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 Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado

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Fësant
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MensagemAssunto: Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado   Ter 05 Abr 2016, 12:38


Abertura




Quase uma semana após o luto oficial pelo Sandaime, chegou a hora de Zeru se apresentar a seu superior: Masayoshi, líder da Anbu Ne. O homem, que beirava os 50 anos, a mesma idade de Jouichirou, não era muito alto, mas sua imponência era inquestionável. O rosto transparecia austeridade e frieza, e os cabelos eram curtos e grisalhos. O olho esquerdo era castanho, e o direito era coberto por um pano de cor negra, que circundava a testa e descia até a bochecha direita. Naquele dia, trajava quimono cinza, com bordas em preto, e decorado com kanjis com dizeres diversos, todos com referência à guerra.

A sala particular de Masayoshi na sede tinha bom tamanho e paredes ocupadas quase que completamente por estantes com livros e pergaminhos. Na grande escrivaninha que ficava ao fundo, se achava uma pilha de papeis e o próprio líder, sentado em sua cadeira. Frente a ele, estava Zeru.

— Zeru... Como bem sabe, com a fuga de Jouichirou, estou assumindo o comando total da Anbu... O que não foi algo de muita surpresa. — Masayoshi iniciou então a conversa, com sua voz grave e um tanto rouca da idade. — Konoha passa por tempos difíceis, Zeru. É nesses tempos em que ter pessoas de sua confiança ao seu redor se torna algo de máxima importância... É também nesses tempos em que ter informação privilegiada pode mudar o rumo do curso das ações, e ninjas espiões, como você, acabam mostrando seu real valor. Mas espiões são treinados para enganar, e nada impede que no fim ele acabe enganando vários lados simultaneamente. Confiar no espião errado poderá ser o fim de jogo. Entende o que eu quero dizer, Zeru?


Última edição por Fësant em Qua 05 Abr 2017, 02:32, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado   Sab 08 Out 2016, 03:03

Levou mais tempo do que o esperado para ter aquela reunião, Zeru sabia que os últimos acontecimentos fariam com que fosse obrigado a se distanciar do seu papel como Shinobi, uma vez que alguém com suas habilidades ser recrutado prontamente para o serviço seria levantar uma atenção desnecessária para qualquer um dos lados que requisitassem seus talentos. Porem ele tinha a certeza absoluta de que quando a poeira baixasse discretamente o primeiro a chama-lo seria aquele homem que estava diante de si.

Curiosamente Masayoshi era um dos homens mais próximos de Zeru, da mesma forma que Tatsunori fora para ele, não por ser um homem que ele admirava ou por ser um exemplo a ser seguido, mas sim pela simples necessidade de ter que estar ao lado dele e representar um papel de confiança. Zeru de fato tinha Masayoshi como um pai, ter esse tipo de sentimento por ele era quase que vital para que seu disfarce jamais fosse questionado, muitas vezes até ele mesmo se enganava com seus sentimentos tamanha a necessidade de fazer um serviço convincente.

Conhecer o líder da Anbu Ne tão bem quanto a si mesmo era algo vital para sua existência, Tatsunori e Masayoshi sempre foram os dois polos do poder da Folha e Zeru desde sua chegada fora incumbido de transitar entre essas duas vertentes de modo que ambos os lados tivessem absoluta confiança nele, e seu desempenho até o momento fora tão tremendo que ele podia arriscar dizer que nenhum dos dois saberia com certeza dizer se tinha a lealdade de Zeru de forma integral e irrestrita, afinal de contas ... Nem mesmo ele podia dizer para quem estava sua devoção.

Diante de Masayoshi ouviu atento suas palavras, mantendo-se ajoelhado e de cabeça baixa. Ao ser questionado não demorou a responder de forma simples e objetiva:

-- Masayoshi-dono não chegaria a posição que ocupa hoje se não fosse pela sua cautela na capacidade de compreender seus próprios subordinados. Sua percepção e seus instintos são mais que suficientes para apontar o dedo e revelar um traidor mesmo com provas insuficientes. Qualquer homem sobre sua responsabilidade que não mereça sua confiança deve ser considerado um traidor afim de assegurar o bem maior para a Folha.

Lentamente Zeru ergueu a cabeça de modo a olhar na direção de Masayoshi, e mesmo através da venda seu líder poderia perceber que se seus olhos pudessem ser encarados demonstrariam uma convicção inabalada o que tornava Zeru um shinobi único e excepcional.

-- O senhor disse bem ... "Espiões são treinados para enganar" ... Mas do mesmo modo, espiões também são treinados para não serem enganados.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado   Qua 12 Out 2016, 13:52

Masayoshi ouviu as palavras de Zeru calado, em sua típica expressão séria. De início, parecia que os dizeres do Anbu pouco significavam ao líder, e essa sempre era sua postura quando realizava perguntas “perigosas” aos seus subordinados. Após Zeru explanar suas opiniões, o silêncio ainda permaneceu no lugar por alguns instantes, com o Jounin sentido sobre sua nuca o peso do olhar avaliador de Masayoshi. Mesmo com tanto tempo o servindo, ainda sentia a intimidação que a mera presença dele causava, seja por sua imponência, seja pelo respeito que o próprio Zeru tinha pelo grande ninja à sua frente.

— Eu não teria respondido melhor, Zeru. — disse, finalmente quebrando o silêncio, com um leve sorriso de satisfação. — Falar com você é... gratificante, por assim dizer. É bom ter um subordinado que realmente entende a situação... Que realmente entende como Konoha deve ser tratada e conduzida. A Folha merece o topo, rapaz, e não menos que isso. E você deve saber que nem Keisei, nem Omeshirama conseguirão levar a vila ao lugar que ela realmente faz jus.

O peso dos olhos de Masayoshi saiu das costas de Zeru. O espião já sabia que, por mais uma vez, e sem falhas, havia garantido a aprovação e confiança de seu líder, e que logo mais o verdadeiro assunto daquela conversa viria à tona.

— Você bem deve saber que o Conselho está pra decidir quem será o próximo Hokage. — voltou então falar — E também deve saber que está sendo conduzida uma investigação sobre a morte de Tatsunori... Confesso que pequei em não está acompanhando isso de forma mais próxima. Primeiro, porque a Anbu estava um caos quando eu assumi. Estou trabalhando duro para organizar e reerguer a organização que Jouichirou fez questão de afundar... Segundo, porque não tenho condições de acompanhar tudo pessoalmente, e não tinha alguém de confiança para fazer isso em meu lugar. E aí que você entra, Zeru. — Masayoshi fez uma curta pausa. Visivelmente, estava prestes a anunciar a próxima missão ao seu subordinado — Hoje ocorrerá uma pequena reunião entre um dos membros do Conselho, um representante de cada clã importante da vila, e Nara Haweda. Nessa reunião, serão apresentadas as informações conseguidas durante essa semana de investigações. Preciso que esteja lá, como meu representante. Não precisa se preocupar com decisões, porque nada será decidido lá. Mas haverá conversas, isso é fato. E conversas importantes... Então, lembre bem de representar à altura os nossos ideiais. Como está conosco há tanto tempo, não terá dificuldades.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado   Qua 12 Out 2016, 14:39

Zeru apenas balançou a cabeça em forma de agradecimento ao voto de confiança de Masayoshi e seus elogios quanto a sua lealdade e devoção. Aqueles apontamentos visavam preparar o terreno para a missão que seria dada a ele, algo de certo modo Zeru não estava acostumado, uma vez que ficar exposto mesmo diante de aliados era algo que ia contra sua forma de operar, mas que ainda assim ele estava mais do que apto a tarefa.

Ansioso e ao mesmo tempo empolgado via naquela oportunidade uma forma de estar próximo de todos aqueles que ele dedicou anos investigando, e que agora estavam no centro de uma grande conspiração ainda em vigência, considerando suas habilidades estar naquela reunião seria algo extremamente valioso, tanto para ele quanto para a organização que estava servindo.

Zeru ergueu uma das mãos fazendo um selo único para logo uma discreta explosão de fumaça se formar a partir do seu próprio corpo, que após se dissipar revelou a imagem de um homem de meia-idade, com varias cicatrizes no rosto, usando um óculos de grau e vestindo um quimono por baixo de um colete clássico do esquadrão Jounin, sua bandana se encontrava no pescoço e o pano da mesma era longo e se apresentava como um cachecol.

-- Será como se o senhor estivesse pessoalmente presente Masayoshi-dono, posso lhe garantir.

O líder da Anbu Ne conhecia Zeru como a um filho, sabia que desde o dia que ficara cativo em poder da Névoa ele mudara completamente seu "jeito ninja", agora sua real identidade era um segredo que ele fazia questão de manter, viver na obscuridade era uma ferramenta útil e vantajoso para alguém que desempenhava seu trabalho como espião. Zeru podia se infiltrar em qualquer lugar, roubar qualquer tipo de informação sem que ninguém soubesse quem o havia feito, até mesmo existia um mito dentre os demais membros da Anbu que o chamavam de "Kaonashi no Youma" (Fantasma Sem Face), onde se especulava se ele era ou não real.


Última edição por Zeru em Sab 15 Out 2016, 00:29, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado   Qua 12 Out 2016, 20:20

(..)

Duas horas depois, Zeru se dirigia até a sala onde seria feita a rápida reunião, que ficava no Paládio do Hokage. Fazia uns dias que o Anbu havia visitado aquele lugar, dia no qual foi justamente marcado pela morte de Tatsunori, o Sandaime. Zeru havia assistido a partida do Hokage, e ouvido a melancolia da sua última respiração. Agora, estava lá novamente, caminhando pelos corredores, com uma missão importante, e uma oportunidade de ouro nas mãos.

Havia elegido seu disfarce, de forma que pudesse preservar sua identidade. De uma forma ou de outra, por já acompanhar parte das tramas que cercavam Konoha, o espião já tinha certa noção do que o poderia esperar naquela reunião. Mas algo chamou sua atenção antes mesmo de que esta fosse principiada. Quando estava a alguns passos da porta que lhe daria a entrada na sala, sua audição aguçada o fez parar de caminhar. Uma conversa já se fazia no interior daquele recinto.

— Isso pra mim deixa claro que Os Três Clãs não têm maturidade e organização para estar à frente dessa investigação, Haweda-san. — Zeru reconhecia aquela voz, embora a tenha ouvido poucas vezes. Era Hyuuga Keisei quem falava. — Vocês nem conseguem cuidar dos próprios membros de seus clãs, que saem por aí transgredindo a lei e os bons costumes da vila. Até minha pobre irmã foi vítima disso! Eu sinceramente não acho que você poderá conduzir a investigação sem ser tendencioso, Haweda-san. Recomendo que entregue essa função por conta própria, ou terei que pedir isso ao Conselho.

— Deixe de balelas, Keisei! — dessa vez foi voz altiva de Omeshirama que irrompeu. — Não creio que esteja querendo manipular as coisas com uma justificativa tão banal... Francamente! Sinto pela sua irmã, mas isso em nada tem a ver com Haweda, mesmo que ele tenha sido do grupo de Inozaki, ainda que por um curto espaço de tempo. E nada tem a ver com os Akimichi, Nara e Yamanaka. Haweda tem prestado um ótimo serviço ao Conselho até aqui. Não queria atrapalhar isso! Aliás... em nada me surpreenderia se não foi você mesmo que armou toda essa confusão só para tirar proveito! Você nunca respeitou qualquer pessoa, e sua irmã foi a sacrificada da vez.

— O que?! Não creio que você esteja dizendo algo tão descabido! Eu não me chamo “Omeshirama” para início de conversa...

Um som forte, como um baque ou pisão foi ouvido. E então o terceiro interlocutor do lugar finalmente disse algo.

— Omeshirama-san! Por favor, contenha-se! — ouviu-se então a voz de Nara Haweda — Fico grato que esteja apoiando tudo o que eu tenho feito até então, mas não pode falar essas coisas de Keisei-san. E o senhor, Keisei-san, saiba que não vou entregar a função. Se quiser pedir isso ao Conselho, e eles assim decidirem, nada poderei fazer... Mas entregar por mim próprio a função seria contra o que acredito!

Zeru estava tão focado na conversa, que se distraiu por um segundo, o suficiente para não notar que outra pessoa se aproximava, logo atrás de si.

— Imagino que seja o representante que Masayoshi enviou — ouviu então uma voz idosa e feminina. Atrás dele, se encontrava Manami, integrante do Conselho de Anciãos. — Hum... Não consigo me recordar de seu rosto... Acho que a idade está começando a pesar... Mas vamos, não quero perder muito tempo com isso...

Logo após, a Conselheira passou por Zeru, indo até a porta e girando a maçaneta. Quando o fez, todas as vozes no interior da sala se calaram de imediato. A Anciã entrou na sala, cumprimentando a todos. Os ninjas que lá se encontravam a reverenciaram, em respeito, e se sentaram à mesa, deixando a cabeceira para a Conselheira. Zeru seguiu logo atrás.

— Somente vocês? O grupo de Jounins e da força policial Uchiha não enviaram ninguém? Nem do clã Sarutobi? — indagou Manami.

— Eles já estão a par das investigações, Manami-sama — respondeu Haweda. — Os Uchiha tem ajuda na busca de provas, os Jounins também, quando podem, e o clã Sarutobi tem conversado comigo todos os dias. Eles são os mais interessados em resolver isso, logicamente...

— Entendo... — disse a Anciã, em tom baixo, confirmando a si mesma o que ouvia.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado   Qua 12 Out 2016, 21:17

Imparcialidade dificilmente seria algo a imperar naquela reunião, a balança de poder estava em completo desequilibro e ele sabia claramente que além de Keisei e Omeshirama mais um braço deveria ser adicionado a balança para que pudesse competir pelo poder e supremacia da Folha, e este era Masayoshi. Desde que fora requisitado para aquela reunião Zeru sabia que suas habilidades seriam bem aproveitadas, sua acuidade auditiva era desconhecida por seus inimigos e assim como seu disfarce indetectável até mesmo pelo Byakugan do clã Hyuuga, naquele jogo ele facilmente poderia ser representado como o coringa absoluto.

Na ante sala do salão onde se daria a reunião seu Ondou começou a captar os primeiros sinais de desarmonia que representavam o porque daquela reunião ser tão delicada e de difícil mediação, Nara Haweda é um dos shinobis mais capazes de Konoha, mas mesmo essa capacidade não seria capaz de controlar cães raivosos como Omeshirama e Keisei, uma vez que até mesmo os membros do conselho pareciam se deixar influenciar por eles, talvez sua presença ali fosse o divisor necessário para quebrar essa influência e dar a Haweda uma chance mais significativa.

Sua concentração se perdeu com a chegada de um dos três membros do conselho, Manami. Aquela senhora mesmo com o peso da idade ainda era uma Kunoichi impressionante, conseguindo se aproximar de si sem que fosse rapidamente percebida, era realmente algo digno de nota. Quando sua identidade fora questionada pensou em se posicionar, no entanto, a falta de interesse da mesma permitiu que mantivesse o seu silêncio. Zeru aproveitou a deixa da entrada de Manami e prontamente a acompanhou cruzando logo a sala e sem nenhuma cerimônia ou hesitação tomou para si a outra ponta da mesa, se sentando a frente da conselheira como se estivesse deixando um recado de Masayoshi sem precisar preferir nenhuma palavra.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado   Ter 18 Out 2016, 00:10

— Sem mais espera... todos estão acomodados, então vamos começar. Você tem a palavra, Haweda-san. — disse Manami, cedendo a fala para o Nara para que os relatos pudessem ser feitos. O silêncio tomou conta do lugar de imediato, assim como a apreensão. Embora Keisei e Omeshirama fossem grandes líderes, ícones de seus respectivos clãs, a tensão era sentida nos mesmos; no rosto enfezado do Senju, e na mão direita do Hyuuga que movia o cedo sobre a mesa de forma inquieta. Só não havia como saber se estavam inquietos pela discussão que tiveram minutos antes, ou se havia algo no relatório de Haweda que pudesse ser realmente preocupante.

Qualquer que fosse o caso, Zeru logo saberia. Eis que o Nara inicia sua prestação de contas

— Obrigado, Manami-sama. — agradeceu ele, antes de fato iniciar — No início da semana, foram realizados interrogatórios mentais nos principais envolvidos nos últimos acontecimentos e que foram presos. Tudo foi feito utilizando as técnicas secretas de leitura mental dos Yamanaka. Em síntese, os resultados foram: Kurogane Higa não teve qualquer envolvimento com a morte de Senju Ikari. O mesmo para Kurogane Akashi e Rei. Inclusive, esses três agiram por conta própria, primeiro atacando um suposto ninja de Iwa, e depois ajudando na fuga de Jouichirou. Nesse meio tempo, Akashi teve um encontro com Toushizo, que foi quem indicou para ele a localização desse ninja de Iwa, que estava prestes a receber um recado de Jouichirou. Em troca, Toushizo pediu que Higa fosse morte, além de receber a Kusanagi...

Haweda pausou nesse momento, involuntariamente. Todos passaram a olhar para Keisei, e em seguida para Manami, que o fitava em reprovação.

— Hum... continuando... Segundo a memória dos investigados, o recado de Jouichirou ao suposto ninja de Iwa era: “Tatsunori-sama foi atacado nesta data. Encontra-se em estado grave, e a depender do ritmo das coisas é possível até que esteja morto quando receber esta mensagem. Esta pode ser a última oportunidade. Precisa agir. Omeshirama e Keisei começaram a se movimentar e construir alianças. Não posso fazer muito sozinho e preciso de seu apoio. Se esperar muito, Konoha escapará de nossas mãos. Temos que tomar a ofensiva. Avise-me quando estiver pronto.”

— Tsc... — resmungou Omeshirama, mas de logo se contendo para não comentar sobre o conteúdo daquele recado.

— Esse é o conteúdo dessa primeira parte do relatório, em síntese. Você pode ler tudo o que foi anotado nestes documentos, Manami-sama. — completou o Nara, entregando uma pasta de papéis para a Conselheira. — Iniciarei agora a segunda parte do relatório. Hyuuga Keisei-san, por conta própria, pediu a ninjas de sua confiança que vasculhassem um laboratório subterrâneo situado nos limites da vila, cujo o dono era Senju Omeshirama-san...

Neste ponto, a expressão enfezada de Omeshirama foi tomada por uma leve surpresa e curiosidade. Ficou logo claro que ele de nada sabia sobre aquela incursão ao seu laboratório ordenada pelo líder dos Hyuuga... Ou pelo menos de início. Segundos depois, deixou vir à face os olhos de quem pareceu ter lembrado de algo, e deixou-se comentar algo em tom bem baixo, sem atrapalhar o relato de Haweda. — Era disso que aquele Sanada estava falando...

— Neste laboratório, foram encontradas substâncias diversas, tendo uma delas sido recuperada antes de o lugar ser implodido por ninjas desconhecidos. A substância foi entregue a Keisei-san, que então entregou ao Conselho para que fosse examinado. — após esta fala, o rosto de Omeshirama parecia se entregar mais ao mau humor. Era fato e óbvio que o Senju não gostava do que ouvia. — A substância foi examinada pelos ninjas médicos e cientistas da vila, tendo eu próprio acompanhado o processo. No final, foi constatado que havia traços da mesma substância no sangue no falecido Sandaime-sama.

— Mas isto é um absurdo! — bradou Omeshirama de imediato, dando um soco na mesa. Em seguida, vendo que havia se alterado, buscou recuperar a calma para prosseguir falando, embora ainda visivelmente raivoso — Toda essa tramoia não tem qualquer fundamento! Aquele laboratório realmente era meu, mas era de conhecimento do Conselho e do Tatsunori-sama! Além do mais, estava desativado há anos! Não tinha como haver qualquer coisa lá! Você está querendo fraudar a investigação, Keisei!

— Não jogue sobre mim a sua culpa, Omeshirama. — retrucou o Hyuuga, em tom calmo. O ninja de olhos brancos nunca aparentou estar tão calmo até então naquela reunião. — Eu sinceramente não sei se você tinha algum acerto com Jouichirou, ou se fez tudo sozinho... Mas é certo que foi o responsável pela morte nosso Hokage. Da próxima vez, seja menos estúpido e destrua todas as provas possíveis. Você cavou sua própria cova, Omeshirama.

— Componha-se, Omeshirama-san — disse, Manami, em voz calma, mas com a firmeza de sua autoridade.

As tensões aumentavam. Haweda permanecia sério e compenetrado. Como já conhecia o conteúdo dos seus relatos, provavelmente já imaginava que as reações ao que lia seriam aquelas. A Conselheira já tinha vivido o bastante para não se deixar abalar naquela situação. Keisei permanecia calmo e sério, olhando fixamente para Omeshirama, como quem provoca meramente por estar em situação de vantagem. E de fato, o Senju parecia em maus lençóis.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado   Dom 23 Out 2016, 16:33

Em seu disfarce Zeru permaneceu em silêncio durante todo o relatório, ouvindo até que ponto a investigação liderada por Nara Haweda havia levado a alta cúpula da folha no dia negro da historia da vila, no entanto, foi impossível não se surpreender com com uma face da investigação que parecia ter sido ocultada por Haweda, algo que fez com que Zeru se indagasse o porque.

No inicio do relatório Keisei foi quase colocado contra a parede devido as ações de seus subordinados, mas com a conclusão do relatório era Omeshirama que fora encurralado, sendo deixado numa situação delicada diante de Minami e dos demais presentes, uma vitoria moral para Keisei cujos batimentos e respiração entregavam uma discreta euforia, já Omeshirama, por outro lado, tinha toda uma reação de surpresa frente as acusações.

Após um breve silêncio Zeru tomou a voz da palavra dando inicio a sua interpretação dos fatos apresentados e como ele consegui caracterizar toda a situação:

-- Haweda-san ... Por mais que as investigações tenham retornado com uma prova física que incrimina Omeshirama no atentado contra Tatsunori-sama, pelas circunstância que ela fora obtida eu diria que não pode ser usada em um julgamento ...

Zeru fez uma pausa e somente agora erguia o rosto de modo a fitar os presentes que estavam na mesa, afim de concluir seu raciocinio:

-- Como apontou o relatório, Keisei-san enviou ao laboratorio de Omeshirama "homens de sua confiança" para buscar algo que eles sequer conheciam, e nesse mesmo relatório fora apontado que diante de substâncias diversas eles colocaram as mãos justamente em uma que está vinculada ao veneno que tirou a vida do nosso Hokage ?! Lamento, mas eu não acredito em coincidências.

Exibiu um singelo sorriso como se tratasse toda a situação como uma grande piada, e que Keisei estava se vangloriando por algo tão ridículo e sem nenhum sentido.

-- Keisei-san, não me entenda mal, não estou assumindo que tenha enviado seus homens até tal laboratório na intenção de incriminar Omeshirama e afasta-lo da disputa pelo posto de Hokage. A questão é que aos olhos dos habitantes da vila vocês dois são os únicos candidatos a altura do posto de líder, no entanto, posso dizer que nenhum dos dois está apto a ocupar tal posição. Os dois durante a crise agiram por conta própria, e mesmo que digam que não são responsáveis por seus subordinados o fato de eles agirem as suas costas só prova o quanto falta para vocês se mostrarem dignos.

Estava se referindo a Toushizo, Akashi e Higa, que agiram em nome daqueles representantes e não em nome da vila oculta da folha. Quando as ações de Omeshirama e Keisei visavam uns aos outros aparentemente a folha ficava em segundo plano.

-- Vocês possuem a força e a reputação de um Hokage, mas isso é tudo, falta o carisma e a confiança necessária para unir os shinobis da vila, suas brigas internas dividiram a folha, o que torna claro o fato que independente de quem seja escolhido entre os dois a vila estará partida ao meio pela incapacidade de vocês unirem aqueles que a compõe.

Zeru se pos de pé colocando ambas as mãos sobre a mesa de forma opositora, dando prosseguimento de modo a manifestar o que havia julgado necessário diante dos fatos apresentados:

-- Tatsunori-sama foi um grande Hokage por ter sido capaz de ao longo de muito tempo ter conseguido unir a Folha e trazer prosperidade e soberania frente aos demais países, e assim se manteve até uma semana atrás quando alguém julgou ser a hora de um novo Hokage assumir seu lugar ... Muitos especulam se o assassino está dormindo dentro dos nossos muros ou se a ordem veio de nossos inimigos antigos, mas o que realmente importa é a consciência de que estamos em um momento de crise e que aqueles que deveria ser eleitos como candidatos a Hokage não possuem o que é necessário para liderar.

Volveu seu rosto em direção a Minami e Haweda, e com imposição deixou claro o que queria:

-- Deixo aqui então o meu apelo para que até segunda ordem a liderança da vila permaneça com o conselho e que novos candidatos sejam apresentados como postulantes ao titulo de Hokage ... E como representante da Anbu eu me dou a autonomia de apresentar o nome de Masayoshi-dono como alguém elegível, uma vez que ele ocupa um papel de neutralidade frente a todo o ocorrido, e está claramente mais preparado para liderar que nossas presentes opções.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado   Qua 26 Out 2016, 15:38

Zeru, disfarçado, estava naquela reunião representando Masayoshi. Era evidente e previsível que o agora líder da Anbu fizesse questão de por seu próprio nome à disposição do Conselho como candidato a Quarto Hokage. Apesar da previsibilidade, a fala do Anbu naquela reunião causou uma pequena surpresa aos presentes, principalmente em Keisei. Ao que parecia, talvez o Hyuuga não estive contando com a candidatura de Masayoshi.

Omeshirama limitou-se a voltar os olhos novamente para Keisei. As atitudes que o líder de olhos brancos havia tomado que acabaram por prejudicar a imagem do Senju ainda ferviam no sangue do mesmo. Contudo, respirou fundo por um instante, tratando de recuperar a calma. O desenrolar da conversa parecia merecer mais de sua atenção.

— Masasyoshi-san como Hokage... — indagou Manami a si mesma, como quem reflete sobre o assunto pela primeira vez. — Realmente o Conselho nem chegou a cogitar isso... Não por achar que ele não tenha as qualificações necessárias... Mas pelo fato de ser da mesma época de Tatsunori, e possuírem praticamente a mesma idade... O ideal é que um Hokage mais novo assumisse, tal como o Sandaime acabaria por fazer.

Todos ficaram calados. A Conselheira cruzava os braços, enquanto se recostava mais na cadeira. Com os olhos enrugados ligeiramente voltados para baixo, ainda refletia sobre o assunto, e a ansiedade sobre sua opinião começava a pairar no lugar.

— Mas o que você disse realmente faz sentido. — prosseguiu, voltando-se para Zeru — Mais do que nunca, precisamos de alguém com capacidade de liderança inquestionável, não somete perante seu clã, mas perante todos os clãs e famílias que compõem a Vila Oculta da Folha... De fato, Masayoshi é sim um bom nome para ser o próximo Hokage. Levarei isso até os demais conselheiros. Muito embora... — Manami fez uma curta pausa, somente por não conseguir mais impedir uma rápida tosse que lhe veio à garganta. — Como dizia... Muito embora Masayoshi tenha falhado quanto a Hakuro, Jinchuuriki da Kyuubi, que fugiu faz alguns dias e nada se sabe do mesmo...

— Quanto a isso, Manami-sama, se me permite falar... — interrompeu Omeshirama, aguardando a permissão da Conselheira, que foi concedida por um simples aceno com a cabeça — Eu tenho informações sobre Hakuro, e também sobre Jouichirou, embora não muito boas... Eu consegui que um ninja de minha confiança seguisse o Jinchuuriki, o qual ainda permanece nessa missão até o momento. Como já era de se suspeitar, Hakuro foi até Iwa, na esperança de encontrar Jouichirou, e no fim acabou conseguindo. Mas o mais alarmante é que Jouichirou conseguiu algum tipo de aliança com a Vila Oculta da Pedra, e tudo indica que deve retornar a Konoha com apoio militar deles. Devemos nos preparar para isso.

Das notícias, esta foi a que mais alterou a expressão da Conselheira, tal como dos demais presentes. Imaginar que uma vila inimiga marcharia até Konoha, liderada pelo ex-líder da Anbu, que conhece a vila como poucos, e ainda com o apoio do único Jinchuuriki que Konoha tinha, era realmente preocupante.

Isso é terrível... nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer... após tantos anos de paz... Irei falar com os demais conselheiros imediatamente. Omeshirama-san, por favor, consiga mais informações sobre essa situação e nos mantenha a par. — e voltando-se para Zeru, disse. — E você, passe a Masayoshi o ocorrido. A Anbu será de fundamental importância se houver mesmo um conflito contra Iwagakure no Sato. — e passando a olhar os demais presentes, um por um, concluiu — Essa informação não deve sair daqui, entendidos? Sob qualquer hipótese. Não queremos que acabe caindo no conhecimento dos civis... isso complicaria as coisas. Então... algo mais a ser informado ou dito?
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Zeru
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MensagemAssunto: Re: Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado   Qua 26 Out 2016, 21:06

Zeru sequer precisou sorrir para deixar claro aos presentes que havia triunfado, apenas por colocar o nome de Masayoshi como postulante a Hokage e o mesmo ter uma boa aceitação já fazia valer sua representatividade naquela reunião. Seu Ondou podia perceber a apreensão e ansiedade nos corações de Omeshirama, Keisei e até mesmo Haweda. O atual líder da Anbu de fato tinha o necessário para assumir a Folha naquele momento de crise, de fato ele pertencia a mesma geração dos membros do conselho e do próprio Tatsunori, no entanto seus ideais eram bem diferentes e a forma como Masayoshi iria conduzir a vila séria quase que um oposto do Sandaime, mas mesmo isso não iria desmerecer a possibilidade dele ocupar o cargo de maior importância da vila no momento de crise.

Em seu disfarce voltou a se sentar em sua cadeira enquanto ouvia as ponderações de Manami, percebendo que mesmo naquele momento ela questionaria a ação de qualquer postulante ao posto de Hokage, e recentemente o fato que mais poderia abalar a moral e questionar a capacidade de liderança de Masayoshi de fato era o Jinchuuriki da Kyuubi, e Zeru fora para aquela reunião preparado para isso.

-- Masayoshi-dono não chegou onde chegou sendo um homem descuidado, mesmo nas suas falhas ele demonstra a determinação necessária para solucionar seus erros ... A Anbu já começou a se mover para lidar com Hakuro, posso-lhes assegurar que o problema em questão será solucionado em breve.


O relatório de Omeshirama de fato causava surpresa, mas igualmente podia ser algo esperado por parte de Haruko, laços familiares é algo difícil de se cortar, ainda mais sendo um shinobi radicado na Folha. A traição de Jouichiro não era vista como traição por muitos membros da Anbu, ele era um líder no melhor sentido do termo, amado e admirado por seus subordinados, não era nenhuma surpresa ele ter o apoio do próprio filho. Ainda assim Zeru conhecia bem o perfil de ambos e sabia como eles poderiam proceder.

-- Tudo isso é um reflexo dos erros cometidos pelos que estão aqui presentes ... Vocês lidaram com Jouichirou-san da pior maneira possível, vocês questionaram a lealdade dele para com a folha e ainda o fazem. Não irei desmentir a informação apresentada por Omeshirama, na verdade eu acredito em sua veracidade, porem a questão aqui é como interpreta-la.

Fazendo uma breve pausa aguardou que a atenção fosse direcionada a ela para que pudesse formar e concluir seu raciocínio.

-- Jouichirou talvez mais do que qualquer um era o maior seguidor dos ideais de Tatsunori, provavelmente tudo que ele fez foi para defender a Folha como ela é hoje, e isso inclui na desconfiança de deixar o seu controle nas mãos de Omeshirama e Keisei ... Isso claro somado a possibilidade de qualquer um dos dois ter envolvimento no atentado do nosso Sandaime. Na minha concepção Jouichirou nunca cobiçou ocupar a posição de Hokage, mas ele jamais aceitaria que o que Tatsunori-sama construiu ruísse de forma tão vil e covarde. Todos os fatos que ocorreram durante as ultimas duas semanas serviram para desacreditar Jouichiro e se aproveitando disso Omeshirama e Keisei movidos por ambição, orgulho e arrogância fizeram com que ele fosse forçado a se exilar ... Quando na verdade tudo que deveria ser feito era dar um voto de confiança a ele e o direito de se defender perante a sua vila.


Mais uma longa pausa, para que ele mesmo pudesse ponderar ainda mais suas palavras, tinha certeza que dos presentes provavelmente Haweda séria o único a concordar com seu raciocínio, mas jamais iria dizer isso abertamente, já os demais poderiam encara-lo como um ingênuo ou um devoto do próprio Jouichirou, não podendo estar mais enganados.

-- Da mesma forma que vocês deveriam ter agido com cortesia e respeito pela posição que Jouichiro ocupava vocês devem agir agora. Entrar em conflito contra ele séria repetir o mesmo erro, o que deve ser feito é agir com transparência e demonstrando confiança. Enviem um representante da Folha até a Rocha para tratar com Jouichiro o atual panorama da crise, ouçam o que ele tem a dizer e o que ele pretende com essa associação com uma antiga vila rival, e façam isso sem se esquecer que estamos em tempos de paz, uma paz adquirida pelo próprio Tatsunori e que é benéfica para todas as demais vilas.

Zeru se levantou e lentamente e fez uma reverência em agradecimento por ter participado, demonstrando respeito por todos presentes, as ordens de Minami seriam passadas para Masayoshi de imediato, mas ainda assim ele hesitou deixar o recinto antes de ter tal permissão, dando a Omeshirama, Keisei e Haweda o direito de falar após serem de certo modo alvo de suas conjecturas.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado   Seg 12 Jun 2017, 11:47

— Irei acolher sua sugestão - respondeu Manami sobre a ideia proposta por Zeru. - — Enviaremos um mensageiro até Iwa para averiguar a situação. Se for realmente feita essa aliança e estando Jouichirou lá, vamos tentar iniciar um diálogo cordial, e evitar problemas maiores... Os demais devem seguir com suas atribuições. Havendo notícias sobre o mensageiro, ou novidade sobre as investigações de Haweda, vocês serão informados como de costume. Alguém tem mais a falar? Manami olhou para Omeshirama e Keisei, que se limitaram a responder negativamente com a cabeça, seguindo uma leve reverência em respeito à Anciã. — Pois bem. Está terminada a reunião. — disse, levantando-se e sendo a primeira a deixar o lugar.

Zeru seguiu seu caminho para fora da sala de reunião, mas não deixou completamente o ambiente, no hall externo aguardou a saída de Haweda, uma vez que pretendia dialogar com o mesmo considerando que até o momento sua missão para com Masayoshi já havia terminado, agora sendo um momento pertinente para dar prosseguimento ao seu outro trabalho. Felizmente cumprira bem o seu papel evitando que uma iniciativa hostil fosse tomada para com Jouichirou, tal medida seria ruim tanto para o antigo quanto para o atual líder da Anbu, era impreterível que as atenções se mantivessem ainda na eleição do novo Hokage e na investigação do assassinato de Tatsunori, sendo este ultimo o mais importante para levar ao desfecho do primeiro, papel esse que ele mesmo havia se dado para solucionar, trabalhando nas sombras.

Omeshirama deixou a sala logo depois de Manami, seguido por Keisei. Nenhum dirigiu qualquer palavra ou sequer olhar ao outro, o que era natural. Cada vez mais o atrito entre os dois principais candidatos a Hokage aumentaria, enquanto a nomeação não fosse finalmente feita. Um por um, Zeru foi notando a partida de cada participante da reunião, até restar somente Haweda, que se deixou sair por último. Ao ver que a figura de Zeru ainda estava no hall externo, o Nara estranhou, e falou ao mesmo de forma meramente casual. — Esperando alguém? Pensei que tivesse pressa para falar a Masayoshi-san sobre o resultado da reunião...

— Os fatos tratados aqui hoje são de menor relevância do que o imaginado, além do mais tudo que foi discutido aqui não tem nenhuma grande urgência, confesso estar um pouco frustrado. - Zeru em seu disfarce retirou os óculos e pareceu limpa-los com um lenço enquanto dava uma breve pausa, para logo então continuar. — Gostaria de ter alguns minutos a sós com Haweda-san se não for pedir muito... Talvez tenhamos algumas questões mais urgentes a tratar, mas que infelizmente demandam tamanha descrição que não podem ser levadas a diante sem serem cautelosamente cuidadas antes de levantadas. - Haweda era um líder da inteligência cujo talento jamais deveria ser subestimado, mas numa situação tão confusa era de se esperar que sua audição captasse uma hesitação nas batidas do coração do Nara assim como uma discreta flutuação no ritmo do seu chakra. — Prometo não tomar muito do seu valioso tempo. - Sorriu

De fato, Haweda pareceu um tanto confuso, e era natural. Zeru estava disfarçado, e era a primeira vez que o Nara o via naquela aparência. Haweda o fitou por uns segundos, talvez tentando encontrar no rosto ou atitude de Zeru algo que pudesse lhe dar uma previsão do assunto a ser tratado. Mas evidentemente desistiu. — Humm... Não imagino o que poderíamos ter a tratar, mas estou curioso. Me deram uma sala para trabalhar enquanto estivesse à frente do caso do falecimento do Sandaime. Vamos para lá. Só me seguir. - disse ele, tomando a frente. O Anbu disfarçado então o seguiu pelos corredores, até uma pequena sala, que ao ter a porta aberta revelou-se de fato um pequeno escritório improvisado. Apesar disso, era muito bem organizado, com pilhas de papéis e pergaminhos bem dispostos sobre a pequena mesa, de forma que ainda houvesse espaço para redigir outros documentos. Havia a cadeira da mesa, e mais duas à frente. Estantes, mas todas vazias. Assim que entraram, Haweda fechou a porta e falou a Zeru, mantendo-se de pé. — Então... Do que deseja falar?

— Assumindo que é o homem precavido e competente que imagino que seja vou considerar que essa sala é um ambiente seguro e tudo que ira ser dito aqui permanecera aqui de forma segura. - Zeru sem nenhuma cerimonia se sentou fitando Haweda sem abandonar sua atual forma. — Irei direto ao ponto, deixando você acreditar ou não que eu sou quem "pareço" ser... - Zeru cruzou as pernas enquanto retirava o óculos da face o guardando em um dos bolsos do colete típico de um Jounin. — Há alguns dias deixei Wataru Satoshi sobre os seus cuidados na esperança de que a mente dele obtivesse informações valiosas para nós ajudar a desvendar o mistério que cerca o assassinato de Tatsunori-dono... Como cortesia pelo favor que lhe prestei e na confiança que depositei em sua lealdade para com o nosso falecido Hokage eu gostaria de saber o que você conseguiu.

Haweda não conseguiu disfarçar a supressa ao ouvir aquelas palavras. Ele olhou Zeru com atenção, talvez procurando algum traço ou detalhe que lembrasse aquele homem que o entregou Wataru, e obviamente não encontrado nada do gênero. Apesar disso, sorriu. De alguma forma, sua expressão e reação pareceram deixar claro que confiava nas palavras daquele homem que lhe indagava. Sem cerimônias, passou a relatar aquilo que o Anbu deseja ouvir.

— Confesso que estou realmente impressionado. Você tem colecionado um bom número de façanhas como espião... Mas bem. Em respeito a isso, vou lhe contar o que quer saber. Com a ajuda do clã Yamanaka, investigamos a mente de Wataru, e estava bem bagunçada. Mexeram demais com ele... Ainda assim, foi possível constatar duas coisas. A primeira: foi realmente ele quem provocou as explosões no evento do inverno, embora seja um pouco difícil saber se foi por vontade própria ou se foi conduzido a isso. E a segunda: ele guarda sentimentos amorosos pela líder do clã Uchiha. Inclusive, é a única coisa realmente certa em toda a bagunça da mente dele, o que nos leva a indagar se ela possui algum tipo de controle sobre ele, no mínimo emocional... Para ter mais informações, precisamos de uma busca mental mais árdua, o que está sendo difícil de acontecer. Por algum motivo, o clã Yamanaka tem evitado colaborar tanto quanto antes... Há rumores de algum acontecimento entre eles e os Hyuuga, mas não sei em que isso poderia influenciar...

Haweda agora cruzou os braços. Parecia ter finalizado o relato das informações sobre Wataru, mas também parecia que possuía algo mais a falar. — Mas, voltando. Você tem meu respeito, seja lá qual for seu nome... Parece até ironia... Já nos encontramos duas vezes, e ambos estamos com aparências diferentes... Confesso que isso até me excita um pouco... - disse ao final, estranhamente, levando o polegar direito até a boca e o mordendo de leve, num gesto pouco masculino.

— ... ?! - Parece que Zeru estava prestando atenção no lado errado todo o tempo, mesmo tão cauteloso foi incapaz de dedicar suas habilidades para ter certeza de quem estava se dirigindo, aquilo era totalmente inesperado. Foi necessário quase cerrar os olhos para buscar um momento de completo foco e concentração a fim de utilizar seu Ondou em máxima potencia, e o obvio se constatou rapidamente, aquela assinatura de chakra estava imitando a de Haweda com uma precisão assombrosa, sequer imaginou que mais alguém na folha fosse capaz de fazer o mesmo que ele, e isso o pegou completamente desprevenido. — Lamentável não poder aceitar esse elogio quando fui tão competentemente enganado ... - Suspirou. — Por um segundo meu orgulho foi ligeiramente amaciado, para logo depois ser quase destroçado, sinta-se elogiada em meu lugar, foi um trabalho e tanto ... Uchiha Yuurei. - Zeru estava em Xeque e sem muitas jogadas a sua disposição para evitar o fim do jogo, Yuurei tinha as peças do tabuleiro a sua disposição e já removera as peças fundamentais de seu oponente não deixando mais que um peão na capacidade de agir. — Se não fosse talvez pelo seu caráter eu diria que de longe você estaria mais apta a ser Hokage que aqueles dois ... Mas aparentemente não é isso que você quer. Foi uma manobra brilhante tirar Haweda do caminho e na ausência dele implantar duvida na parceria mais solida da Folha ... Confesso que estou impressionado.

— Ora, meu querido. É bondade sua... Não valho tanto... E não se preocupe: eu ainda serei Kage, mas não quero suceder o Sandaime... — principiou a desmascarada líder do clã Uchiha. Embora tal termo não se aplique tanto, já que ela mesma se deixou revelar. Sorrindo, numa mistura do doce e do ardiloso, que nada combinavam com a face de Haweda que ela vestia, prosseguiu. — Somos iguais. Simpatizo com você. Por isso, vou lhe dar um segundo presente... E sim, um segundo. Afinal, as informações da mente de Wataru são essas que falei, mas ainda não passei para o Conselho. Somente alguns do clã Yamanaka, você e eu sabemos disso agora. E sobre o presente, é outra informação também importante: Haweda está vivo. — ela riu, timidamente. Com uma consciência totalmente diversa, ou talvez distorcida, ela conseguia ver graça no que dizia. — Tudo isso é somente um jogo, querido. Ou melhor dizendo... O jogo sempre existiu, mas eu estava muito fora dele ultimamente, e também queria brincar. Consegue me entender? — e mais uma risada tímida. — Meu movimento até pode ter sido admirável, mas também foi ousado e perigoso, não acha? Mas é aí que estão as melhores coisas da vida! Enfim, querido, a situação agora é esta: tenho Wataru e Haweda nas mãos, e Keisei tem o clã Yamanaka sob seu controle. Entretanto, meu movimento também é minha prisão, afinal não posso deixar de agir como Haweda até que tudo se resolva. E você também não está em condições de revelar meu disfarce. Mesmo que acreditassem, é algo que está dentro da minha previsão, e saberei sair com maestria! O que pensa fazer, querida? Recuperar Wataru e Haweda, que sabem de toda a verdade? Será que é algo que consegue fazer sozinho, como aparentemente tem agido até então? Estou curiosa... Vai, me diga!

Zeru entrelaçou os dedos posicionando ambas as mãos unidas sobre o queixo de modo a demonstrar que estava pensativo. O que Yuurei revelara como presente não era muito, ambas as informações era algo que ele poderia ter suposto, a mulher só havia enaltecido o fato para reforçar ainda mais a posição de superioridade na qual se encontrava. Zeru estava em um beco sem saída e com muitas poucas opções para explorar, no entanto, aquele breve instante com a Uchiha permitiu que a conhecesse um pouco mais, o permitindo talvez explorar uma fraqueza que ela talvez reconhecesse como força. — Entendo ... - Zeru suspirou enquanto se colocava de pé e após uma breve pausa encarou Yuurei meio a um sorriso no rosto. — Me parece claro que você gosta de apostas altas e de resultados improváveis não é verdade ... Não seria justo se eu continuasse jogando esse jogo sem arriscar algo equivalente ao que você está arriscando, e menos graça teria se eu não desse a você alguma informação sobre o meu movimento seguinte ... - Zeru coçou a cabeça e deu de ombros dando seguimento. — Muito bem Uchiha Yuurei, como prova de que além de um cavalheiro um jogador melhor irei lhe dar um presente de verdade ... Meu próximo movimento será o previsível imprevisível, o esperado inesperado ... Como me sugeriu, vou resgatar Wataru Satoshi e Nara Haweda, bem debaixo do seu belo e imponente nariz. - Sorria com uma confiança no olhar provocadora o suficiente para Yuurei saber o quão serio e convicto estava.

— Isso! Isso! - disse a Uchiha, praticamente dando saltos de excitação. — Você entendeu, querido. Você realmente entendeu! — ela volta a morder o polegar direito, dessa vez com mais força, o suficiente até para fazê-lo sangrar. Limpando o sangue escorrido com a própria língua, e deliciando-se como se fosse um verdadeiro manjar, prosseguiu. — Quero ver seu movimento. Quero ver o quão bom você realmente é! E sim, para resgatá-los, você realmente terá que fazer isso debaixo do meu nariz. Acho que você é inteligente o suficiente para entender algo tão óbvio. Para saber qual é o lugar mais seguro para esconder duas peças tão preciosas do nosso jogo. - e mais uma risada, dessa vez, acompanhada de um possível adeus. De pé, Yuurei se aproxima de Zeru, quase tão próximo quanto da primeira vez em que se encontraram pessoalmente, quando ele próprio estava disfarçado como Wataru. — Eu queria me despedir apropriadamente, mas imagino que seja desconfortável para você comigo nessa aparência. Sinto, mas vai ficar sem meu beijo da sorte hoje. — E se afastando, dirigiu-se até a porta para finalmente deixar o pequeno escritório, pouco se importando em deixar Zeru ali. — Vou esperar ansiosamente por você... Aliás... como devo lhe chamar?

— Meu nome ?! - Zeru virou o pescoço na direção de Yuurei e ainda sorrindo, disse. — Talvez esse presente eu lhe dê na próxima vez que você merecer e fizer por onde, por hoje já lhe dei agrados o suficiente. - Mesmo a conhecendo pouco Zeru sabia do poder que aquela mulher tinha, ambos eram especialistas na arte da espionagem e nesse campo cada informação mesmo que irrelevante tinha seu peso, e um simples nome ou alcunha poderia representar uma vantagem significativa. Ela aceitara jogar um jogo arriscado onde suas chances eram mínimas, e estava prestes a se preparar para invadir o local que talvez fosse o segundo em toda Konoha mais difícil de sair, mas a mera possibilidade de tentar o deixava animado.
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Episódio 43 | O Espião e o Outro Lado
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