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 Episódio 02 | Encontro com a Morte

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MensagemAssunto: Episódio 02 | Encontro com a Morte   Qui 01 Ago 2013, 00:08



############# Abertura 1ª Temporada #############



##########################################



Uzuki, Haika e Hirei já possuíam duas esferas, mas tinham algo mais importante que isso para se preocupar: fome. Depois de horas de caminhada e esforço, o estômago anunciava que estavam por volta da hora do almoço. Assim, o Uchiha prontamente se voluntariou para tomar a frente do percurso e achar um lugar para ficarem, com água e alimentos. Apesar da pouca propensão do garoto neste tipo de situação, ele foi bastante competente em sua busca, achando um rio que cortava a área de treinamento, onde também havia peixes para pescar. Depois de alguns instantes, e uma fogueira acesa com seu katon, o almoço estava servido!

O trio comeu, descansou, e logo estava próximo para a próxima batalha, e ela chegaria mais cedo do que imaginavam...

Saindo de próximo do rio, pois consideraram o lugar muito aberto e fácil para serem emboscados, o grupo retornou a caminhada, tentando sempre seguir em direção ao centro da área da floresta. Eis que, então, pela segunda vez naquele dia, ouviram o som de um grito feminino. Diferente do outro, era notório o ar de desespero e medo que aquele brado carregava. Foi quando Haika notou que o selo da kunai dada de presente para a garota conhecida a duas semanas atrás estava próximo, e concluiu: era o grito de Suzune.


Uchiha Haika diz:
. - Fosse o pervertido que fosse, Haika possuia um certo código cavalheiresco que não tinha a intenção de quebrar. Ao ouvir o grito da menina, seus olhos automáticamente voltaram contra a direção no qual o som se proparou - lábios entre-abertos e olhos arregalados denotavam sua surpresa, um tanto quanto preocupado com o tom daquela situação: - Pessoal, vou na frente. - Comentou rápido, imediatamente desapareceu em meio ao ar ao passo que seu corpo se teletransportou para a kunai da menina da névoa. Ser o "principe no cavalo branco" não combinava em nada com o Uchiha, mas visto como era o único de seu time sem nada a perder (pois ainda não havia coletado seu passe no exame), era o mais indicado a pôr-se naquele risco.


— Haika, espere! Não vá as... Já foi... - — tentou advertir Uzuki, mas suas palavras não poderiam ser mais rápidas que o teletransporte do Uchiha. Assim, a garota e Hirei seguiram correndo o mais rápido que podiam, afinal, não iam ficar para trás.

Quando Haika aterrissou no ponto no qual a kunai estava, encontrou uma cena que lhe espantou os olhos. Tudo o que via por todos os lados era sangue. Corpos mutilados ou decapitados, banhados de rubro, sendo cinco ao todo. Um deles, provavelmente o único ainda vivo, apesar da hemorragia sofrida pela perna que lhe fora destruída, murmurou algo que parecia “Fujam”. Sentada ao chão, totalmente paralisada de temor, estava Suzune, de olhos trêmulos e úmidos, com face alva maculada por tons de vermelho que espirraram ao rosto quando observou a morte de seus companheiros.


Haika estava ao lado de Suzune. De pé, a 10 metros de sua posição atual, estava o provável autor daquela chacina. Era um garoto, talvez um ano mais velho que o Uchiha. Tinha uma pele clara, algo comum devido à sua naturalidade, que ao que indicava era a própria Névoa, pois trazia uma bandana da mesma amarrada ao pescoço. Sua roupa se assemelhava a um kimono de mangas longas, em tons de roxo e azul, mas agora em boa parte tomada pelo vermelho do sangue derramado. Seu cabelo era castanho, em um formato estranho, que por vezes lembrava a cabeça de um gato com suas orelhas. Por fim, tinha olhos de mesma cor, porém embebidos de uma insanidade nunca vista antes por Haika. O sorriso nos lábios daquele garoto denotavam que era um louco por luta, sangue e morte, e a chegada de mais uma vítima o alegrara.

— Ora, ora! Um genin de Konoha! De onde veio, que eu não vi? Mais não importa. Vou mata-lo! Não, não! Vou trucida-lo! - — disse o garoto, quase berrando de loucura.





Uchiha Haika diz:
. - Vermelho - a cor que predominava em todos os cantos daquela área, tão semelhante ao Sharingan que Haika almejava, e ainda assim, tão diferente. Seus olhos se arregalaram diante da catástrofe, e de mãos trêmulas, o menino cerrou os punhos em riste numa tentativa de auto-controle. A visão de Suzune em estado tão deplorável, untada pela vida desperdiçada por tantos, fez com que o menino imediatamente empalidecesse; e quando a voz do autor se fez presente, os olhos do Uchiha se voltaram contra o próprio. Mas, desta vez, estavam diferentes. O negro da íris de Haika denotava uma fúria desigual! Suas sobrancelhas franzidas, tal como o cabelo a decair sobre os olhos, adornavam as expressões do menino num sinistro até então desconhecido até mesmo por ele próprio: - Cinco. - Contou, imediatamente sacando de sua bolsa cerca de quatro kunais especiais para cada mão que pretendia distribuir no campo de batalha.


Haika prontamente lançou oito kunais no campo de batalha, preparando para ter opções variadas de locais para teletransporte. Então, o inimigo corre em direção da Haika, e parecia ser tão rápido quanto Uzuki. Portando uma katana, ele desfere o golpe lateral contra o Uchiha, que tentou sacar sua ninja-to e bloquear, mas não foi rápido o bastante. A lâmina da espada cortou seu antebraço, fazendo mais sangue jorrar naquele solo. Ao ser tão facilmente cortado, Haika teve a impressão de que o fio daquela katana não era comum. Tentando revidar, o garoto da Folha se teletransporta para uma kunai que estava a 4m atrás do oponente, e realizando uma sequência rápida de selos, conjuro uma pequena bola de fogo que avançou contra seu alvo. Este, contudo, percebeu a tempo que o Uchiha estava atrás de si e, virando-se, notou a bola de fogo e saltou para a esquerda, esquivando com facilidade.

Sem perder tempo, correu novamente em direção a Haika, almejando cortá-lo mais uma vez. Entretanto, vendo que estava em desvantagem na luta um contra um, o Uchiha teleportou-se para trás do adversário, novamente se colocando ao lado de Suzune. Tocando-a, teleportou-se mais uma vez, fugindo dali, e reaparecendo ao lado de Hirei e Uzuki, que de imediato pararam de correr.


— Ele... ele... matou seus próprios... companheiros... E... depois... matou os meus... ia me matar... mas... por que? - — murmurava a menina, pasma e ainda trêmula. De fato, deve ter sido uma experiência traumatizante para olhos tão jovens.


Hozuki Hirei diz:
. - A passos rápidos, Hirei parecia apressado para chegar ao local. Se fosse como antes, seu companheiro poderia ser pego em alguma armadilha e na pior ocasião sua ajuda se faria necessária. Entretanto, foi surpreendentemente interrompido por Haika ao teleportar-se para si uma vez mais, porém desta trazendo consigo Suzune. De imediato, colocou a mão no cabo de sua espada, agindo como instinto contra a garota que tanto odiava. No entanto, as palavras desta pareceram acalma-lo e impedi-lo de prosseguir. Não sabia o que fazer, simplesmente não era capaz de vingar-se dela naquela situação, sua fraqueza perante suas palavras irritaram-no, sendo a segunda vez que era impossibilitado de feri-la como bem pretendia. Parando para entender a situação, Hirei manteve-se calado enquanto aguardou que Haika explicasse o ocorrido para si. À parte de seu lado emotivo e muito falante, a sua ira simplesmente o anulou por completo, incapacitando-o de fazer o que fosse até ter suas dúvidas esclarecidas.


Uchiha Haika diz:
. - Os punhos do Uchiha permaneciam cerrados, desta vez, escorrendo em vermelho a partir do filete de sangue que brotava do machucado em seu antebraço. Conforme os pingos carmesim molhavam o solo, Haika respirou fundo, recuperando sua calma, e respondeu de pronto: - Por que podem. Para alguns, isso basta. - Se agaixando, inspecionou a garota verificando se não possuia nenhuma ferida séria e, em seguida, prosseguiu: - Hirei, Uzuki ... Parece que encontramos um desafio à altura. Um Shinobi da Névoa exterminou o time de Suzune ... um ato tão desnecessário, retirar vidas num simples concurso. - Desamarrando a bandana, o Uchiha utilizou do pano para estancar o ferimento no antebraço, e após finalizar seus preparativos, concluiu, convicto de seu propósito: - Entenderei se não quiserem me acompanhar, mas não posso deixar as coisas assim. Eu vou matar aquele filho da puta!


. - Uzuki e Hirei acenaram com a cabeça afirmativamente, quase ao mesmo tempo. - — Suzune, não é? Fique aqui. Esconda-se em algum arbusto, sei lá. Não duvido de sua força, mas do jeito que está não é capaz de lutar. Não se preocupe: vingaremos seus amigos! - — disse calma e docemente Uzuki. Era a primeira vez que Hirei e Haika viam sua amiga tão calma. Depois, com um olhar decidido, passou a correr na direção apontada pelo Uchiha, sendo imediatamente seguido pelo mesmo e pelo Hozuki. Não demorou muito, e já estavam no campo de batalha novamente. Uziki ficou boquiaberta, deixando escapar um suspiro de susto enquanto levava a mão à boca. E assim, como era de costume, ficou furiosa.


— Ah! Voltaram! Ótimo! Pensei que tinha acabado minha diversão! Agora tenho mais três para matar! Hahahahahaha! - — Haika ouviu o inimigo berrar mais uma vez, mas, desta vez, estava guarnecido pelos seus dois amigos. A luta teria de ter outro destino.

Uzuki, furiosa, como boa taijuteira, parte pra cima do oponente tentando chuta-lo. Contudo, o inimigo move o braço esquerdo, que estava desarmado, para frente do peito e bloqueia o ataque. Em seguida, ele salta para trás, se afastando da garota e ficando a 10 metros de Haika e Hirei. Este último, impetuoso, correu também em direção ao inimigo, passando pela companheira e desferindo um golpe vertical com a grande espada. Entretanto, ocorre algo inesperado. O oponente moveu sua katana em sentido oposto, horizontalmente, e quando as lâminas se encontram, a espada de Hirei cede, e é cortada ao meio.

Prosseguindo com as investidas, Haika, por sua vez, se teletransportar para uma kunai que estava atrás do adversário, já pronto para lhe desferir um golpe com sua ninja-to. Mas para sua infelicidade, foi notado, e o alvo conseguiu esquivar-se no último instante, movendo-se lateralmente.


Os três genins da folha, então, se reúnem para atacar novamente, tendo Haika, depois de falhar em seu ataque, teletransportado-se de volta ao lado de Hirei. Uzuki, dessa vez, consegue acertar um chute no tórax do inimigo, empurrando-o para atrás. Hirei, desfazendo-se de sua agora inútil arma, avança e consegue acertar um bom soco no rosto do ninja da Névoa. Por fim, aproveitando-se da confusão, Haika repete a estratégia usada anteriormente. Mas dessa vez, o oponente não o viu. Com destreza, o Uchiha desferiu um golpe diagonal no peito do mesmo, que se virou no último instante para tentar bloquear o golpe, inutilmente. O sangue jorra mais uma vez no campo de batalha, porém agora não era de um inocente, mas sim do cruel garoto assassino. O corte foi tão profundo que o sangue do mesmo escoria mais e mais, sem cessar, retirando-lhe as forças. O inimigo cai ajoelhado.

— Ma... malditos! Meu... meu sangue jorra! Vo... vocês... irão... pagaaaaaaaaaaaaaar! - — o inimigo então finalizou sua fala com um grito, tão alto e gutural que ecoou por toda aquela clareira, e fez pássaros voarem assustados para longe. Eis que algo estranho começa a ocorrer. Ondas de energia de cor azul começaram a surgir ao redor do inimigo, envolvendo-o por completo. O profundo ferimento que foi aberto no tórax parou de sangrar e foi rapidamente se fechando, até que estava completamente curado. Repentinamente, o garoto de Kirigakure havia avançado contra Hirei, estando frente ao mesmo, pronto para lhe desferir um golpe de katana. Encarando-o de frente, o Hozuki viu naquele ínfimo instante que os olhos de seu ofensor não estavam mais castanhos: a esclerótica era negra, e a íris foi tomada por uma cor branca brilhante.


Uchiha Haika diz:
- Precisamos recuar! - Gritou o Uchiha, de imediato, após constatar algo que ia além de sua imaginação. Seus olhos se arregalaram diante do ataque, que cortou o ar centimetros de distância de seu rosto ao passo que Haika recuou a cabeça, tendo alguns fios de sua franja cerrados pela lâmina elétrica do oponente. Hirei, que estava na sua frente, não teve a mesma sorte; a lâmina do oponente o perfurou, e envolvida em energia elétrica, transpassou sua defesa ao passo que eletrocutou o garoto. Dando algumas cambalhotas para trás, o Uchiha prostrou-se em preparo contra um possivel ataque, realizando um selo oculto para a ativação do Kawarimi, e seguiu sua fala: - Que injusto, nekomatta. Se nós matássemos um Jinchuuriki, provávelmente iniciariamos uma guerra. Tendo esta vantagem em vista, você é realmente um covarde. - Concluiu, deixando nos lábios um sorriso astuto.


Última edição por Fësant em Dom 22 Set 2013, 12:05, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 02 | Encontro com a Morte   Dom 11 Ago 2013, 11:01

Haika provocou, mas aparentemente suas palavras pouco importaram ao violento inimigo. A ira ainda estava estampada em seu rosto, assim como uma sede insaciável de sangue, e ambas o tinham dominado. O Uchiha tinha algum estudo sobre Bijuus e Jinchuurikis, e as características emanadas pelo adversário, principalmente o chakra azulado tão denso que podia ser visto a olho nu, o indicavam que estava frente a um portador de uma fera.

Ainda focados no combate, Hirei e Uzuki atacam. O Hozuki se aproximou do oponente, como se fosse lhe desferir o soco, mas no fim do movimento levantou o dedo indicador da mão fechada e o apontou contra o shinobi da Névoa, disparando um pequeno projétil feito de água, como se fosse uma bala. Entretanto, antes do movimento ser concluindo, o alvo havia se movido lateralmente, evitando ser acertado. Em seguida, Uzuki também se aproxima do mesmo, girando o corpo enquanto se abaixa para desferir um golpe rasteiro, o Konoha Repuu.

O suposto jinchuuriki salta, esquivando-se, mas não se contendo à esquiva. Com a katana em mãos, projetou-a horizontalmente para frente, em um golpe perfurante visando o rosto da menina que, no susto, moveu-se para a esquerda para evitar o golpe. Mas não foi o bastante. A lâmina da espada corta profundamente o lado direito do pescoço de Uzuki, pintando o ar de vermelho com seu sangue. A garota cai de imediato, deitada ao chão, ofegante, usando de todo o seu esforço para se manter respirando, enquanto sua vida vai se esvaindo conforme o rubor do sangue lhe escapa pelo corte. Após seu feito, o inimigo salta para trás, se afastando com seu já conhecido sorriso insano.


Uchiha Haika diz:
. - O vôo carmesim do sangue de Uzuki lhe fez arregalar os olhos - se vacilassem, mesmo que por um instante, aquele inimigo não hesitaria em tomar-lhes a vida. Agindo por instinto, o Shinobi do clã Uchiha automaticamente saltou para cima de sua própria companheira ao passo que esticou um dos braços. Sua mão projetou-se no ar até o momento em que aparou o jorro do ferimento da menina, estancando com a própria palma e, repentinamente, desaparecendo! Ela estava ferida de mais para prosseguir batalha, e assim sendo, Haika sabia que retirá-la de lá era a melhor opção. A ação durou apenas meio segundo, e antes que qualquer um pudesse notar, o menino já estava de volta no campo de batalha, vem ao lado de Hirei. Com espada em punho, respirou fundo e concentrou-se para não perder o foco das coisas; contudo, quem reparasse poderia notar de forma fácil a tensão que percorria seu corpo, principalmente mediante a possibilidade de deixar que um companheiro morresse sob sua vigília: - Ôi, Hirei. Vamos embora. - Comunicou, de pronto, apenas tomando os preparativos necessários para teletransportar seu amigo para fora daquela área de risco. Aquele Jinchuuriki iria pagar, e iria pagar caro - foi o que correu em seus pensamentos, levado por uma inimizade quase inata.


Hozuki Hirei diz:
. - Visivelmente surpreso com a situação de Uzuki, o jovem garoto manteve-se em posição de defesa, com sua postura projetada na direção do inimigo, afim de alguma forma conte-lo. Sua expressão entretanto parecia dizer o contrário. Como uma criança indefesa, Hirei parecue hesitar por alguns momentos, quando diante de um inimigo diferente de todos os outros. Alguém capaz de feri-lo, era de fato algo surpreendente. Em adição a isso, suas capacidades de combate intimidavam-o em muito. Como tal, aguardou a atitude de Haika perante a situação, conhecendo-o, sabia que faria o suficiente para tira-los dali - visto que era esta a única chance de sobrevivência do grupo. Ao ouvir as palavras do companheiro, gestualmente concordou enquanto aguardava ser levado para longe dali, sem proferir qualquer palavra.

Assim que teve a concordância de seu amigo, Haika o toca, e em um segundo já estavam a 50 metros dali, próximo a uma marcação que Haika havia deixado em uma árvore, por precaução. Deitada ao chão, estava Uzuki, pálida, respirando o que pareciam ser os últimos instantes de consciência. Sentada ao seu lado, imersa em pranto, estava Suzune. A garota não conhecia de fato Uzuki, mas vê-la naquele estado, no estado no qual já viu seus amigos, a deixou desesperada. Hirei e Haika fitavam a companheira, que estava serena. Ela olhou para ambos, com uma ternura que nunca teve antes nos olhos e disse.




— Per... perdão... meninos... Não.. pu.. pude ajudar... A..cho... que não vou me tornar chuunin com... vo... cês... - — e menina então esboçou um sorriso. E com o rosto calmo, fechou os olhos. Foi a última vez que Haika e Hirei viram os lindos olhos verdes de Uzuki.

Hozuki Hirei diz:
— Não acredito.. - Transbordando desânimo e tristeza, o garoto mostrou-se visivelmente abalado com a situação que ocorria ali. Presenciar uma tragédia como tal, enquanto em meio a um exame daqueles, podia de fato atrapalha-lo em muito. O seu jeito natural de ser, brincalhão e emotivo, tinha também seu lado ruim. Momentos dolorosos, traumatizantes, pareciam atingir em dobro o pobre coração daquela criança. Para alguém que mal conhecia a dor - visto sua peculiar habilidade de converter seu corpo em água e tornar-se parcialmente imune - tal dor mostrava-se ainda mais intensa. Caindo de joelhos no chão, apoiando-se em seu punho que surrava o solo, Hirei tentou de pronto proferir algumas poucas palavras, sendo infelizmente interrompido por si mesmo, por suas próprias lágrimas. - — N-Não acredito... C-Como isso pôde ac-conte.. - Tentando ao máximo conter o choro, calando-se como podia, o pequeno Hozuki rapidamente ergueu seu punho e voltou o mesmo contra o solo, socando-o. Sua tentativa de ferir-se como forma de acalmar sua raiva pareceu inútil, quando notou sua mão transformar-se em água e ignorar todo e qualquer dano. A ira pareceu somente aumentar, juntamente com a tristeza que afetava sua mente dentro de si. Não podia vencer aquele inimigo, suas habilidades eram inferiores e sua arma secreta inútil. Retornar não era uma possibilidade. Era algo de fato desanimador, e foi esta a única reação do genin dali pra frente. A dor age em uns como combustível para maior poder, para motivos de vingança e auto-superação - para o jovem, infelizmente tratava-se do oposto. Sua feição revelava sua quase que nula intenção de prosseguir aquele exame, assim como de enfrentar qualquer inimigo. Simplesmente não sabia como agir perante aquela tão desconfortável situação.


Uchiha Haika diz:
- ... Por ... que ? - Sua voz, trêmula, ecôou numa demonstração de impotencia nunca antes vista - o Uchiha estava ajoelhado, ao lado de Uzuki, com suas mãos ensanguentadas a pressionar o ferimento da menina. Conforme a vida se esvaia da garota, Haika foi capaz de sentir, através de seu tato, o resfriar constante do corpo; e no instante em que finalmente seu coração parou, a primeira lágrima foi derramada. Cada fio de seu cabelo caiu sobre o rosto naquele instante, levados pela gravidade conforme, abaixando a cabeça, lamentou a perda de sua companheira.

- ... Alguns anos no passado

Academia, estudos, treinamento. A vida de um Uchiha jamais possui espaço para folga - filho de uma figura importante, Haika levava nos ombros um peso duplo diante desta situação. Treinou grande parte de sua infância para superar tudo e todos, desejoso por tornar-se o orgulho de seu clã e de seus parentes; em algum ponto, no meio deste caminho, se perdeu. E ele sabia, no fundo, que seus companheiros eram sua maior motivação para superar os obstáculos. Treinou, sob custódia de Goryuu, e passo após passo progrediu para a retomada de sua auto-estima. Entre práticas de Ninjutsu e missões, a presença de Uzuki era a constante que media e fortalecia - sempre a equilibrada, paciente, uma centelha de sabedoria em meio a dois parceiros tão peculiares. E agora, pouco a pouco, sua imagem desaparecia em uma nebulosa cortina de fumaça. Conforme caminhava para longe, passo ante passo numa pequena estrada de terra batida, o Uchiha lembrou-se de sua própria voz, ecoando ao longe, como uma memória distante:
- Nee, Uzuki-chan. Graças a você, me decidi ...

- ... De volta à floresta

Por dentre os dedos, vermelho escorria como água, ensopando as roupas e cabelos da menina após transpassarem a mão de Haika. Seus olhos, ainda tampados pela sombra e pelos cabelos, estavam submergidos na solidão e casualidade da morte - retirando as mãos do ferimento, a recolheu para si, pouco a pouco, e se aproximou da menina ao passo que a tomou nos braços. Num gesto terno e gentil, usou a ponta do dedo indicador para pentear-lhe os cabelos, retirando alguns fios de seu rosto e contornando seus olhos. Ele agaixou um pouco mais, arqueando a coluna, e por fim, beijou-lhe a testa - naquele instante, finalmente, volveu o olhar para os outros dois presentes. Algo havia mudado; tanto físico quanto emocional. De pálpebras esbugalhadas, a íris de Haika apresentava uma vermelhidão comparada apenas ao rubro em suas mãos; no centro, coligado à íris, uma única virgula diagonal havia se formado em ambos os glóbulos. Era o que Haika tanto havia desejado, e seu (agora único) companheiro bem o sabia quanto o menino havia lutado para conquistá-lo. No fim, sangue e perda tornaram-se a chave para sua obtenção: o Sharingan. Com voz firme, Haika concluiu sua lembrança, levantando-se com o corpo de sua aliada no colo conforme, sozinho, tomou a iniciativa de caminhar contra o objetivo:
- ... Me tornarei um herói.


Suzune observou toda a cena, aflita, abatida, porém mais calma. Depois de uns instantes, nos quais os três observaram o corpo inerte de Uzuki, a garota quebrou o silêncio. - — Então... o que faremos agora? Vocês perderam sua companheira... eu perdi meus dois amigos, mas nem pude pegar seus corpos... Se bem que... é provável que a organização do Exame depois vá atrás dos participantes desaparecidos ou... mortos... - — quando pronunciou essa palavra, a menina se segurou para não recomeçar seu pranto mais uma vez, e então continuou - — Mas acho que não precisamos estar com os times completos para completar o Exame... pelo menos foi o que Hiromasa-sensei deixou a entender... Aquele menino... eu nunca o tinha visto aqui antes na Vila... Mas, seja quem for... irá pagar! — - concluiu a menina, em tom de revolta, enquanto abria a palma da mão direita, deixando uma pequena esfera verde à mostra.

Uchiha Haika diz:
- É óbvio. Venceremos esse exame. - Respondeu, de pronto, numa objetividade desigual. Seus olhos avermelhados voltaram-se contra Suzune pela primeira vez, e estavam inteiramente diferentes da vez em que a encarou no primeiro combate que tiveram, um contra o outro, na Vila da Folha. A alguns metros longe do sítio de batalha, Haika observou as árvores e, aproximando-se de Hirei, entregou-lhe o corpo da amiga. Não era necessário que dissesse uma única palavra - por parte dele ou de seu companheiro. Ambos sabiam que, se estavam empenhados em concluir aquele exame antes, agora estariam devotos a isto com todas as forças possíveis. Respirando fundo, o Uchiha fechou os olhos e, como de forma insconsciente, o Sharingan desativou-se após reabrí-los. Era até mesmo provável que Haika sequer tivesse se dado conta de que despertara sua linhagem sanguinea avançada.


Hozuki Hirei diz:
— Então esse é o tal sharingan.. Parabéns, Haika. - Parabenizou Hirei, incrivelmente desanimado e abatido com a situação que acabara de ocorrer. Sua expressão ao dizer tais palavras foi de fato um sorriso, porém bastante forçado. Ao simples olhar de qualquer um seria possível notar que o pequeno Hozuki esforçava-se em muito para motivar o colega. Entretanto, a sua própria falta de motivação parecia piorar mais ainda o momento, quase que transmitindo e até contagiando a falta de forças que possuia. Como uma criança que acabara de perder um ente querido, o garoto pareceu ter atingido um real trauma ao encontrar-se finalmente sem esboçar qualquer reação facial. Quase como que livre de quaisquer sentimentos, a mente do jovem usou de última opção e recurso tal método, afim de preserva-lo. Uma aparência desprovida de emoções, desejos, sensações. Hirei assemelhou-se a um verdadeiro morto-vivo, ao iniciar sua caminhada junto do grupo sem falar nada, sem sentir nada, pronto a seguir para o objetivo, mesmo que sem a real vontade disso; parecendo ser arrastado, pela tamanha inexistência de foco em continuar. Ao receber o corpo da amiga, limitou-se a carrega-lo como podia, porém segurando com a firmeza que conseguiria, como se não quisesse perder o único vestígio do que um dia foi a vida de Uzuki. - — É, venceremos...


O trio, embora inicialmente de rivais, seguiu unido, calado e ligado pela dor. Embora caminhassem lentamente e distraídos pelos seus sentimentos, se surpreenderam ao notar que estavam a poucos metros de uma grande construção vertical e cilíndrica. Era a torre central da área de treinamento. Tentando se manter atentos, caminharam calmamente em frente, em prontidão para detectar qualquer coisa anormal ou aproximação de inimigos, mas logo descobriram que estavam sozinhos, e que eram os primeiros a chegar. O sol poente pousava no horizonte verde atrás da torre, tingindo o céu de vermelho e laranja. E assim acabava o dia: frio, nebuloso, e distante da alegria que um dia rondou Haika e Hirei em forma de menina.


Última edição por Fësant em Dom 22 Set 2013, 12:36, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Episódio 02 | Encontro com a Morte   Dom 11 Ago 2013, 11:51



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Episódio 02 | Encontro com a Morte
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