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 Episódio 24 | Pureza Violada

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MensagemAssunto: Episódio 24 | Pureza Violada   Ter 24 Maio 2016 - 23:12


Abertura




Em meio ao seu quarto, sentado sobre a cama, Inozaki assumia uma postura e formas tais quais de alguém meditando. Talvez fosse um disfarce para o que estava realmente fazendo ou simplesmente se concentrava melhor assim. Fosse como fosse, não demoraria até que a sua voz telepática atingisse o seu contato. Um espião estaria por ali próximo, conforme o combinado com Omeshirama. Assim que o identificou, tratou de ir direto ao assunto, afinal quanto mais curta a troca de informações fosse, melhor. "Fomos atacados por um grupo de shinobis durante o trajeto até aqui, sem grandes informações a respeito ainda de quem eram, ou por quem foram enviados. Amanhã trataremos dos assuntos a respeito do Chunin Shiken e acho que é só. Aguardo informações da situação atual de Konoha, tudo que pareça importante ou estranho."

O ninja infiltrado subordinado a Omeshirama, que foi orientado a se identificar somente por códigos, ouviu a mensagem simples e direta, e respondeu da mesma e necessária forma. "Captado. Também tenho informações a dar. Há rumores fortes de que o Jinchuuriki da Kyuubi fugiu da vila, provavelmente se dirigindo a Iwa, atrás de Jouichirou, seu pai. Ninjas da Anbu foram enviados atrás dele, ao que parece. No mais, a quantidade de ninjas em missões externas a Konoha subiu muito nos últimos dias. Sem mais."

Após finalizada a comunicação, Inozaki cancelou sua técnica, sem demora. Embora houvesse chegado a noite, e com o corpo cansado, ainda precisaria ler os documentos sobre o Exame Chuunin. Enquanto pegava a pasta que os continha e folheava displicentemente o conteúdo, o Yamanaka relembrava de algumas cenas passadas até então, revivendo a memória até chegar à tarde que passou com Nagi, e a conversa que tiveram. Apesar de tudo ter ocorrido de forma até normal, não saía do Jounin a impressão de que a moça não lhe disse ou lhe perguntou tudo o que queria, como se houvesse uma preocupação mais funda que a mesma preferiu guardar para si no último momento. Inozaki continuaria a pensar nisso, se algo não lhe houvesse chamado a atenção: os pergaminhos que havia deixado sobre sua mesa de leitura estavam mais próximos da borda do que lembrava. Seria algo trivial, mas para um ninja espião todo detalhe era importante. No fim, concluiu que alguém poderia ter mexido em seus pertences enquanto esteve fora.

Inozaki olhou o resto do quarto, tentando notar se algo mais estava fora do lugar ou faltando, mas concluiu que todo o resto estava em sua devida ordem. Talvez somente tenha sido excesso de cuidado do jounin. E assim, após reler a documentação que havia pedido. Tratou de dormir.




[06:45] Ano 01 - Mês 01 - Dia 14 | Suna

O Yamanaka acordou cedo no dia seguinte, mais do que o combinado. Shinji havia batido em sua porta e pedido que se aprontasse. Sem muito a questionar, foi o que fez o ninja. — Bom dia, Inozaki-san. Peço desculpas por lhe acordar tão cedo, mas há algo que precisamos resolver com o Kazekage antes de irmos ver as instalações do Exame Chuunin. Ontem eu notei que algumas peças de roupa minhas estavam fora de ordem. Fui até a Nagi-sama e ela me confirmou que algo semelhante havia ocorrido com ela também. Tenho quase certeza de que alguém entrou em nossos quartos procurando por algo, embora não saiba o que. Tentaram disfarçar, mas não conseguiram. Quero relatar isso imediatamente ao Kazekage-sama, afinal não podemos passar esses dias em Suna em total insegurança. — o Hyuuga então terminou de contar sua ocorrência, tendo Nagi já ao seu lado, embora visivelmente sonolenta.

— Bom dia, Inozaki-kun — disse ela, bocejando.

— Agora que vocês comentaram, também estranhei a posição dos pergaminhos que deixei em cima da mesa. Não me preocupei muito porque achei que fosse coisa da minha cabeça, mas agora tenho certeza. É possível que também tenham mexido nas minhas coisas. Concordo em relatarmos ao Kazekage-sama o quanto antes, vamos lá! — Inozaki já começava a ir na frente, como se considerasse de extrema urgência a situação atual. — Ah e antes que me esqueça, bom dia Shinji-san! Bom dia, Nagi-sama!

(...)

Poucos minutos depois, o trio estrangeiro de Konoha já estava frente ao Kazekage, sendo um dos primeiros a se encontrarem com ele naquele dia. Shinji tratou de explicar toda a situação de pronta, a qual o líder supremo da vila ouviu atentamente e surpreso. — É realmente algo preocupante. Mais ainda pelo fato de ser óbvio se tratar de ninjas de Suna a fazerem algo do tipo. É vergonhoso, me perdoem... — desculpou-se Kiyomichi, mas logo emendando a fala — Eu não consigo imaginar o motivo de algo assim acontecer. Pelo menos nada de mal ocorreu a vocês... Embora isso seja uma complicada questão de segurança. Mas, Shinji-san, diga-me uma coisa: pensei que os Hyuuga tivessem noção de tudo o que ocorre à sua volta através do Byakugan. Como não notou que alguém estava próximo ou invadindo os outros quartos?

— Sim, nós temos, Kazekage-sama. — principiou o Hyuuga a responder. — Entretanto, não usamos o Byakugan ativamente por 24 horas. Por questões éticas e normas do clã. Se usássemos, estaríamos desrespeitando a privacidade alheia. Então só usamos nossa Kekkei Genkai em momentos de real necessidade. Que não foi o caso. Imaginava que estávamos em total segurança...

— Entendo... realmente faz sentido. De toda forma, temos um problema de segurança, mas que resolvo facilmente. A partir de hoje irei designar subordinados de minha confiança para guardar a pousada onde vocês estão. Isso deve ser o suficiente. — decidiu o líder.

— Sim, será o suficiente, Kazekage-sama. Muito obrigado pela ajuda e perdão por incomodá-lo tão cedo.

— Imagina, Shinji-san. Eu que devo desculpas. Mas não se preocupem. Tratarei de descobrir o que está havendo. E se houver mais algum inconveniente, qualquer que seja, não deixem de me avisar. — respondeu o Kazekage.


Última edição por Fësant em Qua 26 Out 2016 - 13:48, editado 10 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 24 | Pureza Violada   Ter 31 Maio 2016 - 22:46

O trio visitante de Konoha contou ao Kazekage sobre a invasão em seus quartos na pousada. De imediato, o líder de Suna garantiu que uma guarda será montada próxima ao lugar, ao tempo em que o fato também seria investigado. E assim, tendo resolvido o pequeno inconveniente, o grupo seguiu para fora da Vila Oculta da Areia até as Ruínas da Grande Guerra, que não ficavam muito distantes. Ali seria um dos palcos da segunda fase do Exame Chuunin, juntamente com o deserto próximo e os vales subterrâneos. As ruínas faziam jus ao nome, tratando-se de um resto de um vilarejo destruído durante a última Grande Guerra. Junto deles, estava Fusashi, o jounin de Suna responsável por coordenar os preparativos do Exame.

— E essas são as Ruínas, meus amigos! — disse Fusashi, em tom empolgante. O ninja era notadamente responsável e dedicado ao trabalho, embora sua empolgação com o serviço parecesse um pouco exagerada. — É aqui que se passará a segunda fase do Exame. Os grupos de genins enfrentarão uns aos outros para coletar as informações necessárias para chegar até a passagem secreta que dá acesso ao salão onde será realizada a terceira fase.. Bem, não preciso explicar muito, já que vocês já leram os documentos. A ideia de usar as ruínas foi do próprio Kazekage. Ele é jovem e talentoso, mas o pai dele era mais. O antigo Kazekage era um mestre da medicina, e Kyomichi-sama aprendeu tudo com ele... Muito embora nosso atual Kage também seja um mestre no estudo de substâncias tóxicas, e dizem que nisso ele é insuperável, até se comparado ao próprio pai... — e assim ficava falando displicentemente o jounin, enquanto Hyuuga Shinji sequer dava qualquer atenção, limitando-se a varrer a área com o Byakugan para analisá-la de forma rápida e precisa.

Inozaki fingiu observar o local, como se de fato estivesse minimamente interessado nos detalhes daquele exame. A sua atenção prendeu-se às palavras ditas ali, tal como o comportamento de todos os presentes. Afinal, a ideia de ter alguém revirando as suas coisas consegue transformar qualquer um próximo em um suspeito; havia que ser cauteloso acima de tudo. Eis que a notícia de que o Kazekage atual dominava com perfeição o estudo de substâncias tóxicas o surpreendeu, fazendo-o olhar de imediato para Nagi, observando a sua reação. Embora quisesse realizar perguntas ao máximo, não queria também atrair todos os olhos para si. Um questionamento mal feito e colocaria-se em má posição. Entretanto, havia como direcionar a conversa para onde queria sem ter que recorrer às dúvidas, tudo dependia do seu potencial no uso de suas palavras. — Na nossa vila também temos nossos mestres no estudo de substâncias tóxicas, hahaha. Fico me perguntando quem é o melhor, que curiosidade!

Nagi estava distraída, olhando para o nada. Quando Inozaki a fitou, era fácil notar que a mente da garota estava bem distante dali e muito provavelmente sequer estava prestando atenção na conversa. Os assuntos do Exame Chuunin, ou sobre as habilidades heróicas dos Kazekages não pareciam ter chamado a atenção da kunoichi. Já Fusashi, ao contrário, encontrou no comentário de Inozaki o gancho para enaltecer sua vila, mostrando um empolgado patriotismo. — Como quem seria melhor? O Kazekage-sama, é óbvio! Haha! Perdão se estou meio rude, mas Suna sempre foi superior a Konoha no quesito de venenos, e isso não vai mudar! Duvido muito que algum ninja da Folha tenha a capacidade de fazer venenos tão bons quanto os daqui, ou mesmo de criar antídotos para nosso venenos. Haha! — Fusashi pareceu inflar o peito de orgulho ao aparentemente terminar de falar, mas logo completou com uma pergunta. — E aliás, quem é ou foi o melhor ninja de Konoha nesse quesito? Parando pra pensar agora... Não lembro de nenhum ninja de lá que seja famoso por isso... pelo menos não com o nome conhecido por aqui.

— Senju Omeshirama, é claro! Estou impressionado que nunca tenha ouvido falar de suas habilidades com veneno! Hahahaha! - Inozaki parecia aos poucos responder ao mesmo nível de entusiasmo de Fusahi, como se estivesse realmente interessado no assunto. Os seus olhos continuavam observando os seus colegas, embora não esperasse que algum destes de fato fosse vir a participar daquela conversa.

Se Inozaki queria a atenção de Nagi, ou não, acabou conseguindo. O nome "Senju Omeshirama" pareceu ter trazido a mente da Princesa Hyuuga de volta para o lugar, junto com uma expressão de estranheza. A garota ficou a olhar o Yamanaka por alguns instantes após ele terminar de tecer elogios às habilidades de Omeshirama com venenos, e depois virou o rosto, aparentemente com um leve aborrecimento.

— Senju Omeshi... rama! Claro! Omeshirama! — exclamou Fusashi, finalmente se recordando do nome. — Eu confesso que não sabia que ele era perito em venenos, mas seu nome é sim conhecido por quem sabe um mínimo de História Ninja. Senju Omeshirama foi um dos grandes responsáveis pela vitória de Konoha na guerra contra Kiri, há 10 anos atrás... Não foi?

Inozaki pareceu não ter reparado - ou fingiu não reparar - na atitude de Nagi diante de suas palavras, como se tivesse deixado para resolver isso mais tarde. — Foi sim! Mas tenho que dizer, estou surpreso de você não saber a respeito de sua perícia com venenos. Ele possui até vários laboratórios lá. Kazekage-sama deve ter também né? Talvez até fora de Suna. Eu faria isso né, no mundo de hoje em dia é difícil achar pessoas confiáveis, até na própria vila!

— Humm laboratórios... — Fusashi levou a mão direita ao queixo, parando pra pensar um pouco — Ah, o Kazekage-sama deve ter um laboratório sim. É meio que óbvio, né? Embora eu sinceramente nunca tenha ouvido falar... Mas discordo disso que você falou, sobre achar pessoas confiáveis. Não existe isso em Suna, posso garantir! Todos na Vila Oculta da Areia são unidos. Somos todos um, contra qualquer um! — afirmou ele, cruzando os braços com uma expressão de satisfação.

— Ah, que bom! Estou me sentindo mais confortável aqui! Que vila boa! Hahahahaha! - Finalizou o assunto, Inozaki, como se desse espaço para continuarem os preparativos para o exame chunnin - o verdadeiro motivo para estarem ali, afinal de contas.

— Já dei uma boa olhada, Fusashi-san — falou Shinji, finalmente desativando seu Byakugan. — Vamos seguir para próxima área. Ainda temos coisas a ver. — sugeriu, aguardando que o jounin de Suna tomasse a frente como guia.



[13:20] Ano 01 - Mês 01 - Dia 14 | Suna

O resto do trabalho durou toda a manhã, passando ainda pelo início da tarde. As cenas que se sucederam não fora muitos diferentes, no entanto: Shinji avaliava com seriedade as instalações. Nagi continuava muda, mas dessa vez sequer olhava para Inozaki, propositalmente. E o Yamanaka continuava a conversar com Fusashi sobre assuntos diversos. Quando terminaram, voltaram à pousada para almoçar. Normalmente, Inozaki ficaria em seu quarto antes de descer para a sala de refeições da pousada, mas tinha um assunto a resolver: Nagi não trocou uma palavra consigo desde a visita às Ruínas.

E assim dirigiu-se até o quarto da moça. Precisava conversar com ela. Educadamente, bateu com a força de costume na porta para pedir permissão de entrar. Contudo, surpreendeu-se quando a mesma simplesmente abriu no ato, evidenciando que não havia sido fechada corretamente... Ou que alguém a havia aberto. Tendo em vista que os quartos foram invadidos no dia anterior, pensar que algo do tipo havia ocorrido naquele exato momento era perfeitamente plausível, e foi a primeira hipótese que chegou à mete do Yamanaka.

O espião de Konoha iria parar e raciocinar sobre a situação, mas não teve tempo para isso. Um vento súbito adentro o corredor da pousada pela janela, fazendo a porta escancarar. E a visão que lhe veio não poderia ser mais surpreendente. À sua frente, a poucos 5 passos de distância, estava Nagi, paralisada e rubra. Molhada de banho e de perfume que preenchia todo o quarto. Estava enrolada em uma toalha branca, levemente curvada para frente enquanto segurava uma roupa íntima de cor rosa pastel. Sem outra reação possível, gritou. — SAIA! AGORA!

Embora Inozaki tivesse se surpreendido com a cena, foi algo que não durou. Após avaliar a situação e ouvir o grito de Nagi, passou a esboçar uma feição normal, como se aquela situação não estivesse totalmente fora de suas possíveis antecipações. — É, de todas as alternativas acho que essa seria uma das menos piores. Ufa. - Finalizou, aliviado por Nagi não estar diante de algum perigo, como esperado. Saindo dali como instruído, fechou a porta e aguardou do lado de fora, revelando um comportamento até bastante compreensível, como se não tivesse notado a dimensão de seu ato, nem do quão invasivo havia sido.

O Yamanaka precisou esperar 10 minutos. A porta abriu, revelando novamente a imagem de Nagi, porém devidamente vestida, ainda corada, e com uma expressão menos amigável do que esteve a manhã inteira. Sem falar nada, afastou-se da entrada do quarto, indo até sua cama, onde se sentou, cruzando os braços. Inozaki entrou, fechando a porta atrás de si. Um silêncio de mal estar perdurou por um minuto, antes de Nagi finalmente se dirigir a Inozaki. — O que quer?! Seja rápido, que estou morrendo de fome.

— Perdão, Nagi-sama. Não foi a minha intenção atrapalha-la. - Proferiu de imediato, Inozaki, buscando ir o mais rápido possível ao assunto, de modo a sair daquela situação constrangedora. — Só queria dizer que notei que você ficou incomodada com o que eu disse mais cedo. Deixando claro, eu sou bastante contra Senju Omeshirama. Não o enxergo sequer como uma boa pessoa, quanto mais como um herói. Posso estar sendo meio extremista mas... Ah, deixe pra lá. Eu só queria dizer isso mesmo. O que aconteceu mais cedo foi uma mera atuação em busca de informações. Talvez você não acredite ou apoie esse tipo de atitude, mas acabou dando certo. Acabei conseguindo o que eu queria. - Inozaki continuava falando, sem chance para interrupções, como se tivesse uma extrema vontade de desabafar. — Talvez num futuro próximo você acabe reconhecendo isso, ou talvez nunca chegue a esse ponto. De toda a forma, eu farei tudo ao meu alcance para auxiliar Keisei-sama e Konoha. Por mais que eu goste de você e a admire, ainda assim não hesitaria em deixa-la chateada se isso significasse a sua segurança. E neste momento, só saberei que você e todos em Konoha estarão seguros no momento em que seu irmão se tornar Hokage. Não medirei esforços... ou métodos. - Ao terminar, saiu andando, como se não tivesse a intenção de deixar Nagi se pronunciar a respeito. Dirigiu-se à porta, em busca da saída, para então ir para o seu quarto.

Nagi ouviu, calada, sem olhar diretamente para Inozaki. Sua expressão pouco mudava enquanto o Yamanaka falava, e ainda estava corada, embora não tinha como saber se por vergonha ainda ou chateação. Se a garota iria responder ou não. Se tinha recebido bem as palavras do Jounin ou não, ele não saberia, posto que de pronto deixou o quarto. Assim que fechou a porta, contudo, a mesma foi quase que imediatamente aberta, tendo Nagi corrido para segurar sua mão, impedindo que Inozaki entrasse em seu aposento. — Espere! Não é assim! Não se fala um monte de coisa pra uma dama e dá as costas para ela! Ainda mais que... ainda mais que... Do jeito que você me viu... Deveria ser mais compreensivo e sensível! — reclamou ela, controlando-se para não alterar demais o tom de voz no meio do corredor. — E sobre Omeshirama... Até entendo um pouco o que quis dizer... mas não posso evitar reagir assim. É difícil acreditar nas pessoas...

Inozaki continuou de costas para Nagi, impedindo-a de ver a sua expressão no rosto. Contudo, o clima vindo de si permanecia sério, como se estivesse realmente tratando o assunto em questão como de fato algo delicado. Ao ouvir as suas palavras, simplesmente ficou imóvel, passando, após breves segundos, a responde-la. — E-Eu realmente não queria ter entrado daquele jeito... É que como vasculharam as nossas coisas ontem e... Bem, fiquei preocupado que tivesse acontecido alguma coisa. - Inozaki realizou mais uma pausa, respirando profundamente, de modo que logo retomou a fala. — É, acho que realmente é difícil acreditar nos outros... Mas independente de acreditar em mim ou não, você ainda está em uma posição muito mais alta que a minha. Eu sou só um subordinado seu nessa missão, obedecerei a qualquer ordem sua. Sei lá... Só acho que você não deveria ficar assim por minha causa. Se quiser que eu pare de agir de determinada forma é só ordenar isso.

— Não! Não é isso! — deixou escapar a moça de súbito, passando a apertar a mão de Inozaki mais forte. Ela respirou fundo, como quem procura recuperar a calma, e então voltou a falar, agora mais branda e meiga, quase num sussurro — Sei que não teve intenção de entrar daquele jeito... Realmente, qualquer um pensaria que algo poderia ter acontecido... E eu tive culpa também por não ver que a porta não havia fechado direito... Sei que é meu subordinado, Inozaki-kun, mas... desde que te vi... tenho um apreço especial. Normalmente não reajo dessa forma. Te devo desculpas também. Acho que estou com coisa demais na cabeça... — a jovem ninja finalmente solta a mão do Jounin, dando um passo na direção da saída do corredor. — Acho que está tudo certo... Não é? Irei almoçar, porque realmente não menti. Estou morta de fome! Nos vemos lá embaixo, Inozaki-kun! — sem também esperar que o Yamanaka se virasse para vê-la, a moça andou calmamente em direção às escadas.

— C-Certo... - Inozaki ainda não havia se acostumado às repentinas mudanças de humor de Nagi, mostrando dificuldade em acompanha-la maior parte das vezes. Ao final das palavras dela, simplesmente a assistiu indo para as escadas. Após alguns segundos, lembrou que também deveria almoçar, então começou a segui-la. Embora todo o acontecido, aquilo que de fato tomava conta de sua mente era a respeito da conversa mais cedo sobre o Kazekage. Inozaki não conseguia pensar em outra coisa além disso.

(...)

Inozaki não tinha muito o que fazer pelo restante do dia. Embora tivesse se acertado com Nagi, o clima entre os dois não estava totalmente restaurado, e a ninja não o chamou para sair ou conversar, tal como fez no dia anterior. Assim, o Yamanaka passou a tarde em seu quarto, com seus próprios pensamentos e afazeres. Ao escurecer, a fome lhe apertou novamente, forçando-o a decidir descer para jantar. E quando acabava de deixar o quarto, ouviu um grito vindo do lado de fora da pousada. — É ele! Deve ser o invasor! Não o deixem escapar! — embora não tenha trocado muitas palavras com os guardas enviados pelo Kazekage, Inozaki reconheceu de logo a voz de um deles.

Segundos depois, Shinji saiu abruptamente de seu quarto, dando de cara com o Yamanaka que ainda não havia decidido o que fazer. — Ah, você ouviu, Inozaki? Estarei indo lá embaixo. Quero encontrar esse desgraçado pessoalmente! — disse rapidamente o Hyuuga, que logou correu pelo corredor em velocidade.

Inozaki pareceu estar em total calma com a situação a si apresentada. A decorrência dos eventos mostrava-se inusitada, porém não desprovida de soluções. Estar em uma vila diferente de certa forma o fazia crer que nada se mostrava surpresa, visto que não sabia o que aguardar diante de tudo aquilo, era simplesmente muita novidade. De imediato, seguiu atrás do Hyuuga, em busca do suposto invasor. Embora não tivesse visto de fato o invasor anunciado pelos guardas, não pareciam existir outras alternativas além de segui-lo cegamente. E assim o fez.

Os dois ninjas de Konoha chegaram rapidamente à entrada da pousada, onde um dos três ninjas de guarda ainda estava. — Shinji-san. Inozaki-san. — principiou assim que os viu chegar. — Um de nós notou a presença de alguém nos arredores. Ele tem uma técnica de rastreio limitada, mas útil nesses casos. Parecia que esse suspeito estava rondando, como se esperasse alguma coisa ou alguém. Mas por precaução dois de nós foi averiguar, e então o sujeito começou a fugir.

— Deve ser o invasor, com certeza! Não deixarei escapar. Meu Byakugan não deixará! — disse Shinji, que então se voltou para Inozaki — Inozaki. Fique com Nagi-sama, por precaução.

Inozaki olhou para Shinji e o ouviu falar atenciosamente. De pronto, respondeu: — Err... Claro, não é como se eu fosse conseguir ajudar na captura desse sujeito mesmo. Irei de encontro a Nagi-sama. Conto com você, Shinji! - Disse, correndo em disparo até onde estaria Nagi, visando mante-la segura.

E assim foi feito. Quase simultaneamente à partida de Inozaki, Shinji correu pelas ruas de suna. Em poucos segundos, o jounin já estava frente à porta de Nagi pela segunda vez naquele dia. Apesar do dejavu, bateu na porta sem preocupação, notando que dessa vez ela estava corretamente fechada. Sem demora, Nagi abriu. — Shin-san saiu, e você veio aqui. O que houve? — indagou, dando logo espaço para que o Yamanaka entrasse, fechando a porta em seguida. O jounin explicou a situação de forma rápida e objetiva, tendo a Hyuuga compreendido na mesma forma e rapidez. — Entendo... E você não perdeu a chance de ter uma desculpa para entrar de novo em meu quarto, não é, Inozaki-kun? — brincou, sorrindo. Parecia que as horas passadas haviam recuperado o humor natural da moça.

Inozaki de novo se surpreendia com a animação inusitada de Nagi. Soltando um leve sorriso com a piada dita por esta, foi andando até se sentar em algum lugar confortável, onde ficou imóvel e pensativo. Ficaria lá até que algo de fato ocorresse. Embora a situação em questão, parecia não estar tratando-a com a devida seriedade, ou talvez estivesse simplesmente bem confiante em seus sentidos para notar qualquer coisa que se aproximasse.

— Inozaki-kun! O que houve com a luz?! — perguntou Nagi, em tom de surpresa. Mas o que era mais surpreendente para o Jounin é que nada havia ocorrido. A lâmpada ao teto queimava normalmente desde quando havia entrado, e o mesmo mal conseguiu entender a pergunta. — Enfim, vou ativar o Byakugan... — falou em seguida, enquanto fazia um selo de mão e se concentrava. Inozaki viu as veias ao redor da têmpora da princesa se alterarem, um claro sinal do uso do doujutsu. — Mas... como... Ainda não enxergo! Inozaki-kun, o que está havendo?

O Yamanaka continuava sem entender, até que então sua própria visão foi alterada. Rapidamente, viu todo o quarto ser tomado por uma escuridão quase absoluta. Não era mais capaz de distinguir o espaço, as posições dos móveis ou o lugar onde Nagi deveria estar.

Frente a tantas dúvidas, Inozaki reagiu calado, como se tentasse focar tudo em entender o que estava ocorrendo ali. As hipóteses eram ilimitadas, mas aos poucos foi começando a criar teorias mais bem elaboradas. Sempre havia a possibilidade de ser um genjutsu, mas o Yamanaka confiava demais em sua habilidade de não ser afetado por ilusões. Sendo assim, prosseguiu para as próximas opções. Por desleixo, ou até mesmo propositalmente, começou a falar sozinho em voz alta. — Genjutsu é pouco provável... é difícil eu ser afetado por um. Um ninjutsu que faça isso também duvido... Será que fomos drogados ou envenenados? Nagi-sama e eu almoçamos juntos... Hum... que situação. - Inozaki tentava manter a calma. Aos poucos, ficou evidente que as palavras em voz alta eram na verdade uma forma de se acalmar diante da enorme quantidade de dúvidas. Um evento aparentemente impossível de se lidar. Constantes acontecimentos inexplicáveis. O jounin fazia o possível para manter seu psicológico firme, visto que era a única coisa com a qual podia contar em meio a tudo aquilo.

Inozaki buscou se manter atento e calmo, e logo viu que foi uma sábia decisão. Por intuição, ou mera percepção treinada, sentiu uma camada de ar fina se movimentar perto de si: o inimigo havia se movido para perto de si, e com certeza atacaria. O jounin buscou tentar prever onde e de que forma seria o ataque, mas não conseguiu deduzir a tempo. Quando deu por si, uma lâmina havia lhe cortado o braço direito de leve, no exato momento em que pretendia se posicionar de pé para se defender melhor.

Enquanto isso, Nagi reagia, aflita. — Inozaki-kun! O que foi isso?! Que barulho foi esse?!


Última edição por Fësant em Sex 10 Jun 2016 - 13:09, editado 6 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 24 | Pureza Violada   Ter 31 Maio 2016 - 22:46

Embora toda a situação estivesse bem fora de sua compreensão, o que mais surpreendia Inozaki era o nível do inimigo. Aqueles ataques não eram de qualquer um, visto que geralmente o Yamanaka é ágil o suficiente para desviar dos golpes a si desferidos. Fosse como fosse, não havia como continuar parado ali, e assim deu um passo pro lado, na medida em que se virou e se deslocou novamente, mas desta vez em larga escala e passos rápidos, indo para trás de algum cômodo, visando esconder-se. Assim que conseguisse manter-se seguro, pensaria em algo para solucionar a situação. Não havia por que agir precipitadamente naquele momento. Afastar-se e recuperar a calma mostrava-se como o ideal a fazer.
 
Com alguma dificuldade, tateando os móveis do quarto, Inozaki se esconde da melhor forma que conseguia, levemente abaixado, atrás de uma escrivaninha. Depois, matinha-se atento e calmo para analisar sua situação e agir de forma apropriada.

E enquanto se concentrava, ouvia sons pelo quarto. Passos pesados e descompassados, como de quem tenta resistir a uma força. Respiração ofegante, e um baque seco no chão, o som de quem é derrubado. — Pa.. pare! Inoza...ki-kun! O que está fazendo?! Pare, por favor! Não quero!

— Nagi-sama! - Inozaki saiu de imediato de seu esconderijo, em busca da salvação da companheira, como se não tivesse conseguido se segurar em meio a aquela situação. Era difícil manter a calma diante disso. — Deixa ela em paz! - Antes que terminasse de falar, já estava correndo na direção do som, empurrando o que estivesse por ali, como numa tentativa desesperada de salvar Nagi.

Inozaki correu em socorro. Quando sentiu se aproximar da posição que julgava onde o inimigo poderia estar, tentou usar a carga do corpo para empurrá-lo, mas decepcionou-se ao acertar anda além do vazio. Os sons de embate sobre o solo, no entanto, estavam bem mais claros e altos, logo ao seu lado esquerdo. Embora não pudesse ver exatamente o que acontecia, notou que o inimigo oculto permaneceu atacando Nagi.

Ao notar que havia errado, embora por pouco, logo se virou e repetiu a investida. Ainda nervoso a respeito da situação, parecia incapaz de agir de maneira calma como de costume. O alvo havia que ser encontrado, não importando quantas vezes o "vento" fosse empurrado. Inozaki parecia determinado em ajudar a companheira.

Inozaki errou por pouco na primeira tentativa. Havia calculado errado a posição do inimigo, mas não erraria uma segunda vez, não estando tão próximo. Virando-se, moveu-se para a frente, sentindo o corpo inimigo logo que deu míseros dois passos, empurrando-o logo em seguida. O Yamanaka não tinha muita força ou habilidade para essa manobra, mas não havia como errar, posto que o alvo estava parado, provavelmente agarrando Nagi. Mesmo com a pouca força que tinha, o jounin conseguiu mover o oponente de lugar, que pareceu se jogar ao chão em seguida. Segundos depois, ouviu o som de outra pessoa a um passo de si se levantar bruscamente e gritar. — DESGRAÇADO! KAITEN!

Inozaki nada viu, mas sentiu um forte força jogar seu corpo para trás, ferindo-o também. Ele voou até sentir suas costas bater numa parede, caindo ao final. O movimento de rotação de chakra de Nagi de alguma forma pareceu limpar a escuridão que havia surgido, atenuando-a o suficiente para que os presentes no quarto pudessem se ver. Nagi estava a alguns metros à frente do Yamanaka, com roupa rasgada, muito corada e aos prantos. Olhava para Inozaki caindo ao chão com nítida expressão de ódio. Quando o jounin parou para observar o restante do quarto, procurando seu inimigo, não o encontrou.
 
— Por que fez isso comigo... Inozaki? Por que?! Saia de uma vez... — chorava a garota.


Última edição por Fësant em Sex 10 Jun 2016 - 13:14, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 24 | Pureza Violada   Sex 10 Jun 2016 - 12:31


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