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 Episódio 21 | Adeus, Sandaime

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Fësant
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MensagemAssunto: Episódio 21 | Adeus, Sandaime   Qui 10 Mar 2016, 02:11


Abertura




Aquela foi a noite mais triste e conturbada pela qual Konoha havia passado em anos. Os sinais de luta estavam em todo o lugar. Casas parcialmente destruídas. Destroços nas ruas, ainda cobertas de lama, com a chuva tendo reiniciado desde o alvorecer. O sol nasceu escondido pelas nuvens densas, que não deixaram o céu da vila durante a madrugada. Não houve mortes, mas o sangue fora derramado e seu cheiro ainda impregnava o ar, não tendo a precipitação conseguido varrê-lo.

Quando os civis foram autorizados a voltar para suas casas não se depararam com a perda de algo tão superficial quanto um bem terreno. O vazio que encontraram não seria preenchido com qualquer outra coisa. O choro e a melancolia não cessariam por muito tempo, e até o céu carregado parecia comungar desse sentimento.

Sarutobi Tatsunori, o Terceiro Hokage, havia falecido, e isso não poderia ser mudado. A notícia que inaugurou o dia caiu como um imensurável peso sobre todos. E todos tomaram o café da manhã mais amargo que já sentiram... ou não tomaram. Para alguns, não havia estômago para digerir a notícia ou o alimento.

Trilha Sonora

E no final da manhã, estavam todos lá, de preto e de luto. O cemitério da Vila Oculta da Folha não cabia mais de gente, pois cada cidadão queria prestar sua última homenagem ao grande herói que partiu. No quiosque construído para os velórios, que ficava na parte final do cemitério, foi arrumado um altar tradicional, com a foto do Sandaime, tochas, flores e incensos. Um a um, ou em duplas e trios, o povo de Konoha ia se aproximando do lugar, reverenciando a imagem, presenteando-a com mais flores e lágrimas sinceras. De toda a vila, somente os ninjas presos na revolta da noite anterior não se encontravam ali.


Última edição por Fësant em Sab 14 Maio 2016, 18:53, editado 3 vez(es)
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Sanada Genji
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MensagemAssunto: Re: Episódio 21 | Adeus, Sandaime   Qui 10 Mar 2016, 20:28


... Genji acordou no Hospital, enfaixado pelos graves ferimentos de dois dias de combate... (U_O)... Lentamente ele se levanta e caminha até suas coisas, encarando sua roupa ainda molhada e sua bolsa shinobi... Ele bate a mão sobre a mesa, lembrando das cenas finais... Aqueles ANBUs... Ken... Fukka... Eu...

... Estranhamente algo estava diferente, era um dia frio, incomum, silencioso... Ele caminha para voltar a sua cama e ao passar pela janela, percebe claramente alguém que ele conhecia bem, principalmente por que usava muletas...

- Pai? Mãe? Mas... O que? - ...

... Sua expressão ganha certo semblante de surpresa e em silencio, vendo seus pais adentrando o Hospital, vestidos de preto, ele entende tudo... Para seus pais, os últimos Sanadas, estarem envolvidos, isso só podia significar uma coisa... Ele gira o corpo, apoiando as costas contra a parede e então, descendo, até ficar sentado, com as mãos em sua cabeça, segurando o desespero...

- Nã... Não... Não pode... Ainda não... Eu prometi que te salvaria... Eu... Eu... Prometi...- ...

... Ele fica ali até seus pais chegarem e o ajudarem a se levantar, com abraços eles tentam faze-lo se recuperar... (T_T)...

... Instantes mais tarde...

... A pequena família seguia o caminho solitário e silencioso até o devido local, ao chegarem, ele vai até a área reservada para os shinobis da Vila e lá ele encontra Ruzamu, ao qual ele se aproxima, bem escoriado e fica parado, um tempo... De longe, ele pode ver mais uma pessoa próxima bem abalada, mas que mantinha a postura... Era sua Mestra, Kazama, um dos seletos pupilos diretos do Sandaime, que estava apenas de olhos fechados e em total silêncio... Genji quis ir até lá, mas Ruzamu o segurou sutilmente, apenas balançando a cabeça...

- Todos estão aqui...-

... Ao se aproximar, do altar, ele encara a foto por alguns instantes... Sem chorar... Ele move sua mão, deixando uma flor branca que sua mãe, Shinoa, havia lhe conseguido...

LEMBRANÇAS: ... Genji treinando com sua Mestra Kazama, enquanto dois ANBUs e Sandaime conversavam... Outra vez no Festival de Ramen, quando Kazama Sensei tentou fazer um Ramen Especial do Fogo e acabou errando muito na pimenta, fazendo todos ficarem vermelhos e soltarem fogo pela boca... Lembrou também de quando ouviu da boca do Sandaime que os Sanadas eram importantes para a Vila, pois mostravam que qualquer um era importante...

... Genji, reverencia mais uma vez o altar e a imagem do supremo Sandaime, que deixava ali um ótimo exemplo... Em sua mão estava sua câmera, mas dessa vez ele não queria gravar nada... Não havia razão... Em silencio, ele se une as fileiras novamente, aguardando o fim da cerimonia...



Última edição por Sanada Genji em Sab 12 Mar 2016, 11:39, editado 1 vez(es)
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Sarutobi Hakuro
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MensagemAssunto: Re: Episódio 21 | Adeus, Sandaime   Sex 11 Mar 2016, 23:38

Em uma sala escura, longe de todo o alvoroço, um rapaz de pouca idade sentava-se de costas para um espelho largo. Nu da cintura para cima, seu estômago apresentava símbolos negros em espiral que codificavam um fuuinjutsu complexo e antigo - seus cabelos, azulados, tornavam-se escuros diante das sombras que envolviam sua figura, não dando saturação a nada senão seus olhos alaranjados e brilhantes que se fecharam em sincronia com o puxar das mangas de seu kimono, o encobrindo: — É hora. Arrastarei seu assassino para a forca e trarei meu pai de volta, eu prometo.




Uma comitiva surgiu de súbito em meio a multidão presente para o funeral. Trajados de negro, cerca de dez membros do clã Sarutobi aproximavam-se em duas filas de cinco - conforme passavam, abriam alas, e o grupo aproximava-se em marcha vagarosa até o altar onde estava o líder falecido. Encabeçando as filas vinham os membros de maior proximidade sanguínea com Tatsunori, e logo na retaguarda da linha esquerda estava o Jinchuuriki de Konoha - Sarutobi Hakuro. Seus olhos eram firmes e sérios, dotados de objetivo; suas mãos, que portavam cuidadosamente um incenso e uma flor equilibrados numa pequena bandeja de vidro branco, não vacilavam mesmo em meio a um turbilhão de emoções. Em pares, os membros da comitiva prestaram seu respeito ao Hokage e se posicionaram formalmente na lateral do altar, formando um corredor humano para os que ali fossem se despedir.
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Zeru
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MensagemAssunto: Re: Episódio 21 | Adeus, Sandaime   Sab 12 Mar 2016, 15:45

Aquele era o ponto mais alta da Vila Oculta da Folha, um local isolado mas ao alcance dos olhos de todos, mas tão alto que apenas os olhos mais apurados poderiam vê-lo ali. Sentia a brisa que açoitava seu rosto com um frio lancinante, talvez não fosse por causa da temperatura, mas sim pelo sentimento de vazio e perda que abatia a grande maioria dos cidadãos de Konoha. Zeru estava com o corpo voltado na direção do local onde o sepultamento se localizava, como se estivesse acompanhando de longe cada movimentação, quando na verdade se mostrava apenas pensativo. No alto da montanha com a imagem esculpida dos antigos Kages, Zeru se estabelecia reflexivo quanto a todos os eventos que culminaram naquele momento, contrariando a maioria estava vestido com suas indumentarias habituais, se entregar ao luto e se encaixar em convenções era algo que ele já não mais apreciava a alguns anos, enquanto toda a vila respeitava o luto sua mente estava trabalhando para dar fim a uma das tramas mais obscuras que uma vila já passou.

Ele reuniu informações, criou hipóteses, juntou esperanças para que o pior fosse evitado, mas aquele encerramento fez com que ele quase se desiludisse completamente, Sarutobi Tatsunori estava morto, talvez chegar ao fundo da questão não mais importasse ... Não.

Importava por uma questão de honra, Zeru tinha uma divida com o terceiro, um dos poucos homens que ele respeitava, e ele devia isso aquela figura, e nada melhor para honrar sua existência que encontrando seu assassino e zelando pela proteção do legado que havia sido deixado. Zeru levou a mão direita ao bolso sacando o que parecia ser um tubo de ensaio com um conteúdo carmesim, a ultima prova material que havia recolhido para chegar até o culpado.

Mesmo com a morte de Tatsunori, a vila ainda estava dividida, mas agora tal divisão se encontrava em duas partes: Omeshirama e Kensei. Agora com Jouichirou exilado a disputa iria remanescer nas mãos dos dois potenciais suspeitos responsáveis por todo o caos , e a mera possibilidade disso lhe causava náuseas. Zeru igualmente deveria considerar um novo fator que entraria na equação após a partida de Jouichirou, agora com a Anbu sem um líder a altura a Raiz tinha a oportunidade perfeita para ganhar ainda mais terreno e assumir um papel que cobiçava a muitos anos, e para Zeru isso significava algo ... Mais trabalho.

O tubo de ensaio voltou a ser guardado enquanto Zeru aproveitava mais alguns minutos daquela quietude, até que finalmente chegara a hora de partir e seguir com sua vida dupla, pensando o que seria de sua identidade agora que Tatsunori não mais estava ali para apoia-lo.
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Fësant
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MensagemAssunto: Re: Episódio 21 | Adeus, Sandaime   Dom 13 Mar 2016, 02:15

Algumas horas após o início da cerimônia, depois de grande parte dos cidadãos da vila prestarem suas homenagens, eis que surgem as figuras mais importantes de Konoha para também se despedirem do Sandaime. Chion, Fusashi e Manami, os três anciãos do Conselho. Atrás deles, os dois possíveis sucessores ao título de Hokage: Senju Omeshirama e Hyuuga Keisei.

Um a um, aproximaram-se do altar e fizeram suas homenagens, aglutinando-se ainda próximo do lugar, como se fossem esperar para partirem juntos. Quando Keisei, o último a reverenciar a imagem de Tatsunori, completou sua despedida, os cinco se reuniram frente ao altar, voltados para as demais pessoas. A velha Manami estava ao centro, com Chion e Fusashi nos lados direito e esquerdo, respectivamente. Completando o grupo, Omeshirama e Keisei também ficaram cada um em um lado, porém mais recuados, deixando os anciãos tomarem o centro das atenções.

— Povo de Konoha — iniciou a velha kunoichi, com a voz mais rouca e sofrida do que o de costume. Não havia qualquer som ali que pudesse atrapalhar seu eminente discurso, mas esperou uns instantes para que todos os presentes pudessem fita-la — Nenhum de nós três do Conselho imaginou um dia como esse. Por já termos idade mais que avançada, sonhávamos ter um funeral honroso, presidido por Tatsunori, que haveria de velar nossos corpos. Mas o destino... pelas mãos de alguém inescrupuloso... nos pregou essa peça. Tatsunori foi um grande Hokage, e dizer isso é até redundante. Todos aqui sabem do quão grande ele era, e tanto sabem que aqui estão para se despedir. Poderia passar horas citando cada qualidade ou feito do Sandaime, mas não é aquilo que nós queremos ouvir. O que nós queríamos ouvir é a voz eloquente e calorosa dele, e isso nunca mais será possível...

A anciã pausou uns instantes. Os que estavam mais próximos conseguiriam enxergar as gotas de lágrimas que tentavam lhe escapar dos olhos e o esforço que a mesma fazia para manter-se firme. Quando se sentiu recomposta, prosseguiu.

— Mas há uma coisa que nós queremos ouvir, e direi agora: o assassinato de Tatsunori não ficará impune! Trabalharemos noite e dia para colher e analisar provas, e julgar o culpado. O culpado será punido, ainda que seja um herói de guerra!

A senhora faz uma segunda pausa, dessa vez para recuperar-se da revolta que aparentava tomar sua alma ao dizer aquelas palavras.

— Aproveito a oportunidade para informar outras decisões do Conselho. Está instituído luto oficial de sete dias, e um luto simbólico de um mês... muito embora saibamos que nenhum tempo será suficiente para nos aceitarmos a morte do Sandaime... Durante esse tempo, o Conselho assumirá as principais responsabilidades da vila, bem como a investigação pelo assassinato. E após o luto simbólico será anunciado o nome do Quarto Hokage.

Concluindo seu discurso, Manami avança triste e calmamente, deixando o lugar acompanhada pelo restante do Conselho, por Omeshirama e Keisei.


Última edição por Fësant em Ter 04 Abr 2017, 01:18, editado 1 vez(es)
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Ashiro
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MensagemAssunto: Re: Episódio 21 | Adeus, Sandaime   Dom 13 Mar 2016, 15:32

Fazia bastante tempo que Ashiro não sentia uma dor por causa da perda de alguém... O jovem rapaz com um modesto rabo de cavalo não tinha todo um convívio com o Sandaime, a relação entre ambos era meramente profissional, entretanto, o garoto tinha uma enorme admiração pelo o velho, uma admiração proveniente da bondade e simplicidade que o Terceiro tinha em seu semblante. Todos da vila sentiam um enorme vazio com a morte do Sandaime, Ashiro também compartilhava dessa dor e desses sentimentos...Esse também não era o único motivo pelo qual Ashiro tinha grande respeito e admiração pelo o Terceiro...Karin sempre se espelhara no Sandaime para seguir com seu sonho...Ela também tinha uma grande admiração por ele e com certeza a morte dele havia causado um impacto bem maior em Karin do que em Ashiro...O garoto com cabelos que desciam até os ombros, com uma coloração de azul escuro, podia apenas ver a garota chorando, bastante triste com os acontecimentos...A jovem garota do clã Uchiha, dona de uma confiança inabalável, de uma genialidade única, de belos cabelos castanhos e um rosto angelical estava em prantos...Não haviam muitas pessoas para apoiá-la em sua carreira como Kunoichi, porém, desse seleto grupo de apoiadores, Sandaime era um deles. Ashiro podia apenas abraçar a garota, e assim ele o fazia. Tentava de alguma maneira servir de conforto para ela enquanto a mesma escondia seu rosto, já vermelho de tanto chorar, nos braços de Ashiro.

Com tradicionais vestes pretos, com o cabelo solto, Ashiro partia em direção ao cemitério para prestar as devidas condolências ao falecido Terceiro Hokage. Karin havia se recomposto, não existiam mais lágrimas para escorrer de seus olhos, as pálpebras da garota estavam secas e dilatadas, entretanto, a garota ainda estava frágil com toda essa situação. Procurava ganhar um pouco mais de confiança ao segurar na mão de seu namorado, Ashiro tentava passar, de todas as formas, um pouco de confiança que a garota precisava...Essa era a segunda vez que Ashiro via Karin chorar, devido a isso, o rapaz sentia que havia falhado no sentido de nunca mais ver a garota chorar de tristeza...Mas essa era a realidade do mundo, as pessoas morrem protegendo quem são importantes para elas...Ashiro conhecia muito bem sobre essa filosofia...A morte do Sandaime era mais um duro choque de realidade, mostrando novamente para Ashiro a verdade cruel sobre o mundo em que ele vive. Isso gerava um efeito positivo no garoto, apenas o dava mais determinação para seguir com seus sonhos e ambições...

O casal caminhava lentamente, de mãos dadas, um tentando dar para o outro um pouco de conforto...Estava frio, silencioso...Parecia até mesmo que todo o cenário estava prestando seus pêsames para o Terceiro...Durante a caminhada por Konoha, indo em direção ao cemitério, Ashiro e Karin podiam ver toda aquela destruição...É claro que dos prejuízos, aquele era o de menos, mas essas imagens vinham à tona em Karin, e a mesma começava a chorar novamente...O garoto a abraçou, tentando confortá-la novamente... — O Sandaime foi um bom Hokage...Ele nos deixou um importante legado...A vontade do fogo...Hoje é um dia para chorar...Mas amanhã, é o dia de nos reerguemos e dar continuidade em nossas vidas... — Ele cessou sua fala, dando um beijo na testa da garota...A mesma parecia melhor agora.Ashiro enxugava as poucas lágrimas que haviam escorrido de seus olhos e então a caminhada foi retomada.

Havia uma enorme fila e uma multidão presentes ali no cemitério, todos trajados de preto, estavam ali para prestar as últimas homenagens para o Terceiro. Ashiro caminhava vagarosamente, junto com Karin, indo em direção ao final da fila...Parecia um enorme corredor humano, um corredor sem cor...Esboçando a tristeza e vazio que todos sentiam neste momento...Karin apenas agradecia por Ashiro tê-la ajudado, ela sabia que o garoto não era o melhor com as palavras e não era muito sentimental...Porém Ashiro prezava bastante por Karin, por isso, fazia de tudo para vê-la melhor. A fila ia progredindo e mais se juntavam ao final desta, até que chegara a vez de Ashiro e Karin ficarem de frente, ao que parecia ser, o altar do Terceiro, onde lá haviam fotos de Tatsunori, incensos e flores deixadas por quem já havia prestado as homenagens...Karin pousava cuidadosamente uma flor sobre aquela pedra esculpida, enquanto Ashiro juntava as mãos e fazia uma leve reverência. Karin acompanhava tal movimento, realizando também essa pequena reza.

Após, se retiraram, caminhando em direção ao resto da multidão, permanecendo ali até o final da cerimônia. Ashiro não era muito ligado nas figuras políticas de Konoha, mas o garoto apresentava um semblante sério, determinado e respeitoso em relação aos anciões que se aproximavam do altar... Já Karin parecia bastante nervosa e apreensiva, ela sabia que providências deveriam ser tomadas, estas providências que ficariam nas mãos dos anciões para serem tomadas...Isso causava um sentimento de ansiedade em Karin...Após o término de todo o discurso da senhora Manami, Ashiro e Karin começavam a se retirar também do cemitério...Já haviam prestado as condolências, agora era hora de regressar e terminar aquele doloroso dia...
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Tenma
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MensagemAssunto: Re: Episódio 21 | Adeus, Sandaime   Dom 13 Mar 2016, 16:17

           Naquele dia, a mente de Tenma havia amanhecido permeada de turbilhões físicos e emocionais. A viagem de volta para Konoha precisou ser apressada em função dos acontecimentos recentes referentes ao Sandaime, e a persistência da missão foi cancelada por motivos de força maior. A esperança era de que pudesse, em sua viagem, encontrar a cura para o Hokage. Essa esperança agora era transformada em pesar pelas almas dos ninjas e cidadãos comuns que se preparavam para embalar o corpo do homem.

(...)

           O rapaz tinha acordado cedo, mesmo que o sono só tivesse chegado muito tarde na noite passada. A comoção em frente ao santuário dos Cães Raivosos trazia em seu estandarte aquela que seria a última notícia que os cidadãos da folha esperavam receber; Tatsunori não mais vivia. Incrédulo, o Chunnin se preparou por horas até o momento da derradeira homenagem ao icônico líder; não mais podia fazer nada. Sua busca havia fracassado, e a sucessão de acontecimentos tinha levado consigo o homem que representava não só a folha, mas o verdadeiro tronco, sem o qual era impossível florescer.
O rosto de Tenma parecia seguir uma lógica em meio à tantas feições tristes e abaladas, sem destoar da multidão que dava seu último adeus a Tatsunori. Os passos do rapaz eram lentos, de maneira que seria um dos últimos a alcançar o corpo velado do Sandaime, ainda que o fizesse à tempo de ouvir o discurso dos anciãos. O fim de um ciclo requeria que fossem capaz de aceitar os fatos antes de ter a pretensão de começar um novo. Naquele caso, portanto, era necessário que as reparações fossem feitas e esclarecimentos prestados sobre como exatamente Konoha havia se deixado corromper; e, ao que tudo indicava, se corromper pela ação de si mesma. O shinobi esfregou os olhos com as costas das mãos já próximo do corpo moribundo, mas prometeu que não derramaria lágrimas naquele momento. As próximas horas se arrastaram, também culminaram em uma segunda promessa. A de que, embora não tivesse encontrado a cura para o Hokage, encontraria a cura para a folha.
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Sanada Genji
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MensagemAssunto: Re: Episódio 21 | Adeus, Sandaime   Seg 14 Mar 2016, 18:33

... Por dentro do corpo algo corroía o jovem Sanada, consumindo sua esperança em existir algo para salvar naquela vila... Seu punho cerrado, lentamente se abria enquanto seus olhos se fechavam, voltando toda sua atenção para aquele "sombrio pensamento"... Irritado, ele fica imerso em uma escuridão de pensamentos, com sons agudos do embate de kunais, cortes, destruição e explosões... Sozinho ele afundava até ver uma sombra encarando o corpo do Sandaime, o que era sua crença de que os assassinos estavam entre eles e que a Vila estava corrompida, talvez que completamente... Quem deveria ser salvo? - Rrrrrrrrrrr... Tsc! - ele se vira para se retirar do local, mas quando se vira *TOF*... Uma mão tocava seu peito... Era sua Mestra, Kazama...






... Ela o encarava, segurando qualquer movimento que Genji pudesse fazer. A mestra lentamente desvia seu olhar por cima do ombro do jovem, encarando o altar e a despedida do Sandaime, lembrando o valor de tudo o que aquela pessoa havia construído. Lentamente os olhos do jovem reduziam sua expressão furiosa e fria por um brilho estranho e mais vivo... Sutilmente ele baixa sua cabeça, entendendo o recado... Das sombras, seu coração ganhava um pingo de luz... Assim com a prórpia natureza, fazia um raio de Sol iluminar o local...





... Ele se vira para o altar novamente, acompanhando sua mestra o quanto fosse preciso...
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Uchiha Fukkatsue
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MensagemAssunto: Re: Episódio 21 | Adeus, Sandaime   Qua 16 Mar 2016, 13:28

(...)

Fukkatsue foi encontrado por ninjas médicos que se ocupavam em levar os feridos para o Hospital de Konoha, onde foi colocado e amarrado em uma das macas hospitalares. Enquanto dormia, sua mente estava sentada à beira de um mar de insanidade, onde as águas eram compostas pelos acontecimentos anteriores, em especial os do dia passado. A conversa com seu irmão, a visita à cede Uchiha, a perseguição do provável assassino de Sandaime, a luta e a conversa que o fizeram dormir. Tudo era tão... Tão diferente do que ele esperava. Acordou diversas vezes gritando - por isso fora amarrado na maca. Algumas vezes gritava com seu irmão, outras para as pessoas da vila, outra implorando para que seus irmãos de Clã mudassem seus estilos de vida, e outra para o corpo do Sandaime. Mas, alguns segundos depois, dormia. Como se sua mente procurasse por respostas freneticamente, enquanto seu corpo clamava por descanço. Boa parte do que vira em seus pesadelos não passavam de alterações bruscas da realidade, mas outras expressavam seus maiores anseios e opiniões - principalmente a sala vazia que ele se viu tantas e tantas vezes, e que, inutilmente, procurou a saída em todas elas.

Ouviu um grito de uma mulher que acabou forçando-o a despertar, mais tarde Fukkatsue ficou em dúvida se era um grito no mundo real ou apenas mais um dos golpes de sua mente. Abriu os olhos, quando finalmente entendeu onde e como estava. Estava em uma maca, seu corpo doía. Muito mais do que quando terminava seus treinos. Percebeu que o hospital estava muito mais calmo e quieto do que das vezes que acordou, provavelmente porque os ninjas médicos já tivessem realizado boa parte do trabalho. Sua mente fervilhava e tentava analisar as últimas informações, quando percebeu que, a cada segundo que se passava e quanto mais ele conhecia o que realmente acontecia, menos ele poderia fazer para Konoha.

- Mer... Tentou reclamar o Uchiha para si mesmo. Mas a frase não saiu por completo, o que realmente aconteceu foi que uma onda de dor tomou conta dele, os golpes da noite anterior deixaram marcas em sua pele e ossos que mais tarde ele precisaria de bons remédios para levantar dali. Mas agora não. Era hora de dormir. Fukkatsue fechou seus olhos, entregando-se, provavelmente, a outro pesadelo, quando ouviu uma pequena frase, que o encaminharia direto para a sala vazia, mais uma vez.

- Sim, é inevitável. Saindaime está morto.

(...)

Dessa vez, o sono foi tranquilo. Sem imagens, gritos e coisas acontecendo. Apenas o vazio. O vazio e um segundo de desespero.

- SANDAIME ESTÁ MORTO? Perguntou Fukkatsue, enquanto tentava se levantar da cama, mas a única coisa que conseguiu foi outra onda de dor e cortar um pouco de sua pele com as tiras que o prendiam. O hospital agora estava realmente vazio, os acompanhantes de quarto que Fukkatsue vira antes não estavam mais ali, e uma enfermeira, que passava pelo corredor aplicando algumas vacinas, fazendo saturas e conversando com os que acordavam, respondeu, com uma voz muito calma, e chorosa.

- Sim garoto. E não há nada que você possa fazer.

"Não agora." Pensou Fukkatsue enquanto gemia de dor.

A enfermeira entrou no quarto e passou as informações gerais para Fukkatsue, enquanto preparava uma vacina que o faria dormir por mais algumas horas. Fukkatsue lutou contra o torpor que o dominava, pensando no tempo que ele perdia enquanto estava deitado ali. Mas ele foi embalado pela escuridão mais uma vez, como um recém nascido. Sem pesadelos por enquanto. Apenas a cerejeira e a tocha falaram com ele enquanto preparava-se para finalmente despertar.

(...)

Era noite quando Fukkatsue acordou, seu corpo estava bem melhor e ele conseguia, com dificuldade, caminhar. Sua mente ainda estava confusa. "Remédios", concluiu.

Era hora de visitar o corpo de Sandaime. Conseguiu sair do hospital sem problemas, após demonstrar para uma enfermeira que ele estava bem (em sua mente confusa, ele havia usado um genjutsu - mas a enfermeira estava agindo estranhamente por ver o Uchiha franzindo a testa, como se ele realmente estivesse tentando fazer aquilo). Ainda havia algumas pessoas no velório, boa parte delas eram oficiais, amigos e parentes do Sandaime, Fukkatsue julgou. Todos chorando. Na mente confusa de Fukkatsue aquilo parecia mais um sonho do que realidade. Não podia ser verdade. Se aproximou do corpo do do falecido, cambaleando e trompando em algumas pessoas. Sua alma já não constava na lista dos que podem fazer algo para o povo. Já havia feito tudo o que podia. As fotos do antigo Hokage, um homem importante e cercado de pessoas, constatavam com as pessoas ali chorando. Fukkatsue chegou o mais perto que poderia dos restos mortais do Sandaime, fez a melhor reverência de sua vida (mesmo enquanto seus músculos respondia com dor aos movimentos bruscos) e disse:

Uma lágrima tímida fugia de seu olho. Não que a morte do Hokage fosse algo que realmente o comovesse. O que realmente o comovia era seu posicionamento impotente em meio a tanto caos. Não era hora de chorar. Não ainda.

- Vamos chorar quando as crianças puderem brincar tranquilamente no solo que lutamos um dia para conquistar. A cerejeira caiu, espero que haja tochas acesas o suficiente.

(...)

Passada a semana de luto oficial pelo falecimento de Sarutobi Tatsunori, a Vila Oculta da Folha volta ao seu cotidiano normal... ou quase...


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MensagemAssunto: Re: Episódio 21 | Adeus, Sandaime   

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Episódio 21 | Adeus, Sandaime
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