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 Episódio 22 | O Reinício do Jogo

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MensagemAssunto: Episódio 22 | O Reinício do Jogo   Seg 14 Mar 2016, 02:49


Abertura




[14:00] Ano 01 - Mês 01 - Dia 08. | Konoha. Palácio do Hokage.

Inozaki havia voltado a Konoha no dia seguinte ao funeral. Mesmo não participando da cerimônia, ficou ciente de todos os anúncios feitos pelo Conselho. Durante os demais dias de luto, ficou somente descansando ou colocando negócios pessoais em dia. A vila inteira estava morta, sem pessoas nas ruas, sem risos infantis, sem o comércio tipicamente ativo. Entretanto, apesar do silêncio, o Yamanaka podia sentir o caos instaurado, e isso, de alguma forma, o animava.

Mas o descanso não iria durar para sempre, muito menos com Konoha naquele estado. E logo na manhã do primeiro dia após o fim do luto oficial, fora convocado até o Palácio do Hokage.

E lá estava ele, frente a porta da sala de interrogatórios. Muito embora seja algo comum para os membros de seu clã, em toda sua vida, somente havia sido convocado para aquele serviço uma única vez. Mas lá estava ele, e ao abrir a porta e adentrar o pequeno quarto, deparou-se com quatro pessoas dividindo aquele espaço. Duas delas estavam sentadas lado-a-lado frente a uma mesa, ambas desacordadas. Daqueles dois ninjas, não conhecia nada muito além da mera familiarização com seus nomes e rostos: Rei e Akashi.

De pé, próximos a eles, duas figuras de fato conhecidas, que conversavam algo aparentemente sem importância no momento em que chegou. A primeira era Haweda, membro do clã Nara com qual Inozaki recusou-se a fazer equipe anos atrás. E o segundo era Senju Omeshirama, que parecia querer acompanhar aquela operação pessoalmente.

— Olá, Inozaki — disse cordialmente Haweda, tendo o Senju somente fitado o novo chegado, balançado afirmativamente a cabeça em um aceno de cumprimento.


Última edição por Fësant em Sex 10 Jun 2016, 15:56, editado 10 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 22 | O Reinício do Jogo   Seg 14 Mar 2016, 16:08

O ambiente na sala não era dos mais agradáveis. Inozaki podia sentir de perto a ansiedade dos dois ali em saber das informações, era como se o apressassem a consegui-las o quanto antes, mesmo sem moverem um dedo sequer. Toda aquela pressão, entretanto, parecia anima-lo, de uma maneira um tanto quanto incoerente, visto que não é muito comum alguém se empolgar com esse tipo de situação dessa forma. As suas habilidades eram mais que requisitadas ali, e parecia ser um dos mais indicados a faze-lo, por algum motivo. Talvez não quisessem alguém muito importante para extrair as informações, para fazer uso delas com mais liberdade, sem a interferência de terceiros. Fosse como fosse, cabia ao Jounin Especial prestar seus serviços como desejado.

A capacidade de lidar com a mente alheia, em um nível um tanto quanto invasivo e surpreendente, era algo quase que exclusivo a aquele clã: Yamanaka. Como um deles, herdou estas habilidades, tal como possuía uma aparência comum a todos eles: cabelos loiros e compridos, olhos esverdeados, e uma expressão no rosto bastante amigável. Ao aproximar-se, tratou se cumprimentar os dois ali, antes de partir para o solicitado.

— Olá, Haweda-san. É bom vê-lo novamente. Vejo que tornou-se importante, participando até de algo assim. Eu já esperava isso de você, sempre teve esse potencial, haha. — Uma expressão alegre e meiga tomou conta do rosto do Yamanaka, que parecia admirar o jovem Nara. Desviando o olhar para o líder dos Senju, tratou de dirigir a sua palavra para ele também: — Uma honra poder auxilia-lo, Omeshirama-sama. Conseguirei todas as informações possíveis, como requisitado. Ah, queria deixar também o meu total apoio a você como próximo Hokage, se inclu-... Ih, perdão, não é a hora para isso. Minhas sinceras desculpas, me perdi na empolgação de estar na sua tão nobre presença. — Desculpou-se, assumindo uma postura tímida e desconfortável, visivelmente envergonhado, enquanto carregava um sorriso que parecia tentar sair daquela situação constrangedora.

Indo para a retaguarda de Rei, colocou a mão em sua cabeça, enquanto fechava os olhos e parecia entrar em um profundo estado de concentração. Se fosse possível a algum dos demais enxergar o chakra, com certeza presenciariam este adentrar a mente do sujeito, dando início à provável extração de informações. Invadindo por total a sua privacidade, Inozaki começou a ler cada e única memória sua, até começar a focar de maneira mais precisa naquelas que lhe interessavam. Usando palavras-chave como "guerra", "konoha", e alguns nomes de figuras importantes, foi conseguindo acessar o conteúdo desejado. Aos poucos, o cérebro do Yamanaka foi se sobrecarregando com informações e memórias quase que sem fim. Todo e único detalhe, sem excessão, foi concedido a si, passando a saber tanto quanto o hospedeiro de tais memórias. Estava com a cabeça baixa, não ereta, com pescoço e ombros curvados para a frente, então não era possível para Omeshirama ou Haweda notarem sua expressão facial. Mas, por alguns instantes, o "interrogador" Yamanaka foi incapaz de disfarçar um sorriso incomum perante situação atual. Voltando ao normal, retirou a mão da cabeça do indivíduo e passou para a retaguarda de onde estava desmaiado Akashi. Repetindo o feito com ele, tratou de conseguir mais informações ainda. — "Oh, os dois compartilharam bem as informações. Elas são quase as mesmas. Embora esse aqui pareça ter vivenciado maior parte delas que o outro."

Demorou cerca de meia hora cada, mas ao final disto o Yamanaka havia terminado. As informações agora estavam consigo, de modo que cabia a si agora passa-las para Omeshirama, como instruído. E foi o que fez. Andando para longe dos dois "interrogados", foi aproximando-se do líder dos Senju, conforme retomou a sua fala. durante o trajeto:

— Os dois trabalharam juntos conseguindo informações a respeito do que tem ocorrido em Konoha ultimamente. E devo dizer, chegaram bastante longe. Serei o mais direto possível, se me permite. Caso queria algum detalhe depois, só dizer. — Inozaki respirou um pouco, afim de dar início finalmente à passagem das informações para os demais no local, e então remotou. — Akashi negociou com Toushizo. Em troca de assassinar seu irmão e trazer-lhe a espada, Toushizo lhe conceceu a sua teoria sobre o ocorrido: segundo ele,  Jouichirou e você, Omeshirama-sama, teriam feito um acordo e se desentendido depois. Jouichirou tentaria contatar um ninja estrangeiro, para um provável golpe de estado. Depois Akashi e Rei agiram por conta própria, indo para as extremidades da vila. Encontraram um shinobi estrangeiro no lado de fora, com o aparente nome de Taiga. Houve um confronto, que deu série a explosões e incêndios na floresta. Ao final, o estrangeiro fugiu e o irmão de Akashi chegou, lhe dando alguns documentos. Alguns momentos antes, em paralelo, Akashi sentiu Senju Ikari do lado de fora da vila também, a uma boa distância, com algum ninja desconhecido por perto. Provavelmente foi ele que o assassinou, e não Gumo como acusaram. Vejamos... depois Akashi foi pra casa, leu os documentos, que foram entregues ao seu irmão por Jouichirou. O conteúdo é bem amplo de ser interpretado, visto que não dava pra saber se o líder da ANBU havia antecipado a interceptação. De toda a forma, o mais importante contida nesta era: "Se esperar muito, Konoha escapará de nossas mãos. Temos que tomar a ofensiva. Avise-me quando estiver pronto". Depois... Akashi foi torturado por uma identidade desconhecida, em sua própria casa. Tive dificuldade em me aprofundar nesta memória, ela parecia ter sido ocultada por sua própria mente, numa medida de auto-defesa, suponho. Isto fez com que uma nova personalidade fosse despertada, tornando-se um aparente maníaco e meio psicopata. Logo após foi convocado pelo conselho, onde contou poucos detalhes sobre o ocorrido no confronto. Nem sabia do rumor do romance de Keisei e Yuurei até adentrar a mente deles, mas para os próprios anciãos suspeitarem, acho que pode ser verdade. Depois ele se encontrou com Higa, um companheiro dele e Rei. Começaram a planejar o que fazer, e então foram encontrar Jouichirou. Gumo mencionou um projeto... tinha relação com ele, ouvi o nome de Masayoshi também, que era o responsável. Com o desenrolar da conversa, Jouichirou confirmou que possuía um acordo com você, Omeshirama-sama, mas que se desentenderam quando você colocou espiões dentro da ANBU. Decidiram todos juntos que o plano era levar Akashi até o Conselho para provar que que Gumo não assassinou Ikari. A dúvida seria uma esperança a mais para o líder da ANBU, parece. Depois foram na direção de Haweda-san, tentando encontrar antes um Yamanaka para comprovar o testemunho. Houveram alguns confrontos sem importância, até que Toushizo apareceu e lutou contra Akashi, Rei e Gumo. Depois vocês já sabem.

Inozaki suspirou, em tom de alívio, como se tivesse finalmente concluído por completo a sua parte. Havia se desgastado um pouco ao trabalhar com duas pessoas de uma vez, praticamente, mas nada que pudesse se notar fisicamente, limitando-se ao psicológico. Ao esperar a reação de Omeshirama e Haweda, tratou de interrompe-los antes de se pronunciarem: — A desvantagem deste trabalho é que acabo carregando informações demais, algo que alguém na minha posição não deveria ter o menor acesso. Se eu tivesse interrogado shinobis de fora, não seria problema, mas como adquiri tantas informações internas de Konoha, me coloca em uma situação delicada. Imagino que eu deva passar a ajuda-lo de maneira mais próxima, Omeshirama-sama, haha, até pra eu ser vigiado de perto e não acabar deixando escapar alguma informação desnecessária nos ouvidos de quem não merece. Com uma disputa de lados também, seria um problema se algum dos outros tentasse me contatar pra me juntar a algum deles, então devo imaginar a prioridade que vá ser me manter por perto. — Inozaki, apesar de todos o enxergarem como alguém simpático e bastante amigável, possuía uma inteligência fora do comum. Obcecado por detalhes, tornou-se desde sempre capaz de notar tudo e todos. Esquematizar situações, prever resultados, antecipar comportamentos e decisões. O excesso de trabalho com a mente alheia e o excesso de informações, combinado com a sua tentativa de sempre se manter fora dos campos de batalha e focar nos livros, tornou-o em alguém digno de atenção no quesito intelectual. — Eu não quero trazer problemas para o senhor, então farei tudo ao meu alcance. Pode contar comigo para o que for, mas eu posso ajuda-lo mais do que com interrogatórios, se me permite. — Finalizou sorrindo, de maneira tímida.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 22 | O Reinício do Jogo   Dom 20 Mar 2016, 15:35

Os dois ninjas que acompanhavam o interrogatório (que na realidade era mais uma busca mental compulsória) permaneceram calados e atentos. Haweda, que estava na função de condutor, havia sentado à mesa logo que Inozaki começou seu relato, e passou a anotar em um pergaminho tudo o que lhe era dito. O Nara fazia isso com grande facilidade, denotando que aparentemente estava acostumado com aquele tipo de trabalho.

Quando o Yamanaka pela primeira vez se ofereceu de bom grado para ajudar Omeshirama, Haweda nada disse, limitando-se na hora a se preparar para registrar as informações. O Senju, diferentemente, mostrou uma face surpresa, porém nada disse até o final do procedimento. E quando este findou, sendo também concluindo por uma nova fala prestativa de Inozaki, Omeshirama finalmente falou.

— Fico muito feliz em saber que ainda há ninjas inteligentes e que veem em mim o futuro de Konoha. Pra começar, fico grato por ter ajudado nesse interrogatório, e sou mais grato ainda por oferecer mais de sua ajuda. Tem tempo? Importa-se de me acompanhar até minha sala? Se pretende mesmo me ajudar, nós temos muito o que conversar antes disso. — e voltando-se para o Nara, prosseguiu — Haweda, como já terminamos aqui, estarei de saída. Depois irei pessoalmente tratar com o Conselho sobre o que eles pretendem fazer com essas informações. Até mais. — finalizou, abrindo e saindo pela porta, esperando um segundo para Inozaki segui-lo.

(...)

Com poucos minutos de caminhada pelos corredores e escadas, Inozaki chega à sala de Omeshirama, acompanhando o mesmo. Após entrarem, o Senju fecha a porta e se dirige até sua mesa. Sentando-se, faz sinal para que o Yamanaka faça o mesmo. Sem delongas, principiou a conversa.

— Repito que fiquei muito feliz por ter se oferecido para me ajudar, Inozaki. Antes de conversamos sobre como você poderia prestar essa ajuda, vou lhe resumir a situação atual. Jouichirou é um nukenin, então a Anbu deve acabar cuidando de persegui-lo de alguma forma. E conhecendo Masayohi, ele com certeza vai ter muito prazer em fazer isso agora que deve assumir o posto de líder. O Conselho vai escolher o novo Hokage em três semanas, e é nesse tempo curto que devemos articular as coisas. É um jogo por poder, por mais que alguém tente mascarar... E com a morte do Sandaime-sama, sinto-me na obrigação de assumir seu legado e conduzir Konoha. Por lógica, Keisei tem o mesmo objetivo, e creio que ele vai tentar me prejudicar de alguma forma, me tirar da disputa. Então o ponto chave é justamente descobrir o que ele tem em mente e me antecipar ou impedi-lo. Sei que você somente acabou de ter acesso àquelas informações, mas é um sujeito notadamente inteligente. O que pensa a respeito?


Última edição por Fësant em Ter 22 Mar 2016, 12:23, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 22 | O Reinício do Jogo   Dom 20 Mar 2016, 23:54

O Yamanaka prestou atenção a cada e única palavra dita por Omeshirama, concordando com tudo dito. A expressão em seu rosto demonstrava certa simpatia com os seus objetivos, revelando uma evidente vontade de auxilia-lo ao máximo. Ao final do que que foi proferido, o Jounin Especial sequer hesitou em falar. Em uma questão de tempo mínima, pareceu ter sido capaz de processar todas as informações recentes, tal como a posição do líder dos Senju em relação a isso, e então pronunciar-se a respeito.

— Infelizmente aqueles dois não possuíam tanto acesso a informações a respeito de Keisei, e por esse motivo não tenho muito como prever algo que ele faça. Porém, se formos considerar o que ocorreu até agora, existem alguns pontos que devemos considerar. O primeiro é que, considerando as suas ações contra Jouichirou, um pouco impulsivas aos olhos de alguns, tornam muito arriscado fazer qualquer coisa que possa prejudicar a sua imagem. Ao contrário de Keisei, se surgir alguma acusação a seu respeito, pode ser a diferença entre ser escolhido ou não. Somente a dúvida será fatal para a sua nomeação como próximo Hokage. Neste caso, sugiro que façamos uso de extrema cautela, mais ainda do que você estava usando antes, e evitar que qualquer passo que dermos possa ser ligado ao seu nome. Ou seja, se formos vigiar Keisei, que o façamos da maneira mais indireta possível, através de seus aliados por exemplo, ou até alguns subordinados seus bem específicos. Esse tal de Toushizo, inclusive, pareceu ser bem forte, mas extremamente imprudente, que nos leva ao segundo ponto. Eu acho que se formularmos algum plano em cima dele, podemos conseguir algum deslize, algo que nos auxilie.

Inozaki parou para uma breve pausa, respirando e recuperando o fôlego, logo voltando à sua expressão amigável, porém bem confiável. — Mas isso são só ideias jogadas ao alto, é bem difícil fazer algo com esses olhos dos Hyuuga vigiando. Pra não falar do rumores da aliança deles com os Uchihas. Se ao menos fosse possível enganar a habilidade ocular deles... — Eis que o Yamanaka esboçou uma feição de surpresa, como se tivesse lembrado de algo extremamente importante. — Omeshirama-sama, poderia me dizer como conseguiu acesso a aquela informação sobre o contato de Jouichirou com um ninja do exterior? É bem possível que ela tenha sido dada, de maneira falsa, por Keisei, de maneira a forçar algum conflito entre você e Jouichirou. É só uma possibilidade, de qualquer forma. — Ao final de suas palavras, Inozaki voltou a sorrir de maneira tímida e visivelmente ansioso com a resposta do Senju.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 22 | O Reinício do Jogo   Ter 22 Mar 2016, 16:10

Omeshirama ouviu as opiniões de Inozaki com total atenção, parecendo gravar em sua mente cada afirmação e cada indagação do mesmo. Assim que lhe foi dada a palavra, tratou de também se expressar.

— Entendo... seu ponto de vista é realmente coerente. Mas antes de comentar a respeito, eu próprio lhe devo algumas explicações. Afinal, se é para você ser meu aliado, a confiança deve estar em primeiro lugar.

O Senju recostou-se em sua cadeira. Ao que aparentava, agora se seguiriam as justificativas do mesmo com relação a tudo que foi descoberto pelo Yamanaka durante seu interrogatório.

— Eu de fato tinha um acordo com Jouichirou... ou quase isso. Em verdade, estava certo que o mesmo iria me indicar como próximo Hokage junto ao Sandaime. Estava certo que eu teria esse apoio dele. Mas o tempo foi passando e nada disso se concretizou. Pior: Jouichirou se afastou de mim. Como fiquei desconfiado, infiltrei pessoas minhas na Anbu... ou melhor dizendo, trouxe algumas pessoas da Anbu para o meu lado. Pedi que as mesmas me informassem sobre o que ocorria lá, e foi aí que descobri sobre o envolvimento de Jouichirou com a Vila Oculta da Pedra. Mas... sobre a pessoa que especificamente me disse sobre o encontrou com o informante, e que resultou na morte de meu irmão... nunca mais a vi. Desapareceu por completo. Seu nome é Asami Kenshiro.

O líder calou-se um instante, como quem termina de vasculhar a memória em busca de alguma coisa. Sem mais demoras, prosseguiu.

— Voltando ao assunto: sobre nossos planos. Sendo sincero, eu já cogitava pedir sua ajuda. Como você foi chamado para operar o interrogatório, ia tentar convencê-lo a interceder por mim perante o Conselho. Mas como você já declarou seu apoio a mim de forma expressa na frente de Haweda, isso não será mais possível. Haweda não vai interferir mais que isso, mas não deve deixa-lo atuar em qualquer outra parte da investigação a partir de agora. Contudo, ainda há algo que você possa fazer. Ganhe a amizade de algum Hyuuga e por meio dele passe a frequentar o bairro do clã, e talvez até participar de alguma operação que eles façam. Estando lá, você servirá como informante, tentando descobrir se Keisei planeja algo. Se der, tentar descobrir se ele teve algo a ver com Asami Kenshiro. Keisei deve conhecer todos os meus subordinados, assim como eu conheço os dele, então não adiantaria eu passar essa missão para alguém de minha confiança. Precisa ser alguém novo. Se você aceitar, a partir de hoje nós não nos encontraremos mais pessoalmente, e eu tratarei de me comunicar com você de forma discreta para colher os detalhes de sua infiltração. O que me diz?

Omeshirama parecia ter concluindo o raciocínio, mas então voltou a falar, interrompendo o início da resposta de Inozaki.

— Ah, quanto a Toushizo, recomendo que não se aproxime dele. Ele parece imprudente, mas não dá um passo em falso sequer. Tudo o que ele faz é calculado, por mais que não pareça. Então, tenha cuidado.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 22 | O Reinício do Jogo   Ter 22 Mar 2016, 17:01

O Yamanaka não tirou o seu olhar de Omeshirama por um único segundo enquanto este se pronunciava, de tamanha que era a atenção que concedia a ele. Ao final de seu discurso, já não conseguia esconder a sua vergonha por ter revelado o seu lado na frente de Haweda, provavelmente tendo frustrado parte dos planos do líder dos Senju.

— Perdão, Omeshirama-sama, de verdade. Foi um erro ter sido tão aberto daquela forma, hahahaha, me desculpe, eu realmente não consegui me conter. — Inozaki logo retomou a postura, forçando um pouco a seriedade, de modo que deu continuidade às suas palavras. — Claro que aceitarei, Omeshirama-sama. Me aproximarei de alguém dentro do clã Hyuuga e tentarei ao máximo me incluir. Eu gostaria, inclusive, de requisitar algo mais ambicioso ainda, se me permite. — Eis que realizou uma breve pausa, como se o que estivesse prestes a dizer fosse incrivelmente importante ou delicado. — Quero ir além disso. Assim que eu conseguir ficar íntimo de um membro do clã Hyuuga, pretendo ficar tão incluso a ponto de trabalhar com ele para Keisei, talvez até de maneira mais profunda, como se ele acreditasse ter um subordinado oculto tal como você tem agora. Minhas estimativas são mais adiantes ainda. Existe a possibilidade de em um futuro não tão distante, eu sugerir a ele espionar você, para então dar informações falsas. Agir como um agente duplo, mas só apoiando um dos lados: o seu, é claro. — Mais uma pausa foi dada, desta vez pela intensidade do assunto que estava tratando. Aos poucos, parecia que o Yamanaka estava ficando desconfortável novamente, por algum motivo desconhecido ainda, mas que estava prestes a ser revelado pelo mesmo. — Peço perdão por sugerir atos tão desonrosos e ir tão longe assim, passando até do imoral aos olhos de alguns. É que eu não suportaria ver Keisei escolhido, então imploro que façamos uso de todas a medidas possíveis, sem excessão. Somente por estas três semanas, devemos fazer tudo ao nosso alcance.

Enquanto esboçava um sorriso tímido em seu rosto, Inozaki já se preparava para prosseguir. — Nós podemos nos comunicar telepaticamente, desde que combinemos algum horário em específico para tal, de modo que eu consiga encontra-lo. Mas isso podemos tratar depois, por hora quero acertar alguns detalhes sobre a minha infiltração. — Colocando a mão em seu queixo, junto com a sua expressão pensativa, deixou evidente que ainda estava decidindo ao certo o que queria dizer ou não, mas pelos vistos isso não foi suficiente para faze-lo esperar pra falar. — Tenho noção de que a prioridade agora é saber mais sobre Asami Kenshiro, então farei isso o quanto antes. Ficarei longe de Toushizo também, se assim o deseja. Agora sobre a minha futura amizade no clã Hyuuga, eu gostaria de solicitar algumas coisas, de modo a facilitar alguns de meus planos... Mas nada muito difícil, acredito, hahaha.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 22 | O Reinício do Jogo   Qui 24 Mar 2016, 20:04

[19:10] Ano 01 - Mês 01 - Dia 08. | Konoha. Bairro Central.

Inozaki se dirigiu até o bar-restaurante mais movimentado de Konoha. Já tinha estado lá algumas poucas vezes, e tudo parecia estar do mesmo jeito. Espaço de tamanho mediano, com 10 mesas para quatro pessoas espalhadas pelo salão, e mais outras 10 para duas pessoas, enfileiradas juntos a uma parede. Iluminação de lamparinas tradicionais, decoração e móveis rústicos. De anormal, somente a quantidade de pessoas. Geralmente, o lugar ficava completamente cheio, mas naquela noite ainda restavam algumas mesas disponíveis, simbolizando que Konoha ainda não havia voltando totalmente à sua rotina.

O Yamanaka entrou de logo observou todos ao redor, vendo um bom punhado de rostos conhecidos (mas somente conhecidos, e nada mais). Dentre as pessoas, reparou em um Hyuuga sentado sozinho em uma das mesas enfileiradas, ligeiramente cabisbaixo com um copo de saquê à sua frente. Os olhos brancos característicos do clã como sempre facilitam seu reconhecimento. Estando no lugar desejado e com o alvo identificado, sua missão havia começado.
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MensagemAssunto: Re: Episódio 22 | O Reinício do Jogo   Qui 24 Mar 2016, 20:37

O Yamanaka sequer hesitou. No exato momento em que avistou o Hyuuga, partiu na direção do mesmo. Fez questão de que a sua presença pudesse ser notada por ele - e somente ele - antes que finalmente se sentasse ao seu lado, de forma que não se tornasse tão surpresa a sua chegada.

— Saquê pra mim, por favor! — Pediu a algum garçom do local. Ainda não havia cruzado o seu olhar com o indivíduo com quem estava sentado, mas isso logo mudou assim que recebeu um copo servido da bebida requisitada na mesa. Segurando-o, bebeu tudo até o final e logo pediu outro. E enquanto o segundo pedido estava sendo pego pelo garçom, tratou de finalmente iniciar o diálogo com o tão estimado alvo. — Perdoe o meu abuso de intimidade, eu só queria relaxar um pouco ao lado de alguém que está do "lado certo". Meu nome é Inozaki, prazer. — Finalizou, sorrindo de maneira alegre e pegando a segunda bebida de saquê e deliciando-se com ela. Era como se tivesse esquecido a presença do Hyuuga, de maneira a da-lo algum espaço e não se sentir incomodado com a sua presença.

De início, o Hyuuga estava meio perdido nos pensamentos e sequer tinha notado que outra pessoa havia se juntado a ele até ouvir sua voz. Meio no susto, levantou a cabeça, finalmente fitando o rosto de Inozaki. O Yamanaka de imediato percebeu que seu interlocutor já parecia embriagado, devendo estar ali há algum tempo, ou então há pouco tempo, mas exagerado nas doses. Demorou uns instantes, mas no fim respondeu ao cumprimento.

— Hum... Tooru... prazer... Lado certo? Hum... Eu sinceramente nem sei quem está errado na história... mas confio em Keisei-sama... — balbuciou, terminando de falar justo quando o garçom trazia a segunda dose para Inozaki.

— Somos dois, meu caro. Acho um absurdo ainda sequer terem que decidir entre Keisei-sama e Omeshirama. Sério que mesmo depois de ele deixar escapar Jouichirou, agir sem pensar pela morte do irmão e tudo mais, ainda cogitam mesmo ele como Hokage? Keisei-sama não fez nada de errado, devia receber mais crédito. — Terminou Inozaki, olhando para os lados, irritado e bebendo sem parar aquele copo de saquê.

— Exato! Exato... Ino... Ino... Qual é mesmo seu nome? — indagou-se, parando para beber de uma só vez a dose de saquê que restou do copo, gesticulando logo em seguida para o garçom trazer uma garrafa inteira. — Inozaki! Isso, Inozaki! É justamente o que penso, Inozaki-san. Omeshirama é forte, claro que é, mas não é só de força que se faz um Hokage. Não mesmo!

A conversa seguiu nesse mesmo molde. Inozaki exaltava Keisei das mais variadas formas, tecendo elogios com palavras que mal lembrava que existiam. Seu novo “amigo” concordava alegremente com cada qualidade dita, continuando a beber como se já não estivesse alcoolizado o suficiente. Mas eis que o Yamanaka pareceu ouvir os tons de vozes das demais conversas do bar aumentarem, quase sufocando o som ambiente. Numa mesa, razoavelmente próxima, para quatro pessoas, mas que se encontravam cinco, o jounin conseguiu captar o teor da conversa.

— Sim! É tudo culpa dos malditos Hyuugas! Qual a lógica disso?! Eles possuem olhos que podem enxergar qualquer coisa em qualquer lugar de Konoha, e não viram nada daquele atentado! Impossível! Keisei estava ao lado do Sandaime, e não viu nada? Aí tem coisa! Eu, se tivesse um Hyuuga aqui em minha frente agora, iria soca-lo até me contar a verdade!

Inozaki reconheceu o discurso de ódio forçado vindo de um dos integrantes daquela mesa. Parecia o favor pedido a Omeshirama estava sendo cumprido.

Inozaki levantou-se e exclamou, quase no mesmo instante em que ouviu as vozes daquele grupo. — Olhem como falam de Keisei-sama. Eu e o meu amigo aqui não deixaremos barato, não é Tooru-san?! — Por fim Inozaki pôs-se a encarar aquele grupo, bastante revoltado.

— Sim! Não há ninguém que faça mais por Konoha do que Keisei-sama! Você não tem o direito de falar esse monte de merda! Torça sua língua antes de falar tanta asneira! — disse Tooru, também se levantando.

— Que?! Tá achando ruim, Hyuuga?! Venha me calar! — retrucou um outro integrante da mesa, colocando-se de pé, visivelmente atiçado pelo discurso do outro.

— Senhores, por favor, não briguem a... — era o que dizia o garçom, que se aproximava rapidamente para apaziguar a animosidade. Mas era tarde. Foi interrompido com a insurgência do ninja que se levantou, que de imediato avançou contra Tooru sem esperar qualquer resposta do mesmo e pegando-o desprevenido como um soco em seu rosto. Os outros ninjas da mesa se levantaram, mas não para brigar. Talvez não achassem que seria justo um grupo inteiro cair sobre uma única pessoa. Porém iniciaram uma fervorosa torcida, berrando alguma coisa estranha que aparentava ser o nome do agressor. Tooru se recompôs do soco e tentou assumir uma posição de luta, mas estava tão bêbado que mal conseguia se manter de pé ou mesmo usar o Byakugan.

— Ei, você não está realmente achando que vai bater no meu amigo assim, né?! — Gritou Inozaki, indo para a frente de Tooru. Também se encontrava um pouco tonto e desequilibrado, talvez pela bebida ou por puro fingimento. — Só um vai vir pra cima da gente? Pois podem vir os cinco de uma vez, porra! Vai ser moleza acabar com vocês!

O grupo não fez cerimônia pra resistir à provocação de Inozaki e três partiram pra cima do mesmo. O quinto integrante ficou sentado por uns instantes, mas o Yamanaka logo reparou em seu desaparecimento da cena. Sua missão estava completa, afinal. O primeiro tentou um soco, mas foi esquivado. O segundo aproveitou o fim do movimento da esquiva para acertar um pontapé na altura da cintura de Inozaki, forçando-o contra a parede e derrubando uma cadeira no processo. O terceiro também tentou um soco, mas seu alvo se abaixou de forma ágil. Enquanto isso, Tooru tentava inutilmente lutar contra seu oponente, já tendo recebido pelo menos dois socos na face.

— Nossa, que fracos! Você está sentindo algo nesses ataques deles, Tooru? Pois é, dão nem pro gasto! Tinham que ser opositores de Keisei-sama! Nem vou me dar ao trabalho de revidar, que lixos! Hahahaha! — Ao final do discurso, ficou olhando para os oponentes, conforme ria sem parar, tentando mostrar superioridade. Como se não bastasse, ainda fez um gesto provocativo com a mão, chamando-os para uma segunda tentativa. — Eu parado e só um de vocês conseguiu me acertar? E na sorte ainda? Hahaha, lamentável!

A raiva do grupo aumentou facilmente com a provocação de Inozaki e os três ninjas prosseguiram com ofensiva. Um tentou um soco — esquivado. O segundo também, e o golpe teve o mesmo destino. O terceiro, que parecia ser o mais destro, conseguiu conectar um soco no queixo do Yamanaka, mas não forte o suficiente para sequer desequilibrá-lo. Após sentir o pouco peso do golpe, o jounin olhou para o lado e viu Tooru ser acertado no rosto com dois socos, um direto e depois um ganho de direita, que o fez levitar uns centímetros do chão e cair sentado, desacordado

Ao assistir o seu recém-amigo cair ao chão, Inozaki pareceu confuso sobre o que fazer. Olhando para a quantidade de oponentes, imaginava o que poderia ser feito agora que a missão havia sido quase concluída. Eis então que ergueu a mão em sinal de desistência, mudando totalmente a sua postura comparado a antes. — Perdão, bebi e fui longe demais em minhas palavras. Não voltaremos aqui e nem os incomodaremos novamente, só me deixem levar o meu amigo pra casa antes que aconteça algo pior com ele. Algo mais longe que isso não seria bom nem pra nós quanto pra vocês, estando a vila no estado em que está. Só estamos abalados com o incidente com Hokage-sama, lidamos da forma errada com o luto... Perdão!

Os ninjas observaram a cena sem entender absolutamente nada. Entreolharam-se confusos, sem saber ao certo o que fazer.  Até que aquele que nocauteou Tooru resolveu falar.

— Argh! Esqueçam esse fraco que só sabe fugir. Já dei uma surra no Hyuuga por nós todos. E se a coisa avançar mais que isso é capaz de darmos prejuízos pro Tio, dono do bar. Vamos embora... vamos, vamos... — Os três ninjas restantes se entreolharam mais vez, e quando viram um dos seus já saindo, dirigindo-se à porta do bar, decidiram fazer o mesmo, olhando para trás no caminho para encarar Inozaki.

Ao assistir a sua tentativa de expulsar os oponentes dali dar certo, Inozaki aproximou-se do garçom que havia os atendido, passando a comunicar-se com o mesmo. — Ei, Tio, sinto muito pela confusão. Eu realmente não queria trazer problema pra vocês, bebi um pouco e acabei falando demais, não esperava que eles fossem realmente vir pra cima da gente. Eu nem revidei, pra você ver as minhas intenções. Peço perdão pelo meu amigo também, ele não fez por mal. — Olhando para os lados e forçando um sorriso, de maneira visivelmente tímida, Inozaki preparou-se para dar continuidade. — Se não for pedir muito, tem alguma sala ou quarto onde eu possa manter o meu amigo por meia hora? Só pra cuidar dos machucados recentes dele e ver se ele acorda. Não queria levar ele para a vila Hyuuga desacordado, poderia gerar muitos problemas.

O garçom ouviu aquelas palavras com apreensão. No fim, suspirou. De certa forma, parecia estar aliviado que a situação não havia progredido para algo pior.

— Sim... como no fim você conseguiu acabar com a briga sem maiores problemas, vou te ajudar. Mas você vai ter que pagar a conta desses caras que saíram. Eles se levantaram e não deixaram um único centavo! — reclamou ele, tentando não alterar a voz, embora visivelmente chateado. Apontando com a mão para uma porta aos fundos do sala, prosseguiu — Ali fica a dispensa. Leve-o para lá... Vá depressa. Embora tudo tenha acabado, sua presença aqui ainda chama atenção dos demais clientes.

— Muito obrigado, Tio, de verdade! — Eis então que Inozaki carregou o corpo de seu amigo até a dispensa. Lá, certificou-se de que estaria livre de quaisquer incômodos. Ao ver que finalmente estava livre pra cuidar de seu recém-amigo, largou o ao chão, como se não estivesse mais tão preocupado com o mesmo. Agachando-se lentamente, pôs a mão sob a sua testa, conforme fechava os olhos e passava concentrar-se. Tudo o que havia feito no bar-restaurante até ali tinha como único objetivo o momento em questão. As bebidas, a conversa, a briga. Tudo perfeitamente planejado e calculado, sendo capaz de lidar com um problema ou dois. A amizade com o Hyuuga fazia, de fato, parte dos planos de Omeshirama, sendo esta a ordem recebida. Conhece-lo e tentar faze-lo falar sobre os seus segredos, sobre Asami Kenshiro, estava tudo contido no objetivo momentâneo do líder dos Senju. Mas Inozaki parecia um pouco mais ambicioso. Embora ele fosse realmente bom em habilidades sociais, o seu forte mesmo era lidar com a mente das pessoas, de forma profunda. Não havia motivo para pergunta-lo algo, se o dom de sua linhagem o permitia perguntar diretamente para a sua mente. — Vejamos que segredos você tem, Tooru-san.


Encerramento



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Episódio 22 | O Reinício do Jogo
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