconderijo no qual se encontrava antes, com Hakuro, Chiharu e Jouichirou.


[21:30] País da Terra. Esconderijo nº 02

— Vejo que acordou, rapaz — foi a primeira coisa que Ashiro ouviu, reconhecendo de imediato a voz de Jouichirou. O líder do grupo se aproximava com calma, parando a somente um passo do espadachim capturado. Mais atrás, encostado numa parede, estavam Chiharu e Hakuro, estando o último sentado enquanto recebia os primeiros socorros de uma ninja médica, a qual não deixava de esconder a surpresa em ver o quão efetiva era a técnica de cura ao ser usada no Sarutobi.

— Chiharu já me disse que você se negou a dar explicações. Que você disse que suas ações falavam por si só... Bem. Pra mim é evidente que você agiu a mando de Masayoshi... Mas confesso ter ficado surpreso. Você não me parecia alguém que seguiria uma ordem tão absurda cegamente, tal como são os peões dele. Enfim. O que fez terá consequências, mas se vai viver ou morrer dependerá dos próximos minutos. Tenha isso em mente, rapaz. — Jouichirou fez uma pausa, para ter certeza de que o prisioneiro recém-desperto havia entendido bem sua situação. — Vamos lá: explique-se.

Os olhos de Hakuro não desgrudavam do detento por um segundo sequer. Havia, por detrás do vermelho de sua íris, um ódio profundo que se alastrava pelo peito do rapaz e não parecia querer desgrudar-se. Hakuro não era - e nunca foi - uma pessoa paciente. Suas pernas balançavam-se para cima e para baixo em sinal de ansiedade, tamanha era sua vontade de levantar e acabar com aquela situação de uma vez. Quando seu pai se pronunciou, então, o Jinchuuriki imediatamente socou contra o chão com força, provavelmente distraindo até mesmo a ninja médica que o tratava: — Esse traste quase destruiu tudo que estamos tentando fazer, e ainda por cima com um golpe covarde. Não interessa a resposta, por mim ele deveria ter se tornado um cadáver no local do combate.

A gélida sensação da morte parecia cobrir toda a esperança do jovem como um lençol, assim como um reconforto gentil recaia sobre sua cabeça como um carinho, apasiguando sua alma. Apesar de tudo, o jovem espadachim que detetinha uma enorme vontade de seguir suas próprias convicções, parecia aceitar de bom grado aquele destino. Mesmo com o corpo completamente destruído causado pelas as penalidades da técnica probida e dos ataques do Jinchuuriki, sua alma parecia sorrir, carregando a agradável sensação de dever cumprido. Acreditava este espadachim à beira da morte que ela ficaria bem. Pelo menos este foi seu último pensamento, ou súplica, não sabia ele diferenciar, antes de perder a consciência. Ele recobrava a mesma, ainda piscando algumas vezes, mais surpreso do que qualquer um que havia ali. Sua visão parecia duplicar as coisas até que se acostumava com o ambiente. Não demorou muito para ele entender sua situação. O silêncio então era quebrado pela a indagação direta do homem...Não precisava desta para o ANBU sentir o perigo que corria, este que ele não iria dar as costas...   — Eu sei... - O silêncio pessoal dele então era quebrado por aquela afirmação. Para surpresa dele própria, aquela não era uma confirmação à pronúncia do nukennim, e sim à do Jinchuuriki.  — Acho que não vai mudar nada - A voz do jovem custava sair da garganta devido a todos os músculos de seu corpo ainda estarem completamente rasgados e deteriorados. Um suspiro então era manifestado por este. Após, ele prosseguia.  — Estava protegendo o que me é importante. Acho que isso é o máximo que posso falar  - Ashiro, após, voltava a se calar. Ele não iria, de forma alguma, voltar a correr o risco de ter Karin passando por perigo, risco este que ele havia lutado com tudo o que podia para evitar.

— Humm... É de fato um ninja bem treinado e que sabe dos riscos da missão... Pena estar numa situação tão desvantajosa. Eu conheço bem o Masayoshi... Bem até demais. E até imagino o que você quis dizer com "protegendo o que me é importante"... — o líder então virou o rosto para esquerda, buscando falar com uma kunoichi que não estava muito distante de si — Encontrou algo, Yui?

— Mais ou menos, Jouichirou-dono. — a jovem ninja principiou a responder — Havia sinais de uso de técnica sensora há muitos metros daqui, mas sejam quem for não está próximo, ou então não está mais usando a técnica. Sinto muito, mas não pude verificar nada durante o combate que tivemos horas atrás... estava muito concentrada na luta...

— Não se preocupe. É o suficiente. — agradeceu Jouchirou, que voltou-se novamente para Ashiro. — Como você pôde ouvir, garoto, não há ninguém nos espionando por agora, enquanto Yui puder manter sua técnica sensora junto, e os demais puderem manter a kekkei ativa. Então está livre para falar sem estar correndo o risco de ser descoberto pelo outro lado. E de logo lhe aviso: você foi enganado. — o ex-líder da Anbu pausou, de forma que a ênfase em sua última frase pudesse ser sentida. — Pode ser somente um chute, mas Masayoshi pode estar ameaçando você usando a vida ou segurança de um ente querido como moeda. Contudo, a menos que você seja originário da própria Anbu Ne, duvido muito que Masayoshi fizesse algo a algum civil ou outro ninja de Konoha. Não porque ele tem escrúpulos, mas sim porque ele não quer chamar a atenção nesse exato momento. Fazer algo contra um civil ou ninja que não esteja relacionado às tramas sujas atuais da Folha seria contra isso.

Ashiro tentava se concentrar no diálogo que Jouchirou levava com aquela mulher, que parecia estar relatando alguma coisa. Sendo tomado pela a dor e pelo o cansaço, o espadachim estava agora com seu espírito abalado. Quase não conseguia se manter acordado, tentar prestar atenção naqueles detalhes era uma tarefa muito árdua para o jovem. Os músculos do jovem suplicavam por descanso, devido à dor extrema. Ele continuava ouvindo, sem muito se importar com o que era relatado, até que então o fugitivo de Konoha voltava a direcionar a palavra ao espadachim. Seus ouvidos captavam aquilo, e num mesmo segundo, um ódio intenso começava a explodir de seu peito, vazando por todo seu corpo surrado de dor. Ashiro mordia o lábio inferior, deixando um fino fio de sangue escorrer pelo o lábio, deslizando suavemente até o queixo. A gota de sangue caia lentamente ao chão, como se fosse o badalar de um último sino para que a cólera do espadachim explodisse. Essa que somente era contida pelo a falta de forças e energias.

Seu olhar era desviado para o lado, como se não quisesse acreditar naquilo que o ninja renegado afirmava. A cabeça do jovem descia para baixo, lentamente, como se quisesse esconder o rosto, mas devido à técnica da Senju, pouca coisa conseguia fazer. O ódio ainda estava presente neste, que não conseguia acreditar que havia sido manipulado de tal maneira. Ashiro queria apenas descontar aquilo em alguém, assim como também desejava receber as devidas punições por seu ato. Como um turbilhão de raiva crescendo em seu coração ferido pela a desonra, Ashiro levantava o rosto agora em direção a Jouchirou, não bastava de nenhuma palavra para que este entendesse pelo o olhar desesperado do espadachim a situação a qual ele estava, que era exatamente como o mesmo suspeitava.  — Tsc...Isso...  - Tomado pela a vergonha, o espadachim quase não conseguia pronunciar suas palavras... — Isso...Droga! Não pode ser! — Ele não queria acreditar naquele cruel destino. Uma traição que acarretara em uma outra pior ainda...Ele ainda demorava um certo tempo a engolir tudo aquilo.  — Aquele bastardo!  - O espadachim ainda estava tomado pelo o ódio, sua expressão não conseguia negar o seu arrependimento, sua raiva e principalmente seu rancor.

— É... Pela sua reação, acertei na mosca... Mas não se sinta diminuído. Digamos que você entrou numa luta diferente da que está acostumada. Em verdade, Konoha inteira está assim: envolta de trevas e mentiras. De toda forma, duvido muito que a intenção de Masayoshi era que você capturasse de fato Hakuro. Se pensar calmamente, verá que as chances de uma missão dessa ter sucesso são bem poucas. Provavelmente ele queria levar Hakuro ao limite e forçar o despertar da Kyuubi. Isso iria gerar uma catástrofe no País da Terra, e consequentemente um estopim para uma guerra contra Konoha. No fim, as chances de uma aliança seriam praticamente zeradas... Partindo desse raciocínio... nossos planos mudam. Fica claro que Hakuro tornou-se o alvo central, e que novos ataques irão ocorrer. Precisamos contra-atacar. — Jouichirou fazia uma dedução após a outra, com aparente facilidade. De fato, a experiência de guerra o fazia diferente.

— Deixa eu ver se entendi ... Alguém que você se importa foi usado como chantagem para fazê-lo me atacar mas, ao invés de se comunicar comigo e procurar uma solução, ainda que esta fosse me encarar de frente como homem, você preferiu um golpe sorrateiro para no fim nem mesmo haver vantagem sobre você e tudo se tratar de uma ameaça falsa?! — Foi nesse instante que o Jinchuuriki levantou, num solavanco, empurrando até mesmo a ninja médica para trás. Ele rumou em passos fortes contra Ashiro e, dotado de uma postura agressiva, seguiu até próximo o suficiente para que pudesse atacar. Estirando o dedo adiante, o apontou contra o rosto do espadachim e o alvejou com um olhar que misturava raiva e desprezo: — Ainda quero um motivo para não matar você aqui e agora. Alguém tão sem honra e que descarta a confiança dos companheiros no menor sinal de algo dar errado não deveria estar do nosso lado!

um baque de realidade atingia o garoto, como se força uma forte e imponente onda devastando tudo o que via pela frente. A expressão do espadachim sequer esboçava alguma mudança. Tudo o que ele escutava de Jouichirou parecia entrar por um ouvido e sair pelo o outro. Uma barreira figurativa parecia bloquear qualquer coisa que parecesse entrar no ouvido deste...Uma barreira tomada pelo o ódio e indignação. Ashiro sabia mais do que ninguém a dificuldade que havia sido a missão, contudo, teve coragem para não recuar ou hesitar um passo sequer, o único motivo que tinha, era o bem estar de Karin. De tudo aquilo, o que lhe trazia alívio era a confirmação de Karin não estar sendo ameaçada. O espadachim, tomado pela a cólera que explodia de seu peito, voltava a atenção agora para o Jinchuuriki que se aproximava em sua direção. Ele pouco parecia ouvir o que saia da boca deste, mas entendia tudo o que ele falava olhando apenas para a expressão deste.  — As coisas não são como pensa. Não sou fraco ao ponto de colocar em risco maior alguém que me é precioso.  — O espadachim parecia não querer retrucar o Jinchuuriki. Seus olhos ainda se tornavam cada vez mais furiosos, não com a ação do Sarutobi, mas sim ainda com o receber da notícia. De maneira a tentar se acalmar, ele concluía.  — Nenhum motivo me foi dado para vos confiar. Creio ter dito que fazia esta viagem por minhas próprias razões. Cabe a um ninja interpretar da melhor maneira possível uma frase. Mas concordo com algo...Você não tem motivos para me manter vivo, e não vai receber de mim nada com que faça você tomar outra decisão. — Após, ele se calava. Ele havia se pronunciado num tom calmo, apesar do peso em sua voz devido ao cansaço.

— Que assim seja. — Hakuro imediatamente sacou uma kunai da bolsa em sua perna. A lâmina acinzentada da arma varou no ar em direção ao pescoço do homem capturado, mas parou poucos centímetros antes de atingi-lo. Não interessava mais se era um shinobi de Konoha, um ex-aliado ou qualquer coisa do gênero - o Sarutobi enxergava apenas a traição óbvia e descarada que havia sido executada por motivos tão absurdos e ingênuos. Seus olhos arregalaram-se em cólera e, naquele instante, ficou ainda mais óbvio o quão pouco Hakuro havia aprendido sobre lidar com seus próprios sentimentos. Uma vida enclausurada e afastada de convívio social o havia tornado alguém com péssimo auto-controle, no mínimo: — Cabe ao ninja eliminar ameaças. — E assim, empurrou. A lâmina iria contra a jugular do espadachim e poria fim a vida do rapaz se ninguém o impedisse. Havia uma sensação de adrenalina correndo nas veias do Jinchuuriki - mas, mais que isso, uma espécie de cicatriz formado pelo choque emocional de ser traído pela primeira vez na vida.

Aos galhos de árvore que cobriam quase todo o corpo de Ashiro avançaram ainda mais, cobrindo-o por completo um segundo antes de Hakuro acertar o pescoço do mesmo com a kunai. Enquanto estava completamente coberto, Ashiro sufocou, somente recobrando a respiração segundos depois, quando sua cabeça foi novamente colocada à mostra. Chiharu havia defendido o espadachim pela segunda vez, embora nessa segunda não tenha sido necessariamente por sua própria vontade. — Basta, Hakuro! — gritou Jouichirou, em repreensão. — Sei como se sente. Já vive mais traições do que você. Vivo uma agora, muito pior do que esta, e mesmo assim não me deixo perder o controle. Também sei que foram difíceis os tempos no qual ficou afastado do convívio social... E que isso prejudicou seu desenvolvimento nesse aspecto, mas é hora de crescer! Esse rapaz não é seu inimigo! — Jouichirou pausou, respirou levemente para recuperar o tom sóbrio de voz costumeiro — E tem um adicional: precisaremos dele para encontrar os ninjas de Masayoshi. Criaremos uma situação na qual Ashiro supostamente conseguiu lhe capturar. Ele irá atrair os ninjas da Anbu Ne e então daremos um fim nisso. Você está proibido de encostar um dedo nele, Hakuro. Reflita melhor sobre a situação, e verá que tenho razão.

O parar da kunai fez com que o Shinobi rangesse os dentes. A ponta da faca prosseguiu por alguns segundos contra o tronco da árvore, penetrando alguns pequenos milímetros enquanto tilintava pela pressão exercida. Quando o Sarutobi finalmente desistiu, a kunai permaneceu lá, presa à madeira na altura do pescoço de Ashiro — Então pretende confiar minha segurança uma segunda vez às mãos desse traidor? Eu deveria ter eliminado os ninjas da ANBU Ne quando tive a chance. Me informe dos detalhes quando for a hora. — Feito um vendaval, Hakuro caminhou em ritmo rápido e a passos pesados para a saída da sala e sumiu de lá, batendo a porta num forte baque seco. Ele seguiu embora, para o mais longe dali possível - pretendia descansar para esquecer aquela cólera. Tamanha era sua raiva que esqueceu-se até mesmo de suas feridas, que pouco a pouco se regeneravam por conta própria.

Enquanto aquela lâmina curta estava apontada para o pescoço do espadachim, este pouco esboçava uma reação. Na verdade, a única que esboçava era a de aceitação. Somente tal punição poderia ser um castigo mais do que decente para a traição que o espadachim havia cometido, ainda mais, por este não se arrepender do que havia feito. Julgava este ser o correto, não importando se a ameaça era realmente verdadeira ou não.  Os olhos dele então se fechavam à medida com que a lâmina avançava, já estando próxima do local a qual o Jinchuuriki mirava. Surpreso novamente, Ashiro era envolto de galhos, prendendo por alguns segundos a respiração, recobrando logo após. O espadachim não parecia aceitar aquela situação. Não havia necessidade de poupar sua vida, acreditava ele. Afinal, não havia punição mais cabível do que a execução. A honra do espadachim estava atingida mais do que nunca. Ele se virou para Jouichirou, indignado. Mais uma vez, ele parecia perceber a manipulação deste...Ele seria útil apenas para fazer papel de isca. O medo do espadachim agora era com que o líder da ANBU Ne realmente se rebelasse contra Karin ao saber da situação do espadachim. Ele rangia os dentes, sem nada conseguir pronunciar.

— Eu...? Útil ?  - As perguntas do espadachim ressoavam logo após a retirada do Sarutobi. — Essa traição não tem pena mais cabível do que a morte. Infelizmente, essa é a verdade. - Não era como se ele não tivesse apresso por sua vida, muito pelo o contrário. De toda forma, ele queria se agarrar aquela oportunidade de permanecer vivo, contudo, ele não deixava de sentir o rancor e indignação pelo o ato imperdoável que havia cometido. Ato este, que a julgar do espadachim, era impossível o perdão. Ambos os extremos eram expressados na face e no olhar indeciso do garoto.

— Esse menino... Acabou puxando a personalidade da mãe... — murmurou Jouichirou logo após Hakuro deixar o lugar. — Mas sim, Ashiro. Eu imagino o que se passa em sua cabeça, mas não se recrimine tanto. Se Konoha realmente estivesse em boas mãos, se não houvesse incontáveis manipulações e jogos ocultos, eu não estaria aqui, pra começo de conversa. — consolou novamente  Jouichirou, fazendo-o assim seu papel de líder. — Chiharu, pode soltá-lo. Hakuro se foi, mas peço que fique atenta a possíveis explosões de raiva de meu filho, sim? E alguém trate das feridas desse rapaz, mas não todas, ou não servirá para o plano que tenho em mente. Agora que estamos seguros, descansem após terminarem seus afazeres. Teremos um longo dia amanhã. — finalizou, falando em tom mais alto para que a ordem chegasse a todos no lugar.


Última edição por Fësant em Qua 26 Out 2016, 13:53, editado 9 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 30 | Contra a Anbu Ne   Seg 06 Jun 2016, 19:19

(...)

Passadas algumas horas, Ashiro, Chiharu e Jouichirou estavam reunidos novamente, com Hakuro incluso, razoavelmente mais calmo. Os ninjas médicos dali ajudaram na cura de todos, mas quanto ao espadachim e o Jinchuuriki o tratamento foi limitado, a pedido de Jouichirou. Naquela nova reunião, antes do amanhecer, o líder explicaria o motivo disso, assim como o plano simples que gostaria que fosse colocado em prática.

— Vamos direto ao assunto. Sei que descansaram pouco, e eu ainda pedi que não cuidassem de vocês apropriadamente, mas são coisas necessárias para o que preciso. E não será nada de complicado. Ashiro irá se afastar do nosso esconderijo até ser achado pelo grupo de ninjas da Anbu Ne e levará Hakuro consigo, desacordado, como se houvesse concluído a missão. Hakuro ficará inerte através de uma substância preparada pela Yui... pra não precisar explicar muito, entendam que a substância irá funcionar no corpo como se fosse um genjutsu, com o diferencial de que Hakuro poderá sair do transe no momento em que desejar. Mas se for necessário Ashiro também poderá acordá-lo injetando chakra em seu corpo. — Jouichirou fez uma pausa enquanto bocejava. O cansaço estava ainda mais estampado em seu rosto, e ao que parecia não havia dormido até então.

— Então, prosseguindo com o plano... Quando vocês tiverem a oportunidade certa, irão atacar. Hakuro deverá usar um jutsu Katon de escala razoável para que Chiharu e os outros dois ninjas que irei designar notem o início do combate e corram para ajudar. Como provavelmente há um ninja sensor nos inimigos, eles precisarão manter certa distância, e então a ajuda não virá de imediato. Tenham isso em mente.

E por fim, completou.

— Ah, e nem precisaria dizer que quero pelo menos um deles vivo, embora realmente duvide que consiga arrancar alguma coisa. A Anbu Ne usa métodos desumanos em seus ninjas para impedir vazamento de informações... Basicamente é esse o plano, que deverá ser executado imediatamente. Dúvidas?

De braços cruzados, Hakuro observava Ashiro mesmo em meio a explicação. Seus olhos fitavam o garoto de maneira agressiva, desconfiada, transmitindo de forma clara que não estava nem um pouco confortável com aquela situação. Quando seu pai terminou o diálogo, então, franziu os cenhos e balançou a cabeça de forma negativa - deixar-se à mercê do traidor mais uma vez era a única coisa que não esperava que lhe fosse pedido. Contudo, desta vez, decidiu por não dizer nada. O garoto apenas assentiu para seu pai com a cabeça e aguardou que Yui lhe trouxesse as pílulas que seriam responsáveis pelo estado de sono.

As horas passavam de maneira tão lenta que pareciam durar uma eternidade. O semblante do espadachim estava afetado...Enquanto ele era curado durante esse tempo, de maneira ainda a sentir os ferimentos e o custo por abrir os portões, seus pensamentos pareciam completamente imersos. Era então momento da reunião, Ashiro ainda estava um tanto cabisbaixo, de maneira a não se manifestar no meio daqueles ninjas.. Ashiro pouco se importou com o plano...Ele ainda estava um tanto desatento, mas iria seguir de acordo com a estratégia sugerida por Jouichirou. Seus olhos demonstravam a incerteza que tinha...Era obrigado aquilo, afinal, ainda estava vivo. Ele se espantava com a pseuda confiança depositada nele, sabia muito bem que não era assim tão valiosa sua confiança. Provavelmente, seria um teste, mas Ashiro não se importava. Ele tinha seus motivos para ter cometido a primeira traição, não iria cometer uma segunda. Contudo, seu pesar em relação à sua honra ainda era notável. Ashiro acenou com a cabeça, ainda um tanto tímido. Ele estava um tanto focado apenas na imagem do homem que era o único a se pronunciar ali. Ele estava já pronto para partir.

Chiharu ouviu o plano com atenção até onde conseguia. No rosto da kunoichi também pairava a apreensão pela relação cortada entre Ashiro e Hakuro. Volta e meia olhava para um e depois para o outro, e em seguida para Jouichirou. O receio do fracasso pela fragilidade de união da equipe era notório em sua expressão, e um sentimento semelhante também era notado nos outros dois ninjas. Jouichirou não era alheio a isso tudo. Pelo contrário, era algo que provavelmente já sabia que iria ocorrer, irremediavelmente.

— Apesar de calados, sei que entenderam o objetivo e procedimento da missão. Ela é simples, porém importante, muito importante. O bom desfecho dela trará um grande benefício. Yui! — chamou então a ninja médica, que de logo apareceu trazendo o medicamento o qual já sabia que seria pedido. Sem cerimônias, o entregou a Hakuro. — Já que está tudo de acordo, estão dispensados. — finalizou o líder.

(...)

Ashiro partiu, carregando nos braços Hakuro, parcialmente desacordado. O espadachim já não sentia os efeitos colaterais do Hachimon Tonkou, que foram muito bem tratados. Contudo, algumas feridas ainda ardiam quando o vento seco soprava sua pele. Aparentar-se machucado era um detalhe pequeno, porém importante para trazer a veracidade de sua atuação, pelo menos à primeira vista e por tempo suficiente para por em prática o plano real. Embora o Sarutobi não fosse tão pesado que Ashiro não pudessem carregar, o deslocamento foi lento. Não havia ponto de encontro marcado, mas era certo que os membros da Anbu Ne estariam prontos para encontrá-lo. Essa era a aposta de Jouichirou, ex-líder da Anbu por anos. E assim ocorreu.

Quando o jounin se encontrava descendo uma encosta não muito íngreme, mas de escalada difícil por ser escorregadia, deparou-se com três ninjas mascarados, parados a 10m de si como quem já o esperava. Era claro e o sol ainda não havia despontado por completo. E mesmo que já houvesse, uma fina neblina tomava aquela região, e não haveria luminosidade plena de qualquer forma.

— Estou muito surpreso que concluiu a missão, Ashiro — disse o ninja mascarado da ponta direita, dando um passo à frente. — Deite o jinchuuriki. Vamos realizar um fuuinjutsu para mantê-lo preso até voltarmos a Konoha. Masayoshi-sama ficará extremamente satisfeito.

O espadachim não conseguia esconder um sútil traço em sua expressão que revelava sua preocupação quanto ao plano sugerido. Mais expressivo ainda estava a insegurança que ele tinha sobre si mesmo e a culpa que ele carregava, assim como também, a dor por não ter se arrependido um único momento. A raiva que sentia por ser manipulado não havia diminuído, muito pelo o contrário, apenas se intensificava. Contudo, era uma raiva que se escondia no semblante recolhido que Ashiro apresentava agora. Carregando o Jinchuuriki nos braços, descendo aquela encosta, o espadachim finalmente era encontrado pelos os membros da ANBU NE. O garoto tentava formar uma expressão mais calma, tentando fortificar aquela mentira. — Houve imprevistos que facilitaram tudo. O mais difícil foi separar ele dos outros ninjas aliados...  - Ele suspirava, por fim, como se concordasse com a ordem do mascarado. Ashiro então concentrava uma leve camada de chakra em sua mão que carregava o jinchuuriki, para que este então fosse acordado. Nesse meio tempo, Ashiro soltava o Jinchuuriki, este que já era para estar despertado. Ele o soltava no chão, assim como indicado. Ashiro iria esperar o primeiro selo realizado pelo o Anbu que se comunicou com ele, se aproximando em velocidade, desferindo dos cortes no tórax do ninja. Ele esperava a reação do Jinchuuriki logo em seguida. Caso estes não esboçassem ficar desatentos, Ashiro ainda iria permanecer esperando.

Assim que despertou, Hakuro sentiu seu corpo ser tragado pela gravidade. Estava em queda - pensou - e imediatamente deu-se conta da situação. Seu corpo rodopiou feito um gato para cair de pé no chão, agachado, com as pernas levemente afastadas para sustentar melhor a base de sua postura. Suas mãos iniciaram os selos no momento em que acordou e os concluiu quando prostrou-se no chão. Numa voz firme e forte, então, o Sarutobi levou o dedo adiante dos lábios e sua voz ecoou ao mesmo tempo que seu pulmão se inflamou: — Katon: Goukakyuu no jutsu! — Uma esfera de fogo gigante zarpou contra os oponentes, mirada de maneira que não sugasse Ashiro em sua trajetória. Pretendia queimá-los vivos se necessário! Aqueles ninjas não sairiam vivos uma segunda vez.

Ashiro planejava esperar os ninjas da Anbu Ne iniciarem os procedimentos para o fuuinjutsu para somente então atacar, mas Hakuro antecipou-se: deixou-se cair para então pôr-se de pé e executar o Goukakyu no Jutsu. O ninja da ponta assustou-se logo e reagiu bem, saltando mais para o lado e evitando estar na área de efeito da bola de fogo. Os outros dois, contudo, não foram tão ágeis e se deixaram atingir. Quando o ninja que fugiu pousou em sua nova posição, Ashiro já estava em sua cola e desferiu um bom golpe horizontal com a katana. O inimigo assustou-se novamente, dando um curto pulo para trás, mas não conseguindo evitar que o fio da espada lhe cortasse um pouco do tórax.


Última edição por Fësant em Sab 27 Ago 2016, 00:40, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 30 | Contra a Anbu Ne   Seg 06 Jun 2016, 19:20

O desenrolar do combate havia se tornado favorável devido ao golpe surpresa - contudo, Hakuro não fazia ideia de quão fortes eram seus inimigos e, assim, preferiu não reservar forças. Suas mãos sequer se mexeram; ao invés disso, ele correu para a lateral num ângulo distante de Ashiro e instantâneamente arqueou-se para frente, cuspindo uma quantidade grande de fogo que cortou o ar em jato contra seus inimigos. As chamas causaram um clarão grande no campo de batalha e, conforme se propagavam, o Jinchuuriki sacou sua katana. A lâmina escorregou pela bainha num som de atrito metálico e refletiu o vermelho do fogo, transformando a imagem do Sarutobi numa espécie de miragem estranha pelas ondulações no ar causadas pelo calor.

Hakuro usou mais uma técnica Katon, tendo o cuidado de se posicionar de maneira correta. As chamas avançaram contra seus alvos, porém com menos intensidade que da primeira vez. Dois inimigos tentavam se mover para evitar o fogo, sem muito sucesso, embora o terceiro tenha mais uma vez se adiantado à técnica do Sarutobi e saído da zona de ataque. O katon não causou muitos estragos nos oponentes além de queimaduras leves.

Ashiro estava com seu sangue fervendo, que parecia se acalmar de maneira inusitada... Qual era o significado daquilo ? Talvez Ashiro não tivesse sentindo a mesma emoção que um combate realmente iria proporcionar, fenômeno este que ocorria principalmente pela a confusão e culpa que o espadachim sentia. Ele estava lutando ao lado de alguém que havia traído. o que mais de irônico poderia acontecer ? Ele se perguntava. De mesmo modo com que os ninjas pegos pela a técnica de fogo do Sarutobi, Ashiro parecia sentir um aperto no coração, aperto este que servia para ocultar toda a vergonha que o ANBU carregava. Ashiro então era despertado de volta para o combate com o tufão de fogo liberado pelo o Sarutobi, agindo rapidamente, seguindo de acordo com o planejado, Ashiro investiu, numa velocidade digna de alguém altamente treinado em Taijutsu, em direção aquele que havia escapado, pela a segunda vez, do ataque do Jinchuuriki. Ashiro deixava para trás um vulto negro, uma imagem sua destorcida, aparecendo logo de frente para seu alvo, num movimento rápido, deslizando sua arma em um movimento diagonal, de cima para baixo, da esquerda para a direita, desferindo o primeiro ataque no torso do ninja, aproveitando o impulso para rodopiar, acertando um segundo corte giratório no abdômen do membro da ANBU NE.

A investida de Ashiro pegou o inimigo de surpresa, que não conseguiu se esquivar apropriadamente e se deixou cortar levemente. Já contra o segundo ele estava plenamente atento, dando um curto salto para a direita, esquivando. O espadachim pareceu ter começado bem o combate. No entanto, viu seu inimigo ser envolto numa cortina de fumaça, que rapidamente envolveu a pequena área ao redor dos dois. A fumaça não demorou a se dissipar, e quando a visão ficou clara, Ashiro viu quatro cópias idênticas do inimigo, que o cercaram.

Enquanto isso, os dois Anbus que foram atingidos pela técnica katon de Hakuro iniciaram a retaliação. O Jinchuuriki viu estranhas manchas negras começarem a correr pela pele dos dois, que logo partiram contra o Sarutobi. O primeiro tentou um soco, enquanto o segundo esperava a oportunidade para flanquear com um chute de média altura.

A vinda dos oponentes o pegou desprevinido - não esperava um combate contra dois usuários de taijutsu. Um tanto despreparado, o dano causado o fez recuar levemente em razão do impacto dos golpes - quando se recuperou, viu-se numa situação desavantajosa da qual seria complicado sair. Em uma manobra ousada, o Sarutobi golpeou com a katana o ANBU mais próximo e rodopiou no ar, posicionando-se em ajuste para que não fosse facilmente flanqueado naquela circunstância. Em seguida, parou - porém, agora apto a uma reação, preparou de antemão algo para lhe assegurar que sobrevivesse aos próximos segundos.

Hakuro sofreu um grande dano na primeira investida inimiga, mas não iria se abater. Reagindo, moveu sua katana horizontalmente, forçando o inimigo mais próximo a tentar uma esquiva para o lado, sem sucesso. A lâmina lhe cortou fundo o abdômen, e mais um pouco teria sido fato. O Anbu levou a mão direita à região do corte, visivelmente ardendo em dor enquanto via seu sangue escorrer e gotejar no solo rochoso.

Num avanço um tanto imprudente, Ashiro se viu envolto de uma cortinha de fumaça, esta que cobria boa parte da visibilidade do jovem. Até que então, quando esta se dissipava, o garoto se via com problemas. Quatro clones o cercavam. Ashiro esboçou um ar de preocupação maior ainda pela a investida dupla que os ANBU, aparentemente derrotados, haviam realizado contra o Jinchuuriki. Ashiro franzia as sobrancelhas, enquanto se via naquela posição sem saída. Hesitou em atacar, afinal, não havia garantias de que uma daquelas quatro réplicas poderia ser o verdadeiro. Cerrou os olhos, e ao abrir estes, levantou sua espada, de maneira prudente, segurando-a com ambas as mãos. Então, um passo adiante foi dado, numa velocidade maior ainda, Ashiro movia sua espada com o objetivo de acertar um corte horizontal, simples, da direita para a esquerda, mas com uma certa maestria com a experiência que o ANBU tinha já com sua arma. Mesmo sem saber o verdadeiro, Ashiro teria que agir, não poderia dar brechas para que os membros da ANBU NE escapassem.

Ashiro partiu em velocidade, e como perito em espadas que é, desferiu seu golpe de maneira certeira. A katana rasgou o peito do alvo, num corte horizontal e profundo, fazendo o sangue jorrar e sujar o rosto do espadachim. E logo após acertar o golpe, o inimigo se desfez em uma cortina de fumaça. Ashiro havia acertado uma cópia.

Ou assim pensava. Quando deu por si, de forma inexplicável, o jounin não sentia mais o próprio corpo. Sua consciência era plena, mas estranhamente parecia não sentir possuir mãos, pés tronco e cabeça. Não sentia sequer o ar entrar por suas narinas ou o batimento de seu coração. Estava desconectado de seu corpo. E quando um quase desespero parecia lhe tomar, ouviu uma voz em sua mente. " Seu corpo é meu, Ashiro. Sinto muito, mas você estava parado no lugar esse tempo todo, lutando mentalmente contra clones meus, em um genjutsu. Minha luta começa agora!"

Enquanto isso, Hakuro ainda lutava contra os dois usuários de Taijutsus. Aquele que não havia se ferido, deu um passo à frente e rodopiou o corpo no ar, buscando acertar um chute alto.

Assim que os pés do oponente vieram em direção a seu corpo, o Jinchuuriki pareceu não esboçar reação - o inimigo o acertou no rosto de forma tão formidável que Hakuro rodou no ar com a pressão. Seu corpo entrou em queda livre feito um boneco de pano - e quando encostou no solo era, de fato, pano! Uma pequena cortina de fumaça se formou e o que restou ali foi a parte superior de seu kimono, agora sujo de terra. Longe dali, por detrás de uma rocha, a sagaz raposa sorria; seu corpo se moveu em velocidade no instante que se viu tendo uma oportunidade. Ele partiu contra o mais ferido dos oponentes e imediatamente procurou terminar o serviço, efetivando um ataque com sua arma em direção ao seu pulmão afim de finalizá-lo!

O Anbu mal havia se recomposto do corte em seu abdômen, e já tinha que se preocupar com mais um ataque. Contra este, não entanto, não teve sequer chance de reagir de forma apropriada. A lâmina de Hakuro avançou na forma de uma estocada, visando o pulmão. No último instante, o inimigo conseguiu virar o corpo levemente, impedindo de ser finalizado, mas não evitando que a espada fincasse em seu ombro direito, abrindo mais uma ferida profunda.

Carregando as experiências que havia adquirido com as batalhas e os treinos, Ashiro eliminava o corpo daquele homem, revelando-se ser uma réplica, coisa que não surpreendia o espadachim. Contudo, ele se viu então numa situação que era até inesperada para ele, um ataque em seu ponto mais fraco, algo que já estava debilitado por eventos anteriores, sua mente! Ashiro sentiu seu corpo parar, rapidamente, entrou em desespero. Parecia não haver corpo, enquanto que sua mente ainda era racional ao ponto de notar tal anomalia. Seus pulsos cardíacos pareciam dessincronizados com o próprio corpo, quando então, escutou aquela voz em sua mente. Ashiro queria rangar seus dentes e esboçar sua expressão de fúria, porém, seu corpo já não estava mais sobre seu domínio. Ele tentou resistir, obviamente, sem sucesso. Ashiro parecia se encontrar em um plano infinito, um plano com sua própria consciência, esta que estava bagunçada. Sem entender nada do que ocorria do lado de fora, Ashiro se preocupou, tentando encontrar uma maneira de reverter a situação.  

Ashiro então viu seu próprio corpo se mover contra sua vontade, correndo o máximo que seu físico atlético permita fazer na direção de Hakuro. Como o Jinchuuriki havia se distanciado um pouco no início do combate, ainda necessitaria de alguns segundos para que o inimigo, no controle de Ashiro, alcance o rapaz. Este ainda enfrentava suas próprias dificuldades, combatendo dois inimigos ao mesmo tempo. Hakuro notava que havia um certo desgaste nos mesmos, principalmente no que estava mais ferido, mesmo não tendo ocorrido tanto tempo de combate. A habilidade que os deixava mais fortes parecia ter um custo alto. A despeito disso, seguiram atacando. O mais ferido tentou um novo soco, enquanto o outro girou o corpo mais uma vez, fintando um chute baixo e depois partindo para um chute alto.

Hakuro arqueou o corpo, esquivando do primeiro soco com facilidade. Quanto ao segundo, deixou-se ser fintado, tal como o inimigo queria. O chute alto acertou seu rosto, desnorteando-o temporariamente e fazendo cambalear para a esquerda. Àquela altura, o Jinchuuriki pensava que já era hora de chegar o grupo de apoio que Jouichirou iria enviar. Eles estavam atrasados, miseravelmente. A conclusão lógica levaria a crer que algo poderia ter ocorrido no meio do caminho. A ajuda talvez não fosse chegar para a dupla de ninjas.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 30 | Contra a Anbu Ne   Sab 27 Ago 2016, 03:00


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MensagemAssunto: Re: Episódio 30 | Contra a Anbu Ne   

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Episódio 30 | Contra a Anbu Ne
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