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 Episódio 27 | Encontro nas Montanhas

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MensagemAssunto: Episódio 27 | Encontro nas Montanhas   Qui 07 Abr 2016, 12:05


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[11:15] Ano 01 - Mês 01 - Dia 17 | País da Terra

Após a primeira investida dos perseguidores da Anbu, o grupo não mais teve sustos, e após mais quatro dias de viagem, alcançaram a região montanhosa do País da Terra. Quando Hakuro recebeu a notícia de que seu pai, Jouichirou, poderia estar em Iwa, ou antes disso até, partir de Konoha foi o pensamento imediato. Ficar ali não traria qualquer vantagem, embora o trio não possuía qualquer outra pista do paradeiro da pessoa que buscavam. A Vila Oculta da Pedra, e mais, o País da Terra, eram novos mundos, e procurar Jouichirou seria como tentar achar uma pequena agulha num monte de palha.

Precisariam contar com a sorte para, pelo menos achar uma nova pista que lhes direcionassem para o rumo certo. Entrar no país estrangeiro não fora difícil. No caminho, passaram em um vilarejo para trocarem as roupas rasgadas e sujas da luta na floresta, e assim passaram pela fronteira como meros comerciantes em viagem. Os ninjas que guardavam a região estavam pouco preocupados em revistar ou identificar possíveis ameaças, e aí se tiveram o primeiro sinal de sorte.

Mas parece que a sorte não iria sorrir duas vezes. Na manhã do dia seguinte, enquanto caminhavam pelas trilhas montanhosas para tentar alcançar Iwa ainda no fim de tarde, tiveram o caminho interrompido. Uma grossa parede de rochas se ergueu das pedras da montanha até o desfiladeiro, bloqueando a passagem. Quando olharam para trás, o mesmo estava ocorrendo com o caminho pelo qual haviam passado, há pelo menos 30m de distância. E logo à frente da parede conjurada, um grupo de cinco ninjas saltaram, vindos do desfiladeiro. De certo,  parecia já estar aguardando que o três ninjas de Konoha passassem por ali.

Todos os cinco usavam capuz e possuíam a metade do rosto coberto por panos, brancos ou pretos, e não se via qualquer indício da vila à qual pertenciam, embora julgar que fosse de Iwa fosse a opção mais lógica. Um deles deu um passo à frente e falou, com a voz abafada pelo tecido que lhe cobria a boca.

— Estávamos acompanhando vocês de longe com nosso ninja sensor. Não sei como passaram pela fronteira, mas o chakra de vocês é desenvolvido demais para simples comerciantes. Quem são vocês? A depender do que responderem, ficarão vivos ou não.

Hakuro fazia uso de um kimono japonês tradicional acompanhado de um chapéu de palha que tampava boa parte de seu rosto. Por debaixo dos panos, contudo, escondia sua katana e equipamentos ninja - além, é claro, da caixa de mercadorias que ainda não havia abandonado. Tudo parecia correr bem até o momento em que a própria montanha se moveu para pará-los. Permanecendo imóvel, o jinchuuriki aguardou a introdução de seu interceptor para, finalmente, responder: — Onde está Jouichiro? — Sua pergunta sôou extremamente direta; definir se sabiam ou não o paradeiro de seu pai era o melhor primeiro passo para lidar com a situação. Se fossem de fato ninjas de Iwa, tudo seria simples - mas era necessário lidar com a possibilidade de não o serem.

Após o encontro com os ninjas da ANBU naquela noite os jovens não foram atacados novamente. Depois de algumas horas após aquela batalha, Ashiro foi capaz de ter seus músculos recuperados, pronto para voltar a trilhar o caminho. Ashiro não tinha um forte desejo de concluir aquela missão, estava ali para proteger o Jinchuuriki, para poder, finalmente, usar todo o poder que obtivera até então para impedir com que armas fossem brutalmente caçadas, estas armas que, no topo da lista de aquisição das vilas, estavam as Bijuu's.  Ashiro se sentia no dever de fazer o melhor possível para manter seguro o Jinchuurikim apesar de que, estranhamente, sentia-se um pouco na necessidade de ajudar também a concluir a missão, esta que era algo mais pessoal para Hakuro. Não que o espadachim esperasse alguma coisa em troca, apenas se sentia no dever de ajudar nesta também. Contando com a sorte, ao passar pela a fronteira sem que os ninjas, aparentemente tivessem decuberto o disfarce, Ashiro esboçava uma feição de alívio. Hora ou outra o combate seria quase que inevitável, porém, quanto mais este possível confronto com ninjas de Iwa fosse atrasado, melhor seria para todo o trio. Ashiro tentava ao máximo entrar no papel de seu disfarce, agindo como um exímio guarda costa, papel não muito diferente a qual este estava fazendo por fora de seu disfarce, então não era algo complicado para o jovem trajado de armadura leve, se assemelhando a um mercenário. Tudo ia bastante tranquilo, até que então, Ashiro e os outros dois, eram cercados, por ninjas que, aparentemente era de Iwa, apesar de que fosse possível destes não serem realmente. O garoto permanecia fazendo o papel de guarda costas, deixando o seu cliente se manifestar ali, talvez, assim, seria melhor para camuflar este.

O ninja que parecia ser o líder fez um sinal com a mão direita e os quatro que estavam logo atrás dele pareciam se preparar para um combate, tendo dois sacado kunais. — Para você saber esse nome e ter vindo aqui em busca dessa pessoa, é porque é de Konoha. Mas isso não deixa claro qual seu objetivo. O que quer com Jouichirou? — indagou, também de forma direta, e sem explicitar se de fato sabia do paradeiro do ex-líder da Anbu.

Ashiro permanecia estático em relação ao que acontecia. Seus olhos prestavam atenção aos arredores, era pouco provável, mas não era descartável a chance de terem outros ninjas inimigos ali próximos, talvez, apenas de vigia. O garoto continuava focado, sua mão ainda não estava segurando no cabo de sua arma para não alarmar ainda mais os ninjas, entretanto, caso fosse necessário, o espadachim já estava pronto para sacar sua arma.

A mão direita de Hakuro seguiu até a aba do chapéu, empurrando-a para cima para que seu rosto se tornasse visível. Com a esquerda, então, abriu o kimono e mostrou o espaço em sua barriga onde havia o símbolo negro de selamento que continha a Kyuubi: — Sou filho dele. Vim ajudar. — Foi quando, por fim, deu um passo adiante; aquele era o exato momento em que ficaria decidido se lidavam com inimigos ou não. Hakuro respirou fundo e, de repente, sorriu: — Ah, sim... eu não me mataria se fosse você. A Kyuubi tende a ser super-protetora quando algo assim acontece. Mah... espero que não seja necessário chegar a tanto.

— Kyuubi?! — perguntou-se o líder, não deixando de conter nos olhos e na fala o espanto no que via e ouvia. Caindo em uma situação inusitada, sua mente parecia perdida no que fazer, e o mesmo ficou alguns instantes em silêncio, somente olhando o fuuinjutsu marcado no corpo de Hakuro.

— Hakuro-san! — e eis que uma voz fina e estranhamente alegre quebra a tensão do momento. O jinchuuriki já havia ouvido aquela voz por diversas vezes, mas parecia incrédulo em reconhece-la ali. E foi então que notou um pequeno ser peludo pular da bolsa de um dos ninjas estavam atrás do líder e correr em sua direção rapidamente, parando em seus pés. — Hakuro-san! Que bom vê-lo! — disse novamente a criatura, que, mais próxima, podia ser finalmente reconhecida. Um pequeno macaco, de altura não maior que dois palmos, de pelo castanho e um colar grosso vermelho e branco cobrindo todo o pescoço. Era Minion, um dos animais-ninjas que tinha contrato com o clã Sarutobi.

— Araaaa... Minion-kun! Que bom vê-lo. Eu estava totalmente preparado para liberar controle da Kyuubi e soltar uma calamidade por essas bandas ... mah, todo mundo erra de vez em quando. — Em mono chibi, Hakuro cumprimentava o macaco enquanto encarava o capitão do outro time durante seu discurso, claramente o afrontando de maneira cômica. Em seguida, apontou para Ashiro e Chiharu, os apresentando para o pequeno símio: — Esses são Ashiro, o rapaz do braço forte, e a outra você conhece... a moça que parece contigo, só que bonita. Vim encontrar meu pai, imagino que saiba onde ele esta.

Ashiro: Ashiro continuava na mesma pose. Apesar da manifestação de uma outra vez que era estranho para Ashiro, só fazia o espadachim disfarçado de guarda ficar mais esperto ainda. ELe esboçava, por um único segundo, levar a mão até sua espada, porém, hesitava, ele percebera que estariam se precipitando ao fazer isso. Por dentro, sorria com o a forma divertida da apresentação do Jinchuuriki, apenas fitava com os olhos a pequena criatura que havia ido ao encontro de Hakuro, saudando este com a cabeça. Mesmo com situação, aparentemente mais tranquila, o garoto ainda permanecia bastante sério e atento.

— Muito prazer, Ashiro-san! Olá, Chiharu-chan! — cumprimentou o pequeno símio, acenando. — Jouichirou-sama está escondido nessas montanhas! Vamos levar você até lá... Ah! E não ligue para o Capitão, ele só está fazendo o trabalho dele. — completou a criatura.

Ashiro, Hakuro e Chiharu viram a expressão do líder mudar para a raiva, mesmo tendo parte do rosto coberto. De certo, ser desculpado por um macaco pequeno não deveria ser nada confortável. Já a Senju preferiu não responder ao comentário tipicamente maldoso do Jinchuuriki, limitando-se a franzir a testar em sinal de reprovação.

— Hum... Parece que de fato você é filho de Jouichirou-dono. Vamos leva-lo até ele. — disse finalmente o Capitão, fazendo um novo sinal com a mão direita para os subordinados. Enquanto uns guardavam as kunais, os outros realizavam selos de mão, e então as paredes de rocha se desfizeram em areia. — Vamos.

— Minion-kun, quem ganharia numa luta, eu ou o capitão? — Indagava Hakuro a seu macaquinho, em sussurros, conforme o grupo seguia adiante. Por algum motivo o jinchuuriki parecia vêemente focado em zoar o anfitrião - o fato era que, apesar de tudo, o garoto nunca havia lidado com tantas pessoas novas em um dia só. Acostumado a viver em confinamento desde criança, as últimas vinte e quatro horas se mostraram como a maior aventura de toda sua vida. Ao que tudo indicava, sua saga em busca da redenção do pai estava apenas no início.

Ashiro parecia um pouco mais tranquilo com a confirmação de que aquela pequena criatura era um aliado. Um sorriso de satisfação era perceptível por parte de Ashiro, já que, segundo aquele pequeno ser, Hakuro, Ashiro e a kunoichi estavam mais próximos do que imaginavam do alvo. Mais relaxado, Ashiro afastava as mãos de sua arma, pronto para seguir o caminho que os ninjas indicariam.


Última edição por Fësant em Qua 26 Out 2016, 13:52, editado 6 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 27 | Encontro nas Montanhas   Sab 16 Abr 2016, 01:48

O início do caminho foi tranquilo, andando pela trilha montanhosa. Depois de uns minutos, pararam, e o Capitão disse que teriam que descer pelo desfiladeiro para prosseguir. A encosta era praticamente vertical, e estava um tanto húmida pela fina chuva que caiu horas antes. Descer não seria problema para ninjas daquele calibre, mas todo cuidado era pouco.

A descida parecia mais longa que a caminhada, talvez pelo cuidado que deveriam ter para não perder o contato com a parede rochosa. Depois de alguns minutos, chegarem no vale de um rio e passaram a caminhar seguindo sua margem. O vento era forte ali, com o vale funcionando como um corredor que canalizava o ar que corria pelas montanhas. A nova caminhada durou pouco tempo, e pareciam ter chegado ao destino: uma fenda de três metros de altura na base das montanhas. Após uma sequência rápida de selos de mão, um dos ninjas usou sua técnica doton para expandir a fenda, transformando numa passagem de dois metros de largura. Sem demora, entraram.

Os primeiros passos dentro daquele túnel foram imersos em escuridão, ecos e o som de água corrente. Um córrego de água passava pelo lugar e desembocava no rio, alimentando-o. Quando chegaram num ponto onde a parca iluminação vinda do lado de fora não mais alcançava, viraram à esquerda, e se depararam com uma pequena base de operações, devidamente iluminada. Na entrada, dois homens montavam guarda e logo cumprimentaram os recém-chegados.

Após a entrada, mais estreita, havia uma caverna repleta de mesas, estantes com armamentos e pergaminhos, mapas presos às paredes de pedra, e cerca de 10 pessoas, todas reunidas num único ponto, ouvindo um homem de meia-idade que logo parou de falar quando avistou o grupo de ninjas chegar.

— Hakuro?! — disse Jouichirou ao ver seu filho surgir junto com seus companheiros.

Todo aquele cenário parecia bem preparado o suficiente para que fosse considerado, no mínimo, premeditado. Ao que tudo indicava, Jouichiro já havia planejado se esconder lá caso os eventos em Konoha o apontassem como suspeito. Adentrando o posto de operações, Hakuro removeu de vez seu chapéu e sorriu de orelha a orelha, estendendo uma mão em sinal de olá:  — Yo, ottoo-san, tudo tranquilo?  — Informal, o rapaz deu alguns passos adiante antes de parar e apontar para seus companheiros - Ashiro e Chiharu, respectivamente - os apresentando:  — O senhor já conhece Chiharu. Este é Ashiro, um novo aliado.  — Em seguida, movendo suas mãos até a borda de seu kimono, o removeu, revelando por baixo seus trajes usuais acompanhados de uma espada e uma bolsa ninja na coxa direita. Ele largou a caixa de mercadorias no canto da sala de forma descuidada e se sentou, já se fazendo em casa:  — Por que tanta surpresa? Achou mesmo que eu fosse abaixar a cabeça e esperar obedientemente que Masayoshi tentasse me controlar? Maah... tanto faz. Vim ajudar.

Ashiro percorria aquele caminho tranquilamente. Talvez estivesse um pouco mais relaxado já que aqueles ninjas que, anteriormente o haviam cercado não eram inimigos, entretanto, o garoto estava em um outro território, o que era motivo o suficiente para o espadachim ficar atento a qualquer situação. Concentrado ele descia pelo o desfiladeiro, colando seus pés na encosta deste usufruindo de seu chakra. A descida fora algo realmente longo, mas nada de que o garoto não conseguisse lidar.  O trajeto então era alterado quando este chegava num vale de um rio. O vento que soprava forte ali fazia o cabelo de Ashiro balançar forte para o lado, o que era um tanto incômodo. Ele seguia ali com os outros, adentrando em um túnel. Ashiro tinha um pouco de dificuldades para caminhar por este, estava num breu total, ouvindo apenas o eco dos passos dos ninjas que passavam por ali e da água que corria. Por fm, chegava uma parte iluminada. Fazia uma sútil saudação para os guardas, quase ignorando estes, até que o jovem cruzava aquela entrada, juntamente com os demais...Parecia ser uma base de operações, Ashiro julgava isso ao observar todo aquele armamento e pergaminhos. Ele saudava, mais notavelmente para o homem que Hakuro direcionava a palavra, o mesmo que se destacava ali no meio dos outros já que estava se pronunciando segundos atrás.

— Que bom vê-lo bem, Jouichirou-sama! — cumprimentou também Chiharu, em leve reverência.

Assim que os três se aproximaram, o ex-líder da Anbu fez um sinal e os demais ninjas que o ouviam se dispersaram. Com rosto aparentando cansaço, puxou a cadeira mais próxima, respirou fundo e fitou os jovens shinobis à sua frente.

— Olá, Chiharu. Prazer em conhece-lo, Ashiro. Bem... Tendo em vista que parecem bem inteiros, Masayoshi não deve ter interferido na vinda de vocês até aqui... Então muito provavelmente foram seguidos. Ele deve ter deixado você sair de Konoha com o intuito de descobrir onde eu estava...
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MensagemAssunto: Re: Episódio 27 | Encontro nas Montanhas   Sab 16 Abr 2016, 01:55

— Sim, eu pensei nessa possibilidade, mas acho improvável. Fomos atacados por um grupo de três shinobis fracos ao longo do caminho; imaginei que a ideia fosse tentar nos rastrear de alguma maneira, mas ... bem, sua vinda para Iwa não é segredo, e se estivessemos sendo seguidos os shinobis que nos detectaram na fronteira também teriam detectado os caçadores. Em todo caso, ottoo-san, espero que tenha um plano ... Konoha não vai sobreviver sem que haja uma resistência. Acredito que a melhor forma de contornar essa situação seria instituí-lo como Hokage.

Ashiro permanecia com sua mesma pose, um pouco estático, apenas respondendo, de maneira um pouco serena ao cumprimento do homem.  — Prazer... — O espadachim então voltava a se calar ali. Apesar de aparentar estar sereno, no fundo, estava inquieto com as palavras de Hakuro. Ashiro estava até mesmo um pouco preocupado com toda aquela relação, mas não deixava isso transparecer. Continuava com seu semblante calmo.

— A última coisa que quero é me tornar Hokage, Hakuro. A parte ruim é que não há ninguém para assumir esse posto, e a única pessoa em que confiaria também não o deseja. Mas realmente não temos como deixar Konoha do jeito em que está. Minha ideia era me reorganizar, reunir aliados e voltar para a vila, mas até isso está sendo difícil. Há pessoas em Iwa que não querem minha presença neste país... pessoas que possuem o sentimento de ódio por Konoha, pelo fato de terem sido vencidos na última guerra. — Um súbito sentimento de tristeza pareceu se apoderar momentaneamente de Jouichirou, que voltou a falar, em tom mais baixo. — Konoha... o Sandaime faleceu e nem pude prestar honras à sua partida... Morreu com a vila entregue ao caos contra o qual ele tanto lutou...

— Não se preocupe. Eu prestei homenagens durante o funeral por nós dois. Toda a comitiva dos Sarutobi estava presente. — Suspirando, Hakuro levantou-se do chão, pegou a caixa de medicamentos e a levou até a mesa, sentando-se nela como uma cadeira improvisada: — Quanto a falta de cooperação de alguns partidos em Iwa, eu tenho uma possível solução, embora ... er ... não ... talvez... Ah! — Concluiu, pausando seu raciocínio pela metade de maneira um tanto súbita - seu rosto, ligeiramente corado, voltou-se contra a mesa. Não custou mais que alguns segundos para que se recuperasse, contudo, e prosseguisse: — Se me usar como moeda política, você pode obter alianças aqui dentro. Ouvi dizer que em certos países é costumeiro o uso do matrimônio para alavancar união entre clãs ou até forjar alianças entre nações ... imagino que não deva haver falta de clãs por ai que queiram adicionar o Jinchuuriki da Kyuubi e um membro importante dos Sarutobi à sua linhagem.

Ashiro se colocava a pensar nas palavras que o homem dizia...A mente do espadachim parecia estar a mil com tudo aquele que ele imaginava e indagava consigo mesmo...De fugitivo para Hokage... Entre um extremo e o outro havia muita coisa ainda, coisa esta que Ashiro desconhecia, entretanto, o homem não passava a sensação de ser um inimigo de Konoha, muito pelo o contrário. Apesar de toda essa dúvida, Ashiro julgava mais correto, dessa vez, se abster do caso. Não de maneira total, mas sim quanto à exposição de sua opinião, que de toda a forma ainda assim não teria peso.

O herói de guerra ouviu as palavras de Hakuro e parecia pensar sobre elas. Chiharu mantinha-se calada. Tendo seguido até ali mais pelo objetivo de manter a Kyuubi segura, provavelmente não queria se meter nas decisões que ali seriam tomadas. Depois de alguns instantes com todos calados, a voz de Jouichirou foi ouvida novamente.

— Você pode ser o Jinchuuriki da Kyuubi, mas ainda é meu filho. A ideia de usá-lo como moeda não cogita em minha cabeça. Já me arrependo amargamente de não ter impedido de selarem a Raposa de Nova Caudas em você... Vamos tentar pensar em alguma outra coisa... E você, Ashiro, não é? Permaneceu calado até agora... Todos aqui são ninjas de Iwa, e alguns são bons conselheiros até. Mas queria ouvir a opinião de alguém de Konoha que esteve longe de toda a bagunça que tem ocorrido.

— OE! — Hakuro estapeou a mesa, se inclinando para frente com um certo ardor nos olhos. Sua expressão áspera dividia-se entre raiva e consternação, mas mais que isso, parecia irritado com a demonstração de culpa de seu pai: — Não me trate como um coitado. Eu suporto esse fardo, sim, mas se posso transformá-lo em algo benéfico, melhor ainda. Seria errado se fosse contra minha vontade, mas eu dei a ideia. Caso me casar com alguém daqui não seja bom o bastante, então é só me casar com Chiharu. Uma aliança com os Senju deve ao menos amarrar as mãos de Omeshirama e eu então serviria como escudo político. — Agarrando a mão da menina de repente, Hakuro a encarou compenetradamente e entrelaçou os dedos nos dela: — Resolvido!

Ashiro permanecia calado, esperando a final da fala do homem, para que assim então, pudesse se pronunciar. O garoto forçava uma tosse para não falar de maneira rouca...Ele então olhava para o homem, se pronunciando de maneira direta...  — Bom...Eu sempre tento ter o menor envolvimento político com Konoha...Minto se digo que tenho interesse neste. Então é correto julgar minha análise como a análise de um leigo, entretanto, também é correto julgar como a análise de alguém que saberia deste caso superficialmente, como toda a maioria dos cidadãos... — Ele pausava e então continuava... — De fugitivo para Hokage...São dois extremos...Para muitos, é uma situação de difícil entendimento, até mesmo, para mim. Por isso mesmo acho um assunto delicado, é óbvio dizer isso, mas sei que Konoha passa por uma época de crise com a morte do Sandaime...As reações poderiam ser ainda mais radicais neste momento... — Ashiro então terminava, ainda não exponde de forma clara sua opinião por ainda assim não ter uma completamente formulada.

Jouichirou pediu a opinião de Ashiro, e a ouviu com toda a atenção que merecia. Quando o Anbu novato concluiu, o ex-líder da mesma organização passou a comentar.

— Hum... Você até...

— Casar com você?! Nunca! — bradou Chiharu, corada, interrompendo Jouichirou acidentalmente a não conseguir conter à nova provocação de Hakuro. Educadamente, mesmo não sendo essa sua provável intenção, fez o jinchuuriki soltar sua mão, e então desculpou-se. — Perdão, Jouichirou-sama.

— Tudo bem, Chiharu — aceitou então as desculpas, com um meio sorriso. Em dias comuns, Jouichirou reagia às cenas de Hakuro e Chiharu com mais vivacidade, mas a tensão do assunto e o cansaço pareciam lhe tirar essa capacidade no momento. — Como ia dizer, você fez uma análise correta da situação, Ashiro. A sua opinião é a mais próxima que um cidadão comum de Konoha teria: como um fugitivo, suspeito de matar o Sandaime, poderia virar Hokage? É o que se perguntariam... Mesmo que trabalhássemos para provar minha inocência, seria ruim construir as novas bases de liderança de uma vila dessa forma. E perdão pelo que vou dizer, Chiharu, mas não confio mais no líder de seu clã. Para ser sincero, pretendia indicar o nome de Omeshirama ao Sandaime, para ser seu sucessor, porque Keisei não tem moral para esse título. Ele possui algum acordo com o clã Uchiha, e os Uchiha com certeza possuem alguma ligação ao atentado. O problema é que deixei Konoha de forma muito imprevista e não pude me aprofundar nisso... Mas, voltando. Formar uma aliança com os Senju também não é uma opção... Omeshirama colocou espiões na Anbu, e passou a tentar monitorar todos os meus passos. Não vou apoiar alguém traiçoeiro assim.

— Bom, sinto muito, Chii-chan, não é dessa vez que você me fisga. — Hakuro encolheu os ombros em sinal de "que pena" e retomou o assunto: — Seja qual for o caso, ao menos deveríamos restituí-lo como líder da ANBU. Deixar Masayoshi no comando é pedir por um desastre. Sinceramente, não tenho mais opções para propôr... fora encontrar o culpado pelo atentado e desvendar o crime inteiro, não sei até o que mais podemos fazer. Por hora, minha ideia era garantir um número maior de aliados aqui em Iwa.

Ashiro ali permanecia calado, escutando atentamente a conclusão de Jouichirou. Ao final desta, a curiosidade do espadachim era atiçada. Uma curiosidade que não tivera se manifestado antes. Se resolver aquele conflito, para provar a suposta inocência do homem, já que Ashiro não tinha provas o suficiente para acreditar totalmente em Jouichirou, seria praticamente impossível de maneira diplomática, o garoto se perguntava em quais seriam as atitudes que o fugitivo iria tomar...Se iria realmente retornar para Konoha ou não. Ashiro não interrompia a fala de Hakuro, deixava este se pronunciar, permanecendo calado, ainda escondendo sua curiosidade.

— Sim. Qualquer que seja o plano de regresso a Konoha, conseguir aliados em Iwa faz parte dele, e vamos trabalhar nisso. E também pretendo repensar suas sugestões, Hakuro. Confesso que estou cansado demais para ter uma opinião 100% correta. Preciso repousar, e vocês também. A viagem foi longa. E de toda forma, fico imensamente feliz em vê-los. Obrigado por terem vindo...
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MensagemAssunto: Re: Episódio 27 | Encontro nas Montanhas   Sab 14 Maio 2016, 14:13

Ashiro, Hakuro e Chiharu então seguiram o conselho de Jouichirou e descansaram. Aproveitaram para conhecer as instalações onde se encontravam, bem como os ninjas que ali estavam. E dos ninjas, todos eram originariamente de Iwa, e todos pareciam ter desertado em prol da causa de Jouichirou, o que era motivo de grande surpresa. Era quase inimaginável um herói de guerra de Konoha conseguir mobilizar pelo menos 20 pessoas sob uma bandeira que, aparentemente, não era a deles.

Durante o tempo de descanso, Hakuro não mais chegou a falar com seu pai, ficando somente a fitar sua inquietude. O ex-líder da Anbu andava de um lado para o outro, conversando com os ninjas, somente parando quando chegou a hora do almoço. Enquanto comiam, o Jinchuuriki viu seu pai lhe olhar direta e rapidamente. Já conhecia aquele olhar: era um chamado para conversarem após a refeição. Certamente, seu pai já havia tomado a decisão sobre o próximo passo a ser tomado.

Minutos depois, alguns ninjas, em torno de 10, partiram dali, enquanto Jouichirou se recolhia a um canto do esconderijo, sendo logo acompanhado por seu filho. — Tomei minha decisão, Hakuro. Embora sinceramente não queria fazer isso... vou seguir sua sugestão. Buscarei conversar com o Tsuchikage e ver a possibilidade de você se casar com a filha dele.

A primeira das reações de Hakuro mediante o chamado do pai foi deixar escapar um profundo suspiro; ele fechou os olhos, aguardou que todos se afastassem ou terminassem suas refeições e, por fim, seguiu de encontro ao bom velho. Com as mãos para trás da cabeça, dedos entrelaçados e postura pouco formal, o Jinchuuriki recostou-se na parede mais próxima e imediatamente questionou: — Vou deixar claro! Não aceito me casar com gordinhas, feinhas ou mulheres que não tenham um mínimo de peito! Fora isso, tanto faz... contanto que sejam limpinhas. Como é essa moça? Algo me diz que uma entidade espiritual que a tudo governa a fará ser o mais feia possível... — Num relance, Hakuro olhou para o teto e imaginou o pior, tendo um calafrio que gelou sua espinha e transformou sua pele em azul por alguns segundos.

— Humm... Sinceramente não sei como está a garota hoje. Mal lembro seu nome, até. A última vez que a vi faz anos e... — Jouichirou parou um instante, pensando duas vezes antes de continuar — Bem... melhor não comentar nada a respeito. O tempo muitas vezes é favorável às pessoas... Enfim. Já tomei as providências cabíveis. Um mensageiro já partiu para se comunicar com o Tsuchikage. Aguardaremos a resposta.

Batendo a palma da mão contra o próprio rosto, Hakuro balançou a cabeça negativamente e suspirou como se sua alma estivesse entalada na garganta: — Oe, otto-san, o mínimo que o senhor faz por mim é garantir que eu não passe o resto da vida do lado de um kuchiyose de neandertal. Meus termos estão dados!

Mesmo imerso em toda a situação tensa, Jouichirou sorri. Levemente, mas sorri. A vinda de seu filho pareceu dar ânimo ao cansado herói de guerra. Ao que parecia, a partir dali, lutar por si e por Konoha seria menos pesado. Jouichirou prosseguiria com a conversa, mas um tremor que abalou todo o lugar impediu que disse uma só palavra.

— Jouichirou-dono! Um ataque externo! Pretendem nos soterrar! Deve haver pelo menos cinco ninjas usuários de Doton por trás disso! — gritava um dos ninjas, explicando a origem do tremor.


Encerramento



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