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 {Camélia} Episódio 02: Surpresas do Caminho

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MensagemAssunto: {Camélia} Episódio 02: Surpresas do Caminho   Dom 31 Jul 2011 - 16:22


Abertura 1ª Temporada


---------------------------------------


(...)
Passada 1 hora desde o confronto com a serpente, Satsuki e Raigetsu já estavam plenamente dispostos. Durante todo o tempo de espera, os meninos perderam as contas de quantas vezes a companheira agradeceu a ambos pelo que fizeram. Agora, e por enquanto seguros, restava ao grupo seguir com a caminhada até a estrada, já localizada por Minamoto, e então chegar à Vila da Camélia.

Todavia, o corpo dos três jovens shinobis já reclamava por necessidades: tamanha fora a emoção dos acontecimentos que nenhum deles ainda tinha sequer comido naquela manhã. Então, antes de prosseguirem, os mesmos sentaram-se e vasculharam suas respectivas mochilas para pegar alimento e continuar com a jornada. Satsuki retirou uma vasilha plástica, que continha bolinhos de arroz e passou a comer, extremamente satisfeita. Minamoto também já passava a pegar um de seus provimentos, enquanto que Raigetsu já havia retirado um de suas vasilhas que ainda possuía comida.

Para o menino, a refrescante brisa da manhã, acompanhada de uma boa refeição, era a recompensa perfeita para todo seu esforço durante o combate e nos cuidados que teve com seus companheiros. Conforme abria com prazer sua pequena vasilha, Raigetsu cantarolava para si mesmo, achando-se um grande felizardo por ter o prazer de deliciar a comida de sua mãe — Comidinha, comidinha, pra crescer e ficar for-... NAAAANI?! — Esbravejou, quando, ao abrir pote, encontrou muito estranhamente nada além de pedras e pedaços de papel amassados.

Inicialmente, aquela cena não fazia qualquer sentido ao garoto, que já continuava a esbravejar quando uma repentina lembrança lhe veio à mente. Quando estava a dormir, depois de ter preparado tudo para sua viagem com sua Sensei, Raigetsu teve a impressão de ter visto um vulto sair de seu quarto. Entretanto, tinha julgado ser somente um sonho, e não deu importância. Mas agora, reconhecendo levemente pela lembrança a figura daquele vulto, conseguiu a explicação do porquê sua comida foi estranhamente substituída por pedras e papeis, pois só havia uma única pessoa que seria capaz de fazer aquilo...

Tendo a vasilha em mãos, o menino voltou-se para Minamoto-kun em chibi-mode; seus olhos lacrimejavam a ponto de se transformarem em duas pérolas azuladas e brilhantes — M-Mi-Mi-Minamoto-kuuuun! — Conforme o fitava, vislumbrava em relance a comida do companheiro, como se implorasse por um pedaço.

Kugashira Minamoto diz:
De olhos semicerrados e um sorriso abobalhado no rosto, encarava sua refeição e seu estomago roncava discretamente. Logo pelo canto de sua boca começava a escorrer um pouco de saliva, e seu rosto se aproximava para abocanhar o conteúdo dos hachis que estava em suas mãos quando furiosamente se vê interrompido pela imagem que mais odiava no mundo... O modo chibi vergonhoso de autopiedade executado por Raigetsu. — O que você quer... — Seus olhos se viravam na direção do mesmo e logo percebendo que o companheiro fora de algum modo para trás, mas ainda assim não perdia a oportunidade. — Que dieta curiosa... Papel e pedras são nutritivos?! Ricos em celulose e minerais?! — Tentava conter uma gargalhada mas sem sucesso enquanto apontava para Raigetsu com os hachis gritando “baka, baka”. — Não olha pra mim com essa cara, eu sou a única pessoa de toda a academia imune e esse seu charme barato!!

Prontamente, Satsuki pegou um de seus bolinhos de arroz e mostrou a Raigetsu, em sinal de oferecimento, enquanto dava um gentil sorriso. — Nós precisamos dividir nossa comida restante, Minamoto-san. Somos uma equipe, não é? Se Raigetsu-san estiver com fome, só atrapalharia nossa viagem. Vamos dividir nossa comida e, se faltar, nós procuramos para novamente dividir entre os três. Tome este, Raigetsu-san!

Com uma gota na cabeça, se voltava para Maya com um sorriso espalhafatoso, tentando puxar seu saco. — Eu estava brincando, eu nunca deixaria nosso mascote com fome! Eu sempre cuidei dele mesmo quando éramos menores na academia... Hahahhahahahahahahaha... Não é mesmo Rai-san?! — Encarava Raigetsu, fulminando-o nos olhos ameaçadoramente. — May-chan, não precisa dividir com ele... — Logo dava toda sua marmita para Raigetsu, pondo-a em suas mãos ao mesmo tempo em que falava. — Err bem, eu tenho outra marmita na minha mochila mesmo, e além do mais vocês perderam um pouco e ainda estão combatendo o que restou do veneno, então melhor comerem direito, do contrário vão me atrasar ainda mais!! — Cruzava os braços, fazendo pose de "bonzão". Não gostava muito de ser caridoso, ainda mais com aquele carinha ali presente, mas teria que andar no sapato a fim de impressionar Maya, mesmo sua lógica não sendo errada.

Shiroiyama Raigetsu diz:
Com um sorriso que se estendeu de orelha a orelha, Raigetsu rastejou de quatro até a menina, a encarando com olhos de piedade e compaixão que muito provávelmente enxergavam um par de asas angelicais e auréola na figura de sua salvadora! Com o coração imbuido em pura felicidade, Raigetsu sentou-se próximo de Satsuki em pernas de chinês, balançando de um lado para o outro enquanto comia a marmita que lhe havia sido oferecida — M-Minamoootoo-kuuuun! Você é tão gentil, tão caridoso, tão paciente e amigo! — Elogiava em meio a soluços de choro, completamente comovido tanto pelo ato de bondade de seu amigo - ainda que forçado - quanto pelo fato de ter encontrado alguém capaz de corrigir seus maus atos! Enquanto se deleitava, Raigetsu virou para Maya com o canto dos olhos, observando os bolinhos de arroz — Satsuki-san, você quem fez esses bolinhos?! Wooooh! Será uma grande esposa no futuro, não é mesmo?! — Comentou, inocente, com a boca ainda cheia.
Kugashira Minamoto diz:
. - Com uma veia discreta na testa vendo Raigetsu comer sua marmita fecha os olhos balançando a cabeça negativamente quando em seguida desfere um murro contra a cabeça do genin. - - Baka, seus pais nunca lhe disseram para não falar de boca cheia na frente de uma dama ?! Alem do mais não é pra comer tudo, temos ainda dois dias até chegar na vila e nunca se sabe o que podera acontecer no caminho !! - Após tal ato seu estomago ronca e para disfarçar atribui a culpa ao companheiro ao lado. - - Hunf mesmo sendo alimentado esse seu estomago não para de roncar !! - Assoviava virando o rosto para o outro lado se fazendo de desentendido..
diz:
E assim se passaram aqueles minutos de tranquilidade do grupo. Depois que todos se encontravam satisfeitos, reergueram-se para continuar a caminhada. Com Minamoto na dianteira, guiando o grupo segundo a orientação que havia traçado a partir da visão no cume da árvore, pouco de mais de uma hora atrás, os três genins alcançaram rapidamente a estrada, e por ela passaram a caminhar, sentindo o sol e frescor da manhã, finalmente fora da floresta. Depois de transcorrida pouco mais uma hora de caminhada, alguns sons estranho chamaram a atenção dos garotos
diz:
Após mais alguns passos, eles avistaram algo em meio à estrada, mais precisamente, uma carroça, aparentemente mercantil e puxada a cavalo; e próximo à ela, três homens jovens, de pouco mais de 20 anos, provavelmente. Todos esbeltos, barbudos e rudes. Os homens gritavam e grunhiam algo que até então, pela distância, os garotos não compreendiam. Por fim, quase que inaudível, os genins escutaram a voz de alguém que aparentava ser de idade mais avançada, mas as palavras também eram indistinguíveis.
Shiroiyama Raigetsu diz:
Vislumbrando a estranha cena na qual três homens discutiam com um idoso, Raigetsu logo assumiu que algo de ruim estava por ocorrer - considerando a aparência bárbara do trio, as probabilidades de terem acidentalmente esbarrado numa cena de assalto era um tanto quanto alta. O menino se aproximou, cauteloso, mantendo-se na trilha para agir apenas caso suas suspeitas estivessem corretas; não pretendia, afinal, intrometer-se no assunto alheio sem que fosse necessário. Para fingir desinteresse e desatenção, logo tratou de puxar assunto, voltando o rosto para o lado oposto da direção da carroça — Então, Satsuki-san! Você tem que fazer um daqueles bolinhos pra mim um dia. Uma pena que Kuro não seja lá grandes coisa na cozinha. — Comentou, com um sorriso, finalizando com um suspiro após sua última frase.
Kugashira Minamoto diz:
. - Via a carroça ao longe como uma chance de conseguir uma carona, a mesma se dirigia a rota da vila, talves pudessem ganhar algumas horas perdidas e descançar um pouco. A presença dos homens era vista por ele com desagrado, mas não por medo ou prudência e sim por ciumes de Maya, sentimento que fizera o mesmo encarar a Kunoichi com um semblante de questionamento enquanto bufava levemente, para ele todas as mulheres do mundo possuiam um unico dono ... Ele. Após poucos minutos já se aproximavam da carroça para poder ver melhor os integrantes responsaveis por está, e ao longo do caminho tentava aguçar a audição para perceber do que se tratava a discussão.
diz:
E ao se aproximarem da carroça...

— Anda logo, seu velho decrépito! Corra logo de uma vez antes que nós mudemos nossa decisão de “cuidemos” de você também! Anda! Anda! Hahahahahaha! — Falava alto um dos três homens. Agora, mais próximos, Satsuki e os dois garotos podiam visualizar com maiores detalhes a figura daquelas pessoas. O que acabava de falar era o que possuía a barba mas fechada, toda na cor preta, assim como seus curtos cabelos. Sem camisa, vestia uma calça branca, na qual trazia uma corda enrolada, uma pequena bolsa e uma espada. Os outros dois trajavam quase o mesmo, mudando somente a cor da calça. O que trazia a calça negra era careca, enquanto que o que possuía esta veste em cor cinza tinha longos cabelos castanhos, embora presos.
diz:
Já o velho possuía roupas simples, com uma longa bata vermelha sobre a calça que mal podia ser vista. E sua face cansada e enrugada possuía nenhum outro sentimento além do medo. Quando avançaram mais alguns passos até a carroça, que estava coberta por uma lona parda, escondendo seu conteúdo, os genins avistaram outro fato revelador: parcialmente escondidos ao lado direito da estrada, havia dois homens deitados ao chão. Suas gargantas estavam cortadas, e o rubro sangue já havia coberto o peitoral de um deles quase que por completo.
diz:
Tal cena era estranha ao conhecimento dos genins, posto que aquela estrada era uma das mais seguras do País da Floresta.

Quando homem desconhecido de calça branca notou a presença dos três jovens, olhou com imensurável desdém, dizendo em seguida: — Podem passar, crianças, e finjam que nada viram, ou acabaram como esses dois ali.
Shiroiyama Raigetsu diz:
O sorriso que Raigetsu demonstrava durante a conversa com Satsuki murchou assim que suas preocupações provaram-se verdadeiras; sangue havia sido derramado por aqueles homens, e não suficiente, tratavam com tamanha crueldade um senhor já idoso. Mantendo a compostura, o Genin voltou-se para Minamoto de forma a susurrar em tom sério e ligeiramente irritado — Então, Minamoto-kun, um pra cada? — Inquiriu, óbviamente inclinado a acabar com a graça dos ladrões. Tamanha maldade não deveria jamais sair impune.
Kugashira Minamoto diz:
. - Cenas que envolviam sangue eram comum para ele, os treinamentos do clã Kugashira geralmente acabavam em muito sangue, mas o maximo que pudera ver era ferimentos graves, mortes dentro do clã ou no seu cotidiano jamais fora visto. Tal cena não trouxera medo, mas sim revolta, um odio no qual jamais imaginara poder desempenhar para com outro ser vivo, durante alguns segundos se mantinha estatico observando os corpos na estrada, pelo padrão do corte eles nem puderam se defender, quando o homem se dirige ao trio, Minamoto ergue a cabeça de modo a encara-lo e em seguida observava o temor nos olhos do velho senhor. Frente ao questionamento de Raigetsu fala em voz alta para que os assaltantes pudessem ouvir. - - Sabe, eu imaginei que um dia eu fosse me deparar com uma situação dessas, e eu sempre imaginei que eu fosse fazer uso de minha espada para contornar o problema, mas sempre idealizei que a usaria com a lâmina invertida, sem a intenção de matar ... - Os olhos de Minamoto começam a passar a imagem perfeita dos seus sentimentos naquele momento, furia, furia essa que dirigia uma de suas mãos a katana em suas costas a sacando deixando clara sua intenção como resposta a Raigetsu. - - Acabo de mudar de ideia !!
Maya Satsuki diz:
— Revoltante... absolutamente revoltante! Isso não vai ficar assim! — disse também Satsuki, deixando transparecer os mesmos sentimentos que seus companheiros.
diz:
— E vocês vão fazer o que, tampinhas?! Cuidado com isto aí, rapaz, pode acabar se machucando! Hahahahaha! — completou o careca, falando especialmente para Minamoto.
Shiroiyama Raigetsu diz:
Com um suspiro, Raigetsu fitou seus companheiros e, em seguida, abriu um pequeno sorriso abobalhado — Bom, então eu vou primeiro! — Exclamou, imediatamente abandonando sua posição no centro de seu grupo conforme partiu contra os bandidos de forma a realizar zigue-zagues na estrada. Preparando-se para o ataque, o menino desembainhou a espada, deixando que esta arrastasse no chão durante sua trajetória contra o inimigo quando, num passe de mágicas, desapareceu em meio a poeira que havia sido erguida. Sua intenção era utilizar de uma aparição relâmpago na retaguarda do oponente mais distante, afim de retalhá-lo enquanto estava desprevinido.
Shiroiyama Raigetsu diz:
Com um suspiro, Raigetsu fitou seus companheiros e, em seguida, abriu um pequeno sorriso abobalhado — Bom, então eu vou primeiro! — Exclamou, imediatamente abandonando sua posição no centro de seu grupo conforme partiu contra os bandidos de forma a realizar zigue-zagues na estrada. Preparando-se para o ataque, o menino puxou para si a bainha que restou de sua espada, deixando que esta se arrastasse no chão durante sua trajetória contra o inimigo quando, num passe de mágicas, desapareceu em meio a poeira que havia sido erguida. Sua intenção era utilizar de uma aparição relâmpago na retaguarda do oponente mais distante para atacar-lhe com o objeto.
diz:
O improviso com a bainha da katana, perdida ao ser fincada na cabeça da serpente, deu certo! Usando do mais básico shunjutsu para se locomover para atrás do oponente que trajava calça branca, Raigetsu pegou-o desprevenido, desferindo-lhe um golpe em suas costas. Com o ataque, o oponente curvou-se para frente, virando o rosto para trás, para ver e entender o que tinha ocorrido.

— Shinobis! Esses moleques são projetos de ninjas! Vamos, matem todos os três! — gritou ele.
Kugashira Minamoto diz:
. - Aproveitava o momento de hesitação acompanhado pelo momento de surpresa do trio de assaltantes após o ataque de Raigetsu se deslocando para fazer o seu proprio, este diferente do de seu companheiro se fizesse contato seria letal. Com toda sua destreza e velocidade Minamoto explode em direção aos assaltante sua katana empunhada para tras de forma proposital, seu corpo ocultava a lâmina que só surge diante do ataque, um corte horizontal é realizado em direção do peito do mesmo assalntante que Raigetsu atacara previamente, se aproveitando que o corpo do mesmo se curvou melhorando assim seu alcance.
diz:
Contra a investida de Minamoto, todavia, o oponente já estava mais atento. No último instante, conseguiu observar o ataque, dando um passo para direita e esquivando-se do mesmo.
diz:
Dando sequência à investida do grupo, Satsuki dá um salto para trás, saca três shurikens em sua mão direita e atira contra o oponente de cabelo longo. Este tenta evita-las e os projéteis passam raspando pelo seu ombro direito. O mesmo oponente avança correndo contra Satsuki, de braços abertos para tentar agarrá-la, mas a garota foi bem mais ágil, saltando para trás e depois tocando levemente a cabeça do homem com seu pé, o que foi suficiente para desequilibra-lo tamanha foi a falta de destreza do mesmo ao atacar. O inimigo, então, cai de peito no chão.
diz:
O careca, até agora inerte, avançou alguns passos em direção a Raigetsu, a fim de cobrir a retaguarda do outro oponente que foi desfalcada pela investida do genin. Sacando sua espada, o homem ataca!


Última edição por Fësant em Sex 4 Nov 2011 - 23:47, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: {Camélia} Episódio 02: Surpresas do Caminho   Dom 31 Jul 2011 - 16:22

O careca, até agora inerte, avançou alguns passos em direção a Raigetsu, a fim de cobrir a retaguarda do outro oponente que foi desfalcada pela investida do genin. Sacando sua espada, o homem ataca. Não conseguindo reagir a tempo, Raigetsu vê a arma do inimigo cortar transversalmente seu traje shinobi, causando ainda um pequeno corte em seu peito, mas nada de muito doloroso ou preocupante. Entretanto, o cansaço advindo do antigo combate contra a serpente já começa a pesar junto a este novo confronto.
diz:
Enquanto isso, o terceiro e último criminoso saca sua espada, buscando, por sua vez, atacar Minamoto, que esta bem à sua frente.
Kugashira Minamoto diz:
. - A vez dos assassinos logo chega, um deles investe contra Minamoto, confiante este apenas sorri frente ao ataque, seu corpo ginga de uma forma quase imperceptivel e seus olhos acompanham o movimento da espada de seu atacante, quando a lâmina esta a menos de 2cm para tocar seu corpo o genin gira de forma magistral evitando um golpe que o assaltante poderia jurar que havia conectado. Minamoto encerra o movimento se postando as costas do inimigo, furtivo digno de um shinobi espreitando o seu proximo ataque.
Shiroiyama Raigetsu diz:
— Yare ... Eu gostava dessa roupa. — Comentou, em despreocupação, conforme fitou uma vez mais o oponente que estava em sua dianteira. De forma a brandir o cabo da espada, Raigetsu deu uma investida rápida em conjunto a um ataque de baixo para cima, na vertical; um corte invertido que visava acertar as partes mais íntimas e desprotegidas do ser humano de sexo masculino! Visto que desejava acabar logo com o combate, e também a ausência de qualquer arma letal consigo, este era o único recurso que poderia utilizar para equilibrar o jogo.
diz:
Mais certeiro não poderia ser! A precisão e a força empregada por Raigetsu no ataque foi tamanha que, sem chances de defesa, o careca somente deu-se conta do ocorrido quando a insuportável dor lhe acometeu. Levando instantaneamente a mão às partes genitais, o homem caiu de joelho, e logo em seguida ao chão, completamente atordoado e praticamente desmaiado.
Kugashira Minamoto diz:
. - Seu movimento defensivo levou a aquele momento, tentava usar de sua furtividade para atacar seu oponente e deixa-lo sem reação, sua presença oculta se espreitava como uma besta selvagem e tão logo suas presas eram mostradas, o corte dessa vez vertical ascendia do chão levantando um pouco de poeira devido a força empregada, o ataque vizava lacerar as costas do oponente de ponta a ponta e assim subjulga-lo.
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MensagemAssunto: Re: {Camélia} Episódio 02: Surpresas do Caminho   Qui 25 Ago 2011 - 7:46

Minamoto. - Seu movimento defensivo levou a aquele momento, tentava usar de sua furtividade para atacar seu oponente e deixa-lo sem reação, sua presença oculta se espreitava como uma besta selvagem e tão logo suas presas eram mostradas, o corte dessa vez vertical ascendia do chão levantando um pouco de poeira devido a força empregada, o ataque vizava lacerar as costas do oponente de ponta a ponta e assim subjulga-lo.
diz:
O homem não viu sequer a sombra do movimento de Minamoto. Como exímio espadachim, cortou verticalmente as costas do adversário, fazendo seu sangue jorrar e pintar de rubro a lâmina de sua espada. Para o oponente, evitar um grito de dor era impossível.

— Aaaarrghhh! Seu moleque desgraçado!
diz:
Enquanto isso, a alguns poucos metros dali, Satsuki prosseguia com sua investida e, aproveitando-se da condição desfavorável do homem, caído ao chão, executa uma sequência simples de selos, realizando um ninjutsu.
.
Maya Satsuki diz:
— Katon: Ohtori no Endan! - — e dito isso, a menina inspira fortemente, e quando expira, uma curta rajada de fogo é lançada por sua boca bem nas costas do alvo, que nada pôde fazer para evitar o ataque. O fogo queima levemente a pele do homem barbudo, mas nada de muito grave foi conseguido.
.
Este novamente se levanta, recompondo-se, e já avançando contra Satsuki tentando mais uma vez agarra-la e prendê-la em seus braços. Desta vez, contudo, foi efetivo. Movendo-se para trás da garota, o criminoso passa seu braço direito pelo pescoço da mesma, e o esquerdo pela cintura, imbobilizando-a.
.
Quase que simultaneamente, o outro comparsa, com as costas feridas, voltava seu corpo a fim de estar frente a frente com Minamoto e, bradando sua espada, tenta golpear o garoto no intuito de descontar o dano sofrido.
.
Kugashira Minamoto diz:
. - Puro reflexo e instinto, foram os ingredientes usados para evadir o ataque desferido por seu adversario, os olhos de Minamoto estavam focados no maldito que ousou tocar no corpo de Maya,os mesmos estavam arregalados e com um semblante desfocado, quem o encarasse diretamente podia perceber a furia do jovem genin. O corpo do mesmo desaparece em uma velocidade impressionante aos olhos de um homem sem treinamento algum, a lâmina corta somente o ar, o ponto onde Minamoto deveria estar não passava de um vazio, e o mesmo logo se deslocava em direção ao bandido que tentava subjulgar sua companheira, traiçoeiro como um shinobi deveria ser se aproximava de seu alvo por um ponto cego, no intento de realizar um ataque contra um novo inimigo do mesmo modo que fizera antes, agil, sorrateiro e letal.

Shiroiyama Raigetsu diz:
Dois haviam tomado perante os Genins e, visto a situação atual, o último sequer possuia a menor chance de escapar impune. Com um suspiro, Raigetsu aproximou-se do homem que havia derrotado, observando a pose nada máscula na qual havia sido deixado após um chute certeiro entre as bagas — Yare ... — Resmungou perante quão desnecessária foi a situação, volvendo o pescoço para que pudesse encarar o último de forma a abrir um pequeno sorriso sem graça e, em seguida, apontar contra o amigo selvagem e violento que não havia hesitado em fatiar quem se metesse no caminho — Er ... Oji-san, eu recomendo começar a correr. — Nenhum ser humano, por mais pecador que o fosse, merecia um destino tão cruel quanto o que Minamoto-kun lhe daria, afinal. Com cara de taxo, o menino sentou sobre a carroça, com pose de comportado, enquanto observava a reação do ladrão.
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MensagemAssunto: Re: {Camélia} Episódio 02: Surpresas do Caminho   Sab 22 Out 2011 - 10:50

O pobre bandido não enxergou nem um simples relance de luz do brilho da espada. Minamoto avançou agilmente, golpeando sem hesitar as costas do inimigo, em um corte transversal que feriu quase que toda a extensão da mesma. O rubro sangue imediatamente se esvai, manchando o chão e lâmina da katana do genin. Imerso em imensurável dor, o meliante de prontamente solta Satsuki, que respira aliviada, embora também levemente aterrorizada, pois nunca imaginava ser Minamoto capaz de um ataque tão frio. O bandido cambaleia para trás, um dois, três passos, até recuperar o equilíbrio, mas não a semiparalisia causada pela súbita dor, que o impediu de balbuciar uma única sílaba sequer, quanto mais oferecer uma ofensiva contra os genins.
.
Maya Satsuki diz:
— ... Obrigada... Minamoto-san - — agradeceu a garota, ainda um pouco ofegante e incrédula. Mas, como verdadeira kunoichi, logo aprumou-se, recordando que ainda estava em combate. Olhou para trás e viu Shiro sentado na carroça, observando a cena que ocorrera como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ela então entendeu que aqueles dois realmente nasceram para serem ninjas.
.
Shiroiyama Raigetsu diz:
A lâmina de Minamoto cortou o ar feito um relâmpago; seu brilho prateado tornou-se rubro em questão de segundos, e acompanhando a cena, Raigetsu arregalou os olhos em surpresa perante a forma como seu amigo sequer hesitou em ferir de forma letal outro ser humano. Saltando da carroça, o menino pôs as mãos no bolso e caminhou com um sorriso amarelo até Minamoto, um pouco acoado — M-Minamoto-kun, acho que foi suficiente, não é mesmo? — Seus olhos fitaram de imediato o bandido logo a frente, demonstrando pouca para nenhuma amistosidade. Como aviso final então disse — Seria melhor pra todos nós se você apenas fosse embora. Por menos valor que você tenha como pessoa, ainda não acho que tenha feito o bastante pra merecer morrer. — O Gennin parou cerca de quatro metros do homem, em postura ereta e desprovida de medo. Foi quando, de repente, abriu um sorriso de orelha a orelha e estendeu a mão direita, coçando a nuca com a outra — Ah, ah ... Seria bom se também me desse sua espada.
Kugashira Minamoto diz:
. - Após seu ataque se postara a frente de Satsuki, de um modo que ela não pudesse ver seus olhos, caso fosse possivel ela veria o semblante de alguem que fora traindo para aquilo, alguem que se porta de maneira fria sem recuar frente a violência, treinado nesses preceitos o jovem genin ignorando completamente a presença de Raigetsu pois sabia ainda definir aliados de inimigos se dirige aqueles assassinos falando de forma ameaçadora, mesmo intimidação não sendo seu forte suas ações poderiam falar por si só. - - O Clã Kugashira me ensinou que só devo sacar minha espada quando eu tiver total e completa intenção de terminar com a vida do meu inimigo, nesse momento não existe nada que ira me fazer parar senão a morte ou incapacitação de vocês !! - Era uma voz fria e distante, algo quase que programado como se ele tivesse sido exposto aquela filosofia milhões de vezes até que se acostumasse com a ideia, aquela era uma pequena prova do que era o seu clã, combatentes tão determinados que só parariam suas ações com a sumaria destruição de seus adversarios. No entanto após alguns segundos passados os olhos de Minamoto piscam varias vezes como se estivesse despertando de um transe e com sua voz caracteristicamente abobalhada e empatica falava meio a um sorriso simpatico. - - Ou vocês podem fugir se preferirem !! - Coçava a cabeça mostrando a lingua enquanto olhava para tras piscando um olho para Satsuki.
.....
Apesar de serem duas crianças, aqueles dois fedelhos pareciam estranhamente assustadores, ainda mais para alguém que mal viu quando foi ferido. O cabeludo de costas ensanguentadas não pensou duas vezes. Engoliu seco, passou a suar frio, e tentando inutilmente esconder seu medo, disse:
.
Bandido diz:
— Vo-vo-cês ti-ti-veram muita so-so-sorte! Dessa vez eu vou deixar passar, moleques, mas na próxima, não ousem nem pisar em minha sombra, que não haverá perdão! Vamos! Deixem esses fedelhos e este velho caquético aí. Não tem nada de muito valor mesmo. Vamos embora! - — bradou aos outros dois, enquanto caminhava de costas, sem desgrudar os olhos dos dois genins. O outro bandido que ainda estava de pé jogou sua espada ao chão e correu por entre os arbustos às margens da estrada, desaparecendo. Já o terceiro não conseguiu nem levantar, permanecendo ao chão, com mão a massagear as partes baixas brutalmente atingidas por Shiro.
.
Maya Satsuki diz:
. - Ainda surpresa, mas já tranquila, Satsuki baixa sua guarda, e então passa a fitar aqueles dois garotos que demonstraram ser bem mais hábeis do que parecem. Talvez a costumeira brincadeira e pirraça entre ambos, e a falta de noção do moleque pervertido, tivessem dado a impressão errada dos mesmos à garota, que, muito feliz e satisfeita, sorri para ambos. - — Que bom que tudo deu certo! Mas... o que vamos fazer com ele? — - perguntou, virando o rosto para o bandido que ainda estava ao chão.
.
Shiroiyama Raigetsu diz:
O menino agaixou-se de pronto assim que a arma foi deixada para trás. Com uma expressão contente observou seu brinquedinho novo, brandindo no ar como se faz com um pedaço de pau como quem jamais segurou uma espada na vida. Aquela desventura havia lhe provado algo que parecia já saber a algum tempo - o que Minamoto tinha dentro de si era em muito similar ao que o próprio garoto possuia. Com pose mais relaxada e olhar de satisfeito Raigetsu rumou o bandido restante, arqueando uma sobrancelha — Hmmmm ... Acho que depois dessa surra é melhor deixar o pobre homem em paz. — O Gennin deu meia volta após inspecionar o estado lastimável do bandido e partiu de encontro a carroça, onde se sentou e gritou para o velho — Jii-san, o senhor já tá seguro! ... A propósito, Minamoto-kun, aquele lance todo com as espadas foi tããão legal — Comentou, observando o amigo com olhos brilhantes e enormes enquanto levou um dos dedos indicadores até a boca, em sua pose kawaii mais temida — ... Quetalmensinar?! — Perguntou depressa, fazendo joinha no processo.
.
Kugashira Minamoto diz:
. - Brandindo sua katana fazia um movimento lepido a embanhando em seu bainha, o sorriso em seu rosto desaparecera momentaneamente observando os assassinos se distânciando de sua vitima, logo percebi Raigetsu caminhando na direção da vitima que ficara com vida e este logo se encaminhava em direção aos mortos na estrada, a 1 metro destes se punha de joelhos enquanto juntava as mãos em uma prece para que suas almas fossem bem guiadas para o outro mundo. Ao terminar ouvia seu companheiro impressionavel elogiando sua tecnica de esgrima e logo este reagia levando a mão a cintura e gargalhando de cabeça erguida. - - Hahahahahahahah seu idiota, você ainda tem muito o que aprender, um dia se você me derrotar eu lhe ensinarei minha suprema e majestosa arte de combate !! - O nariz de Minamoto crescera uns 20cm de pura vaidade, sentimento que logo foi substituido com um semblante de morte, pois se lembrara de que se alguem do seu clã tivesse visto sua conduta ele seria alvo de uma punição que somente poderia ser representada por pesadelos. - "Ensinar minha técnica, se eu faço isso nem o vovó me perdoaria, ele me colocaria de cabeça pra baixo e treinaria golpes de Iaia por horas !!" - A mera lembrança fazia seu corpo estremecer por alguns segundos, depois de balançar a cabeça e bater nas duas bochecas com ambas as mãos despertava de seu pesadelo e então se dirigia a Satsuki. - - May-channnn, você viu o meu poder ?! Agora você sabe que se casar comigo tera um homem de braços fortes, poderosos e acolhedores para lhe proteger !! - Rapido como um relampago já estava de joelhos tomando uma das mãos de sua companheira e esfregando seu rosto em sua macia pele.
Shiroiyama Raigetsu diz:
A resposta de Minamoto fez recair sobre o Gennin uma terrivel aura de tristeza. Enquanto o espadachim tomava as mãos de sua 'princesa', a imagem de Raigetsu era vista passar no plano de fundo, em forma Chibi, chutando uma pedrinha e cruzando a cena enquanto resmunga para si mesma — Derrotar? Sabe bem que isso nunca vai acontecer. Cruel, muito cruel. — O Gennin sentou num cantinho e abraçou os joelhos, apoiando o queixo sobre os braços numa pose de injuriado.
.....
Do outro lado, o velho comerciante saía debaixo da carroça, ainda um pouco assustado, mas confiante o suficiente para mostrar-se. Ele caminha vagarosamente até os três genins, seja pela idade ou pelo pequeno temor que ainda restava pela recente cena, e diz.
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Velho Comerciante diz:
— Muito obrigado, crianças! Vocês realmente me salvaram! Nem sei como posso agradecer! Aliás, sei sim. Vejo que vocês tem a bandana de Tsubaki. Por acaso estão indo para a Vila? Se quiserem, tem um espaço em minha humilde carroça. - — disse o senhor, sorrindo e reverenciando os três genins o máximo que podia e que sua coluna permitia.
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Kugashira Minamoto diz:
. - Antes de assumir qualquer decisão frente a proposta feita se dirigia ao comerciante enquanto apontava para os corpos que estavam na estrada. - - O senhor não os conhecia ?! Não acho certo deixa-los aqui deste jeito, eles merecem pelo menos ser enterrados ... - Sua preocupação com os mortos ia alem de obvia, aquela cena de algum modo fazia com que lembranças a muito tempo perdidas pouco a pouco voltassem a sua memoria, algo que tinha certeza que tinha que ser esquecido. Minamoto era um pouco supersticioso mas não tanto para justificar toda aquela preocupação, acho curioso a frieza daquele velho senhor que mesmo ainda tremendo desconsiderava o fato de que houve um homicidio ali, até chegou a imaginar que fossem amigos ou membros de sua familia, mas pelo visto se enganou.
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Shiroiyama Raigetsu diz:
Ainda em seu remoto cantinho, o pequeno Gennin vislumbrou de relance os corpos que haviam na estrada antes de tomar qualquer decisão quanto a que ser feito. Com um suspiro, ele se ergueu e foi até a carroça, onde sentou pela beirada e cruzou uma das pernas — Por mais que eu concorde, não acho que possamos fazer nada a respeito, Minamoto-kun. Sensei-onee-san nos deu um prazo pra chegar até a Vila, afinal, não deu?! Enterrar todos os corpos nos custaria um tempo precioso. — Enquanto conversava deixou que o corpo recaisse para trás, estirando-se na carroça com ambas as mãos por de baixo da nuca como travesseiros improvisados. Sua vida de Gennin mal havia começado e já havia presenciado mais cadáveres do que gostaria.
Velho Comerciante diz:
. - O velho olhou para o lado, fechando os olhos em feição triste e depois voltando a falar com Minamoto. - — Não, não os conhecia. Eles também estavam viajando por esta estrada, a uns bons metros à minha frente, pra ser mais exato. Não estávamos juntos. Mas claro que não pretendo deixa-los aqui. Também ia pedir ajuda a vocês para carregar os corpos, por sozinho não tenho como. Como o destino final desta estrada é somente a Vila da Camélia, é até coerente supor que eles também são de lá. Então, vocês podem me ajudar? - — pediu o senhor, ainda com semblante entristecido.
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Kugashira Minamoto diz:
. - Sem delongas voltava a se aproximar dos corpos, e logo os tocava sem demonstrar nenhuma hesitação os tocava de modo a pega-los e leva-los até a carroça, uma imagem que por olhos mais experientes poderiam definir o jovem genin como alguem cuja a frieza era digna de um shinobi mais experiente que seu rank poderia dizer, de certo modo aparentava já ter lidado com a morte algumas vezes sabendo demonstrar respeito e até mesmo compaixão perante a ela, chegou a sujar sua roupa com o sangue das vitimas e não pareceu se importar nem um pouco. Os que o conheciam poderia dizer que ele iria pedir para Satsuki se afastar e esperar na carroça justamente por se tratar de uma mulher, mas o oposto era feito. - - May-chan você poderia vir me ajudar por favor, o mesmo vale pra você pirralho preguiçoso, não foi você mesmo que disse que tinhamos um horario a respeitar, então porque você nem vem dar uma mãozinha !! - De certo modo o Kugashira queria compatilhar aquela sensação com seus companheiros, quanto mais cedo aprendessem a lidar com aquela situação mais preparados estariam para uma realidade não tão distante, sua intenção era de ensinar assim como fora ensinado, mesmo podendo parecer uma conduta radical ele aprendera que não deixava de ser necessaria.
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Maya Satsuki diz:
— Isso é mesmo necessário, Minamoto-san? - — a garota, mesmo estando evidentemente contra prestar aquele favor, dirigiu-se até o Kugashira para ajuda-lo. Realmente, ter contato com a morte não era algo bem do cotidiano da garota, que fazia força, bancava a forte, e segurava as lágrimas que ameaçavam cair. Era inevitável sentir algo de fúnebre, de triste e de medo estando naquela cena. - — Coitados... se ao menos nós pudéssemos ter chegado alguns minutos antes... isto não teria ocorrido... — disse a moça, com olhos caídos e molhados.
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Shiroiyama Raigetsu diz:
Com pouca para nenhuma animação o garoto se ergueu da carroça, descendo mais uma vez. A passos lentos seguiu de encontro aos corpos e, em seguida, parou afim de fitá-los. Raigetsu exibia um semblante sereno, frio, acompanhado por uma expressão tão rigida que faria qualquer espectador se questionar quanta experiência de vida tinha o menino. Foi quando seu rosto esverdeou, tornou-se roxo e por último inteiramente pálido — Num dá! — O menino correu para Minamoto num flash, agarrando-lhe pela manga da blusa enquanto balbuciava com os olhos cheios de lágrima — Por que esses ojii-san tiveram que morrer tão cedo?! Por que o mundo é tão cruel?! Acho que ... Acho que ... preciso de um minuto para respirar. — Em seguida, para concluir a cena, esfregou o peito das mãos contra as vistas e encarou Satsuki com o mais brilhante, profundo e melancólico olhar que poderia fazer dentro de suas habilidades — ... Com licença. — Falou, dando de ombros para uma retirada estratégica rumo a algum lugar bem longe daqueles cadáveres. Quem o visse de frente perceberia que mordia os lábios em expectativa e observava por cima dos ombros de forma suspeita, se perguntando se havia feito o suficiente para convencê-los a deixá-lo de fora do trabalho braçal.
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Kugashira Minamoto diz:
. - Antes da partida estrategica de Raigetsu pode perceber que toda aquela cena não passsava daquilo ... encenação. Pode se sentir familiar quando viu seus olhos encarando estatico os corpos, aqueles olhos eram de quem tinha alguma experiencia com a morte, e que tal experiência fosse ainda pior para o companheiro que para ele, conhecia Raigetsu a alguns anos sabia mais ou menos quem ele era e qual era a verdade por tras daquela imagem infantil barata. Suspirando balançava a cabeça carregando o ultimo corpo deixando que Raigetsu partisse sem dar nenhuma palavra enquanto se comunicava diretamente com Satsuki. - - Eu sei que não é uma experiência muito prazerosa, mas acho que é necessaria, como o pirralho disse temos que chegar o quanto antes a Camélia ... Mas lembresse Maya-chan, essa é a nossa realidade, todos teremos que nos acostumar a ele, eu sinceramente sugiro que você chore, é bom pra desabafar !! - Sorria com uma naturalidade sem igual, até parecia que esquecera que estava carregando um corpo sem vida. Logo todos estavam sobre a carroça e o grupo pronto para partir. - - Muito obrigado pela sua generosidade Ojii-san, somos muito gratos, estariamos perdidos se não fosse o senhor.
.....
O velho comerciante somente sorriu, acenando a cabeça positivamente. E logo tomou as rédeas em suas mãos, sacudindo-as, ao passo em que os dois cavalos respondiam ao estímulo, andando. Dali para frente, seria uma viagem agradável, sem preocupações, repleta de pirraças e brincadeiras entre os dois garotos, e declarações de amor a Satsuki, todas mal correspondidas. Quando o sol estava prestes a se por, eis que os genins avistam a entrada da Vila da Camélia. Os campos verdes de grama alta tremulando ao vento, as bases das duas montanhas que formam o vale do rio Tanetori, que corta a Vila, e a grande muralha erguida entre esses acidentes geográficos. Ao fundo, o Palácio da Camélia, e o sol se escondendo entre as nuvens que circundam seu céu. Era o lar dos genins. O desafio estava completo.
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Em cima do muro, coberto pelas sombras criadas pelo belo crepúsculo, dois vultos ocultos aos genins conversavam, enquanto observavam a chegada dos pequenos ninjas. Um deles, uma figura masculina de trajes escuros como seus olhos, pele alva e cabelos também pretos, e lisos, estava sentado, calmo. O outro, se os genins pudessem enxergar o local, era Nayumi, de pé e braços cruzados sob os fartos seios, ouvindo as palavras do homem que a acompanhava, enquanto fitava orgulhosa seus três tutelados.
.....
Homem de Negro diz:
— É... eles voltarem inteiros. Estou com pena de meu “bichinho”. Será que o machucaram muito? - — disse em tom baixo, quase em sibilo de tão pouca era a abertura que sua boca fazia ao falar. - — Você não pegou leve demais com ele, Nayumi?
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Aoki Nayumi diz:
. - A jounin ainda fica alguns segundos em silêncio, aparentemente distraída, antes de responder. - — Certamente que não, Shinzo. Não esqueça: por mais que tenham boas capacidades, são somente crianças. Mas bem, obrigado pela ajuda. Agora vou lá recepciona-los. - — disse, preparando-se para saltar.
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Homem de Negro diz:
— Não precisa agradecer. Até porque, palavras pouco significam para mim, minha linda. Depois acertamos a forma de pagamento. - — disse, olhando maliciosamente para Nayumi, que jogou-se muro abaixo sem responder ao homem de nome “Shinzo”.
.....
Os genins “desembarcam”. Prontamente, agradecem, e começam a caminha Vila adentro, enquanto o velho também avança ao interior da Camélia, em sua carroça. E eis então que uma cortina de fumaça surge poucos passos a frente dos genins. Sob a mesma, depois da dissipação, a conhecida mulher jovem e cabelos castanhos surge aos garotos.
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Aoki Nayumi diz:
— Bem vindos, meus alunos! Chegaram até com certa folga, não é mesmo? Como foi o passeio? - — disse Nayumi, em voz alta e empolgada, com um sorriso largo, de orelha a orelha.
.....
Shiroiyama Raigetsu diz:
A viagem até a Vila provou-se mais tranquila que os desafios encontrados pelos Gennins enquanto sozinhos na floresta. Raigetsu caminhava um pouco distante do grupo, a passos lentos, pois seu estômago reclamava devido a falta de comida - resultado dos maus atos de seu irmão, cujo ódio pelo menino provava-se mais e mais um encômodo e tanto! Foi quando, de repente, a entrada triunfal e pouco modesta de sua Sensei o fez esquecer de basicamente tudo e correr feito desesperado para ser o primeiro a ter a palavra. O garoto arqueou-se para frente em reverência e, em seguida, se manteve ereto feito um poste, em continencia, com duas estrelas gigantes e brilhantes no lugar dos olhos — Sensei-nee-chan, terminamos! Terminamos! Agora já estamos um passo mais próximos de sermos tão bons quanto seu antigo time super ultra famoso, certo ?! — Questionava de maneira ingênua, trazendo no rosto diversas ranhuras, ematomas e sujeira das aventuras que passou.
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Maya Satsuki diz:
— Nayumi-sensei! Estou morta de cansaço! Mal aguento ficar de pé... - — disse Satsuki, deixando-se cair de joelhos ao chão. A menina leva as mãos aos cabelos, tentando arruma-los da bagunça que o vento e os combates lhe fizeram - — Preciso de um banho, urgente! Mas... estamos aprovados, não é, sensei?
.
Kugashira Minamoto diz:
. - Após agradecer ao velho comerciante devidamente e pedir para que o mesmo se encarregasse da dura missão de descobirir e informar aos familiares das vitimas o ocorrido. Logo podia perceber que estavam sendo aguardados por sua sensei, com a aparição da mesma Minamoto ficava somente parado a poucos metros da mesma, graças a sua altura tinha uma posição privilegiada, olhando em linha reta poderia ver tudo o que queria, mais uma vez suas narinas estavam dilatadas e um pouco de saliva escorria pelo canto de sua boca, talvez o reflexo da fome junto a memorias de uma vida de neonato explicassem aquela conduta. Não tinha certa, mas entre Raigetsu e Satsuki ele deveria ser o que estava em melhores condições, mesmo com a privação de horas de água e comida ele estava em bom estado, poderia aguentar bem mais, mas graças a boa sorte que tiveram chegaram bem antes do previsto.
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Aoki Nayumi diz:
. - Ao ouvir Shiro novamente citar o “time ultra famoso”, a jounin fica levemente desconsertada, mas tratando-se de se recompor agilmente antes que os garotos percebam. E depois, responde a Satsuki. - — Claro que sim. Foi este o trato e a condição imposta. Vocês são realmente dignos de serem meus alunos! ... Ou quase... - — disse, cruzando os braços bem sobre os seios, atrapalhando a concretização dos desejos capciosos do genin. - — Quem olha o que não deve acaba cego, Minamoto-kun. - — completou a tutora, com um sorriso que realmente não expressava nenhum conforto.
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E assim terminaria aquele dia. Os genins contariam à Sensei todas as suas astúcias e desventuras, lamentariam as tragédias, e sorririam orgulhos de terem alcançado o resultado final desejado. A partir de então, são oficialmente shinobis, tuteladas pela “Grande Aoki Nayumi”, como a jounin fazia quase sempre questão de falar. As experiências na floresta mostraram aos jovens o quão perigoso é ser um ninja, ao tempo em que também anunciava que situações bem mais complicadas seria vivenciadas dali em diante...
(...)
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{Camélia} Episódio 02: Surpresas do Caminho
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